Sonhos: esquisitos, reveladores e essenciais
Nossos sonhos revelam inúmeras situações, as próprias, as de
terceiros, além da previsão de eventuais fatos pessoais ou comunitários que
exigem reflexão.
Os sonhos podem ser bem específicos e distintos para o próprio sonhador.
Pode, eventualmente e sob certas condições bem específicas, alertar aqueles das
quais o sonhador tem relacionamento.
Podem ser proféticos, revelando possibilidades futuras, bem como relativos
ao passado quando determinados traumas vividos precisam ser resolvidos ou
deletados.
Os sonhos são considerados ruins, quando envolve o que não
gostamos. O não gostar ocorre de forma simplista, ou seja, uma determinada
experiência irá se repetir porque fracassei na 1ª vez. Pode vir como um aviso de
que sua realização está próxima e para isto é melhor preparar-se,
ou pode vir para anunciar que novas informações e conceitos precisam ser
assimilados e caberá ao sonhador procura-los. O que não gostamos de fato são os
esforços que precisam ser gerados para que algo pendente possa ser resolvido.
Os sonhos atem-se aos avisos de transformações que precisam
acontecer para despertar mais atenção e foco no que será necessário .
Temos por princípio considerar que o que irá mudar é ruim, mesmo se
o que o está acontecendo é ruim. No geral somos avesso a mudanças pois impinge
movimentos, esforços, raciocínios, enfim tira a comodidade de continuar como
está (boa ou ruim, tanto faz).
Todo sonho é visionário, ou seja, relaciona-se com algo a ser
transformado ou em fase de transformação.
O sonho é uma das formas de comunicação da alma e também do
intelecto. Quando da alma, prevê mudanças em todo o contexto da vida. Quando do
intelecto, pode referir-se a alterações especificas, pontuais, que necessitam
de atenção ou mudanças. Esta diferença entre algo pontual ou genérico é
importante para distinguirmos qual será o teor de ajudas que devemos buscar.
O sonho é um ato de comunicação. Não é claro como gostaríamos, mas
bem ilustrativo para preservar o livre arbítrio. Geralmente mostra uma situação,
uma paisagem, e pode ser do que aconteceu, do que está acontecendo ou do que
poderá acontecer. A classificação será da interpretação do sonhador para que
possa refletir, mudar ou não deixar que aconteça.
Os sonhos originam-se em níveis de existência não lógicos,
por isso sua forma esquisita de manifestar-se.
O sonho pode mostrar relacionamentos entre pessoas. Neste caso
para ajustes, consolidação ou cisão. Poderá abordar formatos inequívocos que
precisam de ajustes, rompimentos cármicos ou indicar a necessidade de
consolidar o que ainda é frívolo e muito frágil.
O sonho se mescla com estados emocionais do momento. É necessário
refletir sobre ele com imparcialidade, com calma e com equilíbrio para que
formas explosivas deste sonho não sejam interpretadas ao “pé da letra”. Aliás,
todos os sonhos tem esta característica de criar um cenário que envolve emoções
recorrentes.
As vezes sonhamos por alguém. Há pessoas que ao sentirem-se muito perturbadas não conseguem
assimilar estes importantes recados, interpretar esta fonte de comunicação,
podendo assim certos sonhos ser delegados a 3os que podem auxiliar em certos
aspectos.
Meu sonho só serve para mim, mas como exposto, pode ser um ato de
serviço a 3os, desde que uma série de condicionantes sejam atendidas, em
especial as lastreadas em amor.
Um sonho premonitório, profético, pode vir com a finalidade de que
os avisados não se envolvam na eventual situação crítica provável, ou se
preparem para enfrenta-la ou mudem ações e comportamentos para que ela não se
realize.
Um sonho profético tende a ser comunitário, mas eventualmente
poderá envolver uma única pessoa. Tudo dependerá do grau de envolvimento desta
pessoa no meio em que vive. Por exemplo, um presidente, um papa, uma pessoa em
destaque pode sonhar com algo profético sobre ela que poderá envolver todo o círculo
que pertence.
Sonhar é uma atividade cotidiana. Ocorre sempre e sempre leva em consideração
o “estado de espirito” daquele momento. Quanto mais calmo, mais equilibrado,
mais informações irei reconhecer no sonho, ao passo que nervoso,
desequilibrado, com medo, o sonho será nebuloso, confuso e provavelmente irreconhecível.
Neste caso a alma e o intelecto tem dificuldades de acessar a mente pensante.
Nem todos tem inclinação para lembrarem-se dos sonhos, mas no
geral a ausência da sua prática pode inibir ainda mais algo tão necessário
Sonhar e compreender o sonho exige uma constante de exercícios,
atenção, dedicação e preparações necessárias. É uma forma de comunicação
trivial, constante e reveladora, mas da mesma forma que hoje dominamos um
celular, exige esforços e dedicação no seu aprendizado.
Um sonho marcante precisa ser revisto. Uma prática usual é não sair
da cama antes de revê-lo. Manter-se absolutamente quieto, sem se mexer e
tentar identificar o passo a passo que foi ilustrado no sonho, é uma forma de
guardá-lo na mente desperta. Para isso
regras de disciplina precisam ser atendidas, como o não uso de despertadores, pensamentos
imediatos nas tarefas diárias e não ter pressa para levantar. Reter-se por 5 a 10
min talvez seja o suficiente, portanto não se depende de horas para tais
revelações.
