quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Que sou eu ! (3)

Continuação (3)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

(2) O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB

Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do planeta”,  entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além de outras opções que nem devem ser mencionadas)  o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as famílias preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.

Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.

É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo “normal”.  
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e sangrenta.

Aceite este desafio  e corra o “risco” de mudar, ou viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.  

(3) Aquele elemento em sua consciência que lhe permite entender que ele existe, que o faz pronunciar as palavras “Eu Sou”, é o elemento espiritual, aqui chamado de Eu Superior. É realmente seu ser básico pois as três atividades de pensar, sentir e querer são derivadas dele, são ondulações se espalhando para fora dele, são atributos e funções que a ele pertencem. Mas como nós habitualmente pensamos, sentimos e agimos, essas atividades não expressam o Eu Superior porque elas estão sob o controle de uma entidade diferente, o ego pessoal.
 PB

Pois bem, reforçando o que temos comentado em informações passadas, vejam que neste pensamento PB deixa bem claro como vivemos, quase que essencialmente em função dos mandos e desmandos do ego pessoal.
Nesta situação as emoções são dominantes e os sentimentos negativos podem aflorar com bastante intensidade tornando certas ações insanas e sangrentas.
O ego pessoal tem como premissa uma Lei que adotamos, a Lei do Egoísmo manifestada na sedução do ser, ter e poder, que foi nos ofertado pelas forças involutivas e ainda não saímos desta intensa trama.
Esta sedução foi habilmente reforçada com as ilusões e falsas promessas, mas mesmo assim nosso discernimento não foi suficientemente independente para renunciar.
O ego pessoal, à cavaleira, recebe do Eu Superior o ato de pensar, sentir e querer, mas rearranja para que nossos comportamentos continuem reforçando os aspectos ilusórios da vida. Faz  isto de forma muito simples, ao nos manter focados nas ambições e na ganancia que a Lei do Egoísmo manifesta.
A Lei do Egoísmo é uma lei divina e neste momento estamos usando um dos aspectos que ela possui, obviamente o mais rudimentar,  justamente para aprendermos e superarmos, pois para quem no futuro irá criar este é um dos aspectos a ser aprendido.

Tínhamos de aprender, saber conviver e superar este aspecto rudimentar desta Lei, para alcançar os aspectos mais elevados, mas paramos no primeiro aspecto e ali permanecemos.
No futuro, sem o livre arbítrio, os outros aspectos desta Lei serão revelados e a humanidade poderá suplantar o que hoje não consegue. Tudo é aprendizado, e na fase atual doloroso.
Na admissão da nossa real composição física-espiritual, compreenderemos melhor pois o conhecimento injeta “energias de deslocamentos ascensionais”, na medida que nos tira da ignorância sobre quem somos, de onde viemos e para aonde vamos.
Na fase atual, “para aonde vamos” deve ser o foco.
Na transição planetária em curso, onde o caos na matéria estão às portas, esta pergunta “para aonde vamos” deve ser essencial, pois poderá ajudar na maior e mais profunda decisão que iremos tomar deste os primórdios da raça humana na Terra.
A superação do ego pessoal acontece na medida que nos instruímos e substituímos valore menores por valores maiores, preconceitos por novos conceitos, desequilíbrio por equilíbrio, medo por paz e tranquilidade, egoísmo por altruísmo, enfim a instrução nos leva a mudanças essenciais de comportamentos e isto nos aquietará.

Mude. É o momento e este momento também passará.
Hilton

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Que sou eu ! (2)

Continuação (2)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

(2) O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente “Eu”.
PB

Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente, bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do planeta”,  entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial, fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além de outras opções que nem devem ser mencionadas)  o que deveria ser fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as familias preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material, enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico + espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.

Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.

É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos, senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo “normal”.  
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições, pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e sangrenta.


Aceite este desafio  e corra o “risco” de mudar, ou viva sua vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.  
Hilton

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Que sou eu? (1)

Que sou Eu?

Que é um ser humano? Que sou Eu?

Sou meu corpo?
Sou a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul Brunton.

Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito, consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que ganha e perde vida.

Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.

(1) Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que, sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB

Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões, não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele emana realidades e não ilusões, é um passo importante.  
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana, pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.

Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.

domingo, 13 de agosto de 2017

Família.

