terça-feira, 22 de agosto de 2017

Que sou Eu? (5)

Continuação (5)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

(2) O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB

Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do planeta”,  entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além de outras opções que nem devem ser mencionadas)  o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as famílias preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.

Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.

É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo “normal”.  
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e sangrenta.

Aceite este desafio  e corra o “risco” de mudar, ou viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.  

(3) Aquele elemento em sua consciência que lhe permite entender que ele existe, que o faz pronunciar as palavras “Eu Sou”, é o elemento espiritual, aqui chamado de Eu Superior. É realmente seu ser básico pois as três atividades de pensar, sentir e querer são derivadas dele, são ondulações se espalhando para fora dele, são atributos e funções que a ele pertencem. Mas como nós habitualmente pensamos, sentimos e agimos, essas atividades não expressam o Eu Superior porque elas estão sob o controle de uma entidade diferente, o ego pessoal.
 PB

Pois bem, reforçando o que temos comentado em informações passadas, vejam que neste pensamento PB deixa bem claro como vivemos, quase que essencialmente em função dos mandos e desmandos do ego pessoal.
Nesta situação as emoções são dominantes e os sentimentos negativos podem aflorar com bastante intensidade tornando certas ações insanas e sangrentas.
O ego pessoal tem como premissa uma Lei que adotamos, a Lei do Egoísmo manifestada na sedução do ser, ter e poder, que foi nos ofertado pelas forças involutivas e ainda não saímos desta intensa trama.
Esta sedução foi habilmente reforçada com as ilusões e falsas promessas, mas mesmo assim nosso discernimento não foi suficientemente independente para renunciar.
O ego pessoal, à cavaleira, recebe do Eu Superior o ato de pensar, sentir e querer, mas rearranja para que nossos comportamentos continuem reforçando os aspectos ilusórios da vida. Faz  isto de forma muito simples, ao nos manter focados nas ambições e na ganancia que a Lei do Egoísmo manifesta.
A Lei do Egoísmo é uma lei divina e neste momento estamos usando um dos aspectos que ela possui, obviamente o mais rudimentar,  justamente para aprendermos e superarmos, pois para quem no futuro irá criar este é um dos aspectos a ser aprendido.

Tínhamos de aprender, saber conviver e superar este aspecto rudimentar desta Lei, para alcançar os aspectos mais elevados, mas paramos no primeiro aspecto e ali permanecemos.
No futuro, sem o livre arbítrio, os outros aspectos desta Lei serão revelados e a humanidade poderá suplantar o que hoje não consegue. Tudo é aprendizado, e na fase atual doloroso.
Na admissão da nossa real composição física-espiritual, compreenderemos melhor pois o conhecimento injeta “energias de deslocamentos ascensionais”, na medida que nos tira da ignorância sobre quem somos, de onde viemos e para aonde vamos.
Na fase atual, “para aonde vamos” deve ser o foco.
Na transição planetária em curso, onde o caos na matéria estão às portas, esta pergunta “para aonde vamos” deve ser essencial, pois poderá ajudar na maior e mais profunda decisão que iremos tomar deste os primórdios da raça humana na Terra.
A superação do ego pessoal acontece na medida que nos instruímos e substituímos valore menores por valores maiores, preconceitos por novos conceitos, desequilíbrio por equilíbrio, medo por paz e tranquilidade, egoísmo por altruísmo, enfim a instrução nos leva a mudanças essenciais de comportamentos e isto nos aquietará.

