terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Seja ousado.

A oração verdadeira é um instrumento de serviço ao mundo.

No Universo em permanente transformação, pouco a pouco a consciência humana vai expandindo-se e descobrindo novas formas de expressar-se. Com o poder inerente ao impulso que lhe chega do Alto, ela rompe as estruturas que a inércia perpetua na vida material. E assim é com todas as coisas, com todos os seres e em todos os reinos: cada qual, em seu ritmo e  à sua maneira, vai renovando e adquirindo horizontes de percepção mais amplos.
A oração também não está isenta dessa expansão. A oração, sob diferentes enfoques, tem acompanhado o crescimento espiritual do ser humano por meio do tempo: pede-lhe redimensionamento e revitalização, como linguagem viva entre nós e Deus.
A certa altura, chega o momento de liberar a oração das tendências emocionais e mentais com que se encontra revestida; chega o momento de clareá-la, de retirar dela todo o conteúdo utilitarista, de calar os pedidos e súplicas ditados pela vontade humana de ajudar a si e a outrem sem saber qual é o verdadeiro bem para cada pessoa.
E, muitos são os que precisam transcender essa longa etapa baseada em reivindicações e em boas intenções que, mesmo quando aparentemente positivas terminam interferindo de modo indevido na vida de outrem, a quem se quer beneficiar com a oração.
Segundo o ensinamento esotérico, a oração suplicante é um tipo de controle individualista com finalidades impulsionadas pelo livre-arbítrio, sempre condicionado pela limitação mental. Diferente é o movimento da consciência que busca deslocar-se para áreas sutis — de aspiração pura — e quer encontrar seu ponto de referência além da própria alma. Nesse mundo interior o livre-arbítrio não vigora, pois reina a vontade do espírito.
Na realidade, a oração projeta-se no mundo como pacificação de desejos e de pensamentos, e também como cessação de ações supérfluas. Mesmo sem o saber e sem nada direcionar, a pessoa em oração abnegada estimula transformações nos demais, irradia clareza e lucidez para a aura planetária. A oração é, pois, instrumento de serviço ao mundo e, para ser eficaz, deve nascer da humildade.
Aderindo a um impulso ascensional, muitos almejam compreensão menos teórica de realidades sutis e profundas de si mesmo. Essa transferência da atenção para os níveis sutis e internos amplia sobremaneira a consciência e reflete-se, por exemplo, na natureza da oração, transformando-a, elevando-a. A oração, então, se transforma na incumbência de codificar a nova comunicação entre Criador e criatura. A oração torna-se um diálogo entre a pessoa e o Silêncio Absoluto, alicerçada na Fé e sem objetivos outros que a união, como uma gota d'água a cair no mar.
O despojamento das características humanas e a  focalização em um estado interior de crescente esvaziamento, onde se possa encontrar repouso n'Aquele que tudo vê, tudo pode e tudo conhece, é o passo que para muitos hoje se anuncia na vida de oração. A única aspiração que neles permanecerá é a de o poder do espírito prevalecer sobre a matéria, agir sobre a alma despertada para que sirva cada vez mais altruísta  incondicionalmente em prol da Evolução.
A oração leva a pessoa a descobrir e a compreender melhor o que de fato sustém a vida.
Trigueirinho.

Pois bem, fala-se no texto de um outro expoente da oração: a oração da entrega.
De certa forma é uma mudança tão radical do que se vem praticando a milênios, que num primeiro momento pode ser inaceitável.
O ser humano está completamente desatualizado em relação às Leis e em relação às circunstancias da Terra.
A Terra está, praticamente, entrando no auge da sua transformação, enquanto que a raça humana segue  modelos muito anteriores a esta etapa atual do Planeta.
Podemos dizer que estamos absolutamente despreparados para nossa maior e a mais magnifica “aventura” de todas as vidas vividas até agora. Poucos tem alguma noção, poucos tem algum conhecimento e mesmo assim são incrédulos, pois não conseguem expressar os imensos impulsos que do Alto vem para a Terra.
A oração, nesta forma desprendida, nesta forma ousada, em que nada se pede e nada se deseja é essencial para tentarmos compreender um pouco mais do que se passa na Planeta.
A nova humanidade, na nova era, da nova Terra, como diz o texto, “tem a incumbência de codificar a nova comunicação entre Criador e criatura”. Será algo tão inusitado que o que se pratica hoje, será como se nunca tivesse existido.
O despojamento de certas características humanas, como a personalidade, o ego, a emoção, o livre arbítrio e todas as confusões que são por estes gerados, desaparece. Por isso que se fala da nova era, da nova humanidade.
Estamos numa época de escolhas, escolhas que jamais fizemos em toda a nossa existência como alma. Pode ser assustador, mas será mágico, belo, riquíssimo e irá aflorar detalhes que sequer imaginamos que tínhamos.
Coragem, ousadia, atenção, muita convicção será preciso, assim como teremos de largar tudo que nos retém, que nos detém, que nos remete ao passado, ao arcaico.
Viver o presente em ativa transformação é essencial.
Mudar os valores, os costumes, os parâmetros e focar no DESCONHECIDO é supreendemente essencial.

Revigore-se e ouse.
Hilton

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A prática do trabalho de cura planetária.

Existe um trabalho de cura  planetária a ser colocado em prática.

 Há algum tempo, estava passando uns dias em uma grande cidade, onde o rumor de fundo é constante e as pessoas andam pelas ruas preocupadas. A certa altura comecei a sentir algo estranho, como se houvesse um peso sobre mim, provocando certa pressão.
A princípio não entendi a origem nem o significado daquilo. Essa sensação durou alguns dias até que, em certo momento, procurei interiorizar-me. A pressão aumentava, entretanto prossegui na concentração até sentir meu centro interno — que não é um lugar, mas um "ponto" na consciência, onde se fica quieto, em silêncio. Ali permaneci. Por fim, comecei a ter clareza sobre o que estava acontecendo. Vi que a pressão vinha de fora, não era provocada por coisas  minhas. Decorre do estado psíquico coletivo, de uma condição geral, era algo que "estava no ar".
"Fazer o que, diante disso?" perguntei-me. O que estava a me pressionar era a situação planetária — a situação dos povos e nações, algo que não dizia respeito a um lugar específico, mas ao planeta todo.
No quarto em que me encontrava entravam os tons do crepúsculo, enquanto a cidade, longe de se acalmar, emitia rumores ainda mais fortes. De repente, percebi que havia uma forma de ser útil nessa situação. Vi que o amor pelos que me cercavam naquela cidade, pelos que ali se locomoviam em inúmeras direções, a ligação com a essência eterna presente em todos, trazia-me nova força e clareza.
Ali, em serena quietude, tive a impressão de que não era por vias materiais que os problemas do mundo seriam transformados. Dos níveis concretos, a solução não viria, porque esses níveis e suas construções mentais, emocionais e físicas estão aí para serem transformados por energias provindas do Alto, que têm função saneadora.
Conhecia pessoas que não conseguiram sair de estados de angústia enquanto insistiram em resolvê-los concentrando-se apenas nos níveis materiais da existência. Voltados para o mundo denso, não podiam afastar-se da situação caótica em que o planeta se encontra; porém, tão logo começaram a coligar-se com fatos sutis
amplos, foram entrando em harmonia.
Desde o princípio da Terra houve seres humanos conscientes desses níveis superiores; seres dedicados ao trabalho de colocar a mente, o coração. Uma comunidade espiritual que ainda sobrevive no Monte Athos, na Grécia, na época do seu apogeu tinha aproximadamente 2.000 membros. Então, esse grupo equilibrava o planeta inteiro com sua contemplação profunda. A inconsciência daqueles tempos era transformada pela concentração desses monges na vida além da matéria, na vida Maior, espiritual.
O que me estava sendo sugerido na experiência daquela tarde era colocar em prática esse trabalho de cura planetária. Na realidade, hoje são necessárias muitas hostes angélicas e milhares de homens para construir canais em proporção e com força suficiente para reduzir as graves adversidades mundiais.
Quem se dispuser a servir o planeta, sobretudo nos planos internos, saberá o que fazer. A forma de servir revela-se com simplicidade e, quando percebemos, já estamos dentro dela. Seja realizada de maneira solitária, seja em conjunto com outros, a sintonia com níveis de existência espiritual superiores tem enorme força de transformação.
Trigueirinho.