Comentário:


Pois bem, a familia  assim como todas as demais instituições estão desmoronando. A instituições políticas, econômicas, sociais, religiosas, moral, enfim a transição planetária tem a missão de abrir um novo caminho e uma nova oportunidade para que a vida aqui na Terra percorra um caminho diferente do até então percorrido, pois nossas Instituições fracassaram e não souberam acompanhar as novas demandas do conhecimento e da sua sutilização.
A Terra independe dos reinos que abriga, portanto, são os reinos que estão em check para continuar no ritmo atual, fora daqui, ou candidatar-se a um novo ritmo aqui mesmo.

A degeneração do “conceito familia” não resistiu aos intensos assédios das forças involutivas e do materialismo fomentado pelo consumo e pela competitividade, além das distorções no plano moral.
O conceito familia também não se espiritualizou assim como as demais Instituições.
O arquétipo da familia ideal, como nos foi mostrado na Sagrada Familia, não nos convenceu de que a familia deveria seguir este contexto. Degeneramos e continuamos degenerando onde os passos, já acelerados, envolvem a “familia” e as Instituições.
É inevitável, não tem volta, não se conserta mais, portanto é um caminho de queda sem volta.

No entanto, assim como toda construção tem um “pilar mestre”, ou seja, um pilar que resiste com mais intensidade as forças contrarias, as pressões, os esforços, podendo em, certos casos, manter uma certa harmonia e sustentação no conjunto, assim o é na familia.
Sendo assim um elemento da familia, disposto a se tornar este “pilar mestre”, pode ser preparado pelos planos elevados para manter certa coesão, estendendo-se os limites do colapso para um segundo momento.
É importante que o colapso ocorra num segundo momento, pois sob esforços extremos, outros elementos da mesma familia podem se voltar para uma decisão que as faça virar-se ou manter-se para o caminho da evolução e quem sabe da nova era na nova Terra, não perdendo a chance de alinhar-se novamente para o caminho evolutivo e da eternidade. No entanto a base da sustentação terá de ser suportado pelo elemento da familia que autoconvocou-se para ser este “pilar mestre”.

Este indivíduo terá de se preparar intensamente, pois nos resta pouco tempo e as oportunidades já estão na boca estreita do funil.
Não bastará boa vontade, mas precisará de grande empenho, dedicação, estudos, esforços e ampla boa vontade em suportar o que muitos não suportariam. Deverá abdicar de determinados momentos em troca do seu aprendizado.
Isto não se conquista com as “horas vagas”, isto se conquista com muito empenho e sacrifícios. Na fase atual desta 3ª dimensão, o conceito de sacrifico é uma forma de amor e de amar. Não será assim na nova era.
Nesta jornada, tal elemento será constantemente testado e a vida irá se incumbir destes testes. As “ajudas” estarão presentes e irão interferir no limite do limite da capacidade de suportar do candidato a “pilar mestre” de uma familia.
Eventualmente terá de trocar certas regalias por trabalho, dedicação, estudos e deverá pensar que cada minuto conta para sua preparação.
Será uma verdadeira prova de amor ao próximo.

Oportunamente sentirá que sua definição de familia será bem mais extensa do que a atual.
Será amado como nunca foi, mas tem de perceber que o verdadeiro amor não se manifesta, pois a maioria das pessoas ainda não identifica o que é amor, confundindo com emoções, disciplinas, ordem, paixão, cuidar bem, etc..

Em determinado grau das novas responsabilidades assumidas, será intuído, saberá o que fazer, verá oportunidades onde ninguém vê, verá saídas de situações graves e conflitantes e saberá entregar quando for necessário.
Deixará ser conduzido e não insistirá em conduzir.
Irá contemplar ou irá agir e saberá quando é uma ou outra coisa a ser feito.
Sentirá as “presenças” e nelas se apoiará.
Saberá que haverá momentos de “prender” e de “soltar” e precisará estar preparado para ambas as situações.
Sustentará o que para muitos será absolutamente insustentável.
E irá se preparar para que no final tudo irá virar ruinas, mas para ser reconstruído sob novas condições e atributos. Esta será a verdadeira entrega.
Mas, em seu coração ficará a sensação do dever cumprido, do amor pleno e incondicional e de que graças a ele muitos irão percorrer uma nova jornada sob novas bases e com novas alianças.


Portanto, reflita e decida-se.
Hilton

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Um vislumbre ! (11) - Conclusão.

