Continuação
(7)
Pensamento
do dia 19 de julho de 2...
(1)
Existe um significado mais elevado?
Todos
nós temos prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia
e amorosa e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em
empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas.
Família,
trabalho, amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso
pode trazer conteúdo e sentido por muitos anos.
Mas
quando envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está
faltando.
Uma
pergunta pode estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado
maior para o ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos
os seres humanos, para a nossa vida na terra?
Paul
Brunton.
Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos próximos
pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.
(2)
O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma
verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais
elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é
apenas semiconsciente.
PB.
Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de reencarnarmos.
Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada reencarnação, prestando
atenção somente às nossas necessidades ilusórias. São ilusórias, pois são
perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda continuamente
suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos aspectos
físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo de
tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter” e
“poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo
da vida que é eterna.
Nos preocupamos com as aparências e significativamente com a
vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil,
inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que acontece na
vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na dedicação
aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na curiosidade,
entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a interiorização
do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria ser a
atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a maior
parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna
incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento, por isso
que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao mais
elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades
essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações,
respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias,
repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria normal.
Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade,
determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem sentido. Me
deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que a vida me
reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no azar, no
acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.
Todos nós precisamos de um redirecionamento de prioridades pois as
consequências tem sido cada vez mais graves e mais contundentes. Isto só tende
a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela que será a grande decisão,
continuar ou abdicar do livre arbítrio.
(3)
O processo de evolução humana serve a um propósito duplo. O primeiro é
desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais. O segundo é
levar o indivíduo a investigar, e se tornar plenamente consciente de, sua
origem divina.
PB.
Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais
para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente consciente da
nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por
satisfeito, ou vem, quase indefinidamente, dedicando-se a envolver-se
cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o
suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou,
racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida
material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de
“domínio sob medos” com indivíduos fracos que ao longo do tempo
fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e intelectuais
deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e cósmica.
No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque provem do
Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades, empecilhos que
atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais, para
percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos esforços
para desenvolver-se.
A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao longo das
eras, mas a maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e
intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca
pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física,
mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das eras,
diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões, vieram
assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este
continuísmo investigativo.
A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando” ideias e
ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da pesquisa
sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos nos
autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo horizonte
poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço ilusório
que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e perfeccionismo,
voltando-se tão somente, para as vaidades.
O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim, pois a
cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros, novos
conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é repetir.
(4)
Estamos aqui no mundo físico para um propósito mais elevado que o óbvio
propósito físico da autopreservação, pois mesmo este contribui para ele.
Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior. Toda experiência
física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.
Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte dos
instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra. Hoje
é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar ao nosso
coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que os
pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção da
vida humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase
mental/intelectual.
Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar entrando na
fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento com o Eu
Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e impulsos
originados nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências Elevadas
que emanam e não encontram campo fértil na mente humana, para desenvolverem-se.
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para que tais
percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos dias atuais,
para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo terreno.
A principal característica desta situação é a insatisfação que
borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a confusão, para a
ausência, para a necessidade de algo que não conseguimos identificar e muito
menos encontrar. Isto ocorre porque nos voltamos, e tão somente, para as
ilusões da vida material.
O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência física é
apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece (Lei do
Livre Arbítrio).
(5)
Esta Terra, com as várias experiências de bem e mal, alegria e sofrimento, paz
e perigo que nos oferece, é uma escola iniciática conduzindo o homem animal
primitivo ao desenvolvimento da consciência até que alcance a primeira
descoberta de seu Eu Superior.
Pois bem, temos de perceber que o bem e o mal, o certo e o errado,
faz parte do aprendizado no estágio atual.
No entanto, sair desta escola iniciática é uma decisão que caberá
a cada um tomar no momento do encerramento deste ciclo terreno, que se aproxima
velozmente.
Nos encontramos nesta fase, na oportunidade oferecida, e cada um
definirá sua escolha.
Um ciclo planetário abrange subciclos, onde a humanidade teve
ápices de ascenção e desdobramento evolutivo.
De forma resumida, ganhamos o corpo mental nos primórdios da raça
humana, para o desenvolvimento do intelecto, da inteligência; na era
Atlântida o corpo emocional, onde as paixões como forma rudimentar do amor
começou a tomar forma, e assim ocorreu sucessivamente através de experiencias
individuais e coletivas, onde padrões de evolução material foram introduzidas
para que pudéssemos discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado.
Mas o ciclo se encerra, chega ao seu final e a cada ser humano
terá de optar pelo caminho a seguir.
A nova meta, no novo ciclo terreno, se volta para a ascenção em
viver o Eu Superior. Novos objetivos, significados, dimensões, contatos,
conceitos, alteram-se para um novo patamar de ascese que inicia-se a partir das
modificações da superfície terrestre.
Uma leva de seres humanos estão se preparando e sendo preparados
para a 6ª Raça Humana que não mais se fixará no desenvolvimento dos planos
materiais, mas no desenvolvimento dos planos espirituais.
Podemos dizer que a matéria ficará em segundo plano, como hoje vem
ocorrendo com o espirito, mas não por desleixo ou indiferença como hoje é
característico, e sim porque as necessidades materiais simplesmente serão
supridas para não desviar o novo homem das novas metas que lhe será apresentado.
Nada se compara com o que hoje acontece. Será tão diferente que
podemos, literalmente dizer, que a nova Terra será um novo mundo.
Relances deste novo contexto estão sendo disseminados para
aqueles, cujas Tarefas faz parte esta divulgação.
