Pensamento do dia, sexta-feira, 7 de março de 2014
"Alivia-te de tuas mochilas e lança-te ao
infinito confiante de que não estás só."
Trigueirinho
Pois bem, quantas e quais são as mochilas que carregamos?
São muitas. Nos acostumamos a guardar tudo que podemos,
das quinquilharias materiais até as emoções negativas.
Este sentimento de posse é tão grande no ser humano que
ele mata por isso.
É preciso compreender que no universo há uma abundancia
sem fim. Nada termina, nada se esgota, mas nada, absolutamente nada é
desperdiçado.
Tudo aquilo que produzimos, que geramos, seja quanto aos
aspectos materiais, como os emocionais, como os espirituais, seguem um curso.
Este curso vai seguindo de geração para a geração, numa mesma raça.
Desta forma, se o que temos produzido é elevado,
positivo, evolutivo nossas gerações herdaram aspectos elevados, positivos e
evolutivos, se o que temos gerado é negativo, involutivo e mantem os nível de
consciência num único patamar, será esta herança que deixaremos para as
gerações futuras.
Por outro lado, as conquistas que o reino humano
alcançou, sejam estas positivas ou negativas, irão influenciar os reinos
inferiores, ou seja o reino animal, vegetal e mineral, pois do maior segue para
o menor (isto é a Lei do Amor).
Portanto, temos gerado aqui na Terra para nossas gerações
mochilas pesadíssimas, quase impossíveis de serem carregadas, pois contem
aquilo que desarticula, que pune, que humilha, que controla, que involui.
Consequentemente o reino animal, vegetal e mineral,
absorvem estes "pesos" dos seus deuses (que somos nós, em certos
aspectos), estagnando também seu processo evolutivo.
Por isso que se fala do nosso vínculo cármico com os
reinos inferiores.
Quando você resolve se libertar disto tudo, somente para
retirar estas mochilas das costas, dores irão ocorrer, pois estas estão tão
incrustradas, tão pressionadas, que a dor será inevitável. Mas, no momento em
que estas se desgrudarem, o alivio, a paz, a leveza e as sensações de liberdade
serão infinitamente maiores do que as dores da libertação.
Tenho visto e acompanhado muita gente, no Grupo e fora
dele, que ao iniciarem a retirada das suas mochilas, não conseguiram resistir
às dores iniciais e rapidamente voltaram para o comodismo de não se fazer nada.
Muitos entregaram "de bandeja", esforços importantes que começaram e
não terminaram e hoje encontram-se desiludidos, temerosos, ou voltaram-se
definitivamente para longe disto porque sentem e sabem que este sempre será o único
caminho e um dia deverá ser feito.
Voce sem estes pesos, flutuará, o universo te acolherá e
verás que a liberdade não tem preço. Olharás o céu e verás mundos a serem
conquistados e agregados a teu conhecimento, compartilharás experiências com
todos à tua volta e estarás deixando a melhor herança possível, para teus
semelhantes.
Digo sempre que quem conseguiu levar ao fim esta
empreitada, quem conseguiu se desvencilhar das suas mochilas, jamais voltará a
recoloca-las novamente, pois compreenderá a abundancia universal da Vida
originada pelo Criador.
Voce assim se tornará o verdadeiro deus, legítimo, dos
reinos inferiores e cravará seu nome como aquele que os liderou no seu processo
evolutivo.
Então, você que compreendeu esta importante informação,
não perca tempo, comece a se desapegar das coisas inúteis, desnecessárias, das
quais você sabe que só tem te amarrado. Cada um terá de fazer a sua
classificação do que se desapegar. Comece com as coisas mais simples, mais
materiais, até entrar nos aspectos emocionais, onde as dores poderão ser um
pouco mais fortes (mágoas, vingança, incompreensão e principalmente
intolerância, sãos os atributos com maior peso neste contexto)
Mude, mas mude pra valer.
Solte estas coisas e não as recolhe mais.
Em pouco tempo as sensações serão muito agradáveis e aí
você poderá analisar que isto deveria ter sido feito a muito tempo atrás.
Hilton.
Pensamento do dia, sexta-feira, 7 de março de 2014
"O desapego é tão fundamental para a vida
interior quanto o ar para a vida na matéria."
Trigueirinho.
Pois bem, veja como nesta dobradinha, a informação se
complementa quanto aos aspetos do desapego.
Como irei me desapegar se não abro mão das minhas
mochilas?
O indivíduo apegado às suas coisas, ao egoísmo, às suas
posses, aos seus preconceitos, não poderá jamais voltar-se para sua vida
interior, para sua religiosidade, para sua evolução.
Quantos são aqueles que não abrem mão dos seus santinhos,
das suas santinhas, achando que esta condição de posse que as mantem vinculadas
ao amor de Deus?
Amar a Deus é antes de tudo, ser livre e aberto para
receber. Deus como pai, só tem a nos oferecer. Imagine se Ele precisa de algo
de nós?
Quando Ele pede o nosso amor, o faz para aprendermos a
amar.
Quando Ele pede nossa devoção, o faz para aprendermos a ser
fieis naquilo que acreditamos;
Quando Ele nos pede fidelidade, o faz para aprendermos a
ser fieis aos seus ensinamentos e àquilo que entendemos ser uma verdade;
Quando Ele nos pede paz, o faz para aprendermos a ser
pacíficos como são os universos que Ele criou.
Enfim desta foram estaremos compreendendo como Deus vem
se manifestando ao longo dos tempos junto às suas criaturas.
Houve época em que Ele manifestou a Lei do "olho por
olho e dente por dente", pois era preciso aprendermos a nos socializarmos
e a vivermos em harmonia entre nós e entre os reinos.
Creio que ainda não aprendemos corretamente como nos
comportamos a este respeito, desta forma, para alguns esta Lei é ainda atuante.
Portanto, se compreendermos estas manifestações divinas,
poderemos caminhar conjuntamente, no mesmo caminho, para o mesmo destino e com
total e absoluto amparo para superarmos os obstáculos. Tudo tem um ritmo, uma
velocidade, um tempo, então se estivermos por demais carregados com nossas
mochilas pesadas, nos atrasaremos, perderemos o compasso e teremos de aguardar
um nova chance que acontecerá no momento em que novos indivíduos estiverem
prontos para mesma escalada que fomos convidados e nos autoconvocamos para
fazer.
Não perca esta chance e não retarde a vida de ninguém com
teus medos, com teus preconceitos, com tua insegurança. Não deixe como herança
para teus filhos a possibilidade deles perderem esta oportunidade especial
deste final de ciclo da Terra, pois isto o incomodará por eras que virão.
Hilton