sábado, 27 de março de 2021

Passos Atuais 263a Parte. Alegria.

 A alegria é qualidade sagrada, mas torna-se vulgar se não for expressa pelo espírito.

Figueira.

 Pois bem, manifestar alegria é  exaltar um componente básico da nossa estrutura física-espiritual. Na alegria nos reequilibramos, o corpo desacelera e retorna para o meridiano e a comunicação mente-alma conecta-se.

No entanto, há alegrias e alegrias.

A alegria manifestada na animosidade da competição , do desafio, da disputa vem como falsa alegria sendo atrelada a um humor negro. Limita-se aos critérios da personalidade e passa a ser conduzida pelo ego. Esta falsa alegria exalta os sentimentos ruins, onde o “ser mais”, “ter mais” e “poder mais” ficam acentuados.

Esta falsa alegria abate o indivíduo que a manifesta, deixa-o fraco, e a agonia vem à tona, pois as energias dispendidas consumirão boa parte da vitalidade que possui. Irá desgasta-lo cada vez mais. Neste ínterim, enfraquecido, pode tornar-se assediado por forças involutivas que tentará aprisiona-lo e colocá-lo a seu serviço. Este processo pode tornar-se viciante e o individuo que adere buscará em todos que contatar, pontos fracos para explorar. Pode, em casos extremos, tornar-se viciado e manter um “roubo” constante da energia de terceiros, pelo humor negro manifestado. Os atingidos por sua vez se deprimem, encolhem-se e numa espécie de defesa, exalam ódio, raiva e o sentimento de vingança. Forma-se assim um cabo de guerra.

A alegria manifestada no bom humor e na inocência, contrário à anterior, agrega valores, atrai bons fluidos pois estará sempre enfatizando qualidades. Não havendo competitividade, irá fluir energias positivas entre os envolvidos, compensando eventuais distorções de um para o outro. Esta alegria congrega forças elevadas, as auras se purificam e se fortalecem, consolidando uniões existentes.

A manifestação da alegria pode ser, então, proveniente do ego ou do espírito. A primeira irá gerar a falsa alegria destacando-se estados de animosidade e a segunda, a verdadeira alegria, destaca-se pelo alinhamento saudável entre os envolvidos.

É sempre uma questão de postura precedida de intenções. Quanto mais puras e neutras, mais saudáveis, quanto mais competitivas mais conflituosas.

O individuo observador, que reflete,  alinhado com seu coração, manifestará a alegria verdadeira, ao passo que o indivíduo competitivo, egocêntrico, que busca a cada instante defeitos, manifestará a falsa alegria.

É preciso estar atento. Vigiar continuamente para que a falsa alegria não assuma o controle das manifestações.

Quando nos manifestamos emanamos padrões de energias e estes padrões obedecem critérios da nossa conduta. Se tais critérios são elevados e evolutivos, estaremos colaborando com o Plano de Deus.

É preciso eterna vigilância, controlar a espontaneidade. Somos ainda muito imperfeitos e a espontaneidade poderá ter uma velocidade muito maior do que a razão provida da reflexão.

Temos um corpo emocional dominante com oscilações extremas, somos egocêntricos e não reconhecemos nossos defeitos, portanto, “machucar” alguém pode ser muito fácil.

A disciplina da observação, a reflexão e o silencio, são fatores essenciais para nos sentirmos seguros de que manifestações não terão um caráter de ofensa.

Falar menos, falar o essencial e colocar-se no lugar do outro antes de qualquer comentário, irá colaborar e será um grande aliado para uma boa conduta.

 Sempre lhes disse o essencial e o necessário. Deixei que deduzissem e extraíssem o que lhes promoveria na seara de meu Pai. Age assim com vossos semelhantes.  (mensagem do Cristo Samana para este texto)


 






     

quinta-feira, 25 de março de 2021

Passos Atuais 262a Parte. Orgulho, ganancia e soberba.

 O Mensageiro bate à tua porta. Que nem o medo, nem o egoísmo paralisem tua mão ao abrir o ferrolho.

Figueira.

