Pensamento do dia, domingo, 15 de fevereiro de 2015
"É somente através do desapego que a
impassibilidade, qualidade sublime, poderá emergir e impregnar cada
plano."
Trigueirinho.
Pois bem, a impassibilidade é uma posição neutra, sem
tendências nem para um lado, nem para o outro.
Esta postura nos deixa muito confortáveis para recebermos
as informações e processa-las sem pender para as cargas emocionais que dominam
nossa vida.
Na realidade o cidadão comum é ultra tendencioso e aceita
somente as informações que de certa forma, já foram processadas pela sua
personalidade em tempos anteriores, por isso que fica tão ligado ao passado e
uma série infindáveis de preconceitos, rejeitando quase tudo que não fez parte
das vivencias nas vidas anteriores.
É rígido nesta postura e com isto acaba rejeitando seu
próprio processo evolutivo, ficando na maioria das vezes vivendo a roda das
reencarnações com as mesmas coisas de sempre, confundindo estados emocionais
fragilizados com amor.
Deixa o tempo passar, não aceita mudanças, torna-se
retrogrado e assume infinitas desculpas para postergar aquilo que já vem
borbulhando em seu coração.
São a maioria das pessoas e acabam ficando estagnadas,
paradas, inertes, vendo a vida passar e as coisas não mudarem.
A maioria culpa os outros, a sociedade, a política, o
sistema, a família, seus relacionamentos e não percebe que os erros estão em si
próprio, em cima das vidas passadas e ultrapassadas que continua alimentando o
seu coração, a sua mente, definindo uma personalidade doentia e medrosa.
Somos ultraconservadores nestes aspectos e vivemos em
função das únicas e exclusivas necessidades para si próprio ou quanto muito e
com muito esforço para o âmbito familiar ou da "comunidade", do
partido político, do time de futebol, da religião especifica, do mundinho
aristocrático ou favelado que habitamos. O egoísmo é intenso, mesmo que
mascarado por pseudas ações humanitárias e de doação, do tipo "desencargo
de consciência", que evolutivamente não representam nada.
Não percebem o momento presente, pois vivem do passado,
do saudosismo, dos bons tempos, daquilo que pode ter sido bom e útil para uma
época, mas agora não representa absolutamente nada.
Tais pessoas não percebe a necessidade do continuísmo na
evolução e não na estagnação, dos movimentos temporais, das mudanças que
ocorrem independente da nossa vontade, do novo, do vir a ser, da evolução em
todos os universos, dimensões, tempos, mundos e estruturas espirituais.
De certa forma vivem como se fossem verdadeiros museus
ambulantes, perambulando com forças ultrapassadas, retrogradas, cujo potencial
se esvaiu a muito tempo.
Estes retém e são retidos. Não somam nada para a
humanidade e desalinham o pouco que tenta se alinhar.
Pensam em si próprio. Possuem um egoísmo enérgico e
rígido, disfarçado de saudosistas e conservadores.
É preciso ater-se ao importante recado deste pensamento.
O desapego é básico. Não só de objetos, posições,
posturas, cargos, mas de pessoas, de relacionamentos, de manias, de ORGULHOS.
Quando você se desapega, você torna-se acessível,
cordato, não destrói mas procura construir, respeita, não se desalinha, não se
desequilibra, pois compreende melhor, aceita e aguarda a solução dos problemas,
pois inevitavelmente estas soluções viram.
Torna-se um indivíduo de fé, pois sabe que as mudanças
são frutos do conhecimento e não da ignorância. Portanto, saberá aguardar e
ajudar na instrução, pois esta é uma forma sadia de amar alguém.
Tornar-nos-emos assim, impassíveis, não indiferentes, mas
respeitosos das dificuldades dos outros e oportunamente seremos intuídos para
ajudarmos.
Hilton