Quando um ser está acordado, sua consciência está desperta nos
níveis materiais e neles focalizada. Se, estando acordado, ele passa a ter
consciência de outro nível, diz-se que ele despertou naquele plano, ou que está
sonhando acordado.
Com os olhos internos, um estudante percebeu uma estrada asfaltada
e reta, cujo final não era visível. Via-se apenas o trecho imediato a ser
percorrido. Embora a estrada tivesse uma faixa central separando as duas
pistas, era um caminho estreito e sabia-se que seguia em uma única direção: só
para a frente. Havia um grande buraco no meio da pista, com troncos em seu
interior e circundado de cavaletes, de modo a ficar bem sinalizado.
A indicação que a imagem trazia, como impressão interna, era a de
não se parar para consertar a pista. Não haveria tempo para isso. A ordem
interna era seguir, sem se ocupar mais de reparos pois estes não seriam mais prioritários. Importante era
seguir.
Figueira.
Pois bem, percebem que o texto, de forma clara, manifesta a etapa
atual da vida?
Não há mais tempo e nem possibilidade de se consertar o que está
errado.
Vivemos uma fase da etapa final deste ciclo planetário que
consertar o que precisa de conserto é uma perda de um tempo preciosíssimo, que
não pode e não deve ser desperdiçado.
Atingimos uma conjuntura global que os problemas criados são inconsertáveis,
mesmo com toda a boa vontade do mundo, se esta existisse.
Literalmente cabe e compete a Deus arrumar o que foi desarrumado
pelo livre arbítrio humano, da qual falhamos de forma espetacular e magnificamente
desastrosa.
Não se reverte mais o que se inverteu.
Valores, tradições, conjunturas, comportamentos, conceitos, parâmetros,
conseguimos distorcer ao longo dos milênios tudo o que foi paulatinamente e exaustivamente
ensinado, transmitido e orientado por Seres ao longo da nossa jornada terrena.
Não fizemos tudo sozinhos, mas permitimos que forças involutivas
agissem estimulados pelo desamor, pelo egoísmo, pela ganancia e pelos medos que
manifestávamos em cada atitude praticada.
O sonho do estudante nos traz uma visão clara de que parar para
consertar, na etapa atual, não é o que
se deve fazer.
Devemos seguir adiante, continuar no caminho, balizarmo-nos pelas
guias da estrada e mantermo-nos alinhados na esperança de que para algum lugar
estamos sendo direcionados pela compaixão divina.
Vamos seguir o caminho, orientarmo-nos pelos princípios mais elevados
do eu interno. Manifestarmo-nos no amor, no altruísmo e para isso precisamos superar nossos medos.
Esta postura é essencial para as decisões que teremos de tomar.
Outra postura, além desta, será perda de um tempo preciso demais para se
perder.
A Terra será recuperada, pois seu destino é nobre e a fará
pertencer aos mundos evoluídos.
Teremos de anular este carma planetário, claro, mas esta oportunidade
também virá da compaixão divina no ato da transição em curso.
É preciso saber o que se deve fazer no curso atual da vida. Não devemos
viver aleatoriamente, jogar com a sorte, passar o tempo, deixar-se levar, pois
este tem sido nosso comportamento ao longo das vidas vividas e o resultado é
este que conhecemos, onde a insatisfação, o medo, a insegurança jogam-se frequentemente
no nosso “colo”.
Somos donos do nosso tempo, do nosso destino e das nossas metas,
portanto estas devem ser traçadas e perseguidas, por uma questão
evolutiva.
Temos visto tanta gente preocupada com tantos problemas que esqueceu-se.
Esqueceu de si próprio, das próprias metas, do caminho que precisa percorrer,
pois distraído demais traiu a própria alma que, desesperadamente, o vem
buscando para um despertar que nunca acontece.
O despertador já tocou várias vezes. Logo ele cessará de nos
chamar.
Hilton