Continuação (11)

(11) Um único vislumbre oferecerá toda evidência de que sua razão necessita, toda prova que seu julgamento exige de que existe um reino dos céus e que ele é a melhor de todas as coisas para se buscar.
PB.

Pois bem, a eternidade após um vislumbre começa a fazer sentido. Mostra que o caminho a ser percorrido é continuo e eterno e revela que a vida no plano material é um momento e  não passa de um dos infinitos estágios a se percorrer.
Com esta sensação o indivíduo motiva-se a ser melhor, a superar os contratempos e compreenderá que estes contratempos fazem parte das revelações que precisa conhecer.
Deixa de lutar com a vida ou pela vida e alinha-se num Trabalho intenso pela preservação sua, de todos e de tudo, por novas  metas,  pela ordem e organização e percebe a grande responsabilidade que lhe foi dada como participante de uma humanidade.
Alinha-se e fica receptivo, pois a qualquer hora poderá ser “contatado” para assumir novas Tarefas.
Num determinado momento sente-se ser guiado e não lutará mais com seus medos, seus preconceitos, suas incertezas, aceitando e compreendendo quase que simultaneamente.
Sente-se integrado com o Cosmos começa a perceber novos padrões de energias que provem de todo lugar.
É um estado de liberdade e das circunstancias que o cercam, bem como os ambientes que frequenta e convive passam a ser quase alheios a este seu novo estado que passa a predominar.
Torna-se mais produtivo e não necessariamente proativo, pois sabe que as vibrações que pode demandar é o que importa.
Entra em Serviço.
Hilton

Portanto, com esta 10 séries concluímos as “Anotações de Paul Brunton” sobre o Vislumbre.
Definitivamente, esta deve ser uma meta que todos tem de se esforçar para alcançar, pois nada irá alterar-se na vida física que se compara a isto, que passa próximo a isto.
Realinhe-se.

Agradecemos a todos estes pacientes e amorosos Colaboradores que nos orientaram e puderam colocar estas importantes informações ao nosso alcance.
Gratidão.
Hilton

Iniciaremos uma nova série de PB, intitulada: Que sou Eu?

Creio que após estudarmos “ Existe um significado mais elevado?”  e “O que é um vislumbre?”, estaremos aptos a partir para esta outra série.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Um vislumbre !(10)

Continuação (10)

Pensamento do dia 27 de julho de 2...

Como o tempo está acelerado e vem se encurtando, passo o novo tema dos próximos pensamentos.

(1) O que é um vislumbre?
Muitas pessoas se lembram de experiências incomuns quando de repente e sem advertência foram elevadas afora a existência comum de seus egos para dentro de uma consciência nova e elevada, plena de terno amor e harmonia. 
A experiência de um vislumbre é inesquecível. Numa descrição pode dar-lhe justiça plena. Mas o vislumbre confirma a existência de uma consciência mais elevada, que está em nós – e que somos essa consciência! 
PB.

(2) Podemos convencer o intelecto de que a alma existe – mas a única prova realmente adequada é uma experiência pessoal intuitiva dela.
PB.

Pois bem, na fé acreditamos que a alma existe, mas no plano material ela não se manifesta porque não é palpável, visível e não expressa forma, cor, som, etc., ou seja para os 5 sentidos a alma não existe.
Portanto, sendo algo imaginário temos de crer na sua existência pela fé.
Esta sensação de inexistência acontece por não estarmos preparados, ou à altura de senti-la como ela realmente é, ou seja, estamos num estágio aquém da alma.

Sendo assim alma, espirito, Deus, impulsos, insight, fé, entre tantas outras manifestações, de fato no mundo material não existe.
Pois bem, até apouco tempo atrás voar de avião, dirigir a 100km/h, mergulhar a 20 mts de profundidade, usar um celular, jogar videogames, construir pontes, viadutos, pisar na Lua era simplesmente inimaginável, mas na medida que fomos progredindo cientificamente, intelectualmente e utilizando um potencial maior de inteligência, estas possibilidades tornaram-se reais e as usufruímos.
Da mesma forma é com a alma, com o espirito, com Deus, impulsos, insights, etc., na medida que nos aprofundamos nos planos imateriais ou sutis da vida, tais possibilidades tornam-se reais e factíveis de as usarmos.

