segunda-feira, 28 de março de 2016

MEDO.

Pensamento do dia 28 de março de 2016.

O amor perfeito expulsa o medo.
Sri Aurobindo.


Pois bem, a história do medo provem da época dos dinossauros, onde a luta pela sobrevivência foi intensa e constante, definindo assim o nosso DNA com este sentimento. Portanto, carregamos o medo em nosso DNA, mas ao contrário de outros povos em outros mundos, não o superamos até hoje pelo desvirtuamento do caminho e a ascenção das nossas fraquezas. Este DNA encerra neste ciclo, sua etapa.

O medo é um sentimento que ressalta nossas desconfianças na criação e no Criador.
É uma crença de que surgimos do nada e para o nada iremos.
É uma descrença sobre a vida, na sua origem, meio e fim.
É um fechar de olhos para os milagres que a Natureza realiza ao eclodir uma semente, ao nascimento de um filho, ao movimento dos ventos, das marés, da organização do planetas, sois e sistemas, da nossa progressão material e espiritual, enfim, o medo é o mesmo que uma ausência daquilo que a vida nos mostra e realiza.
Talvez seja mais difícil imaginar e aceitar textos mais complexos que define situações mais abstratas, mas quando não reconhecemos os milagres diários da vida é porque estamos encobertos por este manto tão espesso e pegajoso chamado medo.
Quem ama não teme.
Grande ditado popular que ressalta uma importante verdade. Não há nenhuma sintonia ou similaridade entre ter medo e amar.
Quem tem medo não ama.
Quem tem medo não sabe amar.
Quem tem medo não se sente amado.

O amor é um “sentimento”, se assim podemos definir, por falta de palavras mais completas e melhores, que abarca o Criador e todas as suas criaturas, portanto, inibe de cara um dos mais fortes desdobramentos do medo, a solidão.
A solidão, ou seja, o ato de sentir-se sozinho é um aspecto do medo que identifica a falta de amor ou melhor dizendo, de amar.
O medo faz recuar sempre.
Quem tem medo procura apoios que não existem, pois a Criação é perfeita e auto suficiente, que se sustenta e evolui por si próprio, então apoios são desnecessários.
Podemos confundir a necessidade de termos ou sermos apoiados, face a ignorância ou desconhecimento, mas neste caso é uma fase de insegurança que teremos de superar. Ao buscar o conhecimento teremos acesso à sabedoria e com isto iremos suplantar a necessidade destes apoios ilusórios, que imaginamos ser preciso ter.
Necessidades: sempre confundimos que nossas necessidades são essencialmente materiais, quando na realidade estas podem ser completamente supridas pelo nosso engajamento no processo evolutivo. Veremos, após este processo, que tais necessidades seriam absolutamente desnecessárias, podendo inclusive nos reter no caminho escolhido.

Enfim, como cita Sri, o amor perfeito expulsa o medo.
Estamos caminhando para este estado de perfeição e com certeza iremos atingi-lo, portanto, temos de busca-lo assiduamente, fortalecendo nossas bases mais fracas, mas inconstantes e mais pontuais.
Trabalhar o amor interno, o amor a si próprio, o amor ao próximo, o amor incondicional a Deus, acreditar que a vida sempre terá uma solução para nossos ilusórios problemas, desapegar-se e suportar as perdas, são critérios que nos alavanca nesta busca intensa pelo amor e consequentemente pela ausência do medo.

Na minha jornada inicial, na seara espiritual, morri de medo durante a forte vidência que tive do plano astral, mas sem isto não teria alcançado esta etapa que me encontro hoje, com vários medo superados e a conquista de boa dose de confiança na vida e nas circunstancias ao meu redor.
Como tudo é cíclico, novas etapas já vem acontecendo e outras circunstâncias vem surgindo, pois de superação em superação vamos caminhando na trilha da evolução e do conhecimento.


Hilton

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