Da aproximação de extremos pode resultar tanto em luz quanto uma
explosão. Isso depende de um delicado equilíbrio que, no ser, pode ser
alcançado pela oração desinteressada.
Figueira.
Pois bem, estamos vivendo o tempo dos extremos.
Todos os conceitos, paradigmas, referencias, estão sendo levados
às últimas consequências com radicalizações jamais vistas.
Na realidade estamos limpando o “fundo do poço”. Estamos exaltando
todas as controvérsias, pois há uma confusão de conceitos, os quais muitos tem
se mantido contrario às Leis Divinas, que estão com os dias contados nesta fase
cíclica final.
Foi preciso que isto acontecesse, afinal, temos o livre arbítrio e
a capacidade de experimentar os extremos.
Experimentamos e utilizamos os extremos e percebemos que o desequilíbrio
acentuou-se. Percebe-se que pouquíssimos coadunam com as Leis em curso,
respeitam os mais simples paradigmas e mantem-se fieis aos princípios elevados,
pois a explosiva necessidade do “ser”, do “ter” e do “poder” supera limites simples
do bom senso.
Se imaginarmos o pendulo de um relógio de parede podemos observar
sua oscilação, ora pra direita, ora pra esquerda, passando pelo eixo. Esta oscilação
conduzida por roldanas e polias ajustadas faz com que a hora, os minutos e os
segundos sejam precisos.
Sabendo que nosso meridiano passa pelo centro vertical do corpo,
deveríamos estar oscilando compassadamente, ora pra direita, ora pra esquerda,
devidamente ajustado. Assim foi constituído nosso metabolismo físico-
espiritual. Assim que deveria funcionar no livre arbítrio, compassadamente, para
que as experiencias , ora pra esquerda, ora pra direita se sucedessem e fossem
cumpridas com sucesso.
O quadro de hoje é bem diferente. Muitos indivíduos vivem somente
nos extremos, como se o pendulo vibrasse e permanecesse, ora no extremo direito
ora no extremo esquerdo. Muitos indivíduos sentem que precisam de mais forças
para sair ainda mais para a esquerda ou para a direita, como se não bastasse os
extremos que vivem.
O metabolismo físico- espiritual não consegue manter-se
adequadamente nestes extremos, tudo se altera, tudo se mistura, as regras quase
que inexistem, dando possibilidades para que a “fera interior” solte-se e atue
sem limites. Dai nascem os preconceitos, as aberrações, a violência, os
extremismos, as loucuras.
Este tem sido o quadro que a humanidade atual enquadra-se. Um quadro
onde as Leis são transgredidas quase em sua íntegra.
Viver nestes extremos é doentio, pois doenças manifestam-se face
ao descompasso do metabolismo em relação a uma cadencia para a qual foi constituído.
O corpo não aguenta viver desta forma. Suas células vibram em descompasso, pois
a energia vital que as conduz mantem-se fora dos limites previstos. Com o
passar do tempo o corpo humano começa a entrar em colapso e paulatinamente vai
adoecendo.
Viver nestes extremos é insano, pois doenças mentais manifestam-se
face ao descompasso no equilíbrio da sanidade definida para os indivíduos desta
dimensão. Perde-se o bom senso, a razão, o respeito à vida e a vontade de
viver.
Os medos assumem e o individuo se fecha em seus preconceitos.
Temos de viver na Terra sem ser da Terra.
Temos de viver sem interagir, interferir e manifestar-se nesta loucura de
extremos que a maioria das pessoas tem vivido. Temos de ser um porto seguro, um
momento de paz, um acolhedor, enfim um individuo que possa dar referencias
precisas sobre o compasso correto e adequado ao ser humano.
Quem percebe esta realidade, provavelmente esteja saindo da ilusão
em que a maioria procura viver.
Procurar sair desta ilusão é relativamente simples, mas para manter-se equilibrado é preciso usar todo o potencial
elevado e evolutivo que se conhece. É o grande desafio. É manifestar a
capacidade de superar-se todos os dias. É um puro exercício de fé.
Mas, como cita o texto, a oração desinteressada (oração que não
tem nomes, destino, direção, objetivo, finalidade) gera a força motriz
necessária para que o coração comande a mente e passemos a viver na Terra
sem ser da Terra.
Obs:
- reveja
seus hábitos e costumes e se necessário mude-os;
- não
culpe e não se culpe, colabore;
- mantenha-se
fiel a seus princípios, mas se necessário, atualize-se;
- não
externe tudo o que sente, em especial suas emoções;
- planeje
sempre antes de fazer e procure dar o seu melhor, sem necessidade de
reciproca;
- procure
não oscilar mais do que considera razoável e coerente com suas elevadas
aspirações;
- mantenha-se
discreto e coordene suas manifestações físicas e verbais, levando em conta
possíveis consequências ;
- mantenha
a neutralidade e não interfira;
- mantenha-se
como observador, observe cada detalhe de cada momento, cada pessoa,
cada situação, cada local, pois isto o tornará um colaborador;
- observe
sempre, a atenção na observação poderá dar o tempo necessário para que
algo possa ser intuído e utilizado;
- não
se exponha, mas deixe ser procurado;
Reflita bem sobre este conceito: viver na Terra sem
ser da Terra.
Hilton