sexta-feira, 19 de junho de 2020

Passos Atuais 185a Parte. Transcender.


O fraco teme a morte.
O forte a enfrenta.
O sábio a transcende.
Figueira.

Pois bem, o termo morte é bem extenso e se aplica também, a todas as etapas da vida física.

A morte do corpo físico, em si,  é uma passagem de um local para outro, ou de uma dimensão para outra. Na morte física mantemos todas as impressões cerebrais, por isso se fala tanto do suicídio que, ao contrário do que muitos pensam, nada cessa ou termina com a perda antecipada da vida física. Estas impressões ficam e só serão modificadas, extintas ou compreendidas quando o prazo previsto para a desencarnação acontecer, portanto um suicídio com a antecipação de 20 anos, por exemplo, manterá as impressões do que vinha ocorrendo e dos momentos finais, pelos mesmos 20 anos.

Outra forma de morrer, ocorre quando entramos numa nova fase da vida material, por exemplo da criança para a adolescência, da adolescência para a fase adulta e da adulta para a velhice.
Nestas mudanças ocorre redirecionamentos de experiencias, de aprendizados, com a consolidação dos conhecimentos adquiridos anteriormente, por isso que mudamos de forma significativa entre uma fase e outra.
Em cada fase da vida material somos direcionados para o destino atribuído e escolhido antes da reencarnação. É único mas aprofunda experiencias em cada etapa da vida, seguindo uma cronologia baseada nas vidas passadas e não necessariamente no tempo de existência.
Há pessoas que terão num ciclo experiencias intensas, que podem ocorrer na adolescência ou na fase adulta, ou em ambas,  por exemplo. Envolve as condicionantes cármicas, um novo aprendizado e a confirmação de experiencias anteriores, tudo junto.

Outro tipo de morte ocorre com relação a sentimentos. Podemos reencarnar com uma série de sentimentos que precisam ser transcendidos. O mais persistente é a mágoa. Este vem forte, se mantem sempre presente e exerce seu poder de aprisionamento com muito poder e domínio. O individuo magoado sofre e faz sofrer. Exerce grande poder sobre os mais fracos e ao mesmo tempo aprisiona. Dificilmente encontra a felicidade, e a alegria ocorre entre os intervalos de uma mágoa maior com uma menor. Dificilmente consegue cumprir as Tarefas que se comprometeu a realizar com sua alma, pois tem muita dificuldade em raciocinar sem isenções.
A vingança é outro sentimento forte, mas vem derivado da mágoa, pois aí se cultiva ressentimentos que martelam a cabeça dos magoados.
O ódio é o avesso do amor. É um sentimento que vai e vem. Como não conhecemos o amor, mas resquícios dele, este também vai e vem.

Os demais sentimentos seguem a mesma sazonalidade, alternando-se conforme nosso mau humor ou bom humor. Podemos dizer que somos muito voláteis e a morte física fica muito associada a esta imensa variação de sentimentos, ora positivos, ora negativos, que desgastam o corpo físico. Quando desencarnamos magoados, ou com outros sentimentos negativos, estes persistem no plano astral e isto nos faz permanecer por longos períodos adormecidos onde tais sentimentos são trabalhados lentamente.

Enfrentar estes sentimentos é uma luta inglória, pois não se resolve enfrentando-os. A transcendência é o único caminho e exige um aperfeiçoamento do conhecimento, que se ganha com experiencias positivas e negativas. Transcender é um “estado de ser” em que variações dos sentimentos não altera os nobres objetivos definidos pela alma.  
O sábio usa sua inteligência, sua razoabilidade e bom senso para não interromper ou prejudicar uma Tarefa em curso, bem como sua disponibilidade para que o Plano Maior continue a assisti-lo no que for necessário para o meio que se encontra.

Podemos dizer que morremos várias vezes numa mesma vida. Em cada ciclo que se encerra, dos vários ciclos que temos de realizar. Morremos quando superamos uma etapa. Morremos quando superamos um sentimento negativo. Morremos numa mudança de fase considerando as 3 fases básicas (criança- adulto -velho). Morremos quando mudamos um nível de consciência. Morremos quando cumprimos uma Tarefa, enfim a morte ocorre de forma continua e constante.

Transcender os vários tipos de mortes é uma das grandes conquistas do ser humano no seu caminho evolutivo. É a boa informação na prática das experiencias que consolidam o aprendizado e o conhecimento, tudo regado a boa vontade e fé.












segunda-feira, 15 de junho de 2020

Passos Atuais 184a Parte. Temos de ser úteis. Este é o momento.