 Pois bem, estamos estigmatizados pelos medos.

A falta de atenção, de vigilância e despertos para as atividades espirituais, tem obstruído os alertas que antecedem os erros cometidos. O erro praticado ocorre após desprezarmos os vários avisos que o antecederam.

Ao contrario do que se pensa, são inúmeras as chances de acertar antes de errar.

O erro ocorre quando insistimos numa determinada ação apoiada no orgulho, na ganancia, na soberba. Tais características são típicas da personalidade que vem se desenvolvendo ao longo de reencarnações, com ênfase no apoio destes 3 sentimentos negativos.

Aquele individuo que consegue dominar ações apoiadas por estes 3 sentimentos, liberta-se e recebe o Mensageiro.

O medo e o egoísmo são as fontes geradoras dos 3 sentimentos negativos. Hoje disseminados na maioria da população terrestre, tem impedido que a instrução e o conhecimento possam ser adquiridos e compartilhados.

Romper com estes 3 sentimentos não é fácil, mas possível, e este processo tem como um grande aliado a dor. Por isso que a dor prostra, a dor arquei o individuo para que ele se submeta, rompendo assim o orgulho. Prostrado pela dor e pelo sofrimento, a ganancia não se faz útil, e ele percebe que seus bens, sua posição e suas conquistas no plano da matéria não atendem sua principal necessidade, a superação da dor. Arqueado e submisso, no orgulho e na ganancia, perde a soberba, pois estar acima ou por cima sem que sua principal necessidade não possa ser atendida, perde a eficácia.

Assim o indivíduo modifica-se e se prepara para ser acolhido pelo Mensageiro. O Mensageiro, o Cristo Interno, finalmente encontra o meio ambiente interno adequado para manifestar-se e instruir o indivíduo.

Deveríamos ser indivíduos sempre preparados para o Cristo Interno e aguardar ansiosamente para que suas Instruções pudessem ser assimiladas durante todo o trajeto reencarnatório.

Infelizmente isto não acontece dada as condições psíquicas que contaminaram a atmosfera da Terra, além de encontrar indivíduos fracos e omissos quanto ao seu trajeto espiritual, consequentemente eterno. Sendo assim o atributo da dor precisa ser usado com muita frequência tornando as reencarnações sacrificantes.

Felizmente a transição planetária será um evento adequado para que mudanças desta magnitude possam ocorrer.

A Terra será despoluída fisicamente e psiquicamente, para que possa dar à Nova Era, as oportunidades livres dos medos e do egoísmo com a necessária harmonia entre os reinos.

 A oportunidade vem, acontece e passa. Sois vós que decide quando usá-la. Se estais pronto, abras o ferrolho que entrarei em vosso coração. ( mensagem de Cristo Samana para este texto)


 






   

segunda-feira, 22 de março de 2021

Passos Atuais 261a Parte. Carmas x Leis.

 Aquieta os pensamentos e volta a consciência para o interior de teu ser.

Figueira.

 Pois bem, estamos numa fase de muita inquietação.

Medos, ansiedades, apreensão sobre o futuro e sobre a preservação da integridade física tem sido os atuais algozes da vida. A fome e a ausência de perspectivas de sobrevivência para muitos que continuam na linha da pobreza dos recursos humanos colabora para o sofrimento de todos.

Estamos vivendo um choque entre duas forças titânicas: Carmas x Leis. Estas duas forças abalam as estruturas físicas e mentais, destacando-se a da ilusão. Os carmas coletivos e individuas confrontam as Leis em curso e deste grande embate surgem formas pensamento materializadas (como vírus, por exemplo) que geram todo tipo de sofrimento para a humanidade e por consequência aos demais reinos.

A ilusão tem sido a força contraria da evolução. Ela nos cega e faz crer que o mundo material é único e absolutamente completo, portanto qualquer coisa que o abale, abala a “única” estrutura existente na ilusão aceita.

Mesmo os mais fortes e conscientes de que o mundo espiritual exista, sentem-se abalados pela ilusão e pelo imediatismo que o mundo material manifesta.

