sábado, 15 de agosto de 2020

Passos Atuais 200a Parte. Disciplina


A verdadeira disciplina é interior e pouco tem a ver com as disciplinas criadas pelo homem.
Figueira.

Pois bem, há uma grande confusão com relação a aplicação das disciplinas.
Uma pessoa honesta, sincera, produtiva, colaboradora e controladora das suas emoções tem sido considerada como uma pessoa especial. Aos olhos do Plano Maior trata-se de algo comum que deveria ser praticado por todos em todos os momentos.
Um pessoa que ora, que abençoa, que segue a voz do coração, da mesma forma, é uma pessoa normal e que se enquadra nas regras do bom viver.

As sociedades vem reagindo de forma atípica, por entender que regras comuns, regras da boa educação e do bom viver, tornam-se exceções.
Porque?.
Porque a mentira, a ilusão e o teatro tem feito com que a maioria represente o que não sente, ou o que não quer, uma vez que regras de conduta foram deturpadas ao longo do tempo. Isto vem criando um descompasso enorme entre as características puras que todos tem, com as características criadas através de regras comportamentais que corrompem o indivíduo por dentro.
Estamos paulatinamente perdendo a liberdade de se expressar, de viver e de se manifestar numa sociedade que coloca normas de conduta e punições segundo critérios espúrios e temerários.

As Leis de Deus, transmitidas para os homens ao longo dos tempos, sofreram diversas alterações face a interesses políticos, financeiros e de domínio. Perdeu-se boa parte do bom senso que vem do coração, da intuição, porque via de regra, são contrárias a interesses fortalecidos por forças involutivas.
Vemos uma confusão geral, com leis e mais leis dos homens, criadas a partir de regras de conduta duvidosas.

Não há o que fazer e provavelmente nada mudará no futuro que nos espera na lei dos homens.
É preciso voltar-se para o eu interno, para a chama interior e abarcar os sentimentos do coração. Provavelmente, poucos destes impulsos internos poderão ser manifestados devido a enxurrada de regras disciplinares impostas, mas senti-las poderá dar um alivio e certa satisfação de que, pelo menos em sã consciência, as atendemos.

A falta de entendimentos sobre a Leis de Deus é outro forte impasse quanto ao ato de compreender a vida. Poucos são os indivíduos que alcançam tais oportunidades. Talvez seja assim que deva acontecer pelo fato de que vivemos uma intensa transição planetária. Talvez estes que tenham este acesso e possam compreende-las sejam aqueles que, merecidamente, foram tocados pela alma, e a eles caberá a função de manter e preservar o que poderá ser utilizado no futuro.

A disciplina interna provem do amor sublime, do amor altruísta, da retidão e do equilíbrio em todas suas possibilidades no plano mental, emocional, físico e espiritual.
Temos de nos manter à luz do espirito e colaborar como puder. Se não há possibilidades de manifestação física, que seja no plano mental ou na exaltação do amor incondicional.

O eu interno acolhe a voz da alma. Manifeste-a em seu coração e sua mente indicará as ações necessárias. ( mensagem do Frei Damião para este texto)














quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Passos Atuais 199a Parte. Não temas a própria vida.


Quem teme perder a própria vida não recebe os dons da eternidade.
Figueira.

Pois bem, a morte continua como algo apavorante. É um medo primordial (arraigado na mente) e tem se mantido ao longo das vidas como um sentimento insuperável.
O medo de morrer, eminentemente, é uma ausência de fé. Aquele que teme morrer é aquele que não acredita que a vida é e sempre foi conduzida pela Fonte Divina, a Fonte da qual nos originamos e nos mantem.
O medo da morte é proveniente do ato de matar.
O passado da humanidade é marcado pela execução da vida. Esta atitude decorrente da competitividade, desdobrou-se em diversos formatos de se realizar o ato da morte.
Mata-se uma pessoa com uma faca, com desprezo, como também com a simples assinatura de regras que a impossibilite de desenvolver-se na sua evolução. Provida de carmas passados, a morte salda compromissos pendentes ou interrompe compromissos futuros. Portanto, está na alma a decisão de seu desligamento do corpo físico.

A competitividade gerou concorrências, vaidades, desdobrando-se para a ganancia, vinganças e traições. Estas por sua vez ancoraram-se nas posses e propriedades embaçando a visão do homem e tirando-o de seu verdadeiro objetivo da vida que é conhecer, aprender, evoluir.
No livre arbítrio estas possibilidades deveriam surgir para serem conhecidas e depois superadas. Conhecemo-las mas não as superamos. Hoje convivemos com estes desajustes alimentados  pela energia do egoísmo.