Anotar logo em seguida ajudará a memória a revelar detalhes que
não ficaram claro na revisão mental ao despertar.
É interessante como pessoas dizem que não tem tempo para isto,
levantam-se apressadas e sentem que tem muita coisa para fazer. Iludem-se em se
tornarem mais úteis neste contexto, quando poderiam abreviar esforços
desnecessários se pequenas indicações fossem assimiladas no sonho que teve. Não
ter tempo para comunicar-se com a alma é algo bem irracional.
A maioria despreza seus sonhos, ou seja, a maioria não atende as
comunicações da alma com o intuito de reforçar e preparar as várias etapas do
destino em curso. Este dom todos tem, mas perdermos a habilidade pela absoluta
falta de prática ao longo de séculos de reencarnações voltadas para aspectos emocionais e materiais imediatos que são
determinadas pela vida racional que a superfície terrestre proporciona.
Não há como viver sem nos comunicarmos. Reforçamos as comunicações
no plano material e abandonamos as comunicações com os planos sutis, ou seja,
estamos sendo informados pela metade e nossas chances de acertar as ações diminuíram
para 50%.
Em mundos adiantados este percentual eleva-se para 100%, torna-se harmônico, sensível e equilibrado
naturalmente, sem quaisquer exposições a disputas ou competitividades. A vida alinha-se
em todos os seus habitantes, as Leis são compreendidas e a evolução ocorre com
total serenidade.
Nunca é tarde para voltar a praticar o que deveria ser parte das rotinas
da vida. Não há como viver e sobreviver sem este importante elo de comunicação
com nossa contraparte sutil.
O smartphone tornou-se indispensável e assim é com os sonhos se
estes fossem usuais.
Esta noite, um sonho: Encontrava-me numa cidade muito estranha.
Tudo estava retorcido. Andava por um prédio e tentava entregar uma informação
escrita para alguém, mas os caminhos eram muito difíceis. As escadas não tinham sequência,
os corredores terminavam em paredes abertas com saídas para o vazio, haviam
túneis para serem percorridos cheios de ferros retorcidos. Uma maratona andar
por ali. Tudo mostrava-se agressivo e pontiagudo onde qualquer distração
machucaria. Cheguei num local que estava tendo uma festa e a entrada tinha uma
placa que indicava “relaxamento”. O local escuro, musica muito alta, tipo “pancadão”
ou “funk”, mostrava pessoas dançando freneticamente e vários caça níqueis que
indicavam caminhos a serem seguidos no próprio prédio, na medida que a as
figurinhas moviam-se. Sai dali e segui adiante, apoiando-me onde podia, subindo
e tropeçando. Parei em outro local que também indicava “relaxamento”. Era um
corredor externo ao prédio, num andar muito alto e no fim, uma plataforma como os
estacionamentos de helicópteros, mas tudo com ferros retorcidos e as pontas
expostas. Pessoas tomavam sol, comendo alguma coisa e curtindo a “paisagem”
cinzenta e confinada pela altura e pelos ferros retorcidos. Quando olhei para o
horizonte, vi toda a cidade exatamente nas mesmas condições com construções
exatamente iguais por todos os lugares. Foi horrível. Em um momento senti que
estava subindo e via a superfície terrestre exatamente igual, um mundo
controverso, cinza e perigoso.
Resumidamente o meu sonho mostra um ambiente inóspito, um ambiente
difícil de se locomover, de se comunicar, onde as pessoas estão separadas por
dificuldades construídas por elas mesmas, cheias de perigos, caminhos
pontiagudos e corredores que terminam em quedas bruscas. As distrações obedecem
dois padrões de indivíduos, aqueles que curtem o confinamento e jogam a roleta
da sorte para percorrer a vida e aqueles que iludem-se com um ambiente aberto
mas confinado e arriscado.
No meu sonho os parâmetros limitaram-se aos 5 sentidos, a visão, olfato,
a audição, o tato e o paladar, esquecendo o 6º sentido, aquele que provem dos
mundos sutis. Um mundo sem saída, pois limita-se no que foi construído por
nossa meia parte, a material, tornando-se difícil, perigoso, incompleto e
controverso.
As salas de “relaxamento” mostram aspectos do ambiente fechado,
confinado e conduzido na roleta, bem como do aparentemente natural, aberto e
silencioso mas perigoso e limitante em pequenas ilhas suspensas, que aprisiona com
ferros retorcidos e cortantes
O meu sonho mostra um formato de vida que não serve mais, tornou-se
limitante, superficial, incoerente, confuso e perigoso.
O meu sonho pode ser somente meu? Talvez sim, talvez não. Com
certeza mostra que a contraparte material está ruim, mas identifica coletividade.
Um sonho não mostra um beco sem saída, isto seria inútil. Mostra
que o errado pode ser consertado, pode mudar. Vivemos literalmente nos
reconstruindo. Cada momento, cada vida , cada ação é uma reconstrução do que
foi e precisa mudar. Não importa se a vida, a ação, o movimento anterior foi
bom, porem tornou-se passado e precisa imediatamente ser inovado.
Ajustar-se é necessário.
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