A tarefa de um ser em serviço nem sempre parece importante aos
olhos dos outros.
Figueira.
Pois bem, eis um dos problemas mais comum entre aqueles que servem.
Comum porque a atividade em serviço geralmente sofre críticas, avaliações e
passa a ser julgada.
Quem se coloca a serviço deve tentar realiza-lo a todo custo. Não deve
medir esforços para fazê-lo, pois se foi solicitado tornou-se essencial.
O individuo em serviço, de certa forma, sente um vazio no coração
até que a tarefa tenha sido cumprida. Este vazio serve de referencia para
sentirmos que movimentos estão ocorrendo e estamos, de alguma maneira,
participando.
Ao concluirmos a tarefa, este vazio se esvai e uma sensação de paz
acontece. Portanto, com estas referências podemos sentir que estamos participando.
Não devemos ter a pretensão de realizar um serviço absolutamente
correto, pois não temos, ainda, bagagem espiritual e conhecimento suficiente
para que isto ocorra. No geral atrapalhamos o que está sendo feito, mas sem
esta oportunidade não temos como aprender.
A boa intenção e o esforço na oferta são alavancas imprescindíveis
para o serviço, consequentemente para o aprendizado.
Sem a pratica do serviço não absorveremos os conceitos recebidos,
as informações passadas, concluindo o aprendizado, portanto é fundamental envolver-se.
Percebe-se que a maioria não se envolve, simplesmente participa como
ouvinte, como apreciador, mantendo-se distante. Este distanciamento pode receber
inúmeros nomes: vergonha, timidez, insegurança, preguiça, falta de coragem e a
clássica falta de tempo.
Poucos percebem que este distanciamento o priva da pratica para o
serviço, deixando de consolidar um ensinamento, uma informação, um conceito.
A vida universal exige esta postura, pois na pratica somos em essência,
criadores.
Sim criaremos mundos num futuro bem distante, participaremos de
decisões fenomenais, mas de que adianta se neste exato momento não me oferto?
A distinção entre um serviço importante ou não, é uma questão de
ponto de vista de pessoas pobres em sua essência espiritual, pois tudo que é demandado
é necessário. Não viveríamos sem bactérias, não viveríamos sem um raio de sol,
não estaríamos aqui se não tivéssemos passados por experiencias nos reinos
mineral, vegetal e animal.
A diferença entre um indivíduo que segue expontaneamente a
evolução e um outro que é empurrado para a evolução, é uma simples questão de
oferta.
Milhões de tarefas são realizadas ao nosso lado sem que tenhamos
a menor noção do que está acontecendo. Não temos a capacidade de perceber e
muito menos de acompanhar, basta ofertar-se que de alguma forma seremos envolvidos.
Sem ofertar-se não temos como realizar alguma atividade que não
seja cármica.