Pois bem, esta experiência aqui retratada, mostra que vivemos um problema que transcende os aspectos materiais da vida.
Poderíamos reorganizar o mundo que mesmo assim ele voltaria a se desorganizar, pelo fato de que a raça humana não atingiu os estágios evolutivos programados no seu arquétipo, para este final de ciclo.
Não atingimos padrões vibratórios e estados mentais onde o simples bom senso comum seria suficiente para organizar o mundo e prosseguirmos com os processos naturais e evolutivos. Hoje leis e mais leis são criadas para disciplinar o obvio, o natural, o correto.
A preservação da vida, do meio ambiente, dos reinos, em nosso planeta não faz parte do bom senso atual, mantendo-se nos estados de ignorância e da ganancia que aflora em muitos, ou seja há um estado psíquico coletivo auto destruidor.
A angustia predomina e esta característica decorre deste psiquismo destruidor.

Aderir a um Serviço colaborativo por quem quer que seja, precisa ser um ato consciente recheado de imensa boa vontade, disposição, fé e disponibilidade. Poucos tem se disponibilizado para estes Serviços pois é algo que não se mensura, não se vê resultados e não se sabe com Quem se lida.
De certa forma, o desconhecimento destas informações a respeito da grave situação global, pode ser uma forma de auto proteção e quem sabe uma maneira de se viver de forma mais focada nos aspectos e objetivos da matéria. O conhecimento desta informações aumenta substancialmente as responsabilidades e os compromissos, pois a omissão é algo grave e que não deve ser praticado.
Decisões a estes respeito precisam ser tomadas e cada um deve refletir bastante para que ao tomar conhecimento destas informações não seja omisso, indiferente ou presunçoso.

É um momento delicado e cada um tem sua responsabilidade.
Ao contrario do que alguns pensam, Deus não interfere e deixa sempre a vida seguir seu curso, pois o aprendizado deve partir da necessidade e da adesão de cada um. Temos a eternidade para aprender, portanto, elevar-se ou galgar estágios mais elevados será sempre uma decisão pessoal. Poderá ser nesta vida, na próxima, na seguinte, aqui, lá ou em algum canto qualquer do Universo.
É importante termos ciência de que neste estágio evolutivo somos nós que decidimos.

Fique atento.
Hilton

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O místico autentico.

O místico de hoje compartilha com todos as graças que recebe.

O misticismo é uma fase da evolução humana, e por ela todos, mais cedo ou mais tarde, temos de passar. E um dos processos de aproximação à alma, núcleo profundo e elevado do ser.
A certa altura da evolução, somos atraídos pela alma. A união com esse núcleo é, então, aos poucos desejada, e a atenção da personalidade se volta para ele. E aí que começa o misticismo. Sentimentos, pensamentos e ações interagem e se juntam em busca de algo maior.
No processo do misticismo, a alma vai se revelando cada vez mais à personalidade. Procura influir de forma que seja percebida, para que o eu externo possa seguir suas indicações e colaborar com o trabalho que ela está fazendo. Desse modo, os anseios profundos do místico revestem-se das coisas que ela mais ama.
O verdadeiro místico não procura consolo nem paz para si mesmo. A medida que ascende, compartilha o seu estado de alegria e bem-estar, Verte sobre a vida planetária o que lhe vem do mundo interior, embora nem sempre tenha consciência de estar fazendo isso. Se sua busca é de união superior, tudo o que lhe sucede reverte em ações benéficas.
            O verdadeiro místico não retém as graças que recebe. Mesmo que viva uma experiência profunda e importante para si, entrega-a ao Alto com desapego e a deixa fluir sem alimentar desejo de continuá-la. Sua principal função é a de irradiar para todos o que está desenvolvendo em si.
O verdadeiro místico deve permanecer tranquilo, neutro e impassível. Assim, por seu intermédio a alma pode canalizar energias. É importante frisar que ele trabalha de maneira efetiva também na vida externa, e pode-se ver que sua atuação é bem mais convincente e forte do que a das pessoas comuns.
Há casos em que o místico nem mesmo sabe que é místico. Atravessa longos períodos sem ter sinal  algum da vida interior. Mas persevera, sem nada ver, nada saber e nada sentir dos planos sutis. Mantém-se paciente, voltado para a alma. É observador e sabe valorizar o que de positivo vai acontecendo em sua vida, sem se esquecer de que a maior parte da sua atenção deve estar nos fatos interiores, ainda que deles não tenha indícios conscientes,
 Tal místico não despreza solicitações externas e está pronto a servir, sem perder sua sintonia com o mundo interior. Sua necessidade é a de ir para dentro de si, e precisa aprender a fazer isso sem deixar de realizar o que lhe cabe no plano material. Esses são os místicos práticos, cujas presenças representam uma grande força para o mundo.
 O místico prático tem de sintetizar sua experiência nos diferentes planos de consciência, fundi-los. Este é um dos seus trabalhos de hoje: manifestar algo que reúna sentimento, mente e alma. O resultado já não é tão pessoal, mas muito mais abrangente. É uma  expressão universal, receptiva e intuitiva. Os místicos  práticos não se submetem ao tempo material do mesmo modo que as pessoas comuns. Eles veem-se num eterno agora e, assim, mais próximos da realidade.
Os que vivem essa espécie de misticismo têm nesta época sua evolução acelerada. Apesar de tudo  o que se observa na sociedade, há muitas forças positivas introduzindo-se na Terra. Compete aos místicos práticos abrirem-se a essas novas energias e irradiá-las sem se darem a perceber,
Aspectos ainda virgens estão para ser descobertos no interior dos seres.
Trigueirinho.