Não temer pela vida não significa coloca-la em risco, significa ter certa ousadia, liberar certos movimentos e opções que possam expandir a consciência.
O individuo que coloca a vida em risco por desprezo à vida, por fuga, por esportes radicais ou atividades desnecessárias, inevitavelmente cria carma com seu próprio corpo e com toda a rede da qual está interligado, família, amigos, bem como o futuro que estava  destinado a percorrer. Morrer nestas condições será bem próximo da opção do suicídio com consequências graves.  

O indivíduo ousado, aquele que libera certos movimentos e consegue expandir sua consciência, com certeza administra melhor o medo primordial da morte. Tona-se mais produtivo para si e para o meio em que vive. Expande seu raio de ação e geralmente é “contatado” para Tarefas que exigem a ousadia conquistada.
Para ele, dirige-se estruturas de consciências elevadas que o assistem e o orientam para o correto desenvolvimento e posicionamento das funções que lhe são dadas. Se houver necessidade de novos atributos, como dons mediúnicos por exemplo, também afloram neste processo de desenvoltura.
Este indivíduo torna-se mais intuitivo, assistido, e com possibilidades de manter um equilíbrio prolongado. Deixa-se ser conduzido pois compreendeu que esta postura amplia seu conhecimento e suas possibilidades evolutivas. O amor torna-se mais intenso e equilibrado com a atuação da compaixão. Compreende que a separação não existe e absorve com tranquilidade o continuísmo da vida pelo crescimento interior. Aquieta-se, acalma-se perante as circunstancias e com isto torna-se produtivo e fonte segura de referência.
 Este processo é progressivo, suas ideias expandem-se para além do mundo conhecido, torna-se observador e participa mediante os impulsos do coração.
Entrega-se à Vida e não à morte e não questiona suas ações.

Ofereça tudo o que dispõem e perceberás que nada precisa. (mensagem para este texto de Mestre Saint Germain)














sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Passos Atuais 198a Parte. Imparcialidade.

Basta que o indivíduo olhe o outro imparcialmente para saber aquilo que ele realmente necessita.

Figueira.

 Pois bem, postura simples e direta cria seu próprio mecanismo de informação.

Mas é necessário criar o hábito de olhar desinteressadamente para que o eu interno passe a informação necessária para você e de você para o indivíduo que está sendo olhado.

Não acontece com frequência por sermos demasiadamente críticos e julgadores. Olhamos para alguém sempre com olhares críticos mensurando o indivíduo com o aquilo que gostaríamos que ele fosse. Assim deturpamos sua imagem real e omitiremos possibilidades reais, por informações tendenciosas ou descabidas de propósito.

 Voltar-se para o eu interno é uma postura necessária. Esta postura se consegue mediante a ausência de interesses, barganhas e críticas.

Acostuma-se a isto assim que praticarmos e vigiarmos nossas relações com os demais.

 Sabemos que cada individuo tem seu caminho, tem suas responsabilidades e compromissos cármicos. Ninguém faz sempre o que quer e muitos acabam fazendo o que não querem por serem induzidos à prática dos erros. Muitas vezes levamos estes indivíduos a cometerem erros pelo simples fato de considerá-los antipáticos ou concorrentes.

O pior é que ambos perdem as condições de equilíbrio, coligam-se carmicamente, gerando resíduos que ficam pendentes e podem postergar-se para vidas futuras.

 Manter-se neutro em todos os contatos e relacionamentos é o fundamento para colocar-se próximo ao eu interno.

Saber escutar e não querer deduzir antes de uma frase se formar é uma postura imprescindível, portanto, entramos na área da comunicação em que as manifestações do outro precisam concluir-se para mensurarmos, via eu interno, que tipo de informação poderá ser manifestada ou se deverá ser manifestada.

 Vejam que esta postura exige equilíbrio, paciência e ausência de julgamentos. Assim desanuviamos o cérebro e ele será comunicado pelo eu interno para manifestações que possam ajudar quem necessita.

 Temos alguns problemas sérios para que isto ocorra, o excesso de ilusões sobre a vida e a soberba. É, portanto, crucial mantermos o comando dos nossos pensamentos e aquietá-los quando estes divagarem.

Toda prática leva à perfeição.

Se tais atitudes forem praticadas e mantermos intensa vigilância, haverá uma reciprocidade muita grande do eu interno, que ativará estruturas de Luz para todo meu ser.

Para cada manifestação positiva da minha parte, a Luz atuará sobre o indivíduo e sobre mim.

 Ilumine-se e iluminarás a quem vos chama. (mensagem de São João para este texto) 







     

domingo, 2 de agosto de 2020

Passos Atuais 197a Parte. Saber é preciso.


Mesmo sabendo de todas as suas potencialidades latentes o homem insiste reter o que deve ser desenvolvido.
Figueira.