Urge elevar a Terra e o momento é agora.
Figueira.

Pois bem, nosso planeta vem passando por altos e baixos desde a sua criação, que aliás foi intensa e magnificamente explosiva.
Em seguida tornou-se um planeta de expiação ou cármico, onde recebeu indivíduos de vários cantos do Universo, que comprovadamente, tiveram experiencias mal sucedidas em seus mundos de origem, e por fim dá sequencia a outro conjunto de indivíduos que originou-se  neste planeta para um ciclo de experiencias dentro das condições bem tumultuadas que é um mundo cármico.
Parece que os indivíduos originários da Terra representam um número pequeno, relativamente aos extraterrestres. Mas todos vieram para um processo de saneamento necessário, numa escalada evolutiva de ciclos intensos com altos e baixos em relação às Leis em curso.
Indivíduos extraterrestres, em sua maioria, tiveram de deixar de lado grande parte do arcabouço de conhecimento adquirido em seus mundos, pois não poderiam usufruir na Terra sem que tumultuassem ainda mais, aqui, os ciclos intensos, mesmo assim, como no caso da energia nuclear, certos conhecimentos foram liberados na expectativa que déssemos conta do recado e a utilizássemos para fins pacíficos.
Neste ponto, onde a liberdade no livre arbítrio permitiu maior desenvoltura, também fracassamos e usamos grande parte da tecnologia disponibilizada para fins de confrontos e domínios.
Os indivíduos foram aglomerados em raças, constituindo civilizações, onde uns com maior conhecimento e outros com menores possibilidades, deveriam unir-se e usufruir de todo o potencial disponibilizado pela Engenharia Universal, mesmo assim, também não houve consenso e fracassamos na hipótese de um cuidar do outro.

Enfim foram milênios de sucessivas oportunidades, além de muita pressão interna, como externa originária de indivíduos de outros mundos que para cá vieram com a finalidade de estudar e explorar a raça humana, pois ela possui um grande tesouro, seu código genético.

Os reinos inferiores, mineral, vegetal e animal, de certa forma, deram-se melhor do que a raça hominal, com exceção do reino animal que devido sua proximidade com o reino humano, convergiu excessivamente para  as tendências negativas da vida conjunta.

O planeta agora parte para outro grande ciclo, um ciclo em que estas interferências que ocorrem com certa regularidade no mundo cármico, deixam de acontecer. Será um grande ciclo de evolução em que o planeta terá uma vida mais pacifica em termos de movimentos, situações climáticas, influencias externas, podendo assim abrigar os mesmos reinos após uma grande seleção de indivíduos e espécies.
A Terra passará a ser um porto seguro, constará das rotas de circulação de indivíduos de vários mundos, sistemas solares e constelações, que poderão aproximar-se e compartilhar com os terráqueos da vasta experiencia adquirida por seres de extraordinária sabedoria.

Termina a era do livre arbítrio, consequentemente do egoísmo e de todos os malefícios causados por um grau de liberdade sem responsabilidade. Na realidade não se perde o livre arbítrio, mas entra-se num tempo e numa conjuntura em que não será necessário seu uso.

Temos, portanto, uma rara oportunidade de participar de um momento de mudanças tão incríveis e sensacionais em um planeta que vem mudando sua personalidade, tornando-se mais anímico (alma). Sendo assim deverá abrigar uma raça humana guiada pela alma e não pela personalidade.

Este é o momento, esta é a grande chance, pois estamos próximos da grande decisão: continuar no processo evolutivo ou continuar no processo cármico.
A maioria das pessoas encarnadas ou não, desconhecem a importância do momento que estamos vivendo. Todas, sem exceção, terão de optar, terão de decidir sobre esta escolha, portanto é imperativo que as representemos neste momento que se aproxima velozmente.

Um grupo de indivíduos no planeta teve que caracterizar este conhecimento de forma lúcida e plena, os demais farão suas escolhas por tendências positivas ou negativas que afloram constantemente em suas índoles e comportamentos.

É um momento ímpar, pois de certa forma representamos uma das duas opções. Sabe-se que será a minoria que optará pela processo evolutivo.
Creio que não existe responsabilidade maior que esta, portanto, aos que se sentem incluídos façam o possível e o impossível para tornarem-se merecedores desta rara oportunidade.
Que assim seja! 








sexta-feira, 12 de junho de 2020

Passos Atuais 183a Parte. Como atender o Chamado.


Os caminhos do céu abrem-se aos que respondem ao Chamado.
Figueira.

