Pensamento do
dia, segunda-feira, 9 de novembro de 2015
"Quando se
vive para o mundo formal, coisas efêmeras ganham importância e são
ambicionadas."
Trigueirinho.
Pois
bem, este alerta é importante, pois assim temos feito muitas vezes, sem
perceber.
É
muito comum nossa tentativa de se viver acima das nossas reais possibilidades.
De
certa forma o estágio social e financeiro que cada um se encontra nunca é
suficiente e por isso nos esforçamos tanto para dar um passo maior.
Nem
sempre estamos preparados para este passo maior e quase sempre as consequências
tem sido ruins.
Da
mesma forma se aplica para as coisas do espírito. É preciso uma certa base, uma
certa convicção, para arriscar voos mais elevados.
Não
há possibilidade de ascendermos um nível seguinte, sem ter cumprido as metas
estabelecidas no nível anterior. No plano material é idêntico, não podemos ter
o que nos consume além do que podemos disponibilizar.
Este
clássico erro tem sido cometido por quase todos, durante quase todas as vidas.
Em ambos os planos, no material e no espiritual, a ambição pode nos levar à
ruina de tantas conquistas e lutas realizadas.
O
equilíbrio, sob todos os aspectos é a base do bom senso, da prudência e da normalidade. Isto se dá em
cada nível de consciência que nos encontramos.
A
ascenção deveria ser algo natural, cadenciada, continua, sem os atropelos e sem
a ganancia que muitas vezes se sobrepõem a tudo isto e nos “quebra”.
No
plano material ela tem sido cruel, pois nos incentiva a verdadeiras loucuras num
contra senso descomunal.
No
plano espiritual ela aumenta o grau de ilusão e acaba transformando obras
elevadas em buracos imensos cuja queda tem sido muito dolorosa.
No
mundo formal, a ambição e as aparências ganham muita importância e tem nos
transformados em pessoas falsas, que procuram refletir o que não tem e o que não
são. Uma questão de tempo é o que acontece para a queda.
No
mundo espiritual, a vaidade e o orgulho assolam as ideias e os pensamentos de
que dominamos aquilo que indominável por sua própria Natureza, levando a quedas
profundas e muitas vezes à loucura.
Estes
processos ilusórios no mundo das formas e no mundo oculto, tem levado pessoas
boas, de bom caráter, de grande potencial a perderem-se na vida material e
espiritual, num grande processo de retração que poderá levar várias vidas para
voltarem ao estágio em que começaram a se desvirtuar.
Isto
tira o foco, embaça processos de Luz, distancia as “ajudas” e nos mantem nas
ilusões.
O
momento exige muita coragem, muita força, grande discernimento, muito equilíbrio
e uma visão muito profunda da realidade do momento, para não cairmos nas
grandes armadilhas da ambição.
Vou
retratar um texto do livro, Encontros com
a Paz - Editora Irdin – Trigueirinho – pg. 61, que pode ser oportuno:
“ Indivíduos de todos os
povos e culturas, se conscientes de sua existência real, estão passando
por etapas de conflitos, pois os avanços internos estão-se dando com velocidade
maior do que a suportável pelos seus corpos e consciências materiais.
O processo de superação e
de transcendência do envolvimento com as forças humanas, forças de inercia e de
atrito, tem esse caráter de aparente desarmonia enquanto o ser não
abdica de responder aos estímulos que delas provem. Uma chave para isto é a
imparcialidade e também não se deixar abater pelas chamadas desilusões.
Que bem maior pode haver para o que busca a verdade do que ter dissolvidas
as suas ilusões?
Se há períodos que parecem
ser mais difíceis que os vividos anteriormente, é preciso lembrar que quanto mais
avança o peregrino, mais apto se torna para superar obstáculos. O aperfeiçoamento
de sua destreza advém de cruzar trilhas acidentadas”
Palavras sublinhadas:
Hilton
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