O mundo sutil age por vias ocultas, intercede internamente, atende o eu interno, mas sua manifestação depende essencialmente da vontade humana em permitir que assim se faça.

Podemos crer que esta condição, a manifestação eu interno, possa ser o maior desafio do livre arbítrio.

O eu interno tem como meta primordial o aquietamento dos corpos, entre eles o mental e o emocional. Controlar os pensamentos negativos e emocionar-se menos é um dos aspectos mais importantes para que o equilíbrio volte a se estabelecer. Lutar contra as condições externas, aquelas condições que a sociedade humana está vivendo, é o mesmo que lutar contra forças involutivas, pois seu poder e a força são incomensuráveis. Sempre iremos perder.

A sociedade está completamente alinhada com estas forças involutivas, que tem sido predominante e soberana. A sociedade é estatística, aglomera quantidades, nivela sempre pela pior referência, não individualiza e trata a todos como iguais no menor patamar que pode conceber. Não somos iguais, reagimos de formas diferentes, somos provenientes de mundos distintos, possuímos características únicas, temos níveis de consciência distintos, destinos diferentes e metas evolutivas especificas. Mas, nada está errado. Mundos cármicos tem esta característica, une consciências distintas para aprenderem a conviver.

A espiritualidade, ao contrário, obedece as características únicas de cada ser vivo, independente das circunstancias externas, emanando padrões de energias distintas para  cada um.

Por isso da necessidade de seguirmos padrões internos, o eu interno ou eu superior, a voz da consciência, as intuições, os insights, enfim vários nomes e conceitos são dados para as sensações internas que muitos sufocam por medo de contrariar o que a maioria faz.

Somos indivíduos e temos de assumir o conceito básico da individualidade, do individualismo, em que cada ação deveria corresponder com a vontade do coração.

Nos tornamos estatísticos, comportamo-nos como rebanho sem consciência que obedece o badalar do sino ou o chicote do condutor.

Voltar-se para o eu interno será cada vez mais necessário e intenso, pois as demandas da transição em curso tendem a aumentar.

A fé é um instrumento poderoso neste processo de interiorização, dada a necessidade de passarmos por processos de auto afirmação. Primeiro é preciso acostumar-se com o som do coração e isto exigirá muita atenção, muita observação. Em seguida sonhos e indicações externas se tornarão mais claras e concisas, fortalecendo a confiança para seguir as indicações. Neste processo evolutivo chegará o momento em que as dúvidas serão pequenas e a vontade de seguir será grande.

É um processo e precisa ser feito. É um destino e terá de ser feito, mas temos o poder de escolher quando, portanto, poderá ser agora, oportuno na fase da transição, ou em outro momento, em outros mundos cármicos que encontram-se à espera dos que assim decidirem.

Como todo processo de aprendizado o começo poderá ser muito incerto, mas uma postura equilibrada no exercício da fé compensará estas hesitações.

 Estais a pouco, a muito pouco da grande libertação que vos prende às ilusões. Confia que vos guardareis na cristandade do Meu coração. ( mensagem de Cristo Samana par este texto)







 

 

quinta-feira, 18 de março de 2021

Passos Atuais. 260a Parte. Um novo despertar é preciso.

Aquieta os pensamentos e volta a consciência para o interior de teu ser.

Figueira.

 Pois bem, vivemos numa intensa agitação.

Pensamentos nos assolam o tempo todo, todos os dias e com ideias completamente distintas. Uma verdadeira guerra é travada na consciência dada a ampla diversidade de pensamentos.

Isto é um reflexo da própria vida cotidiana, da desorganização de ações, direções e manifestações, sobre o certo e o errado.

Sempre que fazemos algo ficamos na dúvida, com certa constância nos arrependemos e sentimo-nos inseguros, enfim manifestamos a todo instante “estados de desequilíbrios”.

Temos vivido sobressaltados na maioria do tempo.

Esta fotografia retrata o que sentimos por dentro. Não há paz de espirito, consequentemente as ações passam a acontecer de forma atribulada.

O desequilíbrio praticado por anos, empobrece, dia a dia, a energia da fé.