Pois bem, sabemos que a capacidade do ser humano ultrapassa limites inimagináveis.
O percurso que temos feito ao longo das décadas, dos séculos, dos milênios, prova como a capacidade humana é incrível. Nos adaptamos rapidamente a situações bem diferentes pois a mente e o corpo possuem enorme versatilidade para adaptar-se às diversas mudanças.
No entanto, esta versatilidade manifesta-se quando é desafiada por alguma situação de perigo. Isto prova, infelizmente, que a vida precisa criar situações desafiadoras, que coloca em check a sobrevivência, para que alternativas possam ser criadas no eterno processo de defesa natural.

No passado esta solução foi necessária e dela decorreu a evolução humana na matéria. O intelecto desenvolveu-se o raciocínio expandiu-se e assim pudemos sobreviver aos inúmeros desafios decorrentes dos movimentos da Mãe Natureza.
Nos tempos modernos isto é não é mais um fato, não é mais uma constante, ficou sazonal, ficou esporádico e quando ocorre, ocorre em locais específicos.
A luta pela sobrevivência mudou seu formato original.

Foi necessário. O homem precisava desenvolver, de forma espontânea, suas novas qualidades e habilidades no novo tempo e no novo espaço cósmico que a Terra vem percorrendo.
De certa forma aconteceu, mas de forma capenga, mantendo o crescimento do intelecto e o raciocínio, sem o devido desenvolvimento e aprimoramento do espiritual, deixando-nos aquém do estágio que deveríamos já ter alcançado.
Hoje, no coração, sentimo-nos incompletos, algo nos falta, estamos insatisfeitos e estes sintomas são decorrentes deste distanciamento da parte espiritual.

Retemos o que deveria ser desenvolvido junto com o intelecto, que nos tornaria completos, com mais sabedoria e conhecimento para que a vida pudesse ser melhor compreendia, administrada e desenvolvida.
Isto gerou e vem gerando inúmeras insatisfações, pois deixamos de compreender diversas coisas e situações que vem ocorrendo entre nós, no planeta e nos demais reinos.

Não podemos reter o que precisa ser desenvolvido. Não podemos viver em cima de meias verdades, de meias soluções, de meias situações. Agindo desta forma não encontramos e não encontraremos soluções para as situações advindas de cada época e etapa da vida sobre a superfície terrestre.

Estamos defasados, pois vivemos situações que não compreendemos, limites que não suportamos, exposições que nos confunde. Inúmeros exemplos podem ser citados, como a desorganização social dos tempos atuais; a falta da paz interna e externa; a acentuação dos medos e suas consequências em inúmeras variantes emocionais; entre tantas outras situações que ao invés de gerar tranquilidade gera desespero e instabilidade.
Não podemos continuar a ser como somos. Este modelo não serve mais, tornou-se inútil, não atende as necessidades.

Temos de lutar arduamente para revelar o que precisa ser revelado, o que precisa vir à tona, os novos modelos para analisar e compreender a vida.
Não faremos isto sem a presença da contraparte espiritual, sem dedicação, sem grandes lutas internas, sem mexer nas feridas.
O intelecto, o raciocínio, elementos que a maioria se apoia ardentemente, não atende e nunca atendeu completamente as necessidades essenciais do ser humano. A busca pelo imaterial, pelo desconhecido, pelo sutil é a única possibilidade de nos enquadrarmos nos tempos atuais, no lugar do cosmos que a Terra, na Via Láctea, vem percorrendo.

Os tempos atuais são tempos de transição planetária,  bem mais atípicos dos que foram até agora, portanto, buscar outra opção além das ilusões para compreender o que somos e para aonde vamos, é crucial.
A Terra tornou-se campo fértil de informações essenciais para que as buscas tenham sucesso. Para cá, muito material informativo foi dirigido, muitos seres de luz marcaram sua presença,  indivíduos de mundos evoluídos para cá vieram, enfim muita ajuda foi sendo ministrada em diversos setores das sociedades criadas.

Estas informações estão disponíveis e não precisamos ter muito trabalho para acessá-los, pois fluem em abundancia ao menor sinal de busca. Assim é preciso e assim foi definido pelo livre arbítrio.
Liberte-se!

Solte o que em ti existe em abundancia, paixão pelo saber. (Nicolás)   














segunda-feira, 27 de julho de 2020

Passos Atuais 196a Parte. Um novo ritmo.


Para penetrar mundos espirituais é preciso flexibilidade, desapego e entrega.
Figueira.

Pois bem, penetrar mundos espirituais é voltar-se para realidades ainda desconhecidas. Voltar-se para novas realidade é sair das ilusões.