Pois bem, o misticismo é inevitável na senda da evolução. Atualmente, deveríamos ter muitos místicos práticos, autênticos, mas o que temos são muitos embusteiros que fazem-se passar por místicos para atender suas ganancias e sua arrogância.
O místico tem absoluta convicção e não cede jamais aos infortúnios da vida, às dúvidas e as inúmeras provocações que recebe de muitos. Mantem-se fiel e centrado no que vem do Alto e vai com isso aprendendo a discernir de forma mais acertada, suas escolhas.
Recebe provocações, criticas contumazes e raramente ficará isento pois de certa forma, sendo místico autentico, vibra em uma sintonia que não o faz passar  desapercebido.
Se autentico faz a ponte entre o céu e a terra, acentuando o caráter evolutivo de toda uma raça.
O místico e o misticismo ocorreu em todos os tempos da raça humana e continuará sendo um elo importante entre dois mundos distintos.
O místico, como diz o texto e traduzindo mais informalmente, não vive no “mundo da lua”, mas cede a devaneios próprios da sua coligação, pois quando se “desliga” dos ambientes densos, irá buscar nos ambientes sutis o que for necessário para o bem comum.
É observador e esta é uma característica fundamental no místico autentico, pois tem como uma das suas funções “soltar” certos impulsos na medida da necessidade.
Não deve ter medo de exercer suas Tarefas, mesmo que duvidas pairam, pois sendo autentico será bem intencionado e certas correções de rumo serão feitas por “quem” o acompanha.
“Este é um dos seus trabalhos de hoje: manifestar algo que reúna sentimento, mente e alma.” Esta Tarefa é árdua pois a mente vem se desestabilizando sintomaticamente e rapidamente. O ser humano vem perdendo seu eixo, seu centro, seu equilíbrio e cada vez mais irá agir por impulsos sentimentais comandada por  uma mente distorcida da realidade Divina.

O papel do místico autentico nos tempos finais será essencial, para manter a sintonia e receber as orientações que virão, num lugar em que todos os parâmetros, paradigmas, conceitos e referencias deixarão de existir.
Hilton

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ser sempre igual. Uma postura fora da realidade.

Com humildade podemos ser ajudados no caminho espiritual.

No passado, as mudanças de etapa no caminho espiritual eram marcadas por cerimônias externas. Nas pirâmides e nos templos, o ser humano vivia de maneira consciente a etapa da senda em que se encontrava, bem como sua passagem para outra. Esses ritos eram conduzidos por sacerdotes.
Com o tempo, esse processo foi sendo levado para os níveis internos da existência. Hoje já não existem instrutores que nos possam indicar o momento de mudar de etapa e os cuidados que devemos ter para avançar com segurança. É dentro de nós mesmos que vamos encontrar essas indicações.
Se no plano externo buscarmos orientação de alguém, poderemos ter alguma desilusão. Hoje, cabe-nos manifestar uma vida superior, mas não há quem nos mostre externamente os detalhes de como fazer isso.
No caminho espiritual, precisamos estar atentos e observar-nos com rigor. E necessário extremo cuidado com palavras e pensamentos. Por aparentarem-se triviais, costumamos não dar a eles o correto valor. Se soubéssemos quão importante é o controle do que se diz e pensa, mudaríamos de atitude. Palavras e pensamentos enredam-nos em uma trama cármica de causa e efeito. É premente reconhecermos isso e nos depurarmos como personalidade,
Essa depuração tem por base o conflito, porque as tendências emocionais e mentais divergem muito do caminho superior. Grande é a ajuda espiritual que recebemos do Alto para atravessar essas etapas e suportar o que nos é trazido por meio dos fatos da vida.
            Mas a certa altura, começamos a progredir deixando certas lutas para trás; optamos por entregar-nos a uma guiança interior. Isso assinala uma nova etapa, fase de maior união com nosso ser interior.
Alcançamos esse ponto quando nos voltamos integral e decididamente para a meta interior, permitindo que nossa alma guie nossos passos. A clareza da  nossa definição é suficiente para fazer-nos avançar. Estamos resolvidos: a meta interior espiritual torna-se a nossa prioridade na vida.
Ainda que não saibamos o que isso representa em sua totalidade, já aprendemos que tudo está dentro de nós. Se permanecemos firmes nessa meta, todo o resto é secundário. É o momento de orar, de vigiar e de nos entregar nesse caminho.  É bom lembrar que o mundo circundante se encarrega de nos apresentar as provas em que teremos de confirmar nossa intenção. Oração, cânticos e mantras devem ser usados como apoio a todo esse processo de abertura e de elevação da consciência.
Mas uma ressalva deve ser feita: é a humildade que nos mostra quando de fato podemos deixar de pensar no caminho, quando podemos ficar apenas sintonizados com a meta para que a ascensão vá por si. Esquecer o caminho só é possível depois de a humildade e a entrega estarem bem vivas em nós.
Todo o planeta está em um ritmo de evolução  mais acelerado. São imprevisíveis as transformações  que podem ocorrer em nós, se estivermos permeados pela humildade e pela entrega. Reflitamos sobre isso,  pois quando é chegado o momento a humildade nos  diz: "Como você nada sabe, esqueça o caminho, entregue-se e deixe-se levar"
Enquanto pensarmos que somos muito evoluídos, que alcançamos algum grau elevado, ainda temos muito o que trabalhar. Mas a humildade dissolve o orgulho pelos passos que já demos. Desvela-nos um caminho de silêncio, de anonimato, e então as coisas passam a suceder bem rapidamente.
Trigueirinho.

Pois bem estamos sendo alertados sobre as mudanças que ocorrem no caminho espiritual.
Ninguém pode evitar o caminho espiritual, pois, aliás, só estamos aqui para percorre-lo. Não há outro motivo para estarmos aqui.
Infelizmente a maioria acha que não, acha que veio até este mundo para constituir familia, riqueza e prosperá-lo. Ora, a Terra não precisa da nossa prosperidade, alias somos os “algozes do planeta” na nossa prosperidade.
O dia em que todos tiverem esta consciência, não viveremos contra o planeta mas a favor dele e de nós mesmos, e em comunhão cresceremos igualmente.
Mas poucos percebem que o tempo passa e as mudanças acontecem independente da nossa vontade. Digamos que o relógio cósmico segue seu ritmo e ou acompanhamos ou lutamos contra, obviamente uma luta perdida.
A cada momento que este relógio anuncia mudanças, ou estamos preparados ou despreparados. Preparados acompanhamos, despreparados sofremos.
Como diz o texto, esta avaliação ocorre dentro de nós, mas precisamos estar atentos, preparados para que mudanças internas sejam processadas para identificarmos e acompanharmos as mudanças externas.
A informação, quando compreendida e assimilada, facilita sua aplicação na vida em curso.
“A meta interior espiritual torna-se a nossa prioridade na vida” : compreender o significado desta Lei é compreender o significado da nossa existência.