Raras são as pessoas que efetivamente “entregam-se”, deixam ser “conduzidas” pelos corpo sutis que possui. É uma manifestação clara da vida sendo conduzida  pela personalidade e pelas variações de humor.  

A entrega  e o ato de ser conduzido é uma atribuição da mente na supraconsciência, onde a intuição interage com as decisões a serem tomadas. É uma identificação do indivíduo com a alma, com a parte espiritual da qual somos compostos e que definiu o destino traçado para cada reencarnação.

A intuição é uma atribuição que recebe a colaboração do conhecimento universal, ou seja, poderemos utilizar o que ainda não aprendemos na manifestação de ações que envolvem o dia a dia.

É um exercício de fé, pelo fato de que utilizaremos conceitos desconhecidos.

É uma prova de fé pelo fato de que poderá ir contra a decisão da maioria das pessoas confusas e atordoadas.

É um start para dar início ao aprendizado de conceitos desconhecidos, mas necessários para aprendermos coisas novas.

É parte do caminho evolutivo, onde a cada novo passo nos defrontaremos com novas fronteiras no Universo.

Infelizmente a maioria teme este caminho, pois o novo, o desconhecido amedronta. Os medos travam a maioria e somente os desbravadores aceitam o risco de conhecer o novo e utilizar as novidades. A história da humanidade  é robusta com relação a estes poucos que ousaram desafiar o desconhecido.

O caminho evolutivo é para os corajosos, para os desbravadores, para os que não temem os desafios do desconhecido. Como diz Trigueirinho: “para os que não temem em dizer sim

A vida é inteligente e no seu continuísmo sempre nos coloca desafios. Na maioria das vezes estes desafios vem pela dor, pois é na dor que iremos buscar alternativas de elimina-la. Não precisaria ser assim poderíamos, expontaneamente, aceitar estes desafios.

Tais desafios exigem um continuísmo de mudanças, então teremos de conquistar e em seguida abandonar. Esta condição exige transformações continuas e constantes, ou seja, terei de ser um novo ser a cada instante.

O ser humano é preguiçoso, avesso a mudanças, defensor ferrenho do que conhece, mesmo que seja ruim. Acostuma-se facilmente com o incomodo e consegue viver longos períodos na dor e no sofrimento. Tais condições são ideais para as forças involutivas que se banqueteiam com nossas desarmonias.

É preciso mudar.

O tempo está escasso, as pressões cada vez maiores e os desafios também.

O que sempre acontecia no coletivo hoje vem se individualizando e as decisões começam a ter de ser praticadas no âmbito individual. É um procedimento natural pois estamos na fase em que as decisões,  perante a transição planetária, tem de ser exercidas individualmente.

Refletir é preciso e ações precisam ser manifestadas. Haverá um momento em que isto também passará e um novo ciclo cármico terá de revivido novamente.

Desperte!

 Sois donos da tua vontade. Exerça este poder com sabedoria. (mensagem de Samana para este texto)








terça-feira, 16 de março de 2021

Passos Atuais 259a Parte. Quer ser grande pense grande para libertar-se.

 A verdade te espera assim como os segredos do Cosmos.

Figueira.

Pois bem, o interesse nestes textos do blog provem de certos impulsos em busca da verdade.

Como dizem, a verdade é relativa. Para alguns certas verdades são incompreensíveis, portanto impossíveis de serem assimilados, ao passo que para outros elas fluem com tranquilidade e tornam-se inquestionáveis.

Para cada patamar do nível da consciência, certas verdades podem ser conhecidas e estas serão expostas em oportunidades que ocorrem ao longo da vida. Estando preparado, assimila-se a verdade que incorpora-se ao conhecimento adquirido.

Os segredos do Cosmos são infinitos, portanto aqueles que dizem respeito ao momento que se vive, precisam ser conhecidos para compreendermos o que se passa, o que está ocorrendo.

Vivemos uma situação conturbada causada pela incompreensão da pandemia. A pandemia não é para ser combatida, mas assimilada e com ela viver em harmonia Por termos abordado este assunto em momentos anteriores é dispensado suas repetições, mas claramente é uma situação em que revelam-se verdades boas e ruins.