Pois bem, atender ao Chamado é essencial, mas para isto mudanças precisam ocorrer.
Poucos percebem que o "Chamado" vem da mesma forma como o "chamado" para as coisas materiais.

Por exemplo, quando desejamos um objeto qualquer e esta ideia se instala na mente, começamos a movimentar inúmeras possibilidades de obtê-lo. Nos esforçaremos para que as possibilidades se tornem reais, alcançáveis e permitam que o objeto do desejo possa ser conquistado. Analisamos a ideia, aumentamos as opções e em seguida selecionamos uma delas. A seguir nos esforçaremos para que ela se realize.
Desta forma, empenhados, vamos nos aproximando da condição de torna-lo mais próximo e com melhores chances de conquista-lo.
Nesta escalada de esforços, barreiras são superadas, o raciocínio acelera, os movimentos tornam-se mais intensos, o uso da inteligência e das experiencias anteriores são estimulados, enfim articulamos uma série de alternativas nas capacidades conquistadas para que aconteça e o desejo se realize.

Da mesma forma ocorre com as aspirações espirituais.
Mas é preciso tê-las e estas devem superar os desejos e ambições das conquistas materiais.
A conquista material pode ser, ilusoriamente, mais imediata, mas será efêmera, finita e no final frustrante.
Nas espirituais leva-se um certo tempo para percebe-las e poder usa-las na sua plenitude, mas quando acontece vem algo surpreendente e isto chama-se “paz interior”.
Muitas pessoas esqueceram-se do que é ter "paz interior". Viveram um passado e um presente sem ter a paz interior, mas quando esta sensação volta, percebe-se que é imprescindível e absolutamente essencial.

O mundo, a vida material, a sociedade leva em conta somente os aspectos do consumo, portanto desejos externos são estimulados ao extremo. Tornamo-nos compulsivos, ávidos, desnorteados, confusos, pois na energia do consumo não existe paz. 
Vem um desejo atrás do outro, vem uma nova necessidade a cada instante, levando-nos a uma postura insana que estimula consideravelmente o egoísmo.

É preciso ter paz.
É essencial ter paz.
Não existe equilíbrio sem paz.
Não existe fé sem paz.
A paz movimenta, a paz não depende de fatores externos, não depende de outros equilíbrios além do nosso.
O homem sem paz não vive, quanto muito sobrevive num inferno de desejos e loucuras que o desequilibra constantemente.

Pondere, reflita sobre seus desejos, sobre seus argumentos. Analise como está sua vida e quão intensamente tem se voltado para a busca desta paz. Se for o caso, altere seu caminho.

Restabeleça a paz interior e atenda ao Chamado.










segunda-feira, 8 de junho de 2020

Passos Atuais 182a Parte. Toma lá dá cá.

Por Lei a necessidade atrai o suprimento.
Figueira.

Pois bem, por Lei Divina, leis que todos se submetem, a “necessidade atrai o suprimento”.
É importante para analisarmos esta correlação, que o fator tempo não entra nesta composição. O tempo é um atributo exclusivo das dimensões inferiores, como esta 3ª dimensão que estamos vivendo. Nas dimensões superiores ele não é considerado, podemos dizer que viveremos lá, um eterno presente.

Suprimindo o fator tempo, vem a necessidade. Também para analisarmos esta Lei, temos de considerar como necessidades primárias as espirituais e secundárias as materiais. Desta forma, as necessidades secundárias podem ser o veículo das necessidades primárias.

Nos mundos cármicos, as necessidades secundárias, ou seja, as necessidades da matéria assumem, ilusoriamente, as necessidades primárias. No entanto, ao satisfazermos as necessidades na matéria iremos perceber que esta satisfação tem vida curta, aliás muito curta e pequenas euforias rapidamente se transformam em frustrações.
Isso é necessário, se tais frustrações não existissem jamais sairíamos delas, portanto, conquistas materiais são curtas, são rápidas, são custosas e se esvaem num piscar de olhos.
Isto nos torna insatisfeitos, pois ao conquistarmos alguma coisa no plano material, esta coisa se esvai e a necessidade por outra logo assume seu lugar.