Mude. É o momento e este momento também passará.                                                                                                                                                                                                                                           

(4) A verdade é que este segundo eu – ou melhor, a percepção de sua presença ficou trancada por tanto tempo que viemos a considerá-lo como inexistente e os sinais de sua experiência real como alucinações. É por isso que a religião, o misticismo e a filosofia têm de travar uma batalha tão árdua nestes tempos, uma batalha contra a inevitável incredulidade humana.
PB

Pois bem, PB cita a que ponto chegamos, onde as experiencias reais do Eu Superior ou Eu Interno, como temos chamado, viraram alucinações.
Desta forma, deletamos várias experiencias extra corpóreas, por considera-las como sendo alucinações, transe, sonhos.
Hoje poucos são aqueles que distinguem uma experiencia  real de uma alucinação. De certa forma, quase tudo tem sido encarado como alucinação por vivermos tão intensamente na mentira e na falsidade.
Este estilo de vida que adotamos onde ninguém é confiável, joga uns contra os outros e imputou o conceito de julgamento. Julgamos pelas aparências e sempre erramos.
Esta forma de se viver teve estes reflexos negativos na confiabilidade das inúmeras experiências internas que todos passam ao longo da vida.
No passado isto foi tão marcante que a forca e a fogueira eram utilizados para indivíduos "alucinados".

É preciso superar estas ilusões, as mentiras, os medos, para podermos aceitar os recados insistentes que recebemos do Eu Superior e aplica-los na vida pratica.
Raríssimos são os indivíduos que confiam nas próprias experiencias extra corpóreas e as aplicam na vida física. A maioria não quer se expor para não ser classificado, nitidamente preocupado com as aparências e o seu ego.
A ajuda de alguém mais desprendido, neste aspecto, poderia ser muito esclarecedor e oportuno, mas o ego não permite.

Nos próximos momentos, onde perderemos TODAS as referências, seria essencial que a intuição via Eu Superior tivesse presença marcante em todos, pois o resto estará desmoronado ou desmontado na fase aguda da transição planetária.
Creio que poucos irão se atentar para isto, mas o recado está dado.

(5) O ser humano é como um ator que ficou tão envolvido com a interpretação de seu papel que esqueceu sua identidade original. Isso efetivamente o impede de lembrar quem e o que é.
PB.

Pois bem, de forma clara PB nos alerta para a postura que adotamos face nosso profundo envolvimento com o mundo das ilusões.
Nos perdemos, nos confundimos e hoje trocamos as verdades pelas ilusões.
Este distanciamento do mundo espiritual, aquele que é o único que continua, nos fez focar somente nas ações materiais como se só estas existissem e fossem as únicas necessárias.
Hoje nos identificamos pela carteira de identidade ou passaporte, como se isto bastasse para saberem e sabermos quem somos. Outros além disto, adoram exibir títulos, diplomas, especialidades, doutorados e outras manifestações de vaidades a título de se posicionarem acima de alguém, mas de fato não sabemos quem e o que somos.
Ora, como podemos ir para outro lugar sem sabermos o que somos e o porquê deste outro lugar?
Neste momento, nesta virada cíclica planetária, seremos conduzidos, se por opção quisermos continuar nossa escalada evolutiva, mas no futuro teremos de saber quem somos e o que viemos fazer aqui.
Infelizmente, muitos ainda nem sequer tem esta noção ( da mudança cíclica planetária), o que tornará ainda mais difícil suas escolhas. No entanto, a Providência Divina vem atuando para que na religiosidade, a opção certa possa se manifestar e os indivíduos com determinado potencial espiritual possa seguir adiante.
A religiosidade é crucial nestes momentos de definição, pois a fé age em nome do potencial máximo que aquele indivíduo pode expressar. Isto bastará para que seja conduzido e reconquiste o caminho ascensional.

“Os indivíduos mais conscientes, como vocês, podem nestes momentos cruciais ser o exemplo para a tomada de decisão do caminho ascensional de muitos,  por isso de tanta assistência.
A responsabilidade de vocês é imensa e ninguém pode esmorecer. É preciso buscar arduamente tudo o que converge para este caminho, pois na medida que forem  aprofundando-se mais responsabilidades são atribuídas a cada um”.
  
Temos de estar conscientes destes “recados” pois a vivencia aqui na Terra ainda se manifesta em formas de grupos para indivíduos que se destacam. Infelizmente os destaques sempre tiveram tendências negativas para o desenvolvimento e a amplitude da consciência, ao passo que no plano material o desenvolvimento ocorreu mas foi sempre predatório.