As ruins referem-se aos medos e a atitudes covardes da humanidade quanto ao acolhimento, a ganancia, o egoísmo e a manipulação de informações.

As boas referem-se a uma nova depuração de tantos atos falhos que cometemos no passado, além de dar nova oportunidade para que possa nossa parte espiritual  se manifeste.

Estamos às portas de uma nova era, na eminencia de novas descobertas, nova vida, novo formato de ser e de viver. Se não prestarmos atenção para isto, isto também passará.

Os ciclos terrestres são longos, ocorrem seguidos de milhares de anos e estes intervalos precisam ser vividos de acordo com os estímulos alcançados em cada mudança de ciclo. Estamos ás portas da grande virada, da grande mudança e esta irá considerar: a dispensa do livre arbítrio, a mudança do código genético, a eliminação da hereditariedade, o aquietamento do corpo emocional e a hibernação da personalidade. Em contrapartida teremos a estimulação da intuição, um novo código genético sem as influencias da era dos dinossauros  e todos os vícios decorrentes destes instintos, além de uma nova constituição de vida onde a vivencia ascendente substituirá a luta pela sobrevivência.

As mudanças são tão radicais e expressivas que caracteriza-se uma nova raça humana, um novo homem e consequentemente um novo formato de se viver.

A maioria da população não conhece este formato. Os que já vivenciaram e estão aqui, fazem parte de um processo de “queda” em seus mundos de origem. Uns poucos vieram em sacrifício e oferta para que as novas possibilidades pudessem ser implantadas.

É algo tão novo e tão diferente que não temos capacidade de imaginar como será e qual será o grau de liberdade a ser alcançado.

A Terra entrará nos mundos confederados, juntar-se-á às esferas de vidas inteligentes em evolução continua e constante. Assim seremos acessados por humanidades dos quatro cantos do Universo e finalmente sairemos desta quarentena, no mínimo constrangedora e infeliz que nos encontramos.

Mas, para fazer parte deste processo é necessário pensar, agir e proceder como se já estivéssemos nesta etapa. A aplicação destes pequenos conceitos gera impulsos muito fortes, que no mínimo irá desabrochar muita coisa boa que carregamos, mas que foram intimadas a não se manifestarem, dada as péssimas condições ambientais. Como estamos na etapa final da transição planetária, esta intimação cai por terra para a grande libertação.

Quer ser grande pense grande para libertar-se. Quer manter-se pequeno, não pense e continue aprisionado como a maioria.

 Sois vós seu próprios algozes. Para libertar-se age como liberto e assim te acostumarás com a Liberdade.(mensagem de Padre Pio para este texto)







 

quinta-feira, 11 de março de 2021

Passos Atuais 258a Parte. A espera serena.

A espera serena e a atenção continua abre a mente à intuição.

Figueira.

 Pois bem, a intuição, assim como a oração, são instrumentos de contato direto com o plano superior.

A oração é bem mais abrangente pois envolve toda a estrutura física-espiritual da qual somos compostos.

A intuição define parâmetros, oportunidades e conhecimento para o desenvolvimento da vida material em alinhamento com a espiritual.

Assim como na oração, a intuição será oferecida quando o indivíduo decidiu por aceita-la. Nada ocorre sem a expressa concordância e autorização.

Este legado nos foi, ardilosamente, tirado pelas religiões que definiram sua intermediação com o Plano Divino. Tornaram-se juízes do que autorizariam a ser pedido à Deus, mediante critérios escusos e duvidosos, onde diversos interesses se misturavam com as reais necessidades dos fiéis.

Esta tem sido a tônica do lado obscuro das religiões, mas evidentemente deram grande contribuição na medida que o ser humano conseguiu conhecer e aceitar a presença das divindades espirituais  que regulam a evolução de tudo e de todos.

Mas acabou- se por materializar a figura da intermediação que tem dominado todas as atividades do planeta e não somente as espirituais. Hoje somos prisioneiros deste aspecto negativo que também fez surgir outros aspectos ruins na vida cotidiana que tem comandado boa parte dos sentimentos humanos.