Quando nós voltamos para as necessidades primárias, as espirituais, ao conquista-las não vivemos aquela intensidade explosiva e não nos sentiremos frustrados, pois tais conquistas são eternas e se consolidam com as anteriores. Tais conquistas tornam-se a base necessária, tornam-se o apoio conveniente para as novas que virão.
É uma construção em que o que foi conquistado vira o alicerce da seguinte e assim vamos ascendendo pela consolidação do conhecimento.
Não é uma conquista fácil, pois neste segmento, das primárias, nada acontece por troca.  Eu não troco valores, dinheiro, coisas, neste processo. Nesta seara não existe o toma lá dá cá. Nesta seara tudo que se conquista tem se fazer por merecer. Não há mentiras, ilusões, jeitinhos, enrolação, enganação, tudo ocorre no mais puro e transparente estado de entrega.

Num mundo cármico, como o que estamos vivendo, as conquistas secundárias e ilusórias tornaram-se o foco, muitas vezes o único foco para muitas pessoas que passam a vida inteira lutando por luxo ou quirelas que  estufam cada vez mais seus desejos. Não há compromisso com a sequência da vida, por isso da reencarnação ser algo ainda tão duvidoso para muitos.

Portanto, se pensarmos sempre que as necessidades se distribuem para o plano material e espiritual, pelo menos estaremos fazendo compensações mais equilibradas.







quinta-feira, 4 de junho de 2020

Passos Atuais 181a Parte. É fundamental envolver-se.


A tarefa de um ser em serviço nem sempre parece importante aos olhos dos outros.
Figueira.

Pois bem, eis um dos problemas mais comum entre aqueles que servem. Comum porque a atividade em serviço geralmente sofre críticas, avaliações e passa a ser julgada.
Quem se coloca a serviço deve tentar realiza-lo a todo custo. Não deve medir esforços para fazê-lo, pois se foi solicitado tornou-se essencial.
O individuo em serviço, de certa forma, sente um vazio no coração até que a tarefa tenha sido cumprida. Este vazio serve de referencia para sentirmos que movimentos estão ocorrendo e estamos, de alguma maneira, participando.
Ao concluirmos a tarefa, este vazio se esvai e uma sensação de paz acontece. Portanto, com estas referências podemos sentir que estamos participando.

Não devemos ter a pretensão de realizar um serviço absolutamente correto, pois não temos, ainda, bagagem espiritual e conhecimento suficiente para que isto ocorra. No geral atrapalhamos o que está sendo feito, mas sem esta oportunidade não temos como aprender.
A boa intenção e o esforço na oferta são alavancas imprescindíveis para o serviço, consequentemente para o aprendizado.
Sem a pratica do serviço não absorveremos os conceitos recebidos, as informações passadas, concluindo o aprendizado, portanto é fundamental envolver-se.

Percebe-se que a maioria não se envolve, simplesmente participa como ouvinte, como apreciador, mantendo-se distante. Este distanciamento pode receber inúmeros nomes: vergonha, timidez, insegurança, preguiça, falta de coragem e a clássica falta de tempo.
Poucos percebem que este distanciamento o priva da pratica para o serviço, deixando de consolidar um ensinamento, uma informação, um conceito.

A vida universal exige esta postura, pois na pratica somos em essência, criadores.
Sim criaremos mundos num futuro bem distante, participaremos de decisões fenomenais, mas de que adianta se neste exato momento não me oferto?

A distinção entre um serviço importante ou não, é uma questão de ponto de vista de pessoas pobres em sua essência espiritual, pois tudo que é demandado é necessário. Não viveríamos sem bactérias, não viveríamos sem um raio de sol, não estaríamos aqui se não tivéssemos passados por experiencias nos reinos mineral, vegetal e animal.
A diferença entre um indivíduo que segue expontaneamente a evolução e um outro que é empurrado para a evolução, é uma simples questão de oferta.

Milhões de tarefas são realizadas ao nosso lado sem que tenhamos a menor noção do que está acontecendo. Não temos a capacidade de perceber e muito menos de acompanhar, basta ofertar-se que de alguma forma seremos envolvidos.

Sem ofertar-se não temos como realizar alguma atividade que não seja cármica.













domingo, 31 de maio de 2020

Passos Atuais 180a Parte. Ação abnegada.

Incomensurável é o poder de uma ação abnegada.
Figueira.

Abnegado segundo o dicionário Aurélio: Que renuncia aos seus desejos em função de uma outra pessoa: sacrificado, devotado: pessoa abnegada.
Que não age por interesse; altruísta.

Pois bem, uma ação abnegada tem um valor inestimável e dela decorre inúmeros padrões de energias.
Impulsos produzidos por estas energias despertam em cada envolvido insights que podem transforma-lo ou reconduzi-lo ao caminho esquecido, ao caminho evolutivo.
Na realidade, vivemos com esta expectativa, vivemos com esta esperança de que algo mudará em seguida. Mas é preciso estar atento, é preciso ser fiel a esta esperança e assim aguardá-la com entusiasmo.

