Pensamento
do dia, segunda-feira, 11 de abril de 2016
"Amar
é dar o espírito do Cristo interior, sem nenhum pensamento de recompensa."
White
Eagle.
Pois
bem, todos temos o Cristo interior.
Como
sabemos, somos completos e perfeitos na essência, portanto tudo o que existe
nos Universos está em mim.
Claro
que na medida que formos evoluindo vamos descobrindo este imenso potencial que
já se encontra em mim.
Uma
das primeiras etapas neste processo é o reconhecimento do que sou.
Cabe
aqui a observação do Paulinho, antenado em solo americano, onde coloca:
Outra
coisa, com relação ao último áudio da reunião, na parte em que vcs conversam
sobre desidentificação, lembrei de uma coisa que escutei num áudio do
Trigueirinho.
Pergunte
a si mesmo: "Que eu sou?" e não "Quem eu sou?”
Ou
seja, temos de nos desidentificarmos com o que quer que seja, pois uma essência
é única, explicita e completa por si só.
No
entanto, White Eagle nos chama a atenção para um aspecto muito importante: sem
nenhum pensamento de recompensa.
Ser
recompensado não é necessariamente ser remunerado, mas desde que atenda
interesses pessoais, sejam quais forem e por menor que seja, segundo nossos critérios,
tais interesses transformam-se em recompensas. Isto acontecendo deixo de
manifestar o Cristo interior que carrego em mim.
Muitas
vezes abdico de certos procedimentos, de certos sacrifícios, de certos
movimentos, de certas escolhas, de certas posturas, por achar que aquilo não se
refere e não se identifica comigo, mas nesta hora estarei desprezando as
necessidades dos demais.
Temos
sido muito egoístas, muito soberano em nossas ações e movimentos, pois só
pensamos em nossa comodidade, em nossos interesses, em nossas oportunidades,
deixando de lado possibilidades que outros teriam se realizássemos algo
desprovido destes interesses pessoais.
Mesmo
em nossas reuniões, em nossas Vigílias, em nossos movimentos ditos espirituais,
nos posicionamos escolhendo aquilo que me interessa ou não me interessa, para
fazer somente o que me interessa. Raramente fazemos uma avaliação global no
âmbito da oferta que estamos fazendo.
Estes
pensamentos egoístas acontecem com todos o tempo todo, por isso que vivemos da
forma tão separada e isolada dos outros.
Muitos
podem dizer: Ah, mas com minha família é diferente!
Não
é, todos agem assim o tempo todo, onde geramos movimentos em cima de
interesses, confortos, oportunidades, satisfações, imposições, portanto, uso
mais o termo eu sou, do que o termo que sou?
Esta
desidentificação não tem acontecido com quase ninguém, por isso de tanto
sofrimento.
Chegamos
ao cumulo de sofrermos pelos outros, gerando desta forma o conceito da
injustiça divina, onde Deus não ajuda aquele que sofre, segundo nossos
critérios. Será que é maldade divina?
Poucos
percebem que a misericórdia de Deus é a oportunidade de aprendermos, sofrendo ou
não, aquilo que precisamos aprender para sermos os futuros deuses dos novos
mundos, para qual fomos concebidos.
Enfim,
é preciso um amplo reposicionamento da nossa parte e uma ampla revisão dos
nossos critérios ainda tão egoístas, tão arraigados em interesses pessoais, em
especial no conforto e na soberania, para podermos nos posicionar segundo nosso
Cristo interior.
Muito
bem, tudo tem um começo e no começo tudo é mais difícil. Posteriormente ficará
tudo mais fácil e mais simples até o momento em que iremos somente interagir da
forma correta e perfeita, na vida.
Hilton