Enfim, dada a devida atenção para estes assuntos, a consciência amplia-se e novos fatores manifestam-se na consciência do indivíduo que se coloca a Serviço.
Hilton

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Que sou Eu? (4)

Continuação (4)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

(2) O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB

Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do planeta”,  entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além de outras opções que nem devem ser mencionadas)  o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as famílias preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.

Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.

É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo “normal”.  
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e sangrenta.

Aceite este desafio  e corra o “risco” de mudar, ou viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.  

(3) Aquele elemento em sua consciência que lhe permite entender que ele existe, que o faz pronunciar as palavras “Eu Sou”, é o elemento espiritual, aqui chamado de Eu Superior. É realmente seu ser básico pois as três atividades de pensar, sentir e querer são derivadas dele, são ondulações se espalhando para fora dele, são atributos e funções que a ele pertencem. Mas como nós habitualmente pensamos, sentimos e agimos, essas atividades não expressam o Eu Superior porque elas estão sob o controle de uma entidade diferente, o ego pessoal.
 PB

Pois bem, reforçando o que temos comentado em informações passadas, vejam que neste pensamento PB deixa bem claro como vivemos, quase que essencialmente em função dos mandos e desmandos do ego pessoal.
Nesta situação as emoções são dominantes e os sentimentos negativos podem aflorar com bastante intensidade tornando certas ações insanas e sangrentas.
O ego pessoal tem como premissa uma Lei que adotamos, a Lei do Egoísmo manifestada na sedução do ser, ter e poder, que foi nos ofertado pelas forças involutivas e ainda não saímos desta intensa trama.
Esta sedução foi habilmente reforçada com as ilusões e falsas promessas, mas mesmo assim nosso discernimento não foi suficientemente independente para renunciar.
O ego pessoal, à cavaleira, recebe do Eu Superior o ato de pensar, sentir e querer, mas rearranja para que nossos comportamentos continuem reforçando os aspectos ilusórios da vida. Faz  isto de forma muito simples, ao nos manter focados nas ambições e na ganancia que a Lei do Egoísmo manifesta.
A Lei do Egoísmo é uma lei divina e neste momento estamos usando um dos aspectos que ela possui, obviamente o mais rudimentar,  justamente para aprendermos e superarmos, pois para quem no futuro irá criar este é um dos aspectos a ser aprendido.

Tínhamos de aprender, saber conviver e superar este aspecto rudimentar desta Lei, para alcançar os aspectos mais elevados, mas paramos no primeiro aspecto e ali permanecemos.
No futuro, sem o livre arbítrio, os outros aspectos desta Lei serão revelados e a humanidade poderá suplantar o que hoje não consegue. Tudo é aprendizado, e na fase atual doloroso.
Na admissão da nossa real composição física-espiritual, compreenderemos melhor pois o conhecimento injeta “energias de deslocamentos ascensionais”, na medida que nos tira da ignorância sobre quem somos, de onde viemos e para aonde vamos.
Na fase atual, “para aonde vamos” deve ser o foco.
Na transição planetária em curso, onde o caos na matéria estão às portas, esta pergunta “para aonde vamos” deve ser essencial, pois poderá ajudar na maior e mais profunda decisão que iremos tomar deste os primórdios da raça humana na Terra.
A superação do ego pessoal acontece na medida que nos instruímos e substituímos valore menores por valores maiores, preconceitos por novos conceitos, desequilíbrio por equilíbrio, medo por paz e tranquilidade, egoísmo por altruísmo, enfim a instrução nos leva a mudanças essenciais de comportamentos e isto nos aquietará.