A intuição espera a serenidade, a serenidade depende do equilíbrio, o equilíbrio acentua-se na fé e a fé no desenvolvimento das novidades da vida cósmica. Assim a relação evolução – intuição contem a fórmula da vida.

Tudo decorre de insights intuitivos e a partir daí, ou aplicamos e acontece, ou analisamos, ponderamos, comparamos, pensamos e não acontece.

Para que a intuição ocorra e aconteça, o individuo precisa estar completamente aberto, receptivo, demandar coragem e fé, pois inevitavelmente terá de dar passos desconhecidos.

A maioria se retrai, acomoda-se, acostuma-se a ser comandado, utiliza-se dos intermediários para suas necessidades e acaba por cair facilmente nas redes dos espertos e sorrateiros.  Estes dominam, possuem fortes narrativas e conhecem como ninguém os pontos fracos daqueles que se deixam levar por suas artimanhas. Então o individuo aprisiona-se, luta pela sobrevivência e no máximo alcança alguns benefícios limitados essencialmente ao plano material, mesmo sabendo que ao perecer tudo irá desparecer. Parece que esta condição não incomoda e a maioria vive reencarnações no mesmo contexto e na mesma monotonia.

A espera serena é uma qualidade essencial, pois a intuição irá ocorrer no momento exato em que teremos chances de compreende-la e utiliza-la. O Plano Maior não desperdiça e envia o necessário, assim que demonstrarmos a real necessidade de receber.

A serenidade define ajustes positivos no individuo no seu todo, portanto o corpo físico, mental e emocional alinham-se no meridiano central para que ao receber o insight o individuo terá grandes chances de compreender e usufruir o que receberá. Cada insight é um preparo para um novo degrau evolutivo, além de aumentar as capacidades cognitivas e sensoriais da pessoa. Com isto aumentará seu discernimento e sua capacidade de compreender e de se proteger dos intermediários de Deus. Torna-se mais capacitado de ser o senhor das suas decisões e mesmo que erre, desde que não seja intencional, seu erro será corrigido e ajustes virão para que compreenda melhor o que precisa fazer ou o que precisa ser. Evidentemente é um caminho individual, mas recheado de ajudas que se manifestam no exato momento da sua necessidade e da capacidade de compreender e empregar corretamente no livre arbítrio..

 Filhos, a minha igreja precisa crescer e se manter forte. Foi concebida no coração de cada um, e cada um deve mantê-la isenta de sentimentos que não se alinham com as Leis do Pai. ( mensagem de Samana para este texto)







  

quarta-feira, 10 de março de 2021

Passos Atuais 257a Parte. Desenvolvimento.

 Quando a Luz emerge do interior do homem, dissipa dele a ignorância e a ilusão.

Figueira.

 Pois bem, se tivermos de contar somente com nossas possibilidades para aprender e conhecer novas opções, sejam elas quais forem, poucos passos teríamos dado.

Tanto no plano da matéria quando no plano do espirito, as ajudas são inegáveis e atuam como regra na obtenção das informações necessárias para o caminho.

A Luz citada no pensamento nada mais é do que a intuição que se reverte em pensamentos, que se transformam em ações para que o novo e a novidade possam acontecer.

A criatividade provem do Alto e as transformações geradas pela criatividade acontecem no plano da matéria, portanto a inteligência humana é utilizada para adaptações das “ideias originais” . De uma "ideia original" provinda do Plano Maior, adapta-se as condições de seu uso no plano material e isto é feito pela mente humana.

Geralmente pessoas mais ajustadas para serem trabalhadas neste processo de adaptabilidade, são aproximadas de detalhes da “ideia original”, que as adaptará para uso desta ideia no mundo material.

