O texto a seguir foi extraído do Glossário Esotérico – 9ª
edição – página 245– Editora Irdin. O texto original está grafado em
itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas
foram acrescidas ao texto original.
LEI DO NASCIMENTO — O modo
como a reprodução se processa em uma civilização depende da lei evolutiva sob a
qual ela se encontra. Nos mundos intraterrenos e nos extraterrestres avançados
não há reprodução sexual . Na humanidade da superfície da Terra, todavia, esse
foi o meio proporcionado pela Natureza a partir de certa fase. Contudo, não foi
compreendido nem usado corretamente pelo ser humano. Mesmo entre os que
procuravam guiar-se por preceitos elevados, muitos interpretaram de forma
errônea uma expressão bíblica que, segundo traduções duvidosas, afirma que deveriam
crescer e multiplicar-se. Nisso encontraram justificativa para deixarem-se
governar pelo desejo. Tal conceito, no entanto, referia-se a ampliações de
consciência e não ao crescimento descontrolado da espécie.
O crescimento populacional mais quantitativo que qualitativo é dos
principais motivos do caos hoje observado na Terra. Embora já tenha acontecido
de seres virem à encarnação conscientes das obras que lhes cabia realizar em
benefício do mundo, isso é muito raro. Em casos como esses, a alma usa a
vontade espiritual e cria uma forma-pensamento forte o suficiente para contatar
os que lhe servirão de pais no plano físico . Entretanto, mesmo nessas
situações, utiliza-se o que Sri Aurobindo chamou de "meios normais de
procriação e métodos grosseiros da natureza física" para trazê-los à vida
concreta. No próximo ciclo, a reprodução na Terra não envolverá forças sexuais
e cópula, mas tão-somente a vontade espiritual e as energias que a completam. A
lei do nascimento continuará a existir para alguns, porém a vinda de um ser
humano ao plano material se tomará possível por uma interação interna, em
níveis suprafísicos. Ainda nesses níveis abstratos, o próprio ser encarnante
reunirá a substância para seus corpos terrestres, A energia etérica dos pais
auxiliará a materialização deles, que virão à luz pelo plexo cósmico da mãe, e
não mais pelo útero . O processo de gestação vigente na presente etapa,
semelhante ao do reino animal, será transcendido.
Obs. Bem, vamos para um aspecto que gera muitas dúvidas antes da
análise do texto. Perderemos esta fonte de prazer no futuro?
Esta fonte de prazer intensa, dominante e rápida, alcançada
essencialmente no pico de uma paixão e não do amor, será transmutada para outras
fontes de prazeres mais intensos e duradouros. Envolverá os seres ligados por
afinidades procriativas como um todo (matéria e espírito), na geração de um encarnante.
A explosão selvagem dará lugar a sensações que hoje sequer imaginemos que possam
existir. Terminam os sentimentos de culpa, frustrações, ausência de controle, pois
deixa de apoiar-se na paixão. O amor trará limpidez para este novo formato.
Novas sensações ocorrerão na vida de todos os indivíduos, após a
transição em curso, que irá caracterizar outras fontes de prazer, além da
procriativa, ao serem compartilhadas no plano da alma. Extrairá sentimentos ainda
desconhecidos pelo cidadão terreno.
O atual sistema de procriação provem do reino animal e como somos,
ainda, próximos deste reino, praticamos muito dos seus atos territorialistas,
competitivos, egoístas com nossas proles, ao longo do tempo e das reencarnações.
Não desenvolvemos estados evolutivos para que a procriação evoluísse para
métodos mais elevados, mais satisfatórios e controlados, dando ao meio ambiente
terreno o tempo necessário para sua recuperação.
Nos tornamos quantitativos e não qualitativos, atraindo do espaço
cósmico almas reencarnantes de baixo nível evolutivo, muitas guerreiras em suas
origens, de variados níveis de consciência, tornando a Terra um lugar de encarnações
sem outros critérios, além dos cármicos.
Hoje vivemos numa população totalmente alheia a “estados de
espíritos” que pudessem organizar minimamente um local adequado para que a
evolução espiritual e material pudesse ocorrer com mais conforto, tecnologia e bem-estar
social.
É interessante o texto citar a singularidade de que certos indivíduos
evoluídos, atrelados a Tarefas essenciais ao planeta, possam gerar pais através
de formas-pensamentos (dissolvessem no final das suas atividades), dado o baixo
nível dos pais constituídos, fisicamente, que possam procriar este Tarefeiro.
Outro aspecto interessante será a participação dos pais e filhos,
em conjunto, nas decisões das suas encarnações. O encarnante irá gerar parte da
própria substância que abrigará aquela alma, baseado nas tarefas comunitárias
que ele próprio escolheu para cumprir. A gestação não sendo uterina, mas digamos,
paralela aos pais, irá abranger as auras envolvidas diretamente até o
nascimento, que se dará pela materialização no plexo cósmico da mãe, ou seja, os
átomos da nova criança passam a vibrar de forma distinta para que ela se materialize.
Este formato de procriar evitará o que hoje tem sido relativamente
comum, onde o sexo e a paixão prevalecem sobre as decisões de ter ou não ter um
filho. Tais decisões em cima do prazer sexual e da paixão podem gerar filhos
ilegítimos, descompromissados com a linha do destino do casal. É fácil imaginar
o porquê de tantas controversas entre pais e filhos, no contexto atual, decorrentes
da falta de sintonia, afinidades, níveis evolutivos, paixões e tantos outros
sentimentos desalinhados entre si.
Complicamos demais a necessidade de sobreviver, perdemos a
harmonia, continuamos falando línguas diferentes, religiões distintas, classes
sociais antagônicas, desejos egoístas, paixões desenfreadas, consequentemente o
núcleo familiar vem se esfacelando.
No futuro a harmonia será plena, as afinidades e as tarefas ajustadas
entre si, onde um ajudará o outro, reinando o equilíbrio familiar e consequentemente
o equilíbrio social.
O planeta será respeitado e assim nutrirá a todos com abundância e
fartura. A tecnologia se colocará a serviço da evolução da consciência e não
somente do conforto físico. A harmonia será perfeita, não só entre os cidadãos
da superficie, mas com todos os demais que para cá forem convidados a vir.