No decorrer da vida material, vários insights acontecem, várias oportunidades surgem, várias portas se abrem, mas percebe-se que a maioria deixa passar, não se atenta para aquilo que pode estar aguardando a anos, ou vidas, pois sua ilusão é forte, dominante e o cega no melhor momento da sua vida em transformação.

Temos debatido intensamente sobre a necessidade da observação, de observar tudo ao nosso redor, prendermo-nos a detalhes e deles extrair informações que alinham-se com o coração.
Esta postura está cada vez mais necessária, pois nestes tempos de mudanças, tudo muda rapidamente e as oportunidades seguem a mesma velocidade critica do planeta em transformação.   

O praticante de ações abnegadas é um afortunado, pois de suas ações surgem oportunidades para quem as recebe, como para quem as pratica. O praticante passa a ser uma pessoa escolhida e olhares do Alto se voltam para seu eu interior, impulsionando-a para a pratica de ações desta natureza.
Para quem as recebe, sente e pratica, mudanças ocorrem, e nos tempos atuais com intensa velocidade de transformação.
Os demais continuam pré-ocupados com suas ilusões, seu status, suas posses querendo sempre perpetuar o inevitável passageiro.

Recentemente fizemos um Trabalho para os mortos, com aqueles que tivemos relacionamento. Um trabalho abnegado, sem interesses ou pretensões, onde o carinho e o amor foram a tônica dos impulsos enviados.
Soubemos, oportunamente, que os desdobramentos foram muito grandes.
Por nova orientação de nossos Instrutores, repetiremos os mesmos padrões praticado neste Trabalho realizado, para outro, cuja envergadura será muito maior, mais intenso e abrangente.

Aquilo que fazemos benfeito, correto e de forma abnegada pode repetir-se, pode abranger, pode estender-se para aonde for necessário.
Entendo que esta nova solicitação é uma resposta positiva, é uma demonstração de que realizamos a contento uma ação abnegada e que contribuiu.
Assim entende-se o Plano, pois temos muitas dificuldades em avaliar o que fazemos, se estamos fazendo certo e se foi uma ação correta.

O indivíduo percorrendo estágios evolutivos, entrega-se continuamente, oferta-se sempre, coloca-se à disposição e desde que mantenha-se coerente com suas aspirações, é convocado a Servir e ser útil.
Vamos nos unir a esta corrente, ser mais focados, prestar atenção ao que nos cerca, ofertar-se sempre e disciplinar o máximo possível, as ilusões da vida material.








quinta-feira, 28 de maio de 2020

Passos Atuais 179a Parte. Reavalie suas prioridades.


A inércia é irmã das trevas e inimiga do plano divino sobre a Terra.
Figueira.

Pois bem, no geral nos dedicamos intensamente a solucionar carmas.
Pessoas reencarnam, sendo que a maioria dedica-se para cumprimento das manifestações cármicas.
Cumprir carma é essencial, ou seja, é um objetivo da qual, compulsoriamente, assumimos ao nascer.
Prender-se única e exclusivamente a este objetivo compulsório é uma opção. Entretanto, quando limitamos a consciência e o conhecimento somente para estas atribuições compulsórias, corremos sério riscos de só cumprir carmas e gerar novos carmas.
Muitos acabam gerando novos carmas além de não cumprirem integralmente  os que foram designados. Outros empatam, e a minoria cumpre e consegue realizar algum tipo de evolução.

É triste “acordarmos” no plano astral e tomar conhecimento de que na recente encarnação  deixamos de cumprir vários carmas e adquirimos novos,  ou só cumprimos e não realizamos mais nada além disso. É frustrante e assim tem sido com a maioria. Esta decepção se estende por um bom tempo e alonga o processo de recolhimento, entre uma vida e outra, com sensações de arrependimentos  e pesadelos.

No entanto, como temos a opção da escolha, podemos diminuir ou até quem sabe anular estas sensações ruins do pós morte, quando em vida adotamos o caminho do aprendizado e da prática do aprendizado.
Aqui fala-se muito da falta de tempo, das ocupações da vida cotidiana, da sobrevivência. Isto ocorre quando decidimos ser escravos dos desejos, da ganancia, da posse, etc.
Aquele que resolve voltar-se para o que realmente importa, torna-se dono do seu tempo, da sua ocupação e do itinerário da vida evolutiva. Neste caso, a vida se reorganiza, se realinha e lhe dará e trará todas as condições necessárias para que seu sucesso no caminho evolutivo seja pleno. Isto ocorre pelo fato de que passaremos a ser inseridos no atendimento das Leis Evolutivas.
Eventualmente, neste caso, carmas podem ser anulados com carmas positivos, ou podem ser postergados para outros momentos ou outras vidas, ou são simplesmente sanados sem que percebamos, para que nada nos atrapalhe no caminho correto.