Vejam que o primeiro passo é a fé, ou seja, acreditar sem provas. A partir deste estagio, aceitamos uma ideia e nos passos seguintes, realiza-la.
Necessitamos de uma experiencia intuitiva proveniente da alma, pois nas esferas superiores e ela que nos coliga com consciências maiores.
Passamos a vida inteira, ou vidas inteiras na busca e no aperfeiçoamento do intelecto, da inteligência, do conforto mas com foco exclusivo nas ambições da matéria, deixando de lado a única coisa essencial que podemos levar ao concluirmos uma vida. Todo o resto fica, apodrece, se perda, desgasta, fica ultrapassado. Mesmo assim tem sido somente a isto que temos nos dedicado. É muita incoerência.
A intuição é um vislumbre através da alma. Não se refere ao que estamos pensando, raciocinando, intelectualizando, não provem de ideias compradas, pois é um insight fragmentado de algo maior e caberá a cada um desenvolver e desfragmentar este insight.
Pode ter até uma certa associação de algo relacionado com a experiencia da vida material em questão, desde que a alma tenha definido que naquele momento é o que precisamos.
Ora, precisamos tirar o foco exclusivo das ambições materiais, pois o que vem da alma se relaciona com aspectos da eternidade, portanto não são consideradas coisas efêmeras, perecíveis, gananciosas, etc..

Com foco exclusivo nos aspectos materiais da vida, como temos feito, a alma analisa que insights intuitivos não teriam reflexos na nossa vida e portanto, usando da Lei da Economia, energias desta natureza não são desperdiçadas.
Estamos na fase de muitas e grande mudanças.
Não basta termos vontade de aderir, temos de ter fé nesta adesão, pois o que está mudando, nosso ego e nosso intelecto nunca tiveram acesso e não sabem identificar o que é.
Não basta uma mudança de postura, pois exige-se mudanças internas profundas, superação de preconceitos, de ideias preconcebidas, exige-se extrema ousadia, coragem e muita abnegação, recheada de fé.

O tempo voa, se acelera, se encurta e a humanidade ainda se preocupa com questões das quais não tem nenhuma chance em resolve-las. As questões mundiais, no plano que nos encontramos, são insolúveis, portanto serão das “esferas superiores” que as soluções virão.
A introspeção, ou voltar-se para dentro, para o Eu Interno, poderá fazer com que administremos melhor o pouco tempo que nos resta e possamos ter os insights necessários para nos alinharmos com o que é necessário.
Realinhe-se.

(3) Vislumbre: "É um estado de refinada ternura, de um amor que jorra de um centro interno e se irradia para todas as direções. Se outros seres humanos ou animais se põem em contato com você nesse momento, tornam-se receptáculo desse amor sem exceções, pois então nenhum inimigo é reconhecido, não há desafetos e é impossível considerar quem quer que seja repulsivo".
PB.

Pois bem, eis uma descrição do vislumbre. Só quem sentiu saberá identificar esta  magnifica sensação.
Todos tem acesso ao vislumbre mas a maioria está tão ocupada com suas preocupações que não percebe quando este ocorre.
Não há preparo para um vislumbre, mas simples disciplina com relação às nossas preocupações.
Pior é que pensamos nelas como se pudéssemos modifica-las. Tudo que fazemos e demandamos no intuito de corrigir algo errado, provem do nosso Ser Interno e não das ações recheadas de raciocínio e intelecto.
No entanto, todas as mazelas e confusões provem da personalidade e do ego que busca em primeiro lugar, julgar e agir no julgamento, portanto, errar.
Quando começarmos a disciplinar nossas emoções, nossas preocupações e nossas ações, começaremos a conquistar um equilíbrio mínimo necessário para o vislumbre.
Um vislumbre não ocorre em alguém tenso, preocupado, com medo, aflito, desalinhado ou expressando sentimentos que não condizem com a neutralidade.
O indivíduo neutro, equilibrado e distante das situações ao seu redor começa a ficar apto a ter vislumbres, portanto é uma mera questão de disciplina.

