A vida que te anima está muito além deste mundo.
Figueira.
A vida gerada para o corpo físico se dá pela alma. Esta por sua
vez a recebe de outros corpos cada vez mais sutis até , resumidamente,
chegarmos a um conceito de que somos, em origem, uma centelha divina.
A separação e a identificação de todos estes corpos, e são muitos,
são absolutamente independentes e seguem, irrestritamente, a ideia do Criador.
A centelha divina saiu Dele e para Ele retornará. Esta longuíssima
jornada irá abrir, em detalhes, o que precisa se conhecer. Será primeiro no
Universo físico e em seguida no Universo não físico.
Na medida que formos utilizando estes corpos iremos aprender a
discernir em cada um deles e em todos os ciclos de experiências que cada um irá
proporcionar.
Cada um destes corpos possuem um destino primordial e vários sub destinos,
se assim podemos chamar, que ajustam-se no ciclo das experiências eternas.
Falando especificamente do corpo físico, este possui um destino
primordial que será percorrido por milênios, até que se conclua e se realize
tudo o que for necessário experimentar.
Resumidamente, conheceremos o mal extremo até a santificação. Uma
ascenção necessária para que esgote-se a função primordial do corpo físico e
adote-se um corpo mais sutil para seguir adiante. Quando isto acontece o arquétipo
do corpo físico se recolhe e permanecerá eternamente no arquivo akashico,
arquivo que ficará eternamente na centelha divina.
O corpo físico é o mais grosseiro, o mais infantil, a partir da
individualização da alma, mas mesmo assim seu caminho é cheio de etapas ou
ciclos. Atualmente vivemos o ciclo cármico, com a predominância do livre
arbítrio, o próximo passo será a ausência do carma e do livre arbítrio, onde os
atuais estados de sofrimento terminam e não mais se manifestarão.
Isto acontece até partimos para um corpo sutil, por exemplo o
corpo anímico, da alma. Há mundos em que as manifestações são só de almas, onde
a vida ainda é inimaginável para nós.
O sol, por
exemplo, é habitado por seres solares, seres que regulam os ciclos de experiências
de todos do seu sistema solar, em todos os reinos.
A vida como a maioria tem concebido sequer raspa no ambiente grandioso
da Vida Universal. Este estado de ignorância é o que tem nos levado a inúmeros fracassos,
pois temos sido impedidos de conceber esta incrível sucessão que ocorre não só
nas reencarnações, mas muito além delas.
O que plantamos hoje será colhido amanhã. Esta Lei preponderante
tem sido desprezado pela maioria, tem sido manipulada por forças involutivas
desde nossa decisão pelo livre arbítrio. Não falamos aqui só de coisas negativas,
o pior é a ausência de conhecimento. Isto realmente tem feito a diferença entre
a ascenção e a queda.
O indivíduo deveria viver na busca incessante pelo conhecimento,
pois só assim conseguirá compreender os ciclos, as experiências, as Leis e as
regras da evolução, mas ocupa-se com coisas pequenas, passageiras, fúteis e
perecíveis.
Estamos numa fase excepcional, uma fase decorrente da transição
planetária em curso, onde as oportunidades são incríveis e maravilhosas. Deixar
isto passar será o mesmo que reviver minuto a minuto esta árdua luta da sobrevivência.
Não fomos concebidos para sobreviver, fomos concebidos para evoluir,
conhecer, aprender, viver coisa novas, mundos novos, ciclos novos, usar novos
corpos, sutilizar-se, e lá na frente entrar no Universo imaterial.
Pode até ser assustador, mas é necessário e inexorável. O novo, a
novidade sempre assusta, mas definitivamente é e sempre foi a única opção que
temos como centelha divina. No entanto, temos a possibilidade de permanecer o
tempo que quisermos em cada ciclo a realizar.

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