O contexto desta transposição exige, com certeza, ampla flexibilidade, grande desapego e entrega.
A flexibilidade lhe permitirá ser cético com relação ao que os cinco sentidos (olfato, tato, paladar, audição e visão) lhe indicam.
Normalmente limitamo-nos à percepção destes 5 sentidos. Estas percepções constituem uma possibilidade muito limitante para a ilimitada capacidade humana.

O homem provem, nos primórdios da civilização humana, de graus de liberdade e percepções bem maiores que as temos agora. No começo da civilização material no planeta, bem antes do homo sapiens, tínhamos graus de liberdade e percepção  incríveis se comparados com os atuais. Estes foram se decompondo pelo seu mau uso ou pelo  não uso das capacidades originais.
Nos vários recomeços aqui na Terra, fomos perdendo estas capacidades originais na medida que o livre arbítrio foi sendo utilizado em sintonia com a Lei do Egoísmo.

A partir de certa etapa nesses recomeços, estas capacidades começaram a se limitar para uso em indivíduos carmicamente comprometidos ou indivíduos em missões especificas para o desenvolvimento da raça humana, tornando-os brilhantes descobridores das técnicas da sobrevivência, da adaptabilidade e do conforto. Isto acabou por consolidar, na maioria, o medo primordial da morte. 
É conveniente salientar que homens brilhantes, brilharam por suas capacidades além dos 5 sentidos.

O medo da morte foi necessária na etapa do povoamento da superfície e da sua preservação. Foi a era do materialismo para consolidar ciclos de experiencias necessárias.
Esta época passou, mas mantivemos até hoje a mesma estrutura e a mesma postura da fase em que o materialismo foi imperativo. 
Os tempos atuais são tempos que já deveríamos ter avançado na desmaterialização.
Desmaterializar-se não significa sumir do plano material mas voltar-se para as coisas sutis, para a espiritualidade, para os mundos paralelos, para as demais dimensões. Perceber o universo em volta de si.

O desapego faz parte do processo como algo essencial, pois apegar-se como nos apegamos só retém o que preciso ser liberto, solto. As novidades, o novo, provém da libertação do passado, do que cumpriu sua tarefa e deve ser superado. Reter nos atrasa, nos segura em padrões desatualizados que não servem mais para o homem evolutivo.

A entrega é algo que deve acontecer em ato continuo, constante, permanente.
Não sabendo entregar não sabemos perder, pois a perda é um processo natural da renovação na vida universal, e assim acumulamos, e acumulados no afogamos em modos de vida completamente desatualizados do ritmo planetário.
A Vida é um processo de transformações que ocorrem nas vidas vividas.

Sendo assim o ser humano precisa mudar sua postura, suas ideologias, seus conceitos e na prática da entrega, ofertar-se para que novos ritmos, novas energias e novos conceitos preencham o vazio que vem se formando em sua consciência. Este vazio na consciência é perigoso, traumático e pode enlouquecer. Por origem divina temos a absoluta necessidade de renovar.

Atribua para si um novo ritmo, desapegue-se dos seus temores e renovarás. (mensagem de Sto. Agostinho para este texto).











sexta-feira, 24 de julho de 2020

Passos Atuais 195a Parte. Observe, pondere e estabilize.


Tudo foi criado para que cada energia possa chegar à sua expressão perfeita.
Figueira.

Pois bem, este pensamento condensa o princípio básico da evolução.
Tudo que fazemos não é perfeito, mas caminha para a perfeição. É um processo que se desenvolve em todos os mundos,  em todos os níveis de consciência, em todos os planos da vida, em todo o Cosmos.
Nada do que se faz é completo e perfeito, mas caminha para que alcance estados de perfeição e de pureza.
Aqui na 3ª dimensão utiliza-se o processo da repetição. Fazemos a mesma coisa diversas vezes, em diversas situações, com formatos semelhantes  para que, em cada situação que se repete possamos aperfeiçoar o que foi feito anteriormente.

A vida material tem uma dinâmica muito intensa decorrente da necessidade de repetirmos ações que já fizemos. Isto se deve ao fato de que não damos a devida atenção ao que fazemos. Temos repetido atitudes desnecessariamente.

Quando equilibrados prestamos a atenção, pensamos mais, raciocinamos com coerência e ponderamos melhor as possibilidades e seus desdobramentos. Assim poderemos fazer menos e com mais espaço, entre um e outro acontecimento.
O que se tem feito no geral são ações automáticas, imediatas, apressadas e descabidas de reflexões, e na maioria das vezes repete-se o que já se fez.
É preciso perceber que o que serve para um não necessariamente servirá para outro ou para todos. 
Somos indivíduos distintos.
Somos pessoas exclusivas, atípicas e únicas em todo o Universo. Isto define características, destino, necessidades e trajetória evolutiva, únicas.
Portanto, ao idealizarmos uma ação é preciso deter-se na observação, ponderação, reflexão para que as energias desprendidas possam preencher a necessidade de forma positiva.

