Pois bem, neste texto faremos um breve resumo sobre os conflitos,
suas origens, decorrências e formas de abranda-los, além da necessidade de conviver
com certa harmonia com algo inerente e extraordinariamente necessário nos
mundos cármicos.
Os planetas cármicos possuem entre suas características evolutivas,
com destaque, o conflito.
Ao ingressarmos num mundo cármico, como a Terra, mergulhamos na
atmosfera do conflito .
O conflito na sua definição mais simples e direta, é um desafio, um
desafio de lutas e mudanças para a conquista da harmonia. Sem o conflito não entenderíamos
a harmonia e sua necessidade para viver
uma vida plena e de realizações.
Estes desafios tem sido mal compreendidos por diversas doutrinas,
que os caracterizam como pagamento pelos erros cometidos. Em algumas doutrinas
usa-se o termo pecado e em outras carma. Na realidade são experiências mal
sucedidas, definidas pelo destino de cada um, dada a falta de atenção e de
preparo sobre o que que deixamos de fazer ao longo da vida material.
Carma significa, segundo o hinduísmo e o budismo,
a lei de causa e efeito, na qual todas as ações de uma pessoa geram reações
correspondentes nesta vida ou em encarnações futuras.
Ou seja, experiências bem sucedidas
geram conhecimento ao passo que experiências fracassadas repetem-se na lei da
causa e efeito.
Outra definição essencial para
compreender os conflitos é que somos divididos em duas partes, uma material e a outra espiritual. A espiritual alimenta a material e esta
submete-se a um ciclo de experiências nas encarnações. No momento da morte física
a parte espiritual se retira e o corpo deixa de receber a energia vital que o
alimenta, encerrando o ciclo definido. A espiritual levará para próxima
reencarnação o conhecimento adquirido, bem como as experiências fracassadas para que
sejam refeitas.
Portanto, o conflito é o combustível
essencial que alimenta o ciclo da vida nos mundos cármicos, gerando oportunidades,
aprendizado e conhecimento.
Quando nasce uma criança, ela entra
no mundo dos conflitos. Ficará protegida ao longo de um tempo, tempo este em
que seu metabolismo físico encontra-se bem acelerado para a formação e o amadurecimento
dos órgãos que a sustentará no ciclo de experiências a realizar. Assim que
nasce, a proteção é quase plena, mas ao longo dos próximos meses começa a
acontecer determinadas interrupções desta proteção para que a criança possa
aprender a se defender no ambiente de conflitos que se encontra. Tal proteção
foi adotada no catolicismo e em outras doutrinas, como o anjo da guarda.
Esta criança ao atingir a fase
infantil, começa a ficar mais vulnerável aos conflitos e a guarda do “anjo da
guarda” é parcialmente repassada para seus pais ou tutores que as acompanhará
até a fase adulta.
Nesta fase, dada a dificuldade de
pais e tutores em compreender este processo simples, geralmente face a não
aceitação da parte espiritual da qual somos compostos, troca ensinamentos essenciais
e primordiais por compensações materiais, suprindo necessidades básicas por ilusões
voltadas para o apego, para o ego, alimentando o desvirtuamento do próprio ciclo
reencarnatório. Por falta de ensinamentos e por excesso de materialismo e
ilusões, inicia-se na criança uma falsa verdade sobre a vida, os conflitos e as
conquistas definidas por um destino previamente traçado pela alma. Nesta toada
os conflitos começam a represar estados de ignorância sobre a vida e, por uma
questão de tempo, será ilusoriamente atenuado, até o momento em que a represa desmorona
e tudo pode vir à tona de uma única vez.
Geralmente na adolescência e no início
da fase adulta, as “represas” costumam desmoronar. Os conflitos tornam-se intensos
e ainda são potencializados por uma sociedade absolutamente desvirtuada da
realidade da reencarnação, no conceito do aprimoramento da vida material e
espiritual. Estes tempos de “explosão” varia de jovem para jovem. Em alguns
trará consequências irreversíveis, mas para a maioria sequelas que se arrastarão
para além da desencarnação.
Todos somos geradores de conflitos,
pois vivemos no mundo dos conflitos, portanto, a administração destes conflitos
é o grande desafio.