A falta de tempo enquadra-se no principal argumento da preguiça e da inércia, pois não somos adeptos a esforços, mesmo que estes representem mudanças do longo caminho repetitivo que temos percorrido.
Como foi dito, a inercia é irmã das trevas e inimiga do plano divino, no entanto tem prevalecido ao lado da maioria que se volta para a realização dos desejos e ilusões.

Quando nos focamos no antônimo da inercia, movimento, ação, atividade, na luta por conhecimento, o tempo pode parar, pode evoluir lentamente, além do que a vida se rearranja, pois estaremos cumprindo o único objetivo que interessa ao "eu interno". Isto pode ser traduzido para: o cumprimento das metas de Deus.

Tem sido difícil as pessoas acreditarem neste rearranjo da vida pessoal, mas acontece, isto existe, é real.
Exercemos precariamente a energia da fé, pois ao menor sinal de alguma provável ilusão da derrota, desmoronamos.

Os tempos são tempos intensos, são tempos perigosos onde a propensão para a inercia é real e se coloca em tudo que fazemos.
Os tempos são tempos de rever posições, posturas, objetivos, são tempos de perdas materiais mas com larga compensação dos ganhos espirituais.
Não há tempo a perder, mas também não há falta de tempo, tudo se concentra na reorganização do mesmo, baseado nas prioridades que definirmos.
Reavalie suas prioridades. Não seja escravo do tempo. Não ceda gratuitamente seu precioso tempo de vida.









segunda-feira, 25 de maio de 2020

Passos Atuais 178a Parte. O que nos sobra?


Sem fé e sem entrega à vontade superior do teu ser, não poderás caminhar com segurança nos dias que virão.
Figueira.

Pois bem, na fase em curso da transição planetária, entramos na etapa em que os acontecimentos extrapolarão as capacidades de raciocínio e deduções lógicas da mente humana.
Entramos numa fase em os seres humanos encarnados não vivenciaram, nas transições anteriores que ocorrerão no planeta.
Aliás, a maioria dos seres humanos que passaram por transições anteriores encontram-se em outros mundos, outros sistemas. Libertaram-se da Lei do Carma e consequentemente da não necessidade do livre arbítrio.

Desta forma, a formação existente nos indivíduos da Terra serão insuficientes para que os faça compreender e resolver as situações que virão. O raciocínio, a lógica e a capacidade cerebral alcançada são insuficientes, além do que Leis da física e da Matemática ainda desconhecidas, precisariam ser empregadas para que os próximos acontecimentos pudessem ser explicados.  

Sendo assim, o que nos sobra?.
Sobra algo que podemos ter em abundancia mas que usamos com pouquíssima frequência, a fé.
A fé é um impulso para que a intuição se manifeste, e o que nos falta poderá ser preenchido com conhecimentos de Seres e Estruturas que indicarão as ações necessárias.
Orgulho, prepotência, medo, são estímulos que inibem a fé e inibem estes impulsos intuitivos.

Outro aspecto negativo, mas que tem sido empregado nas principais dúvidas do ser humano é a destruição. O que não se conhece procura-se destruir. Esta postura é terrível, nos remetendo aos princípios mais arcaicos e mais cruéis da história evolutiva da raça humana no plano da matéria.
Não funciona e não funcionará nesta fase da transição em curso.

A fé e a entrega, são conceitos que andam de mãos dadas. A fé é um atributo em que o desconhecido poderá ser conhecido desde que, na entrega, manifesto a permissão de meu livre arbítrio “receber”.  Sem este consentimento nada ocorre e não há como processos intuitivos manifestarem-se, pois só recebo se assim consinto. 

Esta fase é uma fase de grandes esforços intelectuais, no exercício e na prática da fé. É uma fase de intensa submissão à vontade de Deus (como a Lei: Faça-se em mim a Tua vontade). É uma fase em que cada um terá de separar o próprio “joio do trigo” do que carregamos. É uma fase de grande disciplina dos pensamentos, palavras e ações. É uma fase em o tempo precisa ser muito bem empregado, em especial, na busca de informações que as transformem em conhecimentos elevados, sutis, espirituais.