Temos passado, estamos passando e iremos passar por inúmeras transformações. A maioria não atenta para isto e luta desesperadamente para ser sempre igual. Não ser sempre igual acaba, erroneamente, como sendo uma perda de identidade. Ficamos desesperados quando perdemos o RG, pois nos acostumamos a manter nossa “eterna identidade” como sendo algo inexorável. A Vida inteligente, no entanto, muda continuamente nossa posição, convívio, sexo, pessoas, ambientes, países, quando reencarnamos, exatamente para variarmos os ciclos das experiências evolutivas em diversas circunstancias.
Desta forma, temos de aderir aos padrões de mudanças que a Vida oportunamente nos impõem, e dela extrair o máximo do aprendizado oferecido, sem se importar com esta questão de identidade.
O tempo está muito rápido. Temos de fazer em uma única reencarnação o que, no passado, fazíamos em várias.

A crítica, a rebeldia, o desanimo e o medo são posturas que detonam, pois transformam-se numa revolta aos desígnios que a Vida lhe impôs, com a finalidade essencial de lhe mostrar novas informações, novos caminhos, novas opções, novos aprendizados. Digamos que, superados estes aspectos, entregamos o caminho atual para um novo caminho, desconhecido, amplo, completo, audacioso.

Deixe de se identificar; não existe marca registrada no nosso destino; somos um eterno vir a ser.  
Hilton

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

As bençãos da leitura espiritual.

As bênçãos que a leitura espiritual pode nos trazer.

O hábito da leitura é importante para o desenvolvimento humano e espiritual. Dedicarmo-nos a um tema que não seja óbvio, que exija esforço, põe em atividade células que estavam adormecidas. E há temas que mobilizam áreas cerebrais necessitadas de descondicionarem-se. Elas então se renovam, começam a ter vida, e nisso é que a leitura muito contribui para o desenvolvimento humano.
Mas a leitura pode influir também de outros modos, bem mais profundos. Quando um livro apresenta ensinamentos espirituais autênticos, em geral traz informações a respeito das leis que regem níveis de consciência superiores, muitos dos quais ainda não alcançamos. Tal tipo de livro leva-nos ao contato com essas leis superiores e seus ensinamentos, e evoca em nós uma energia mais elevada. Isso pode ajudar-nos a reconhecer um próximo passo de crescimento, evolutivo, e estimular-nos a transcender os aspectos materiais, emocionais e mentais que temos arraigados.
Sobretudo hoje, a leitura espiritual tem corno meta facilitar a comunhão com a vida além do mundo material. Predispõe o leitor à revelação de realidades sutis e pode acrescentar-lhe informações sobre as perspectivas evolutivas da humanidade. Essa ampliação é parte da necessidade atual.
Por meio de um livro, as ideias adquirem as formas adequadas ao tempo. A mesma verdade, dita hoje, pode parecer completamente diferente da que foi dita no passado. E quem é pouco observador até encontra contradições entre o ensinamento espiritual antigo e o presente. Mas se olhar mais de perto verá que no ensinamento autêntico não há contradições. Há, sim, adaptações no modo de apresentá-lo — e, é claro, ampliações.
É interessante notar: o que há três mil anos era tido como amplo, oculto e avançado demais, hoje parece normal, porque a consciência planetária se expandiu. O planeta atraiu novas energias e comporta o que antes não comportava. Assim, uma verdade filosófica sem condições de acolhimento no passado já pode implantar-se.
A respeito de um novo conhecimento, transmitido por meio das obras atuais, precisamos permanecer o mais desimpedidos possível. O ensinamento espiritual ora disponível na consciência da Terra é muito mais vasto do que tudo o que já foi escrito.
Estamos chegando a um gênero de conhecimento que não cabe em palavras. No caminho progressivo da instrução espiritual, o ensinamento tende a transmitir-se nos planos internos da vida. Por isso os livros espirituais atualizados trazem um conteúdo mínimo e estimulam o leitor a entrar em sintonia com a própria fonte de conhecimento. Impulsionam-no a buscar a alma, a conectar-se com o espírito.
Ao ler um livro desses estamos tratando da saúde, mudando a vibração do cérebro, aumentando a capacidade da memória, purificando o pensamento. Além disso a leitura nos liga à fonte do livro, à essência que não foi escrita, à energia que o sustenta. Mas para esse aprofundamento é importante buscarmos o conhecimento em si, e não meramente um livro ou um autor.
Escritores e livros são instrumentos pelos quais devemos cultivar desprendimento. O que foi manifestado na palavra é a mínima parte do ensinamento. Não nos limitemos, portanto.
E justamente o que não foi dito e o que não foi escrito que nos levará a penetrar o conhecimento que nenhum livro e nenhum autor nos pode dar.
Trigueirinho.

Pois bem, de forma clara Trigueirinho coloca a possibilidade da ascenção espiritual, da evolução que uma simples leitura do livro correto, pode nos levar.
Áreas do cérebro passam a ser estimuladas pela energia contida nos escritos corretos, ampliando nossa forma de pensar, deduzir e de ser.
O livro correto apoia-se nas Leis vigentes e deve esclarecer de forma mais simples “a que” e “aonde” se aplicam, ou seja, nos instruem para obedecermos em, caráter evolutivo, a Lei que ali se aplica.
Compreender uma Lei e obedece-la não é tão simples e a partir de determinados estágios desta Lei, impulsos internos precisam acontecer para que nossa mente às compreenda. A leitura do livro correto nos traz estes impulsos. Pode além disto corrigir distorções que vínhamos praticando face a incompreensão destas ampliações necessárias.
O homem em geral, adota padrões de conduta em relação aos outros homens. Quando algo dá errado e na maioria das vezes dá errado, acaba prevalecendo as atitudes incorretas. Estas se espalham, começam a ser toleradas, aceitas e vira regra. Em geral estas regras são retrogradas e involutivas. Por exemplo ainda matamos e justifica-se.
Pode até começar certo, mas pela desatualização passa a ser errado.
Como diz o texto as explicações e posturas do passado serviram e foram úteis para aquela época; para a atual não servem mais, não se aplicam, tornaram-se involutivas, mas percebe-se que a maioria continua seguindo-as face aos preconceitos e uma ilusão de que são imutáveis.  
Evoluir é sempre “um vir a ser”. Possui uma dinâmica veloz, ágil, imediata e se não acompanharmos estaremos praticando comportamentos retrógrados, equivocados e involutivos.
“Ao ler um livro desses estamos tratando da saúde, mudando a vibração do cérebro, aumentando a capacidade da memória, purificando o pensamento.”
Vejam como as consequências positivas são incríveis.
Cabe esclarecer que não se fala neste texto de áudios livros, de palestras, exposições verbais, mas de leitura, pois o texto guarda padrões de energias intrínsecas, ocultas e poderosas que para cada leitor(a) ativará regiões do cérebro aptos a se desenvolverem.
Como a maioria “não tem tempo” ou está a “perder tempo”, muitas oportunidades passam na vida e retornarão somente na vida seguinte ou a posterior.
O dia que conseguirmos administrar melhor nosso tempo, iremos perceber quantas coisas inúteis temos feito.