Usando a energia da palavra, do movimento, do pensamento, corretamente, estaremos utilizando adequadamente as energias da Fonte. Da outra forma, expressando-se inadequadamente, torna-se um desperdício que,  na maioria das vezes, desencadeia conflitos e novos carmas na relação social que vivemos.

Atuando neste processo da reflexão antes da ação ou da palavra, com certeza iremos nos movimentar menos e falar menos. Percebe-se que na maioria das vezes nossas manifestações são inúteis, imprecisas e tendenciosas. Aquietando-nos ganharíamos tempo, diminuiríamos os desgastes físico e mental, seríamos ponderados e mediadores de conflitos, dado o fato de que na maioria das vezes as manifestações geram contrapartidas absolutamente inapropriadas.

A humanidade do futuro se manifestará de forma conveniente e tranquila, pois saberá empregar  padrões energéticos adequados e impulsionadores de caráter evolutivo. Terá consciência do uso correto e estritamente necessário das energias a serem empregadas, ao passo que quem as receberá será abastecido do necessário. A harmonia será grande, encerrando definitivamente a competitividade que será trocada pela colaboração imparcial do que for necessário.
O desperdício será pequeno, o conforto na convivência será grande, sem disputas, sem ciúmes, sem invejas, estabelecendo-se padrões de harmonia que hoje, sequer, sonhamos em ter.

Usar agora estas padrões elevados é licito, possível e necessário para quem almeja continuar sua trajetória evolutiva.
Basta observar sem olhares críticos; refletir antes de nos manifestar, ponderar as possibilidades positivas ou negativas destas manifestações; falar o essencial; silenciar quando pode gerar conflitos e desgastes; comentar sem depreciar ou constranger; respeitar as necessidades de cada um e manter as intenções alinhadas com o coração.

É comum tentar “corrigir” alguém sem perceber que os “erros” neste alguém são reflexos dos nossos próprios erros; os desvios de comportamento de alguém, são reflexos dos desvios do nosso próprio comportamento. Na realidade nos espelhamos nas outras pessoas, claro que não exatamente nas mesmas manifestações, mas de forma assemelhada, então o que vemos de errado estaremos praticando.
A vida é inteligente, honesta e pura. Nos dá todas as ferramentas para consertamos ou alinharmos o que é preciso. O processo da observação e da reflexão é para isto, é para ajustarmos o que está desajustado.

Olhar a vida com pureza, com harmonia, com sabedoria expressa o sentimento da alma e ajusta o que está desajustado. (Mensagem de Jiddu Krishnamurti para este texto)



















segunda-feira, 20 de julho de 2020

Passos Atuais 194a Parte. Diminua suas lamentações, pondere seus infortúnios.


Nenhum caminho é melhor que o outro; dirija-te pois sem vacilações, àquele que te é dado trilhar.
Figueira.

Pois bem, geralmente nos aborrecemos com a vida que estamos levando. Sempre achamos que a vida dos outros é melhor.
Esta insatisfação ocorre em todos, é comum, mas não é correta.
Um dos erros que cometemos, ao avaliar esta condição, é o fato de que sempre desejamos o que não temos e o que temos nunca parece ser o ideal.
Geralmente damos mais atenção ao que os outros tem, em detrimento do que temos. Quando desviamos a atenção para desejar o que não temos, perdemos a atenção no que temos, nas suas possibilidades, no seu potencial, no seu desdobramento e deixamos de compreender que o que temos é o ideal para aquele momento, para aquela circunstância.
Esta insatisfação que se repete continuamente, é intensa e persistente ao longo da encarnação.

Se abundante ou escasso, o que temos gera regras de conduta para que o caminho evolutivo possa ser percorrido adequadamente.  No entanto, o descontentamento implica em diversos desgastes de energias e de tempo, imprescindíveis para cumprirmos as metas estabelecidas para aquela vida,  onde o desenvolvimento cármico e o ascensional ou evolutivo precisa se amparar no que foi destinado.

Temos portanto, segundo as regras e as Leis da vida, o suficiente para ascendermos desde que a atenção e as energias sejam canalizadas para esta finalidade, evoluindo no conjunto mente- espirito.
Aqueles que fisicamente tem pouco, podem ser compensados com oportunidades mais intensas no plano espiritual.
Aqueles que tem abundancia no plano material deveriam estar muito focados nas atividades do desenvolvimento espiritual, pois pouco lhes faltará para sobreviver.
O meio termo, ter o suficiente, adeque-se a uma possibilidade de equilíbrio entre matéria e espirito que alinha as duas fases do desenvolvimento material e espiritual.