A vida promove situações que precisam de alinhamentos. Nada ocorre por acaso, por azar, por desleixo, mas simplesmente porque forças cármicas estão envolvidas e precisam ser equilibradas ou anuladas.
Tudo que julgamos estar errado, está absolutamente certo porque provem da Inteligência Divina.
Simplesmente não compreendemos ou não temos ainda a inteligência necessária para compreender.
Quando não compreendemos como e porque algo ocorre é porque estamos defasados do mínimo necessário no campo da abertura espiritual. Quando compreendemos e temos de resolver, permitir que o Ser Interno se manifeste é essencial para que novos erros não aconteçam.
Portanto, dada a situação atual da humanidade dá para compreender porque erramos tanto.
Realinhe-se.

(4) A experiência lhe diz vívida, luminosa e memoravelmente que há uma existência além da existência física e uma consciência além da consciência pessoal.

Pois bem, eis uma verdade que não se vê, mas se sente. Digamos que esta verdade é um impulso permanente da alma para todos os indivíduos.
Poucos dão vazão para que este impulso se desdobre, a maioria nãos se atenta e se desvia facilmente em troca de   barganhas externas, sejam estas para corpo físico ou para o mundo material. Outros não ligam e procuram desconhecer, apesar de que durante a vida são ”cutucados” para atentar sobre este impulso.
A minoria que deu vazão, alimenta e vê surgir em si o vislumbre da alma.
A consciência pessoal é racional, intelectualizada, do passado e geralmente adota ideias preconcebidas.
A consciência espiritual não se apoia em parâmetros, em ideais preconcebidas, pois surge do amago do Eu Superior. Vem como um fato e não necessita de provas, contraprovas e demais “documentos” que possibilitem uma “analise” do impulso. Simplesmente vem.
Vem na hora certa, no momento adequado e pode nos remeter a um tempo passado ou futuro, fazendo com que o presente seja redirecionado para o caminho certo, evolutivo, definido no destino de cada um.
A 6ª Raça viverá por impulsos e não por analises, deduções, comparações e raciocínios, pois terá acesso à Sabedoria Universal, na medida da sua evolução. Obvio que terá a responsabilidade e o devido equilíbrio para este acesso, coisa que atualmente nem perto podemos passar.
Digamos que abriremos mão da consciência pessoal e externa, para uma consciência coletiva e interna. Assim todos se beneficiarão da atitude de um.
Hoje, no geral, tem acontecido o inverso, a atitude de um prejudica a maioria.
Se limitarmos este conceito para uma familia, podemos dizer que se um mantem certo equilíbrio físico-espiritual, as chances dos demais melhoram, mas se todos voltam-se para, somente, os benefícios da matéria todos podem se perder neste mundo hostil.
Se aumentarmos este conceito para a “familia humana” (toda a raça), percebe-se que esta se sustenta porque alguns voltaram-se para a manutenção do equilíbrio físico-espiritual.
O tempo urge, o espaço aperta e a necessidade atual é de realinhar-se, portanto faça.

(5) Com um vislumbre vem a revelação. Ele sente que pertence a uma raça imortal, que há uma Realidade interna por trás de todas as coisas, e que a causa fundamental é benévola.
PB.

Pois bem, com um vislumbre vem a revelação, volta a integrar-nos para a Realidade cósmica. Iremos sentir que tudo tem sinergia, está próximo, faz sentido. Entraremos na singularidade do Cosmos.

Singularidade: Qualidade do que é único, distinto, singular: a singularidade do amor; ou; espaço-tempo na qual as conhecidas leis da física cessam de viger e a curvatura do espaço se torna infinita.

Vivemos no mundo da separatividade, onde o que importa são as pequenas e simples diferenças. Popularmente, podemos dizer que “selecionamos as formiguinhas e deixamos passar os elefantes".
Obviamente estas pequenas diferenças são cármicas e vem para nos ajustar e preparar para a Realidade cósmica, portanto tem sua razão de ser, mas internamente somos todos iguais
O mundo ainda não se convenceu do conceito da irmandade, onde todos são iguais perante o Criador, pois vive separando as pessoas por raça, credo, cor, linguagem escrita, falada, etc..
O mundo antigo viveu e se comunicou por símbolos e assim será no futuro, pois as palavras escrita e falada são pobres e mal conseguem expressar nossos sentimentos, ao passo que os símbolos, muito usados na antiguidade, expressam tons, padrões, sons, vibrações, sensações voltados para as características da comunicação universal.