O livro correto, outro aspecto fundamental e essencial: A maioria dos livros de autoajuda, atende impulsos internos retrógrados, ultrapassados, meramente emocionais que não atendem as características internas dos indivíduos. São genéricos e possuem fortes impulsos comerciais. Podem, a princípio, preencher uma vazio, mas como não se apoiam em valores eternos, ficam ultrapassados em muito pouco tempo.
Um livro para ser “adotado”, precisa ser estudado, precisa atender as razões do coração, precisa ter “alma”, portanto não é simples e não é fácil de ser encontrado, mas aqueles que tem o discernimento da busca e a ausência da preguiça, serão encontrados pelo livro.
O livro correto desperta a alma, “a” traz de volta ao conjunto corpo-mente, literalmente vira a página do curso que se está vivendo, portanto exige esforços e amplos desejos internos de ser encontrado por ele.

Por fim, jamais desista.
Hilton.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Quando uma etapa se encerra.

No decorrer da vida deve-se perceber quando uma etapa se encerra

Um dos motivos pelos quais a vida nova não se implantou ainda na Terra é o fato de os homens não saberem estar sem lutas, sem conflitos, sem caprichos e desejos. Uma pérola sagrada não tem seu verdadeiro valor reconhecido se aquele a quem ela é entregue não está desperto.
Antes que a nova vida possa emergir de modo mais pleno no planeta ou em um ser, são necessárias algumas condições como:
  • amar acima de tudo a Luz, tendo esse amor como alento, alegria, paz e preenchimento;
  • ter olhos abertos para reconhecer a tarefa que cabe à consciência, cumprindo-a sem restrições;
  • não fugir das tribulações, mas estar diante deIas com paciência e fé;
  • nutrir laços com o núcleo interior que existe em cada ser, núcleo de energia ígnea, como fogo ardente capaz de dissipar tenazes resistências, de erguer o ser e acender nele o ardor da persistência.
Muitos indivíduos que vivem nesta época trazem uma energia que desvela novos rumos.
Manifestam disponibilidade para assumir tarefas que intimidariam outros, pelas dificuldades que podem apresentar. Esses seres são fundamentais na atual situação planetária; com os caminhos abertos por pioneiros anteriores, aproxima-se o momento da concretização de uma nova vida e essa energia desbravadora poderá ser canalizada para setores mais amplos e profundos do Plano Evolutivo — o Plano de Deus.
A humanidade deve atingir padrões de conduta mais elevados. Para tanto, vem sendo preparada há milênios. E em meio ao caos externo que se expande atualmente, é possível perceber algo diferente, essencial para que caminhos corretos possam ser trilhados. Algo que a rotina tenta tornar corriqueira, mas que não perecerá. Esse algo, humilde e silencioso, é o fogo que trará o novo dia.
Sábios são os que encontram a si mesmos e, do seu mais profundo centro, obtêm os sinais de que necessitam. Não querem atingir ponto algum nem permanecer onde estão. Não interrompem sua jornada, mas não têm ansiedade por chegar ao final dela.
Todos têm uma meta a atingir, passos a dar, degraus a galgar; e uma inquietude leva hoje as consciências a buscarem algo que vá ao encontro de suas necessidades internas. E mesmo que forças materiais tentem envolver os indivíduos, muitos já sabem que não é por meio delas que encontrarão a paz.
Por isso, é necessário perceber quando uma etapa realmente se encerra no próprio ser, desencadeando a transferência da energia para um plano mais interno. E um momento delicado que requer silêncio, entrega e ausência de expectativas. Esse salto interior só pode ser dado pelo próprio ser.
A clareza de intenções e a determinação para prosseguir de modo firme e com alegria devem estar presentes. Sublime é a conjuntura interna que apoia os seres abertos ao serviço incondicional pelos seus semelhantes, pela Natureza e pelo planeta. A gratidão transforma-os em tochas ardentes, irradiadoras de luz.
O coração dos pioneiros transborda quando tocado pela luz e aqueles que já superaram as ilusões sabem que, assim como a luz vem, ela se vai e se recolhe. Na presença da luz, que o ser mergulhe no mar de sabedoria, amor e poder. Na sua ausência, que procure estar disponível para que, quando ela voltar, encontre as portas abertas.
Trigueirinho.

Pois bem, o texto anuncia como uma das premissas, amar a Luz. Podemos considerar que a Luz condensa o conhecimento.
De certa forma, há necessidade de se obter um conhecimento mínimo para que mudanças como as anunciadas façam sentido para alguém.
Infelizmente, a maioria sequer imagina mudanças, desta forma para esta maioria pensar nas mudanças que vem sendo anunciadas não faz o menor sentido.

“ter olhos abertos para reconhecer a tarefa que cabe à consciência, cumprindo-a sem restrições” : eis outro aspecto que leva em conta os olhos internos, uma consciência liberta de inúmeras posições cristalizadas, dedicação a metas e circunstancias não materiais, total obediência, atitudes que poucos compreendem como sendo positiva.

não fugir das tribulações, mas estar diante deIas com paciência e fé”: as tribulações dos momentos atuais são decorrentes do grande desalinhamento que vivemos em relação às Leis, ou seja, poucos conseguem viver corretamente nas Leis, pois o egoísmo e a competitividade prevalece em todos os aspectos da vida material.
A principio pode parecer impossível viver sem o egoísmo e a competitividade. Mera ilusão, como tantas outras, da mesma forma que hoje viver sem um celular pode parecer impossível, mas as gerações passadas provaram que não.

Utilizar-se do fogo ardente como meio de se dissipar dúvidas, insegurança, medos. Podemos atribuir a este fogo ardente a palavra fé.

A paz não é uma meta, mas consequência de metas atingidas, portanto a persistência e a luta por metas definidas trará a paz.
Hilton

Instrumentos para a cura cósmica.

Silêncio e fé: importantes instrumentos para a cura cósmica.