Mude. É o momento e este momento também passará.                                                                                                                                                                                                                                           

(4) A verdade é que este segundo eu – ou melhor, a percepção de sua presença ficou trancada por tanto tempo que viemos a considerá-lo como inexistente e os sinais de sua experiência real como alucinações. É por isso que a religião, o misticismo e a filosofia têm de travar uma batalha tão árdua nestes tempos, uma batalha contra a inevitável incredulidade humana.
PB

Pois bem, PB cita a que ponto chegamos, onde as experiencias reais do Eu Superior ou Eu Interno, como temos chamado, viraram alucinações.
Desta forma, deletamos várias experiencias extra corpóreas, por considera-las como sendo alucinações, transe, sonhos.
Hoje poucos são aqueles que distinguem uma experiencia  real de uma alucinação. De certa forma, quase tudo tem sido encarado como alucinação por vivermos tão intensamente na mentira e na falsidade.
Este estilo de vida que adotamos onde ninguém é confiável, joga uns contra os outros e imputou o conceito de julgamento. Julgamos pelas aparências e sempre erramos.
Esta forma de se viver teve estes reflexos negativos na confiabilidade das inúmeras experiências internas que todos passam ao longo da vida.
No passado isto foi tão marcante que a forca e a fogueira eram utilizados para indivíduos "alucinados".

É preciso superar estas ilusões, as mentiras, os medos, para podermos aceitar os recados insistentes que recebemos do Eu Superior e aplica-los na vida pratica.
Raríssimos são os indivíduos que confiam nas próprias experiencias extra corpóreas e as aplicam na vida física. A maioria não quer se expor para não ser classificado, nitidamente preocupado com as aparências e o seu ego.
A ajuda de alguém mais desprendido, neste aspecto, poderia ser muito esclarecedor e oportuno, mas o ego não permite.

Nos próximos momentos, onde perderemos TODAS as referências, seria essencial que a intuição via Eu Superior tivesse presença marcante em todos, pois o resto estará desmoronado ou desmontado na fase aguda da transição planetária.

Creio que poucos irão se atentar para isto, mas o recado esta dado.
Hilton 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Que sou eu ! (3)

Continuação (3)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

(2) O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB

Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do planeta”,  entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além de outras opções que nem devem ser mencionadas)  o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as famílias preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.

Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.

É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo “normal”.  
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e sangrenta.

Aceite este desafio  e corra o “risco” de mudar, ou viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.  

(3) Aquele elemento em sua consciência que lhe permite entender que ele existe, que o faz pronunciar as palavras “Eu Sou”, é o elemento espiritual, aqui chamado de Eu Superior. É realmente seu ser básico pois as três atividades de pensar, sentir e querer são derivadas dele, são ondulações se espalhando para fora dele, são atributos e funções que a ele pertencem. Mas como nós habitualmente pensamos, sentimos e agimos, essas atividades não expressam o Eu Superior porque elas estão sob o controle de uma entidade diferente, o ego pessoal.
 PB

Pois bem, reforçando o que temos comentado em informações passadas, vejam que neste pensamento PB deixa bem claro como vivemos, quase que essencialmente em função dos mandos e desmandos do ego pessoal.
Nesta situação as emoções são dominantes e os sentimentos negativos podem aflorar com bastante intensidade tornando certas ações insanas e sangrentas.
O ego pessoal tem como premissa uma Lei que adotamos, a Lei do Egoísmo manifestada na sedução do ser, ter e poder, que foi nos ofertado pelas forças involutivas e ainda não saímos desta intensa trama.
Esta sedução foi habilmente reforçada com as ilusões e falsas promessas, mas mesmo assim nosso discernimento não foi suficientemente independente para renunciar.
O ego pessoal, à cavaleira, recebe do Eu Superior o ato de pensar, sentir e querer, mas rearranja para que nossos comportamentos continuem reforçando os aspectos ilusórios da vida. Faz  isto de forma muito simples, ao nos manter focados nas ambições e na ganancia que a Lei do Egoísmo manifesta.
A Lei do Egoísmo é uma lei divina e neste momento estamos usando um dos aspectos que ela possui, obviamente o mais rudimentar,  justamente para aprendermos e superarmos, pois para quem no futuro irá criar este é um dos aspectos a ser aprendido.