(6)
Ele pode ter que chorar por um mero vislumbre da alma. Mas uma vez obtido,
certamente vai chorar de novo por seu retorno. Pois ele agora sabe por
convicção inabalável e por esta demonstração viva que a realização permanente
da Alma é a razão para qual ele está aqui na Terra.
PB.
Pois bem, neste texto nos colocamos na primeira pessoa.
Desejar ardentemente um vislumbre da alma é a meta, a razão de
viver, é concluir o salto que vem se ensaiando vida após vida, é o ápice de uma
longa e dolorosa espera.
A manifestação da alma nos convencerá para sempre da razão da
nossa existência, da importância do viver e da existência eterna.
Tudo fará sentido. As dificuldades, os contratempos, os esforços,
as lutas, as alegrias, as convivências, os motivos, as razões, enfim a vida
manifestada se justifica.
Temos tido muito pouco em que se apoiar e em quem se apoiar,
simplesmente pelo fato de que não precisamos nos apoiar em nada e em ninguém.
Somos perfeitos e completos por origem, portanto a meta é o autodescobrimento e
o autoconhecimento.
É a ascenção para o Eu Superior.
O vislumbre é o objetivo. Não sabemos quando e como ele
acontecerá, portanto o que temos a fazer e nos prepararmos intensamente para
sua manifestação.
Nossa atenção tem de voltar-se para metas subjetivas, impalpáveis,
pois todas as demais pertencem ao mundo das ilusões, das mentiras, do faz de
conta.
Este mundo irreal nos ensina disciplina, discernimento, controles,
identificações, em especial do bem sobre o mal, é só.
Símbolos podem expressar-se, pois estes pertencem à linguagem
cósmica e ao cosmos pertencemos.
A alma não se comunica por diálogos. Isto são artimanhas da mente
que através da personalidade, personifica diálogos, então tudo é passado.
Muitos se iludem com os “pseudos diálogos” da alma. Pura ilusão,
fantasia, preconceitos, passados, pois a alma nos envolve como um todo. Voce
não escutará um som, mas você sentirá o som. Voce não sentirá uma sensação,
pois ela sempre esteve em você. Voce não será chamado a atenção, simplesmente
acontecerá e irá ocorrer aonde for necessário e não em locais especiais, ditos
esotéricos, ditos sagrados, ditos místicos.
A alma simplesmente se manifesta e na sua manifestação iremos
perceber que está e sempre esteve conosco, pois somos seres completos e
perfeitos.
Mas, porque isto não ocorre para todos e com a devida frequência?
Ocorre e acontece, mas estamos sempre por demais distraídos para
perceber.
Estamos tão envolvidos com ações, assuntos, compromissos e metas
inadequadas, esdrúxulas, superficiais, perecíveis, que não sobrou um “tantinho
sequer de atenção” para perceber a única meta realmente essencial de uma
encarnação, que é a ascenção a um novo patamar da consciência pelo impulso da
alma.
Reinvente-se.
(7)
Esta identificação com o Eu Superior é o trabalho real estabelecido para nós, o
propósito real para o qual a vida humana no mundo nos serve. Todo o resto é
meramente uma forma confortável de escapar, uma forma de nos manter ocupados
para que a consciência não precise ser atormentada pelo dever central para o
qual fomos convocados.
PB
Pois bem, de forma clara e transparente temos neste pensamento o
propósito da vida material: o Eu Superior.
Perceber, sentir, deduzir, guiar-se, explorar de forma correta e
adequada só se dá quando entramos na seara do Eu Superior, quando percebermos
que os objetivos, realmente, tornaram-se sutis, leves, descompromissados de
obrigações.
Na matéria isto não ocorre. Geralmente nos sentimos obrigados a
fazer de tudo para manter o "status quo" e nossos maiores temores é
diminuir a posição alcançada. Desta forma,
e com esta intenção, deixamos que a própria vida se encarregue de fazer
este alinhamento pelas perdas.
Mas, perder é ganhar. Se por um lado perdemos é porque estamos
substituindo o inútil pelo útil.
Na frase seguinte, PB deixa claro nossa postura errada em relação
aos deveres e obrigações com a vida evolutiva : "Todo o resto é meramente
uma forma confortável de escapar, uma forma de nos manter ocupados para que a
consciência não precise ser atormentada pelo dever central para o qual fomos
convocados."
Ler esta frase e manter a mesma postura é deixar de reconhecer a
finalidade da nossa existência, a nossa origem e o nosso objetivo.
A ausência desta percepção é dolorosa, machuca e nos faz sofrer.
Podemos ressaltar que o conceito da velhice, na idade cronológica,
tem este aspecto acentuado, pois em algum momento temos de ter uma segunda
chance, a de ater-se ao que interessa, ao objetivo real da nossa existência,
sendo assim o corpo humano adquire inúmeras
limitações físicas para que "espiritualmente" possamos ter a última
chance de nos concentrarmos no que precisamos.
Em mundos adiantados a velhice não acontece desta forma. A
vitalidade mantem-se no físico e este mantem-se sadio, mas tais indivíduos concentram-se
nos planos da consciência, ou seja, os anciãos
passam a ter uma atividade espiritual intensa com coligações em planos elevados,
com a finalidade de alinhar toda a humanidade envolvida a um novo patamar.
Aqui a velhice é encarada como um estorvo, como se o velho fosse
um pária na sociedade e ser sustentado, e a humanidade não aproveita o
potencial que o mesmo adquiriu em seus longos anos de experiencias. Por outro
lado, o “velho na Terra” não conquistou o mínimo necessário e mantem-se aquém da
possibilidade de servir e ser útil ao meio em que vive.
Temos de ter bem claro o fundamento da nossa existência e não
ficar iludidos com as ilusões das conquistas passageiras que o tempo,
rigorosamente, detona e faz desaparecer.
Perceba!
Hilton