No entanto, o que vemos na maioria dos indivíduos são atividades intensas no plano material com foco no ser, no ter e no poder, desvirtuando-se da ascenção espiritual. Isto vem ocorrendo ao longo dos séculos nas três situações acima descritas.
Esta desatenção é um devaneio, um conjunto de ilusões que tem por base a distração que leva a exaustão do tempo produtivo e a uma queima desnecessárias de reencarnações que se tornam inúteis, por serem repetitivas.
Luta-se pelo banal, pelo trivial, pelo luxo, pelo acumulo, mesmo sabendo-se que daqui nada será levado.

Perceber a finalidade da existência no plano material, passou a ser uma dádiva, uma benção, algo absolutamente incomum, pois a maioria mantem-se exemplarmente focada no crescimento da posse, da propriedade e do luxo ( considerando as características distintas do que é posse, propriedade e luxo nas diversas classes sociais).

Quando descobrirmos que viemos aqui para aprender e evoluir, para sutilizar-se, para desmaterializar-se, teremos outra visão sobre a vida material, sobre a infinitude, sobre a sucessão de  acontecimentos que nos aguarda.
Temos de descobrir que estamos aqui de passagem, que somos viajantes siderais, que percorremos mundo, dimensões, níveis de consciência, que estamos ganhando conhecimento.

No entanto percebe-se que a ilusão geral  tem sido intensa e poderosa, e tem levado a raça humana a lutar, irracionalmente, por conquistas efêmeras, pequenas, eminentemente perecíveis e involutivas. Apegar-se a sentimentos mesquinhos, egoístas e rancorosos nos faz desistir de coisas importantíssimas, nos puxa para trás, nos leva a duelos em batalhas irracionais onde forças involutivas usam e abusam do domínio que tem mantido sobre todos.
A mágoa é um destes sentimentos que iludem, que limita as  conquistas e que faz perder o que se ganhou. Ocupa todo o espaço do coração e dilacera linhas de contato com a alma.

Por outro lado, o individuo que mantem-se atento no que lhe foi reservado pela alma, irá descobrir que possui oportunidades fantásticas, possui desafios que consagrará ensinamentos, possui aspectos que o fará alargar a visão sobre a vida e sobre si mesmo. Ele compreenderá melhor a razão da sua existência e isto lhe trará menos tormento e mais equilíbrio.   
Extrairá dos seu momentos, da sua situação, o lado bom  e benéfico dos acontecimentos. Terá mais chances para perceber uma linha de comunicação com os Planos Maiores. No final irá perceber que será conduzido em alinhamento com as diretrizes deste Plano. Se sentirá pleno e pouca coisa o incomodará.

Diminua suas lamentações, pondere seus infortúnios, preste atenção, observe, foque-se em detalhes e verá a luz em coisas e situações que alguns momentos atrás parecia um desastre.

Somos testados o tempo todo e as respostas manifestadas pelos sentimentos definirá o próximo passo.( manifestação de São Tomás de Aquino para este texto)












quinta-feira, 16 de julho de 2020

Passos Atuais 193a Parte. A pureza do teu olhar.


É a pureza do teu olhar que te revelará o campo de serviço que te cabe.
Figueira.

Pois bem, este pensamento deveria ser recitado por todos, todos os dias.
Um estado de pureza é um “estado de ser” muito harmonizado com o que há de mais nobre e elevado naquele momento. Este estado de pureza varia de acordo com o momento que nos encontramos, maior quando estamos equilibrados, centrados, confiantes e menor quando nos encontramos medrosos, temerários, agitados.
Considerando estes aspectos é muito importante considerar como nos encontramos (equilibrado ou agitado),  no momento que iremos nos posicionar sobre algo que temos de realizar, decidir ou opinar.

Campo de serviço pode ser considerado o dia a dia, o cotidiano.
Durante o cotidiano estamos fazendo várias escolhas, dando diversas opiniões e estamos gerando inúmeras influencias. Serão em cima destas opções que poderemos manifestar algo positivo ou negativo, gerando consequências boas ou ruins nos seus desdobramentos.

Tentar manter um estado de pureza é o mesmo que afastar-se das influencias negativas que circula o mundo, dado o elevado grau de concentração do psiquismo negativo.
Sinceramente não é uma tarefa fácil exigindo atenção, persistência nos desejos elevados, e resistência às tentações da quebra de postura. Mas é viável e se amplia na medida que praticamos esta postura equilibrada.

Atuar no cotidiano com intenções elevadas, afasta inúmeros confrontos que nos atrapalha, pois não há razão para que uma tarefa seja atrapalhada quando estamos alinhados  e equilibrados.