A cura cósmica é a recondução do ser humano à sua Origem interna, é a consciente unificação da vontade pessoal com a vontade superior do próprio indivíduo. Realiza-se pela sintonia com a realidade espiritual, e se inicia quando buscamos saber qual é a verdadeira meta da vida.
Esse processo de cura intensifica-se só quando nos entregamos ao nível superior do nosso ser, à nossa alma — o que podemos fazer de maneira simples, dirigindo-nos a esse nível interno da consciência com toda a sinceridade: "Quero ser aquilo para que fui criado. Farei o que for preciso para isso".
Ao nos entregarmos assim à vontade interna da nossa consciência superior, podemos desempenhar o papel que nos cabe no universo em que vivemos e entrar em harmonia. E, à medida que essa harmonia chega ao plano físico, as doenças podem ser eliminadas.
Como a cura cósmica transcende o corpo físico, pois concentra-se no mundo interior, ela só pode tornar-se realidade quando estamos sintonizados com o espírito imortal que vive em nós, isto é, quando nos empenhamos em realizar a vontade superior em nossa vida.
Se estivermos preocupados só com a remoção de algum incômodo físico, emocional ou mental, ficamos limitados aos problemas da personalidade e, assim, impedimos que ocorra uma cura verdadeira, não paliativa.
Devemos aproximar-nos da cura cósmica com humildade, como quem se aproxima de algo onipotente e onipresente. Essa humildade é um estado interno de silêncio, de imparcialidade diante do que desconhecemos. Depois, para continuarmos receptivos à cura, temos de aprender a calar e a observar.
Calar significa não criar expectativas, não cobrar respostas da nossa consciência superior, não desgastar o estado alcançado depois de nos entregarmos a ela. Não é necessário fazer conjecturas, planos ou programas após essa entrega. Se já nos oferecemos, não precisamos voltar ao assunto, nem mesmo em pensamento. O nosso eu superior já nos escutou.
Observar, por sua vez, é uma atitude diferente da habitual. De modo geral, quando olhamos em torno, queremos tirar proveito, queremos controlar o ambiente para fazer com que se amolde ao que desejamos, ou colocamos em movimento a nossa capacidade de crítica e de julgamento.
Observar, no sentido que a cura requer, é estarmos atentos às circunstâncias da própria vida para perceber o que o eu superior quer de nós, mas mantendo-nos calados, ou seja, sem fazer comentário algum a respeito, nem mesmo comentário mental. Em muitos casos, fazer a vontade do eu superior exige mudanças em nossa forma de ser. Observar, nesse sentido, é estarmos atentos para perceber o que devemos mudar, já que, se há enfermidade, é porque não estamos praticando aquilo para que fomos criados.
Para sermos curados, precisamos estar prontos a deixar de ser como temos sido, porque esse estado foi o que nos levou à enfermidade. E a doença só será removida quando mudarmos.
A nova atitude assumida por nós é o que mais conta na verdadeira cura, a cura cósmica. Todo o resto vem do imponderável, do que escapa totalmente do controle humano. Daí seu inestimável valor, pois a cura vem do profundo do ser, onde existem perfeição e saúde.
Entre os recursos de que dispomos para entrar em contato com esse nível de cura, os mais poderosos e próximos de nós são a fé e a devoção ao desconhecido, ao que de mais elevado pudermos conceber.
Trigueirinho.


Pois bem, a cura, recondução do ser á sua origem interna.
Bom para que este principio funcione temos de conceber que estamos de passagem por esta vida, por estes momentos, por estas situações, e a elas não pertencemos. Este conceito já esbarra em milhões de preconceitos, pois a maioria adora abraçar as imperfeições.
A verdadeira meta da vida: outro aspecto, para a maioria, de difícil concepção, pois administramos somente o tempo de vida humana e relegamos a infinitude da vida como sendo algo irreal.
A nossa alma: para muitos nossa alma está distante, quase sempre inalcançável e não pertence ao meu cotidiano. Apesar de manter o meu corpo vivo, relego-A a um “aparte invisível” que geralmente “não me diz respeito”.
Desta forma, com a negação de simples conceitos, restrinjo-me ao corpo físico, emocional e mental como sendo a única estrutura que possuo. Além disso necessito conviver com um destino, que segundo minhas concepções é sempre injusto.
Com esta fotografia distorcida da realidade sob a ótica espiritual, torno-me uma pessoa doente, desmilinguida e decepcionada .
Reverter estes conceitos distorcidos é o passo a ser dado para esta reversão. É preciso conceber à origem divina, original e eterna, onde o espiritual é a realidade e o material o ilusório. Não o inverso.  
As doenças são ajustes para os nossos desajustes, portanto, ser saudável, antes de tudo é alinhar-se com a origem. Para muitos a doença é um incomodo, mas para poucos não, pois aprenderam a compreende-la e dela extraem grandes oportunidades.
A critica e o julgamento é o alimento das distorções, consequentemente, do desalinhamento e do desequilíbrio, que por sua vez alimenta os sinais que o corpo precisa emitir, manifestando-se através das doenças. Portanto, adoecer é uma correção do rumo, da direção, do alinhamento.
Para sermos curados, precisamos estar prontos a deixar de ser como temos sido, porque esse estado foi o que nos levou à enfermidade. E a doença só será removida quando mudarmos.: é uma frase essencial que define a postura para o reequilíbrio, o realinhamento.
se há enfermidade, é porque não estamos praticando aquilo para que fomos criados. Outra frase que precisa ser muito bem observada, pois ninguém veio a este mundo para cuidar de si próprio, mas viemos para aprender a conviver com todos os seres, todos os reinos, todas as criaturas, todas as formas de vida e muito pouco temos feito sobre isto e a maioria das nossas ações não tem respeito.

Enquanto o homem não aprender o que veio fazer aqui, pouco poderá saber da sua verdadeira anatomia e pouco poderá colaborar para sua evolução.
Hilton

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Energia da cura.

A oportunidade de vivermos plenamente a energia da cura.

