Pensamento do dia 29 de setembro
de 2015.
A aridez do deserto ou do ártico
faz o homem se ater ao que é essencial, e o espírito é o essencial de todas as
coisas.
Dorothy Maclean.
Pois
bem, Dorothy hoje nos remeta para dois locais planetários, onde tudo é escasso
se comparado a outras regiões do planeta.
Se
observarmos, ciclicamente, passamos durante a vida por vários momentos de escassez
e aridez. Podemos falar de um indivíduo ou de uma coletividade inteira, mas
todos passm.
Então normalmente
enfrentamos nosso deserto, onde a falta, as dificuldades ficam muito acentuados
e presentes e os apoios externos limitados ou inexistentes.
Jesus,
antes de iniciar sua peregrinação, enfrentou o deserto também, onde passou por situações
cujo objetivo foi a confirmação da sua atenção ao caminho escolhido por Abba.
Dizer
que passou por provas, é uma inverdade, pois um ser crístico não passa mais por
provas, mas consolida o caminho escolhido.
O mundo
caminha para a aridez.
Aridez
de tudo e de todos os aspectos.
No plano
material, a falta e o excesso brutal serão contundentes e ilimitados.
No plano
emocional o descontrole e a loucura virá com tudo.
No plano
espiritual os limite que nos imputamos ao longo das vidas, serão os preciosos
apoios que não teremos.
Isto é
necessário, pois nada mais consegue chamar a atenção dos homens para o que ele,
em verdade, precisa.
No
entanto, independentemente do tempo que nos resta, é preciso voltar-se para a introspecção
interior, para a coligação, para a intuição, para esta via de comunicação que
devido aos tempos atuais, está mais do que nunca fortalecido e disponível para
quem acredita.
A maioria
não tem tempo.
A
maioria, julga-se inteligente e sabedor dos fatos e acontecimentos, mas não
consegue deduzir que já entramos na mais profunda crise mundial que nenhum de
nós em momentos anteriores enfrentou.
O
caminhar da carruagem, como foi dito ontem, não depende mais da nossa vontade,
pois os fatos que criamos são contundentes e levarão a uma sequência
incontrolável pela vontade humana.
No
entanto, o final será feliz.
Não para
todos, mas para aqueles que conseguem acompanhar de forma consciente, que seus
erros e seus descaminhos, finalmente, terão possibilidades de se reverterem.
Estamos
num tempo muito especial, tão diferente que determinadas situações cármicas que
criamos por ações descontroladas na vida, estão sendo sanadas de imediato, ou
seja, o carma me acompanha no dia a dia, não se espera mais novas reencarnações
para acontecerem.
Por
isso da vida ter ficado tão difícil de ser vivida, pois uma ação errada tem contrapartida
de imediato.
Precisamos
muita disciplina, muita lucidez e convicção para vivermos no acompanhamento dos
fatos e nos ajustarmos rapidamente aos processos que estão acontecendo.
Precisamos
reconhecer, saber apelar e saber reconhecer as ajudas que, em abundancia, vem
até nós.
A
maioria tem renegado tudo isto e insiste em viver tipicamente em tempos atípicos.
A dor será muito forte.
Nos
sentimos cansados.
Este cansaço
crônico não tem nada a ver com dormir, descansar, distrair-se, espairecer.
Tem a
ver com a falta de doação, da ajuda, do Serviço que temos deixado de realizar
face nossa doentia necessidade de ser, de ter, de acumular e de se distrair com
as brincadeiras da vida ilusória, perante a vida real.
Você
pode dormir, descansar, se distrair o tempo que quiser e sempre se sentirá
cansado(a) se não mudar de atitude.
Quando
já despertamos certas sensibilidades e isto está acontecendo com muitos, esta
energia que vem em nosso auxilio, ou seja, aquela que acontece nesta fase do
final deste ciclo terreno, não pode ser retida em nós.
Ela tem
fluir.
A maioria
a retém, como tem feito ao longo das suas vidas com quase tudo.
No entanto,
esta energia é singular, diferente, incrivelmente poderosa, pois essencialmente
é transformadora e curadora.
Ao
recebermos, inicia seu processo de expansão dentro de nós.
Como um
gás que vai sendo injetado dentro de um cilindro, vai se acumulando, se
expandindo, até a ruptura do invólucro que o retém, quando este atinge o limite
da sua capacidade.
Estamos
assim.
Somos o
cilindro que ao invés de soltarmos esta energia, temos retido, mesmo sabendo
que nossa capacidade de retenção é limitada.
Este cansaço
é um sintoma claro desta retenção, desta postura que temos adotado com tudo que
nos cerca (tudo mesmo).
Nossos
medos são frutos desta retenção, pois sabemos interiormente, que não
conseguiremos reter por muito tempo.
Como
temos dito, os tempos são outros, as energias também, consequentemente nossa postura
precisa ser outra. Não dá mais para pensarmos como pensávamos a poucos anos atrás,
pois logo teremos outra dinâmica de vida completamente diferente da de hoje.
Já
estamos no deserto, enfrentando sua aridez e sua escassez. Como poderemos
permanecer como sempre fomos?
Quando
nos deparamos com um problema, temos de enfrenta-lo.
A melhor
forma é conhece-lo em todas as suas nuances, pois poderemos enfrenta-lo de
igual para igual, quem sabe anulando certos efeitos que podem ser anulados.
Tais
informações são verdadeiras pérolas, pois nos ajudam a compreender, pelo menos,
o que estamos enfrentando e passando.
Minha
eterna gratidão a tantos Instrutores que pacientemente, tem tolerado meus
erros, minhas incompreensões em certos momentos, minhas ausências, inclusive
minha intolerância, mas tenho procurado dar o melhor que posso, apesar de ficar
sempre inconformado por não ser o suficiente.
Aprendi
que ficar inconformado pode ajudar a melhorar, pois não cesso minhas buscas.
Aprendi
que reter estas energias, estas informações poderia ser um mal maior. Tem sido
mais fácil viver com a incompreensão de alguns, com o rótulo de anormal,
esquisito, estranho, na melhor das hipóteses, diferente, mas deixar que esta
energia expansiva siga seu curso, pois assim como tem sido para mim, em algum
momento será muito útil a outros.
Deixe a consciência
do seu coração agir.
A lógica,
o raciocínio, não estão mais à altura de algo tão singular, diferente,
especial. Estes são da personalidade, seu coração pertence a sua alma.
Gratidão.
Hiton