Muitos veem como tarefa elevada uma única atividade, a de se ajudar alguém, o que não é verdade. Precisamos evoluir, precisamos ganhar conhecimento e firmar sabedoria. Precisamos nos conhecer melhor, saber um pouco mais sobre nossa origem e nosso destino, como Ser, como alma, como pessoa. Nos conhecendo melhor iremos compreender as características que me trouxeram a este mundo, neste momento planetário, nestas situações e com estas características para sobreviver.
Com maior clareza nestes aspectos, poderei desdobrar-me em atividades de ajuda, que deixam de ser meras interferências, para serem impulsos que darão ótimas oportunidades às  minhas intenções de ajudar alguém. Sob esta ótica, estarei na verdade, exercendo um  grau maior de pureza, associado não só a boas intenções mas a posturas inteligentes que me posicionará melhor sobre uma decisão, um acontecimento, um evento, enfim terei discernimento com uma visão mais ampla e mais realista.

O campo de serviço é aonde se a dá a atividade necessária aquele momento, ou seja, em qualquer lugar físico ou não físico. Poderá ser uma atividade pessoal ou uma coletiva.
Poderei exercer uma atividade da qual ganharei conhecimento ou uma atividade da qual utilizarei meu conhecimento. A boa vontade e o empenho são determinantes, quaisquer que sejam as condições do campo de serviço.
Deve ficar claro que sempre realizarei uma pequena parte do serviço a ser desempenhado, o restante será realizado por seres ou impulsos que nos acompanham.
Também deve ficar claro que os dois lados, ou seja, as forças evolutivas e as involutivas agem no exercício de influencias, portanto depende muito das minhas intenções para que uma ou outra se manifeste.

Um estado de pureza alavanca sabedoria, experiencia e ativa a estrutura espiritual da qual fazemos parte. Ative-a e faça parte do grande conceito cósmico.  (Mensagem de Pietro Ubaldi para este texto).











domingo, 12 de julho de 2020

Passos Atuais 192a Parte. Como se não existisse.


O homem forte rompe obstáculos; o homem plenificado pelo espírito  atravessa-os como se não existissem.
Figueira.

Pois bem, a postura que domina as atitudes no plano material é a do homem forte, o que rompe obstáculos.
Mas, sua fortaleza não é plena e infinita e, a qualquer momento, o obstáculo será maior do que sua capacidade de rompê-la.
Esta condição é essencial, a perda da capacidade de romper é imprescindível para que o homem saia das suas limitadas possibilidades. Enquanto se encontra nela, o homem saberá avaliar, já sentiu, ou já passou por experiencias semelhantes, mas a partir do momento em que entra numa nova configuração, num novo estado de ser e viver, em algo inusitado, sua capacidade de avaliação torna-se desnecessária, pois os limites se estendem para possibilidades infinitas
Dai em diante, entra a fé, entra a possibilidade de ser assistido, acompanhado, conduzido, a viver o novo, a novidade, o inusitado.
                                                                                                               
Temos vivido desde os tempos remotos na base da força, da explosão, do confronto, onde o intelecto e a personalidade dominavam as ações. Na fase seguinte, a que aliás está iniciando, mesmo antes da conclusão da transição planetária em curso, a possibilidade do homem em se plenificar pelo espírito, é real e factível.  
Digamos que se trata de estados preparatórios e de avaliações que medirá aquele que se adaptará a estas novas condições para a sobrevivência dos novos tempos.

Há muitos exemplos entre nós de pessoas abnegadas que usaram estruturas descomunais, sem serem percebidas, realizando Tarefas que intelectualmente seriam consideradas impossíveis. Extraíram do nada ( sob a ótica do plano material), possibilidades incríveis, vencendo barreiras, desesperos, aflições e ausências do mínimo necessário para que tais Tarefas fossem cumpridas.
Gandhi venceu uma guerra sem pegar em armas; Jesus mudou o caminho da humanidade com palavras, com parábolas que traziam a energia Crística; assim homens e mulheres santas reagiram a forças incríveis que estavam ousando assumir, para a grande derrota da raça humana da Terra.

As barreiras, os desafios, os incômodos são necessários. Sem eles a humanidade não cresceria, não descobriria o próprio potencial, mas a fase da força, dos rompimentos de obstáculos e do domínio, encerra-se no plano da superfície física do planeta na transição em curso.
Aquele que tem, na sua expectativa de vida, continuar a fazer o caminho evolutivo, precisa reconsiderar com vontade e convicção a forma que encara suas dificuldades, como se posicionará perante as barreiras, como administrará suas perdas, pois as barreiras que nos espera serão aquelas em que, somente o homem plenificado pelo espirito as atravessará.

