Pensamento
do dia 17 de março de 2016.
Aquilo
com que a alma se rejubila extremamente é, para o pensamento, a última
realidade.
Sri
Aurobindo.
Comentários:
Caros
amigos, hoje é impossível ficarmos sem o tema principal em nosso país, face aos
acontecimentos na política nacional.
Não
iremos abordar o tema político, mas efetivamente o que este vem ocasionando na
maioria dos cidadãos brasileiros.
Estamos
num momento de indignação e frustração.
Estes
sentimentos tem convergido para um mal estar, em que a decepção toma conta.
Se
pararmos para pensar sem levar em conta o cenário nacional, ou o cenário que
ocasionou estes sentimentos e revermos tudo o que foi informado ao longo destes
anos, podemos dizer que nos encontramos na sequência natural dos
acontecimentos deste final de ciclo.
Como
foi dito, a frustração, a decepção, a indignação, em nosso ambiente, em nossas
sociedades foi anunciada continuamente por inúmeros profetas, orientadores,
comunicadores do Plano Maior, pois isto faz parte da desagregação do intenso
materialismo que vivemos.
Nossas
sociedades são corruptas, interesseiras, partidárias, escusas, ilícitas, sob as
leis que ela própria criou, assim como contra as Leis regentes do planeta.
A
decepção, a frustração, a indignação, na realidade, são instrumentos
importantes que nossa alma se utiliza para nos fazer voltar à razão, mas não a
razão do materialismo finito, passageiro, e sim a razão da imparcialidade, do
acolhimento, do eterno.
Estamos
vivendo no mundo intensas decepções, onde as mentiras, a corrupção, os
interesses escusos dominam a boa vontade das pessoas, das instituições, das
religiões e isto tem acontecido para nos facilitar a tomar certas decisões.
A
luta contra esta estrutura corrompida e que já tinha iniciado seu processo de
desmantelamento, encontra-se a pleno vigor e irá acentuar-se cada vez mais, não
poupando nenhuma organização, pessoas, estruturas, instituições, países, que se
coadunam com as forças involutivas.
Como
tem sido dito, estamos vivendo no meio de um grande embate entre as forças
retrogradas e as forças evolutivas.
Isto
ocorre em âmbito mundial e irá se acentuar cada vez mais.
Muitos
irão sofrer, vidas serão perdidas, esforços serão inúteis, pois nossa estrutura
social, política, financeira, institucional, etc., apoiou-se na Lei do Egoísmo
e com isto definiu um prazo especifico para terminar. Foi definido
para este final de ciclo, portanto, segue-se o ritmo normal dos processos
finais da vasta estrutura que montamos, que foi constituída fora da Lei do
Amor.
A
vida que formamos, segue o ritmo normal das opções que fizemos.
Pensamento:
Pois
bem Sri Aurobindo nos informa que a satisfação verdadeira, é intensa e vem da
alma.
Quantas
vezes sentimos isto na vida?
Esta
pergunta é importante para refletirmos, pois creio que sentimos poucas vezes.
Isto quer dizer que poucas vezes fizemos algo que tenha tido um valor real e
alinhado com as Leis.
Normalmente
o nascimento de um filho, numa relação de amor, tem dado uma satisfação
intensa, pois neste momento o casal compartilha com este novo ser, uma relação
real, verdadeira, sem máscaras, sem oportunismo, sem interesses, sem mentiras,
doando-se intensamente para que a vida pulse e manifeste este desejo ardente de
compartilhar tudo o que tem, sejam as coisas materiais como as imateriais.
Deveríamos
viver assim, realizando os impulsos do pensamento, com aquela satisfação
intensa que vem da alma, do mais profundo do nosso ser, pois isto por si só
regularia a Lei do Amor com o que estaríamos realizando.
Por
incrível que pareça, populações em outros mundos vivem, no seu dia a dia,
esta situação recheada do jubilo da alma.
Um
dia seremos assim.
Um
dia seremos um só, alma e corpo físico.
Hoje
entre a alma e o corpo físico, temos um corpo mental racionalmente desvirtuado,
temos um corpo emocional desequilibrado, temos um corpo astral desalienado, de
certa forma dissociados um do outro, gerando esta parafernália de sentimentos e
de racionalidade confusas e inconsequentes.
As
situações externas são verdadeiros espelhos das situações internas, ou seja, o
que vivemos no mundo material reflete exatamente o que sentimos no mundo
interno.
Esta
informação precisa ser muito bem analisada. Somos um reflexo dos nossos
próprios sentimentos.
Creio
que não exista na face da Terra, um único cidadão contente, satisfeito com sua
situação, pois nosso conjunto, corpo mente e alma não se relacionam bem.
Precisamos
trabalhar estes aspectos. Aquietar-se mais, desalienar-se mais dos movimentos
externos e no concentrarmos nos movimentos internos.
No
externo não há mais o que fazer, portanto é o interno que interessa e que
necessita da nossa atenção, pois estamos em vias da maior decisão das nossas
vidas, pelos próximos milênios.
Como
Maria tem nos dito, só nos resta uma única coisa a fazer: orar.
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