Pensamento
do dia 14 de março de 2016.
Procura
sempre. Descobre a razão das coisas que parecem, ao olhar apressado, mero acaso
ou ilusão.
Sri
Aurobindo.
Pois
bem, quando não conseguimos compreender o “porque” de certos acontecimentos,
chamamos de acaso ou ilusão.
Nunca
levamos em conta que ainda não possuímos certas capacidades ou possuímos
limites que nos impede de compreender o que se passa.
Esta
falta de modéstia do ser humano o leva a interpretar e deduzir na irrealidade
das coisas.
Quando
pedimos que nossa busca seja continua, constante, incessante e que TODOS devem
buscar, vemos que a maioria estanca na primeira fase da preguiça.
Quando
tem alguém que pensa, que busca, que procura por nós, amolecemos de tal maneira
que muitos conceitos errôneos, muitas bobagens, muitas falsidades e erros
grosseiros, que poderiam ser evitados, transformam-se em “verdades”.
Ao
procedermos segundo estas “verdades”, é uma questão de tempo para nos
enrolarmos nas malhas da ilusão e consequentemente da decepção.
Aprender
exige grandes esforços, grande dedicação, pesquisas, bom senso, muita intuição
e muita abertura para quebrarmos preconceitos e conceitos defasados da nova
realidade e a nova realidade surge no decorrer do tempo, das eras, dos ciclos,
portanto, a nova realidade é um processo continuo, constante e incessante.
A
maioria ao ouvir ou ter ciência das “novidades” dos novos conceitos, de novas
oportunidades, costuma analisar as interferências que isto fará em suas
rotinas. Se forem “atrapalhar” certas rotinas, não aceita e não acata. Se as
mudanças são, digamos, suportáveis e de pouca interferência, fará primeiro
algumas tentativas. Se estas tentativas extrapolarem certos limites, imputando
novos procedimentos ou esforços, abandona-se as “novidades”.
Esta
forma de proceder tem retido a imensa maioria da população da Terra em níveis
evolutivos ultrapassados, desatualizados e muito aquém dos tempos que o ciclo
atual definiu.
Estas
definições não estão ao nosso alcance, pois são determinados pelas estruturas
cósmicas que regem planetas, galáxias, sistemas. Por exemplo nosso sol está
limitado e subordinado ao sol central da via láctea e o nosso sol irá executar o
ritmo que este sol central definirá no processo da evolução continua de todo o
universo.
Da
mesma forma as pessoas, os vegetais, os animais, os minerais, seguem ritmos
distintos, mas em sintonia com a harmonia de evoluírem em conjunto. Se as
pessoas que possuem certos domínios e a capacidade de decidirem , não aceitarem
estes ritmos, entram nas zonas de conflito, dos atritos, das revoltas. Tem sido
assim o processo evolutivo da população terrestre, que só acontece no atrito,
no conflito, no sofrimento.
Quem
deseja evoluir, colaborar, unir-se aos ritmos cósmicos, não pode sentar e
esperar, tem de agir, agregar, esforçar-se, ir buscar, mudar rotinas, abandonar
certos procedimentos em troca de outros, submeter-se ao novo, ao desconhecido,
livrar-se da estrutura material que o prende, dos sentimentos que o retém,
daquilo que o machuca, da submissão que o acorrenta, das coisas antigas.
Claro,
é preciso coragem, é preciso desapegar-se, é preciso quebrar ROTINAS e abrir-se
para o que ainda não conhece.
Tem
muitas pessoas que fazem isto da forma errada, quando usam esportes radicais e
colocam a vida que lhes foi abençoada e o corpo que lhes foi entregue,
num desafio extremo. Isto não passa de profunda ignorância, pois esta “coragem”
(que não passa de uma máscara, mal feita e rudimentar) deveria ser usada para
alavancar novos ritmos internos, estender atividades intuitivas, crescer na
consciência, desafiar a lentidão e o inercia e não submeter-se ao risco
desnecessário e inútil.
Temos
de superar, como nos indica Sri Aurobindo, mas de forma inteligente, interna,
consciente, pois só assim teremos uma visão das nossas imensas e maravilhosas
capacidades e das oportunidades que estão por vir a cada momento, em cada
corpo, a cada ciclo.
Vamos
refletir, mas sugerimos que coloque-se em ação para quebrar os atuais
paradigmas, a atual preguiça, os atuais preconceitos e a profunda inercia que
nos retém em rotinas toscas, ultrapassadas e completamente infantis para estes
momentos finais da maior decisão das nossas vidas passadas e da presente, que
teremos de tomar nos próximos momentos da vida planetária.
Hilton
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