Confie, tenha fé, e busque o que a matéria não te supre mais. ( mensagem de Padre Pio, para este texto)











quinta-feira, 9 de julho de 2020

191a. Parte. Transforme-se na proatividade.


Tudo, realmente tudo pode transformar-se.
Figueira.

Pois bem, mediante tal afirmação, resta-nos saber como fazer a transformação.

Nenhuma transformação é tranquila, serena, delicada, pois estamos na 3ª dimensão,  aquela em que as mudanças ocorrem de forma explosiva.
A história do mundo é cheia de conquistas no plano material, mas todas foram impactantes, necessárias de aceitação, trabalho, dedicação e aceitas aos poucos. A consolidação dos avanços tecnológicos na humanidade, sempre se deu após vencermos vários preconceitos, tabus, lendas.
De certa forma, as principais conquistas se deram em guerras, se deram no desenvolvimento da arte de matar e não ser morto. Isto ocorreu pela influencia direta da polaridade masculina no desenvolvimento da humanidade para o plano material.
Sendo assim tais avanços conquistados na arte da guerra, surgiram carregadas de egoísmo, com muita negatividade, ganancia e sentimentos de vingança. Com o tempo foram se adaptando ao uso doméstico, familiar, social, a partir de estágios em que estes avanços foram sendo utilizados de forma a contribuir com o que faltava para todos.
No entanto, guardam certa negatividade e nas mãos erradas deflagram violência e dor. Podemos usar uma torradeira para torrar o pão ou matar.

Mas, por princípio da Lei do Amor, tudo se transforma e assim vem acontecendo com tudo o que existe na Natureza. No entanto, a humanidade vem permitindo que isto aconteça de forma muito lenta e gradual, fora da sintonia e da velocidade do destino do planeta. Este choque de ideais e sincronia levam a ajustes mais extremos, mais impactantes, mas permitidos na 3ª dimensão, e assim será na Terra.

Toda transformação exige muito empenho, muita energia, muita ousadia. Neste ponto a maior parte dos seres humanos não acompanha as etapas da transformação, ficando inertes, passivos e preguiçosos. Com esta característica passiva presente, a dor entra em campo e mantem um mínimo de energia para as mudanças, ainda que lento, mas mantem ritmos de mudanças.

O ser humano precisa compreender que tudo depende dele, tudo depende da sua vontade e da sua disposição. No livre arbítrio, somos donos destes processos que transformam, impulsionados pelas condicionantes cármicas ativas e presentes no destino daquela encarnação.
Não precisamos ser passivos e aceitar o que a “vida” reserva, podemos ser proativos, liderar as mudanças, empenhar-se, ousar e deixar fluir os impulsos da alma, dando vazão ao fluxo dos carmas necessários, mas usando-os como força motriz para conquistas evolutivas.
De certa forma as crianças agem assim antes de se cristalizarem, movem-se por uma intensa curiosidade, pesquisam, experimentam, são ousadas, e os medos ainda distantes, não as impedem de descobrir o mundo que as cerca.

Outro exemplo que pode se aplicar: Uma câncer se manifesta. Posso administra-lo de forma passiva, recuada, com muitas lamentações ou usá-lo como um impulso energético que acelera as transformações mentais e espirituais que preciso. Neste caso posso até vence-lo, se me tornar útil ao meio que me cerca, mas se não vence-lo fisicamente ele me dará a grande vitória de sair de uma encarnação liberto dos carmas e potencializado com as aspirações elevadas que surgirão inexoravelmente, com a doença (Lei das Compensações).  

A transformação ocorre de duas maneiras: a voluntária e a forçada.
A forçada se dá com as condicionantes cármicas pendentes, onde as mudanças ocorrem, somos pegos despreparados e “atropelados”. Não desavisados, mas despreparados pelo comodismo em não querer transformar-se.
A voluntária manifesta-se na medida do empenho e ocorre como um alinhamento. Encontra colaboração, expectativas positivas e transforma o que precisa ser transformado, gerando um alento, um alivio, um ganho na vida. A paz manifesta-se em pequenos momentos, mas suficientes para aliviar as enormes pressões que sofremos no mundo cármico.

Portanto, é uma simples questão de postura: ou trabalho com fervor e vontade na minha transformação, voluntariamente, ou, na mesma transformação de forma forçada. Uma não doe, mas a outra doe.
O fator tempo não é predominante, ou seja, podemos conquistar um conjunto de transformações numa vida ou em 10 vidas, no entanto, se em 10, serão 10 repetidas em vários formatos.

“Seja proativo, faça acontecer, dedique-se, além da sobrevivência, pois será neste além que encontrarás o que tanto desejas.”  (palavras da Santa Madre Teresa para este texto)