Ao contrário do que muitos pensam, a comunicação escrita e falada foi um retrocesso devido a decadência da raça humana em compreender e aplicar o que simbolicamente era expresso pelos Seres do Cosmos. Além do que os símbolos usados sem o devido equilíbrio, produziria efeitos altamente nocivos à vida humana, aos demais reinos e a todo o sistema solar.
Vencida esta etapa atual e na abstenção do livre arbítrio, retornaremos para um determinado status, voltado para a simbologia, que nos enquadrará nesta forma de comunicação universal.
Com isto a realidade será outra, pois será interna, infinita, não perecível extremamente ampla.
Isto é um vislumbre e nos tocará de uma forma permanente, onde o que sentimos hoje irá parecer que nunca existiu.
Realinhe-se, prepare-se, oferte-se para este milagre.
   
(6) A experiência explica a pessoa para si mesma pela primeira vez, clareia o fato de que ela vive em dois planos ao mesmo tempo. Revela seu ego como a ilusão que encobre sua consciência e revela seu Eu Superior como a realidade por trás de sua consciência.

Pois bem, temos de encarar a grande barreira, a incompreensão de viver em dois planos ao mesmo tempo: o plano da matéria e o plano do espirito.
Mesmo morrendo sempre que encarnamos, ainda se mantem incompreensível que estes dois planos fazem parte da nossa integralidade.
A dificuldade de compreender estes dois aspectos vem sendo muito bem administrada por certas religiões, certas filosofias, certas formas de governo, enfim tem feito parte do nosso dia a dia desconhecer este assunto. Por isso tememos tanto a morte.
Com um vislumbre vem a revelação, como diz PB, mas para isto devemos tomar a inciativa e admitir viver em dois planos, aceitar esta condição no exercício da fé.
A busca pelo Eu Superior precisa ter o mesmo empenho que damos para as conquistas materiais, posições e vaidades.
Portanto, realinhe-se, empenhe-se para compreender e vivenciar o que já faz parte do seu todo.

(7) Com o vislumbre vem um curioso sentimento de certeza absoluta, certeza feliz, de total ausência de dúvidas. A verdade está ali claramente diante dele e profundamente percebida dentro dele.

Pois bem, no vislumbre não há questionamentos, porque, como, onde, se, simplesmente a verdade no vislumbre se instala em você.
Como diz PB, ausência total de dúvidas, pois simplesmente é.
É um aspecto imprescindível para nosso "crescimento", pois fomos criados para duvidar, nunca ter certeza, desacreditar e com esta postura perdemos  a fé.
Para sermos comandados, direcionados, conduzidos, não podíamos ter fé. Na fé não há questionamentos e na fé entramos na seara dos milagres.
Ora, isto não condiz com aqueles que insistem em nos conduzir, ditar as políticas, as regras, a forma de se viver, enfim nos fazer instrumentos das suas ganancias, das suas vaidades e do seu egoísmo. A lei do quanto pior melhor é largamente utilizada por nossos "comandantes terrenos".

No vislumbre saímos deste mundo hipócrita, egoísta e entramos no mundo interno, cósmico, verdadeiro.
Por incrível que pareça, temos esta opção e nada e nem ninguém poderá nos impedir de exerce-la, mas livrar-se das correntes que nos aprisionam exige grande força de vontade, coragem e desprendimento.
A maioria não se libertou e não se libertará.
O tempo está curto, as opções estão se findando e vê-se que poucos  conseguem resistir a estas imensas pressões do mundo egoísta.
A maioria mantem-se firmes e fortes, lutando desesperadamente por ser mais e ter mais no mundo das formas, abrindo mão de algo tão excepcional.
Perdemos ao longo dos séculos o conhecimento da nossa origem real e verdadeira e a trocamos por mentiras que foram muito bem engendradas.
É precioso  retornar a este "status quo".
Muitos dizem que tem um preço a pagar nesta mudança. Podemos dizer que sim, mas não é um preço, é simplesmente abandonar as ilusões que vivemos.
Abandone-as, realinhe-se e terás vislumbres do mundo real, da vida real, do caminho certo, da divindade a que pertencemos.

(8) Esses breves flashes trazem consigo grande alegria, grande beleza, e grande elevação. São, para a maioria das pessoas, seu primeiro despertar claro e vívido da existência e realidade de uma ordem espiritual do ser. O contraste com seu estado normal é tão tremendo que a condena a uma monotonia lamentável….
PB.

