Pensamento do dia 27
de junho de 2...
“ É do botão da renúncia
ao pequeno eu que nasce o doce fruto da
Libertação final. O peregrino que quer refrescar os membros em águas correntes,
mas não se atreve a mergulhá-los por pavor à corrente, arrisca-se a sucumbir de
calor”.
HPB.
Pois bem, esta é uma situação que retrata o que mais tem nos
retido na cadeia evolutiva.
De certa forma temos ficado sempre em cima do muro, pois
recebemos a informação a aceitamos mas não praticamos.
O ser humano assimila por repetição e pela condição
de colocar em pratica o que acredita. Não há outra forma de fazê-lo neste nível
de consciência que nos encontramos.
Por outro lado, iniciar conceitos novos sempre foi problemático,
pois exige coragem em abandonar conceitos antigos. Exige que saiamos da mesmice
e isto tem sido inconveniente. Exige novos esforços, mais intensos, busca,
assimilação, determinação, continuidade, etc..
Não somos muito afetos a novos esforços, mas a vida inteligentemente
nos empurra para situações novas, fatos novos, coisas contundentes que nos
obriga a tomar novas decisões ou a empreender novos caminhos.
Esta é uma postura dos velhos tempos e não dos tempos atuais:
“É do botão da renúncia ao pequeno eu
que nasce o doce fruto da Libertação
final.”
Nada ocorre de forma abrupta, pois diversos recados,
situações e informações, abundam antes de um fato contundente acontecer.
Na maioria das vezes estamos desatentos, preguiçosos e não
damos a devida atenção.
Temos sido pouco atenciosos, pois nos acostumamos a que
outros decidam o que devemos ou não fazer, o que devemos ou não mudar, pois
desigualar-se dos demais ainda é algo muito difícil para muitos.
O texto alerta os peregrinos, os caminhantes da Vida, para a
premente necessidade em vencer desafios, arriscar-se, CONFIAR, ter coragem, ENVOLVER-SE,
pois a corrente do conhecimento é contínua e clama nossa presença.
O texto cita a renúncia, pois não podemos seguir em
frente sem renunciar ao que ficou para trás.
Isto não quer dizer abandonar o conhecido mas trocar algo
menor por algo maior, informação limitada por informação abrangente, limites
por novos limites, preconceitos por conceitos, lembrando sempre, que estamos
vivendo verdades relativas e estas se reciclam continuamente na medida
que nos arriscamos a mergulhar nas águas desconhecidas do saber.
Como diz Pietro Ubaldi, a vida é um eterno vir a ser, onde o
novo sempre vem para ocupar o espaço do antigo. Mas, no livre arbítrio temos de
permitir, temos de consentir que isto aconteça . Sem este consentimento nada
ocorre e estacionamos, ou no texto de HPB, refrescamos
os membros, mas não nos refrescamos e podemos sucumbir ao calor.
O Grupo vem vivendo um conjunto de novas informações, mais dinâmicas,
mais intensas, mais atuantes que exige muito mais do seus elementos, pois quem
nos conduz sabe exatamente o que é necessário em cada momento da vida. Leva em
conta conjunturas planetárias e não individuais.
Se não dermos respostas à altura, estes impulsos diminuem,
irão tornar-se “mornos” menos intensos, mais esparsos e podem sumir, pois não
há desperdício de energias no universo.
Uma energia modificadora é cíclica, ou seja, ela vem,
mensura a absorção, continua ou desaparece. Se desaparecer repetirá em outro
ciclo. O tempo entre um ciclo e outro envolve as conjunturas universais,
portanto, não temos noção sobre isto.
Na absorção, esta energia modificadora começa a emanar
impulsos com diversas intensidades e na medida das respostas de quem vem recebendo
estes impulsos, estes se intensificam ou podem diminuir, portanto está sob
nosso domínio a própria evolução.
Envolver-se e em que intensidade será determinante para o continuísmo
destes padrões energéticos e impulsionadores.
Portanto temos sempre de avaliar nosso compromisso e nossos desejos ao entrarmos nesta seara,
pois na atual conjuntura planetária, poucos devem assumir as funções de
muitos.
Muitos não estão dando respostas aos impulsos enviados, não
estão atentos às informações passadas, continuam fortemente envolvidos com a
vida ilusória, finita e decadente que os cidadãos da Terra vem enfrentando.
Não se atentam ou não querem se ater aos graves perigos que
a humanidade vem enfrentando e terá de enfrentar, não só por sua ineficiência
como cidadão da Terra, mas também pela virada cíclica planetária.
Enfim, precisamos
pensar e refletir de forma abrangente, muito abrangente e se posicionar a respeito para que sejamos incluídos em tais
impulsos nesta transformação do ciclo planetário.
Hilton