Tínhamos de aprender, saber conviver e superar este aspecto rudimentar desta Lei, para alcançar os aspectos mais elevados, mas paramos no primeiro aspecto e ali permanecemos.
No futuro, sem o livre arbítrio, os outros aspectos desta Lei serão revelados e a humanidade poderá suplantar o que hoje não consegue. Tudo é aprendizado, e na fase atual doloroso.
Na admissão da nossa real composição física-espiritual, compreenderemos melhor pois o conhecimento injeta “energias de deslocamentos ascensionais”, na medida que nos tira da ignorância sobre quem somos, de onde viemos e para aonde vamos.
Na fase atual, “para aonde vamos” deve ser o foco.
Na transição planetária em curso, onde o caos na matéria estão às portas, esta pergunta “para aonde vamos” deve ser essencial, pois poderá ajudar na maior e mais profunda decisão que iremos tomar deste os primórdios da raça humana na Terra.
A superação do ego pessoal acontece na medida que nos instruímos e substituímos valore menores por valores maiores, preconceitos por novos conceitos, desequilíbrio por equilíbrio, medo por paz e tranquilidade, egoísmo por altruísmo, enfim a instrução nos leva a mudanças essenciais de comportamentos e isto nos aquietará.

Mude. É o momento e este momento também passará.
Hilton

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Que sou eu ! (2)

Continuação (2)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

(2) O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB

Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do planeta”,  entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além de outras opções que nem devem ser mencionadas)  o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as familias preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.

Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.

É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo “normal”.  
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e sangrenta.


Aceite este desafio  e corra o “risco” de mudar, ou viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.  
Hilton

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Que sou eu? (1)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.

Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

domingo, 13 de agosto de 2017

Família.

Comentário:


Pois bem, a familia  assim como todas as demais instituições estão desmoronando. A instituições políticas, econômicas, sociais, religiosas, moral, enfim a transição planetária tem a missão de abrir um novo caminho e uma nova oportunidade para que a vida aqui na Terra percorra um caminho diferente do até então percorrido, pois nossas Instituições fracassaram e não souberam acompanhar as novas demandas do conhecimento e da sua sutilização.
A Terra independe dos reinos que abriga, portanto, são os reinos que estão em check para continuar no ritmo atual, fora daqui, ou candidatar-se a um novo ritmo aqui mesmo.

A degeneração do “conceito familia” não resistiu aos intensos assédios das forças involutivas e do materialismo fomentado pelo consumo e pela competitividade, além das distorções no plano moral.
O conceito familia também não se espiritualizou assim como as demais Instituições.
O arquétipo da familia ideal, como nos foi mostrado na Sagrada Familia, não nos convenceu de que a familia deveria seguir este contexto. Degeneramos e continuamos degenerando onde os passos, já acelerados, envolvem a “familia” e as Instituições.
É inevitável, não tem volta, não se conserta mais, portanto é um caminho de queda sem volta.

No entanto, assim como toda construção tem um “pilar mestre”, ou seja, um pilar que resiste com mais intensidade as forças contrarias, as pressões, os esforços, podendo em, certos casos, manter uma certa harmonia e sustentação no conjunto, assim o é na familia.
Sendo assim um elemento da familia, disposto a se tornar este “pilar mestre”, pode ser preparado pelos planos elevados para manter certa coesão, estendendo-se os limites do colapso para um segundo momento.
É importante que o colapso ocorra num segundo momento, pois sob esforços extremos, outros elementos da mesma familia podem se voltar para uma decisão que as faça virar-se ou manter-se para o caminho da evolução e quem sabe da nova era na nova Terra, não perdendo a chance de alinhar-se novamente para o caminho evolutivo e da eternidade. No entanto a base da sustentação terá de ser suportado pelo elemento da familia que autoconvocou-se para ser este “pilar mestre”.

Este indivíduo terá de se preparar intensamente, pois nos resta pouco tempo e as oportunidades já estão na boca estreita do funil.
Não bastará boa vontade, mas precisará de grande empenho, dedicação, estudos, esforços e ampla boa vontade em suportar o que muitos não suportariam. Deverá abdicar de determinados momentos em troca do seu aprendizado.
Isto não se conquista com as “horas vagas”, isto se conquista com muito empenho e sacrifícios. Na fase atual desta 3ª dimensão, o conceito de sacrifico é uma forma de amor e de amar. Não será assim na nova era.
Nesta jornada, tal elemento será constantemente testado e a vida irá se incumbir destes testes. As “ajudas” estarão presentes e irão interferir no limite do limite da capacidade de suportar do candidato a “pilar mestre” de uma familia.
Eventualmente terá de trocar certas regalias por trabalho, dedicação, estudos e deverá pensar que cada minuto conta para sua preparação.
Será uma verdadeira prova de amor ao próximo.