Pois bem, PB descreve com simplicidade e naturalidade algo que podemos considerar como um milagre. Um vislumbre é um milagre alcançado e podemos ter acesso a estes milagres com pequenos ajustes de disciplina, discernimento, postura, vontades e retidão na vida material.
A atenção é importantíssima, pois desfocado da desejada atenção espiritual, o milagre (vislumbre) vem, passa e não percebemos.
Como diz PB, o contraste com o estado que consideramos "normal" é tão tremendo que a vida material torna-se monótona. Dificilmente algo tiraria nossa atenção destes novos anseios.
Realinhe-se, pois os próximos momentos serão intensos e teremos de estar, no plano de consciência, acima do plano da matéria, para manter o equilíbrio necessário e prestar um serviço digno de ser chamado Serviço.

(9) A grande experiência logo acaba, o insight liberado não dura mais que poucos minutos ou horas, mas sua lembrança perdura por um longo tempo. É uma deleitosa prelibação e cálida antecipação daquilo que seu contínuo desenvolvimento espiritual pode lhe trazer. Ela o eleva muito acima de si mesmo e além do seu estado de consciência normal, possibilitando compreensões mais aguçadas e criando solidariedades mais profundas.
PB.

Pois bem, são poucos minutos que mudam nossa vida.
A vida física continuará de forma semelhante mas não igual, bem como as experiencias necessárias, pois estas fazem parte do aprendizado, mas a interpretação dos fatos será bem diferente do até então.
Toda a sequência exaltará um brilho, coisa que até então não havíamos percebido. Os fatos se tornarão incomuns, diferentemente do que sempre imaginamos ao ver situações semelhantes. Como tudo faz parte da engenharia divina, na natureza (divina) nada se repete.
Veremos coisas que não víamos, como saberemos de coisas que não sabíamos e sentiremos sensações que não tínhamos.
Um novo ser se desperta e este ser é o Eu Superior.
Na medida que formos alimentando este êxtase inicial, novas demandas podem acontecer, mas tudo será olhado de um ângulo diferente. O desastre não se confirmará como um desastre mas uma mudança natural no ritmo dos acontecimentos, tendo em vista os padrões vibratórios em ação.
O que importará serão os padrões vibratórios, não mais os acontecimentos, o tempo ou as necessidades que hoje temos demandado.
Isto exigirá períodos de adaptação, pois teremos de reencaixar o emocional, o mental e as vibrações espirituais que passam a atuar com mais harmonia, para ressaltar as novas percepções.
O país passa a ser mundo. O mundo passa a ser sistema solar e este por sua vez universo.
Nossa nova posição será universal e não se restringirá ás responsabilidades familiares, como geralmente tem se adotado.
Enfim serão mudanças profundas pois o Eu Superior não se restringe a uma época, mas a todas as épocas.
   
(10) Esses vislumbres são apenas ocasionais. Eles nos pegam desprevenidos e afastam-se inesperadamente. Mas a alegria que trazem consigo, a visão que concedem, fazem-nos ansiar pela permanente e ininterrupta obtenção do estado de que nos falam.
PB.

Pois bem, como diz PB os vislumbres são ocasionais, mas em tempos incertos e perigosos como os que estamos vivendo, a ocasião exige um permanente contato com nosso Eu Superior e este por sua vez com as Fontes inesgotáveis de informações, orientações,  esclarecimentos e tudo aquilo que for necessário para estes tempos.
No entanto, como tem sido exaustivamente assinalado, não adianta estarmos despreparados pois sem percebe-lo, ele (vislumbre) se esvai.
A alegria do vislumbre supera as desilusões e estes tempos são tempos de intensas desilusões.
Talvez esta seja a única forma de nos alegrar pois as preocupações tem assimilado as forças, as reservas de forças que ainda nos restam, em tempos tão estranhos como os atuais.
Não há negativismo nestas informações, mas somente a necessidade de ultrapassarmos um estágio da evolução que  vem perdurando por tempos.
Resolvemos "estacionar", mas esta possibilidade não existe pois a Vida tem uma dinâmica eterna. Sendo assim , por bem ou por mal, como classificamos a dor, esta nos empurra nesta dinâmica inexorável, da qual ninguém escapa.
É o derradeiro realinhamento, pois passado este estágio de transição do ciclo planetário, a continuidade evolutiva volta a seu ritmo normal, de acordo com o pulsar das estrelas.


Hilton