Para imaginarmos tal situação,
vamos considerar que um conflito gera em torno de uma pessoa um redemoinho que aumenta
ou diminui de tamanho e de velocidade de acordo com o tamanho do desafio que tem
de enfrentar, ou seja, do conflito gerador da experiência em curso.
Digamos que um indivíduo vive num
apto com mais 3 pessoas, todas com seus conflitos. O apto é cercado de 4 aptos
vizinhos com mais 4 pessoas cada um, ou seja, 16 pessoas se somam neste exemplo
e com a familia de 4 pessoas, totaliza 20. Dependendo da situação conflituosa
de cada um poderemos ter, na pior das hipóteses, 20 pessoas gerando redemoinhos
de conflitos que podem se interligar ao mesmo tempo. Temos assim um quadro
potencializado de conflitos onde um interfere ou melhor, somatiza o conflito do
outro. Dai vem as explosões, as controversas, as brigas internas e externas
dada absoluta falta de administração entre o corpo material e o corpo
espiritual do mesmo indivíduo.
Imaginem um bebe, uma criança, um
adolescente, vivendo conflitos que não são só seus, mas somatizados por ambientes
em conflitos de toda ordem. Vamos estender esta situação para
toda uma cidade, depois para um pais, para um continente e finalmente para o
planeta.
Esta associação de conflitos com
uma população planetária cada vez maior e mas ignorante das suas origens
verdadeiras tem consequências sérias de desestabilização.
A Terra vive seu pior momento com
uma atmosfera psíquica completamente contaminada por conflitos de toda ordem e
origem, onde o egoísmo e a ganancia comandam as forças que a cerca, envolvendo
toda a sua população de encarnados e desencarnados.
Nos
distanciamos demais da nossa origem, de compreender que somos matéria e espirito
e que a matéria não vive sem o espirito. Demos ênfase demais ao mundo material,
às ilusões da vida, só temos planos traçados para a vida material e despreocupamo-nos
com o único corpo que terá sequência após a morte, o espiritual, esquecendo que
será este corpo que acumulará as experiências positivas ou negativas no
processo evolutivo.
Estamos
vivendo a doce ilusão do shopping center, quando magoados e angustiados.
Vivemos mal
por não sabermos viver e saber viver independe das situações externas a que
estamos submetidos.
Um individuo
compenetrado e alinhado com sua parte espiritual administra bem conflitos externos e conflitos internos. Mantem-se em equilíbrio, dosa sabiamente suas atitudes e
utiliza-se de 2 ferramentas essenciais: a sabedoria que aprendeu e o que poderá
intuir por estar equilibrado, e a compaixão.
Não
substituirá uma ilusão por outra ilusão, com si próprio e com quem lhe foi
confiado. Saberá administrar e neutralizar o que lhe chega por vias indiretas,
se manterá acima deste psiquismo negativo do planeta e assim irá decidir e acompanhar
com sabedoria o que o destino lhe reservou.
A vida
material não acontece sem a espiritual. A vida
material apoia-se no conflito e deste apoio poderemos compreende-la e
conhece-la com sabedoria.
Voltar-se
para os dons espirituais, para uma simples oração, olhar seu tutelados e saber
identificar que a matéria supre a menor parte da qual são compostos, compreender
que a harmonia se dá pela paz de espirito
para aí sim se refletir na matéria, buscar porque estamos aqui, para que e para
aonde vamos, são os ensinamentos para os quais os conflitos tem tentado
nos motivar a aprender.
Ao iniciar a
busca por estas e outras questões, os conflitos não diminuem mas passam a ser
compreendidos, tornam-se secundários e passam a ser vistos como combustível para
a ascenção do conjunto matéria- espírito. A harmonia acontecerá no meio dos
conflitos, nosso redemoinho, como no exemplo dado, limita-se a poucos centímetros,
absorverá os demais, minimizando para toda a população terrestre o que tem sido
fatores de intrigas, violências e desmandos.
Atualize-se, manter-se
na ignorância e ficar ao sabor dos acontecimentos nos enfraquece, desarticula e
promove o caos.