A confusão e a insegurança testará limites, por isso expandi-los nesta etapa serão essenciais.

A segurança estará no teu ser interno. Externamente não haverá aonde se segurar, se ocultar ou se defender.



















quinta-feira, 21 de maio de 2020

Passos Atuais 177a Parte. Ajustar-se é necessário.


Não percas tempo comparando-te com os outros.
Figueira.

Pois bem, na vida usamos como referência a comparação.
Há muito o ser humano deixou de ser criativo. Poucos são os indivíduos que utilizam-se de ideias inovadoras, buscam desafios, não aceitam o status quo, como a maioria aceita e se resigna com ele.

Comparar-se, tornou-se um hábito exercido com grande intensidade.
Nem sempre utilizamos modelos comparativos adequados para com nossas intenções mais elevadas. Geralmente os modelos de comparação ficam restritos a parâmetros que só se aplicam ao plano da matéria. Estes por sua vez, estão totalmente comprometidos com o egoísmo. Forma-se assim um círculo vicioso em que modelos e parâmetros já saem com inúmeras possibilidades de fracasso.

A fonte correta para o desenvolvimento é a intuitiva e dela deve decorrer modelos e parâmetros que podem ser usados com grande margem de sucesso.

Mas, como fazer?
Tente separar, com mais intensidade, os sentimentos positivos e adequá-los às boas intenções.
Por exemplo, se pretendo ajudar alguém, devo faze-lo com muita disposição, determinação e não adotar posturas que podem deturpar a caridade. Vê-se que é muito comum fazer descartes de roupas velhas, sapatos velhos, objetos usados, enfim coisas que na realidade irão desocupar lugar. Vejam como este tipo de intenção não parte de bons princípios, porque contem interesses que me atendem em primeiro lugar.  
Quando adoto estes parâmetros, comparando-me com outros que praticam este tipo de caridade, ou esmola, adotei atitudes que não são as melhores, nem para mim e não para quem as recebe.

Tente fazer algo da qual não haverá nenhuma “segundas intenções”, algo que seja realmente ofertado, independente de fazer falta ou não.
Tente aprimorar seu desapego e ceda sem deixar vestígios de sentimentos que o prendem ao que foi ofertado. Se adoro um determinado objeto e o mantenho simplesmente porque adoro, sem que este seja útil, sentimentos se prendem a ele e se desgasta como ele se desgastará com tempo.

Podemos nos identificar com alguém que admiramos, que estimamos, que cultuamos por uma série de objetivos comuns, mas é preciso admirar o que este alguém possui e não admirá-lo por possuir. Isto gera bloqueios desnecessários que podem impedir o crescimento interior.

Quando vemos defeitos em alguém, pode ser que parte destes defeitos estão espelhados, ou seja, vejo nos outros o que existe em mim. Isto é bom quando usamos este conhecimento para corrigir em nós mesmos o que vemos espelhado e não gostamos.

Quando vejo em alguém defeitos que já tive e superei, às vezes com simples atitudes que posso praticar, este alguém poderá perceber estes mesmos defeitos, tendo assim a oportunidade de corrigi-los.

É preciso compreender que somos seres totalmente individualizados, somos único em todo o Universo. Não existe ninguém igual a mim, portanto ao nos compararmos e nos julgarmos, poderemos estar completamente equivocados, podendo inclusive tentar corrigir defeitos que são, na realidade, qualidades.

Muito se fala em alma gêmea quando certa similaridade aproxima 2 pessoas. É também muito comum quando dois indivíduos apaixonam-se. 
Não tem nada a ver com este conceito de gêmeos, pois esta aproximação ou esta paixão leva em conta o carma existente entre 2 indivíduos que precisam solucionar suas diferenças. Solucionando as diferenças de vidas passadas, pode daí em diante despontar o início do amor.
Quando isto fica muito difícil, ambos tornam-se pais ou filhos, em encarnações sucessivas, até que estas diferenças sejam amorosamente resolvidas.

Somos indivíduos com níveis de consciência muito distintos e não existe ninguém que possua o mesmo nível de outro alguém. Sendo assim, somos pessoas diferentes, com estruturas diferentes, princípios diferentes, carmas diferentes, almas diferentes, objetivos e conquistas diferentes, mas por obra do carma e pelo aprendizado do amor nos tornamos próximos e assim continuará até que aprendamos "o que é amar".

Enfim, ajustar-se é necessário, e quanto mais elevadas forem as intenções, maiores serão os desprendimentos dos vícios e artifícios desnecessários ao crescimento espiritual.













domingo, 17 de maio de 2020

Passos Atuais 176a Parte. Cresça no mundo interno.