Havendo concordância entre a vontade profunda de um indivíduo e a vontade superficial que vem da sua personalidade, a cura pode operar-se. Ao harmonizar a personalidade com a Vida maior, que é a sua essência interior, a cura é processada, e seus efeitos tomam-se visíveis nos planos físico e energético da pessoa.
Portanto, não se pode dizer de maneira precisa que um indivíduo cure outro, mas sim que cada qual cura a si próprio na medida em que faz essa união em si mesmo. O que chamamos de "curador" é apenas um intermediário para que certa energia incida sobre aquele que será curado, ajudando-o a tomar a decisão de integrar-se.
A vida, quando não inclui a busca dessa união entre a nossa vontade consciente e a nossa vontade profunda, pode nos levar às doenças. Por isso, qualquer processo terapêutico, para agir de fato, deveria incluir o trabalho fundamental de o "paciente" procurar ver em que pontos sua vontade pessoal precisa harmonizar-se com a vontade dos níveis sutis, internos do seu ser.
Em certos casos, para que a cura aconteça, é necessário que estejam juntos aquele que vai ser instrumento da cura e aquele que precisa ser curado. E há circunstâncias em que é útil a presença de uma terceira pessoa, cuja energia, combinada com a de quem "cura" ou com a de quem quer ser liberto, pode ajudar. O lado imprevisto e misterioso da cura não se limita, porém, a fatos assim visíveis. Há exemplos nos quais o indivíduo é curado sem que o perceba: a alegria interior passa a estar presente em seu olhar e a carga de ansiedade deixa de existir em sua mente e em seu coração.
Para que a cura interior ocorra, nem sempre são necessários intermediários. Essencial é que construamos voluntariamente uma ponte de comunicação entre o nosso eu consciente e o núcleo de amor e sabedoria que habita dentro de nós, núcleo formado de energia inclusiva.
Essa energia, essência de cada ser, é representada em cada um pelo eu superior. Tomamos conhecimento dela mais cedo ou mais tarde, por meio, principalmente, da pura e simples aspiração por encontrá-la. Desejando manifestar esse amor que a tudo e a todos inclui, acabamos por reconhecê-lo dentro e fora de nós, e, a partir de então, passamos a servir ao mundo e a estar administrados pelos aspectos superiores das mesmas leis que regem o nível humano do nosso ser.
Mesmo sem a ajuda palpável de intermediários, uma pessoa pode começar a construir essa ponte com a cura. A ajuda de que ele precisa encontra-se principalmente em níveis mais elevados de sua própria consciência. Nesses níveis de consciência mais sutis, nosso eu interno, a alma, é auxiliada a perceber qual é o seu caminho cósmico.
E como se percorrêssemos uma rota desconhecida, porém cheia de sinais indicativos. Somos livres para segui-los ou não.
Todo terapeuta que busca ajudar alguém a estabelecer o contato entre os dois aspectos da energia da vontade, a pessoal e a vontade da alma, pode tornar-se um curador. Mas, para sê-lo verdadeiramente, no sentido amplo e espiritual desse termo, precisa estar — ele próprio — com essa união feita em si mesmo, pelo menos até certo grau. E à medida que realiza o trabalho de harmonia em si mesmo que ele se torna capaz de ajudar os outros a se harmonizarem.
Trigueirinho.

Pois bem, o conceito de cura, nos termos apresentados, não está restrito a cura de doenças físicas, pois sabemos que quando a doença se exterioriza para o corpo físico, nossa alma já esgotou as demais possibilidades de nos fazer mudar de caminho ou de atitudes. Podemos dizer que o desequilíbrio emocional chegou a tal ponto que a sirene vermelha teve de soar através da manifestação da dor.
A ausência do ser humano em buscar suas aptidões espirituais, o leva para fatos desta natureza. Nos acostumamos tanto com esta situação que culpamos nossas doenças por fatores externos, por circunstancias, por terceiros.
A presença do intermediário, como cita o texto, tem sido útil no meio ignorante que vivemos, podendo interferir na emanação das fontes curadoras de energias desde que o indivíduo assim o permitiu.
O intermediário pode, ao mesmo tempo, ser uma fonte de informação no individuo apto ao seu processo de cura.
Podemos dizer que os milagres confirmam estas possibilidades e sua manifestação exige do individuo aquela fé “transformadora”, ou seja, finalmente este individuo libera-se para que as transformações necessárias ocorram.
O individuo buscador, determinado, convicto de que algo tem de ser mudado em sua vida, alavanca, ou melhor dizendo atrai fontes de energias que o ajuda a preencher o novo caminho. Mas, tudo depende desta firme determinação.
A cura é um processo de harmonização, pois somos seres perfeitos. Desta forma mantido o equilíbrio, não há razão para que doenças se manifestem.
Condicionantes cármicas compensam, através de certas doenças, os desequilíbrios anteriores, portanto é um meio de depuração das atitudes que contrariam as Leis presentes.


O homem que vive em busca continua do conhecimento, aprende tais regras. Empregar estas regras no seu livre arbítrio, podemos dizer que o faz senhor de seu destino.
Hilton

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Existencia de um bem maior.

Impulsos à descoberta da existência de um bem maior.

A medida que se avolumam as crises em todo o planeta e nos diversos setores da vida, emerge em muitos o impulso à cooperação. Sentimentos e atitudes fraternas são despertados, descobrem-se formas de agir objetivas e equilibradoras. Nas situações de crise, despontam potenciais que de outro modo não se manifestariam.
Nesse mundo em desequilíbrio, temos pois como perceber um lado luminoso em tudo o que sucede. A harmonia depende de não colocarmos muita atenção no aspecto negativo de um acontecimento, mas sim de estarmos voltados principalmente para um nível além, para a realidade estável, criativa e construtiva — a nossa realidade interna e imortal. Essa mesma harmonia requer também capacidade de aceitar as coisas como são e de perceber que por trás de tudo há um bem maior. A partir daí podemos realmente transformar as situações.
Dia após dia torna-se mais necessário ficarmos atentos, com decisão, a essa realidade interna que nos pode revelar como devemos agir e ser. A intuição e a inspiração que vêm do mundo interior são os instrumentos mais valiosos de que nos valemos nessas horas.
O progresso tecnológico que a civilização apresenta não deixa ver a profunda crise em que a humanidade se encontra. Mas alguns estão conscientes dessa crise e anunciam a Lei Maior, Lei provinda do Alto, pelo exemplo vivo. Indicam o rumo com seus próprios passos e elevam consigo os que aspiram a um progresso autêntico. Na realidade, muitas mãos deveriam estar dividindo as inúmeras tarefas prementes neste conturbado planeta.
A insatisfação comum no mundo inteiro não decorre só de carências materiais, mas do afastamento da verdadeira meta da existência. Os que estão desconectados dessa meta têm a ilusão de que a paz vem da posse de bens. Assim, deixam-se levar pela tendência a acumular coisas, mas o vazio persiste em seu coração como um sinal de que esse não é o caminho da serenidade e da abundância.
Estruturas materiais podem ser demolidas por completo em poucos instantes — mas quem mantiver a fé se sentirá seguro. Que o despojamento seja almejado, pois há vias internas a serem descobertas, vias que se revelam quando há esquecimento de si.
Condutas fraternas dissolvem o egoísmo. Movidas pelo espírito amoroso, é possível às pessoas persistir nessas condutas, mesmo quando tudo em volta se opõe a isso. Muitas estão passando por provas importantes, por meio das quais se aproximam de um profundo estado de união com os semelhantes.
Grande é o trabalho a ser feito em todo o planeta, e os que assumem a vida de um serviço doado, abnegado, adaptam-se ao cumprimento simultâneo de múltiplas tarefas. Por isso, aos que veem na cooperação um caminho de crescimento interior é dito que procurem realizar o que se considera impossível.
O empenho humano é suficiente para levar adiante o que é visto como possível, mas para colocar em prática a fraternidade é necessário despertar capacidades adormecidas ou novos potenciais.
É tempo de prontidão e de fé. Fé absoluta, pois as necessidades reais são sempre supridas na hora certa quando se vive segundo leis superiores. Uma dessas leis foi enunciada por Cristo, quando disse ao homem que buscasse primeiro o Reino dos Céus dentro de si e tudo o mais lhe seria dado por acréscimo.
Trigueirinho.

