Onde a simplicidade se implanta, refulge um raio de luz curadora.
Figueira.
Pois bem, ser simples e usar a simplicidade noz faz portadores da
luz curadora.
A boa intenção em relação ao próximo é o primeiro e o mais
importante ato a ser empregado nas relações humanas.
Quando nos tornamos simples, simplificamos o ato de compreender.
Um dos sentimentos que nos faz errar constantemente é a suposição,
portanto ao analisar uma relação temos de ser simples e não ficar supondo as inúmeras
variáveis desta relação.
Um exemplo mais claro pode ser extraído do reino animal, em
especial da relação de um cão com seu cuidador.
O cão domesticado é um animal dócil, carinhoso, sensível e com excelente
bom humor. Não supõem nada a não ser o afeto que tem pelo dono ou por quem
cuida dele, mesmo que os cuidados não sejam dignos de serem respeitosos. O cão
não considera outros fatores, além do sentimento de afeto que possui por aquela
pessoa.
Deveríamos ser assim. Deveríamos ser atenciosos e afetuosos com
todos, sem supor isto ou aquilo.
Esta forma simplificada de ser, evitaria inúmeros desencontros, relações
desagradáveis ou outros sentimentos mais egoístas como a raiva, a revolta, a
vingança e por fim a mágoa (a mais trágica e desarticuladora dos sentimentos
humanos).
Poderemos ser rejeitados, poderemos ser maltratados, mas manter um
certo padrão como um cão mantem com seu cuidador, com certeza evitaria inúmeros
transtornos nas relações humanas.
A partir desta postura, os conflitos tendem a desaparecer, a inocência
começa a ser restabelecida e numa união sincera e fiel, a contrapartida
positiva se mescla para todos.
Partindo deste principio as energias curadoras aproximam-se,
manifestam-se, pois haverá sinergia entre dois ou entre todos, para que estas
encontrem campo fértil para sua manifestação.
Um curador é um individuo que mantem esta simplicidade nas suas relações,
um indivíduo que não fica supondo, que não se utiliza de diferenças ou
afetividades diferenciadas. Aceita o erro, corrige e mantem uma alegria constante
em seu coração. É inocente, mantem uma delicadeza, um bom humor, de certa forma
a mesma que a de um cão para com seu cuidador.
Perceberá com o tempo que passará a ser conduzido e não mais
conduzirá. Se manterá fiel aos princípios do coração e estará a todo instante
disposto a corrigir-se.
A luz, por sua vez, encontra o fiel escudeiro, aquele que mantem a
chama da cura acesa e iluminará o caminho dos que dela se aproximam.
Temos, enfim uma sinergia maravilhosa entre luz curadora, curador e
pretendente à cura.
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