O desapego é tão fundamental para a vida interior, quanto o ar para a vida na matéria.
Figueira.

Pois bem, despegar-se continua sendo uma atitude difícil para muitos.
No geral somos acumuladores. Guardamos objetos, pensamentos, sentimentos e descargas emocionais que nos atormentam ao longo da vida.
O acumulo de objetos  reflete uma série de desvios ocorridos em vidas passadas no tocante aos  itens posse, propriedade e paixões mal resolvidas.
O acumulo de pensamentos sistemáticos reflete uma série de hiatos ocorridos em vidas passadas, decorrentes de  vidas monótonas, conduzidas por rotinas arcaicas, repetitivas, onde não ocorreu ou se deu pequenos avanços evolutivos, aquém dos previstos pela alma.
O acumulo de sentimentos conflituosos revela que deixamos para trás inúmeros problemas mal resolvidos, adiamos soluções por medo ou por pressão e cedemos, no livre arbítrio, oportunidades de aprender e evoluir.
O acumulo de descargas emocionais acaba sendo espasmos de energias acumuladas que não foram, devidamente, gastas nas oportunidades que deveriam ter sido utilizadas, em vidas passadas.

Sendo assim, carregamos estes “acúmulos” que ao longo da vida presente precisam ser utilizados ou eliminados. É, também, uma forma de carma que atua nas oportunidades definidas pelo destino traçado em cada encarnação.
Vivemos certas situações na vida presente que as vezes não faz sentido tais “acúmulos” manifestarem-se, ou seja, pensamentos, sentimentos e descargas emocionais ocorrem sem um aparente significado.
Podemos ter ações ou reações não condizentes com a postura atual, justamente por serem reflexos das vidas anteriores do que se fez ou o do não se fez, para corrigi-los.

Este modelo de convivência em que se refaz para corrigir, é um conjunto de novas oportunidade para aprender o que não se aprendeu.
A vida, em geral, num planeta de expiação, é um vai e vem, e esta rotina de repetições está afeto ao conjunto de decisões que tomamos no dia a dia.

Quando decido por evoluir física e espiritualmente, neste alinhamento, separa-se o que deverá ser repetido e refeito, do que não será.
Quando decido por evoluir fisicamente, neste alinhamento imperfeito, por faltar o espiritual, minha vida acontece com repetições de tudo que se fez indevidamente, ou não se fez. Assim o destino impõem, inexoravelmente, o que ficou incompleto, imperfeito, inadequado. Definimos assim, uma vida mais intensa, desconfortável, cheia de atropelos e medos.   
Percebe-se que a maioria tem optado pelo caminho do aperfeiçoamento material, deixando de lado o espiritual, refazendo sistematicamente, reencarnações com muitos altos e baixos.

Desapegar-se, em linhas gerais, é esquecer-se.
Na maioria das vezes temos atitudes egoístas. Uma delas chama a atenção por ser uma atitude largamente praticada, mas alinhada com o egoísmo.
Numa decisão que envolve um grupo de pessoas, seja família, amigos, colegas, enfim relações que vínculos tenham se formado, na necessidade de tomarmos uma decisão, consideramos em 1º... , em primeiro..., em primeiro..., nesta ordem, decisões que atendam os meus interesses. Na maioria das vezes trata-se de uma reação automática, tendo em vista ser esta a postura que temos utilizado.
Dificilmente pensa-se em grupo, em conjunto, em ordem e em organização de decisões que poderiam atender a todos.
Somos personalistas e esguios por considerarmos que o “meu compromisso” sempre se sobrepõem a dos demais.

O desapego é um ato de submissão, é um ato de sacrifício em prol da maioria, considera a caridade, a compaixão, tendo por premissa básica o auto esquecimento. Quem assim não procede, não se liberta das amarras do egoísmo por não se enquadrar nos aspectos citados.
A compaixão se manifesta quando o indivíduo entrega-se à necessidade de outros, do grupo, da família, dos amigos, dos colegas, para compartilhar o conhecimento adquirido.

O grupo, em especial, deveria ter este comportamento arraigado nas decisões de cada um.
Abrir mão desta possibilidade é abrir mão, no mínimo, da atualização dos conhecimentos conquistados.

Enfim , podemos dizer que as oportunidades tendem sempre a nos colocar em cheque, como num jogo de xadrez em que a nova jogada se tornará mais difícil, mais ousada e de maior aprofundamento.

Desapegue-se, e cresça no mundo interno.