Pensamento
do dia 30.03.2016
Ama
e serve os homens, mas cuida que não desejes sua aprovação. Obedece muito mais
a Deus dentro de ti.
Sri
Aurobindo.
Pois
bem, o que fazemos, em todos os aspectos em todas as áreas, temos sempre nos
reportado a aprovações no plano material da vida.
As
opiniões, pareceres, julgamentos se dão por terceiros, que podem de certa
forma, deturpar algo correto que você vinha fazendo.
Isto
se deve ao fato de que cada um se encontra com um nível de consciência bem
distinto de todos os demais.
Não
há ninguém igual, ou seja, ninguém nas mesmas circunstancias que me encontro,
portanto, sempre haverá divergências sobre o que faço.
Desta
forma, vivemos muito confusos, pois as opiniões divergem em escalas muito
variáveis.
Isto
nos tornou inseguros e temerosos, sendo que às vezes nos tornamos furiosos.
Outro
aspecto importante é o fato de que o que faço, realizo na ânsia de atender a
lógica e a racionalidade do meu nível mental, sem levar em conta aspectos
elevados, Leis maiores, intuições, conhecimento de referências consagradas, meu
coração, enfim temos nos mantido num jogo aberto de acertos e fracassos.
Somado
a isto, desperto outro fator preponderantemente negativo, as aparências,
de meus atos e postura sobre o que foi pedido.
Quando
percebo que o que faço contraria as aparências aceitas, mesmo que convicto da
sua necessidade, recuo pois tenho medo de ser classificado.
Esta
postura que a maioria adota, é altamente nefasta, cansativa e frustrante, pois
me torno submisso aos outros e não ao meus sentimentos reais e profundos, que
podem inclusive ter vindo de orientações do alto para uma necessidade de
muitos.
O
ser humano é muito fiel às aparências, mesmo que isto o contradiga internamente.
Nesta
hipótese a vida passa a ser uma somatória de frustrações que vão se acumulando
e num determinado momento, se manifesta através de doenças físicas, mentais e
emocionais, com poucas chances de cura.
A
aprovação ou desaprovação humana é algo menor se compararmos com a obediência a
Deus, pois sem sombra de dúvida, um impulso divino procede no momento certo,
para a coisa certa e nas ações que colocaram este impulso naquilo que precisa
ser feito.
Poucas
vezes isto irá se referir a grandes feitos, pois na maioria das vezes estes
impulsos divinos entram no cotidiano da vida simples, na rotina do dia a dia.
Mesmo
assim a maioria renega e por vergonha, medo, não atende.
Para
aqueles mais engajados num contexto mais próximo aos desígnios divinos são
pedidos manifestações mais expressivas, mais envolventes, onde certos
sacrifícios podem fazer parte deste atendimento. Neste caso, as atitudes são
avaliadas por quem nos acompanha do Alto, para saber se estamos aptos para
salto maiores ou menores ou estancar de vez futuras ações.
Estas
atitudes que nos referimos, por não serem de origem cármica, precisa contar
totalmente com nossa boa vontade, nossas convicções e a fé adquirida, pois
passam a ser uma expressão da manifestação divina aqui na Terra.
Guardadas
as proporções , nossas Vigílias mantem estes conceitos, onde nos ofertamos sem
questionamentos, superando se for o caso, situações contraditórias,
compromissos sociais, divergências de opiniões, pelo simples ato de servir e
ofertar-se ao que foi solicitado.
Não
temos como mensurar os desdobramentos destes nossos esforços, mas acreditamos
que jamais serão em vão.
Para
refletirmos.
Hilton
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