Oportunamente sentirá que sua definição de familia será bem mais extensa do que a atual.
Será amado como nunca foi, mas tem de perceber que o verdadeiro amor não se manifesta, pois a maioria das pessoas ainda não identifica o que é amor, confundindo com emoções, disciplinas, ordem, paixão, cuidar bem, etc..

Em determinado grau das novas responsabilidades assumidas, será intuído, saberá o que fazer, verá oportunidades onde ninguém vê, verá saídas de situações graves e conflitantes e saberá entregar quando for necessário.
Deixará ser conduzido e não insistirá em conduzir.
Irá contemplar ou irá agir e saberá quando é uma ou outra coisa a ser feito.
Sentirá as “presenças” e nelas se apoiará.
Saberá que haverá momentos de “prender” e de “soltar” e precisará estar preparado para ambas as situações.
Sustentará o que para muitos será absolutamente insustentável.
E irá se preparar para que no final tudo irá virar ruinas, mas para ser reconstruído sob novas condições e atributos. Esta será a verdadeira entrega.
Mas, em seu coração ficará a sensação do dever cumprido, do amor pleno e incondicional e de que graças a ele muitos irão percorrer uma nova jornada sob novas bases e com novas alianças.


Portanto, reflita e decida-se.
Hilton

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um vislumbre ! (11) - Conclusão.

Continuação (11)

(11) Um único vislumbre oferecerá toda evidência de que sua razão necessita, toda prova que seu julgamento exige de que existe um reino dos céus e que ele é a melhor de todas as coisas para se buscar.
PB.

Pois bem, a eternidade após um vislumbre começa a fazer sentido. Mostra que o caminho a ser percorrido é continuo e eterno e revela que a vida no plano material é um momento e  não passa de um dos infinitos estágios a se percorrer.
Com esta sensação o indivíduo motiva-se a ser melhor, a superar os contratempos e compreenderá que estes contratempos fazem parte das revelações que precisa conhecer.
Deixa de lutar com a vida ou pela vida e alinha-se num Trabalho intenso pela preservação sua, de todos e de tudo, por novas  metas,  pela ordem e organização e percebe a grande responsabilidade que lhe foi dada como participante de uma humanidade.
Alinha-se e fica receptivo, pois a qualquer hora poderá ser “contatado” para assumir novas Tarefas.
Num determinado momento sente-se ser guiado e não lutará mais com seus medos, seus preconceitos, suas incertezas, aceitando e compreendendo quase que simultaneamente.
Sente-se integrado com o Cosmos começa a perceber novos padrões de energias que provem de todo lugar.
É um estado de liberdade e das circunstancias que o cercam, bem como os ambientes que frequenta e convive passam a ser quase alheios a este seu novo estado que passa a predominar.
Torna-se mais produtivo e não necessariamente proativo, pois sabe que as vibrações que pode demandar é o que importa.
Entra em Serviço.
Hilton

Portanto, com esta 10 séries concluímos as “Anotações de Paul Brunton” sobre o Vislumbre.
Definitivamente, esta deve ser uma meta que todos tem de se esforçar para alcançar, pois nada irá alterar-se na vida física que se compara a isto, que passa próximo a isto.
Realinhe-se.

Agradecemos a todos estes pacientes e amorosos Colaboradores que nos orientaram e puderam colocar estas importantes informações ao nosso alcance.
Gratidão.
Hilton

Iniciaremos uma nova série de PB, intitulada: Que sou Eu?

Creio que após estudarmos “ Existe um significado mais elevado?”  e “O que é um vislumbre?”, estaremos aptos a partir para esta outra série.