O homem não pode conhecer o que não aceita como sua realidade.
Uma frase simples, mas que retrata como formamos os bloqueios para aprender o que precisamos.
O aspirante ao mundo espiritual precisa ser altamente receptivo a conceitos e ideias novas. Ultrapassar as fronteiras do que é lógico dedutível, pois estará entrando para conhecer leis que, apesar de atuarem em seu ser, as desconhecia.
Descobrir a existência de um bem maior, deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade, pois os problemas mundiais são insolúveis.
No empenho humano, fazer o que é possível não atende mais. É nítido que por mais que façamos ou nos esforçamos para fazer, pouca coisa muda, ao passo que o desalinhamento e o desequilíbrio segue uma trajetória ascendente.
Hoje temos de contar com as ajudas internas, a intuição, a inspiração para que alguma coisa possa mudar.
Nada mais irá interferir no processo de queda do materialismo, pois este alcançou seu ápice e agora será substituído.
Uma nova realidade vem surgindo e irá aflorar completamente no início do novo ciclo planetário

Aquele que se dispõem a estas mudanças, tem de mostrar a si próprio que incorpora este novo alinhamento.

Manter posturas, ideias, preconceitos, formalidades e atitudes ambíguas por medo de contrariar o que elas próprias pensam como os outros as veem, aprisiona tais indivíduos que se mantem sempre temerosos e receosos de assumir a nova realidade que sua alma clama.
Hilton

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ordenar a vida.

Precisamos ordenar a própria vida pelo contato com nosso interior.

Diante dos acontecimentos que hoje presenciamos no mundo, podemos perguntar internamente: estamos preparados para nos manter em equilíbrio? Até que ponto cada um de nós se volta para as dimensões mais sutis da vida?
Podemos afirmar que hoje já se pode criar, na humanidade, harmonias individuais e grupais de qualificada integridade. Apesar das atuais imperfeições, das lutas, das discórdias e da infelicidade terrenas em que vive a humanidade, pode-se atingir um novo estado, que elevará tudo a um plano que ainda não se conhece.
Enquanto houver interesses meramente materiais, a estrutura da vida será imperfeita, e esse é um dos problemas a serem resolvidos pela humanidade. Cuida-se do que é temporal, físico, social, ignorando-se dimensões espirituais, mais sutis. Tal perspectiva só se ampliará quando a natureza do homem se desenvolver além de si mesma, quando deixar de limitar-se aos seus aspectos naturais, como normalmente acontece.
Só pode haver vida integrada no Todo quando a busca de coisas materiais deixar de ser exclusiva, quando predominar a busca do conhecimento.
O que nos é necessário, nestes tempos de desconcerto e confusão, é ordenar a própria vida a partir do contato com a existência interior. Ao estabelecer esse contato, poderemos transcender velhos conceitos e entrar em harmonia com o Universo. Os que forem conseguindo esse novo equilíbrio ajudarão os demais.
Citamos aqui as bases da vida interior, que são o serviço, a cooperação, o respeito e a tolerância mútua.
Atualmente, é notório o fato de os que se encontram na trilha espiritual terem de vencer provas especiais de vários tipos. Não se pode dizer que sejam provas fáceis. Mas hoje nos é oferecida uma oportunidade de integração em realidades internas muito abrangentes. O estado de consciência a ser alcançado pelo ser humano pode chegar a uma escala cósmica, e a Terra será então cumulada de dádivas. Alcançá-lo depende de não mais nos sujeitarmos à mente comum e ignorante, mas transcendê-la até atingirmos a intuição e a espiritualidade.
Tenhamos em conta que uma consciência que se eleva abre caminhos para as demais. Assim, se permanecermos conscientes no nosso mais elevado nível, estaremos colaborando para que outros também possam ascender.
É papel dos que já podem aspirar pela ascensão espiritual estar cientes do que está sucedendo no planeta e em toda a humanidade nestes tempos, sem se
enganar. Vivemos momentos de transição para um novo ciclo e deveríamos estar cada vez mais disponíveis para os nossos semelhantes e para o mundo.
De nossa abnegação virá o controle sobre a situação que nos for apresentada. Quanto mais esquecidos estivermos de nós mesmos, mais teremos a prontidão requerida.
Preparamo-nos para os tempos que se aproximam à medida que nos descentralizamos do ego e entregamos ao eu profundo, com intenção de cooperar no cumprimento do propósito superior da vida na Terra.
Quem estiver imbuído do seu papel estará bem concentrado no suprimento da necessidade geral, e é essa atitude que o capacitará a servir melhor. Se deixamos escapar o momento exato de nos doar, pode ser difícil encontrar novamente outra conjuntura favorável para isso.
Trigueirinho.

Pois bem, de certa forma desaceleramos as atribuições que poderiam ser dadas ao Grupo. Há necessidade de respostas mais rápidas e um envolvimento mais intenso e comprometedor.
Por outro lado os movimentos externos estão cada vez mais conturbados e fracionados da verdade, tornando-se avassalador para o desequilíbrio geral.
É fundamental trilhar o caminho espiritual.
Como diz Trig. “ não são provas fáceis”, pois pertencer a um Grupo de Serviço, como foi abordado na última reunião, onde não é possível avaliar ou medir resultados dos esforços empreendidos, torna-se frustrante para alguns.
Podemos Trabalhar intensamente, mas não poderemos saber seus resultados. Esta questão é sempre abordada pelo nosso ego, pois diferentemente dos esforços físicos e mentais da vida cotidiana, avaliamos resultados e os classificamos de positivos ou negativos, sob nosso ponto de vista.  
Além de priorizar esforços neste sentido, a busca, a pesquisa e a entrega são fatores preponderantes para trilhar o caminho espiritual.
Diminuir a luta por bens materiais, de certa forma, tem sido compulsório, mas deveria ser espontâneo, pois assim iriamos perceber inúmeros detalhes que deixamos passar.
Aprender a dividir os esforços e a dedicação entre a vida material e a espiritual é condição essencial para engajar-se ativamente num Grupo de Serviço.
Isto precisa ser espontâneo e muitas vezes devemos provocar estes esforços, abrindo mão de atividades do plano material para liberar-se.

Enfim a vida material tem um forte apelo compulsório e por isso sempre acabamos cedendo, ao passo que a espiritual precisa ser espontânea, ofertada, onde a colaboração, o respeito e a tolerância são mais fáceis de acontecer.
Hilton