Pensamento de
Sri Aurobindo.
Nossas tarefas
nos são dadas; somos apenas instrumentos. Nada que criamos nos pertence
totalmente.
Sri Aurobindo.
Pois
bem, o pensamento é claro em apontar que estamos aqui para um ciclo enorme de muitas experiências.
Nosso
objetivo é evoluir e evoluir é ganhar conhecimento, ascender espiritualmente,
assimilar informações, galgar novas dimensões, enfim estamos percorrendo um
longo caminho e em cada etapa resultados são apurados. Através dos resultados
apurados em cada etapa, ou melhor dizendo em cada ciclo, seremos ou não
impulsionados para o ciclo seguinte, que conterá a síntese das experiências anteriores.
Segundo
critérios que desconhecemos, em cada ciclo um conjunto mínimo de experiências terá
de ser concluída com sucesso.
Isto
não ocorrendo, permaneceremos no ciclo atual.
A
base do sucesso nas experiências serão as informações colhidas, nos atos preparatórios
que antecede cada uma delas.
Esta
busca deve partir da nossa própria vontade, do nosso próprio empenho e desejo
de evoluir.
O
que tem retardado este processo são as ilusões que resolvemos adotar como
prioridade, na ganancia, na posse de coisas, na propriedade como garantia de um
futuro, na luta por conquistas efêmeras e passageiras, ou seja, circunscrevemos
nossa vida nas coisas da matéria, somente.
Este,
somente, foi e tem sido um erro fatal que a maioria insiste e persiste em
conservar.
Neste
conjunto, vem as tarefas com o objetivo de tentar nos despertar para a busca
da informação, que será a base para a realização das experiências e
consolida-las no sucesso, transformando em um novo conhecimento adquirido.
Este
assunto tem se repetido, pois poucos dão atenção a isto, portanto, poucos fazem
algo útil para si próprio.
O
pensamento deixa claro esta condição de “viajantes”, ou seja, viajamos no tempo
e no espaço para conhecermos e aprendermos como se comportar em cada local, um
planeta por exemplo, com cada ser, com cada reino, com as Leis vigentes, etc.. Estas
experiências são necessárias, pois em determinado momento da nossa existência,
seremos “aqueles” que irão ajudar quem vem caminhando nos mesmos estágios que
fizemos.
Temos
recebido em todos os momentos da nossa existência aqui na Terra, as ajudas
necessárias daqueles que um dia foram semelhantes a nós, portanto, basta
prestarmos atenção e darmos o consentimento para que esta ajuda se manifeste.
Muitos
falam que existem pessoas maldosas e algumas com elevado índice de maldade,
como pessoas bondosas e algumas com
elevado índice de bondade.
O
que diferencia uma pessoa boa de uma pessoa ruim?
Na
realidade é o conhecimento ou a ignorância.
A
maldada provem da ignorância e a bondade do conhecimento.
Se
nos remetermos à origem da nossa existência, veremos que somos completos e absolutos
em todos os sentidos.
Nesta
grande “viagem” que estamos realizando, se nos recusamos a aprender, nos
tornamos pessoas más, pois a ignorância impedirá que percebamos o sentido real
e verdadeiro da vida, prevalecendo somente a ilusão.
Se
buscarmos a informação e a transformarmos em conhecimento, como foi
exemplificado acima, seremos pessoas bondosas num processo de ascenção nesta
bondade na mesma proporção da nossa evolução, portanto, um indivíduo neste
processo jamais será maldoso. É impossível.
Podemos
dizer que todos nós já fomos indivíduos extremamente maldosos no passado e
cometemos atos que hoje sequer teríamos estrutura para saber. Por isso que em
cada nascimento “esquecemos” o que fomos, senão seríamos pessoas completamente
doentes.
Em
cada nova reencarnação temos a oportunidade de lapidar e aperfeiçoar a bondade, a espiritualidade, ou seja, a
evolução, desde que nossa atenção não seja totalmente presa ao materialismo da
vida, ou às ilusões.
As
tarefas a que se refere o pensamento, vem a partir das necessidades que o
destino de cada um definiu como meta de aprendizado, portanto, somos
instrumentos destas tarefas no intuito da evolução
Enfim,
veja que tudo nos cerca para o processo evolutivo, no entanto, temos de buscar
e nos empenhar para crescer.
Hilton