Por exemplo, a energia elétrica, como ideia, veio dos Planos Maiores. Esta ideia foi espalhada pelo mundo e pessoas com certas habilidades físicas e mentais ajustou-as para que seu uso fosse disseminado à população do planeta. Em seguida indivíduos aperfeiçoaram a “ideia original”  já adaptada por estas pessoas para que todo o seu potencial pudesse ser desenvolvido e explorado. O bom uso ou o mal uso das adaptações da “ideia original” ficam a critério do livre arbítrio da humanidade. Assim se a energia elétrica serviu para o progresso e o conforto da humanidade e se também serviu para as guerras, domínios e escravidão, é porque ficou a cargo do livre arbítrio coletivo.

A Luz, origem de tudo, provem e sempre proverá as necessidades de todos, com abundancia, mas o uso adequado ou inadequado dos produtos originados da “ideia original” irá determinar sua falta ou abundancia, ou até sua interrupção ou extinção.

Muitas oportunidades, como por exemplo o uso adequado de novos padrões de energia, em substituição à elétrica, continuam sendo desenvolvidos pela humanidade com grandes dificuldades e com o uso de soluções inadequadas, poluidoras e com muitos fracassos. Isto se deve ao fato de termos usado de forma indiscriminada a energia elétrica para, além do progresso, na destruição.

Postura, comportamento e alinhamento com as Leis de Deus e da Vida são essenciais para que possamos usufruir da continuidade no desenvolvimento das descobertas e das novidades que podem chegar para a humanidade, provenientes do Cosmos.

As limitações ou abrangência de novas ideias, de novos equipamentos, de novas possibilidades, são estipuladas por nós mesmos face a ações adequadas ou inadequadas quanto ao seu uso e quanto à sua distribuição igualitária.

A energia atômica poderia ser uma energia limpa, de fácil uso e de amplo domínio se a “ideia original” tivesse continuado em todo seu contexto, mas seu uso exploratório com fins bélicos e de destruição, interrompeu outros conteúdos que a tornaria limpa e precisa.

Como diz o ditado, “plantamos o que colhemos” e assim tem sido ao longo dos tempos.

Nossa medicina poderia estar num outro nível, em um outro contexto, onde os tratamentos árduos, dolorosos e super limitados não seriam assim. Nossa medicina se materializou demais ao invés de se sutilizar. O corpo espiritual é o gerador dos males sofridos, pois carrega o currículo das reencarnações. 

O corpo material aflora os males provenientes do corpo espiritual. Se estivéssemos tratando na origem, provavelmente poucos reflexos ocorreriam no corpo físico, mas sequer é considerado na medicina a existência do corpo espiritual e quando é considerado ocorre de forma tão infantil e rudimentar que não transforma quase nada. Estamos tratando a metade errado do todo.

A ignorância prevalece e domina a raça humana. Estamos desatualizados, descompassados e vivemos com atrasos da ordem de mil anos, no mínimo, descompasso que traz todas as consequências que tanto nos incomoda.

O caminho agora é o individual, onde cada cidadão precisa recuperar sua metade espiritual, reaprender a conviver com ela e juntar as duas partes considerando o todo alinhado para que possa pelo menos tentar acompanhar a grande transição planetária em curso.

Disciplina, respeito, busca contínua e constante por informações, mudanças de manias, posturas, pensamentos, são essenciais para que transformações possam ocorrer neste realinhamento.

Não há outra saída e o tempo é desprezível, pois na Lei da Reencarnação, viveremos os mesmo estágios quantas vezes forem necessárias para aprender o modo correto de viver.

Por uma questão de coerência, buscar este alinhamento e buscar novos padrões definirá novos caminhos com suas novidades e “ideias originais”.

 Sedes originais, sedes únicos, desatrelem-se das ideias preconcebidas e abrirás o campo das oportunidades. (mensagem de Samana para este texto)


 






sábado, 6 de março de 2021

Passos Atuais 256a Parte. Porque temos conflitos?

 

Pois bem, neste texto faremos um breve resumo sobre os conflitos, suas origens, decorrências e formas de abranda-los, além da necessidade de conviver com certa harmonia com algo inerente e extraordinariamente necessário nos mundos cármicos.

Os planetas cármicos possuem entre suas características evolutivas, com destaque, o conflito.

Ao ingressarmos num mundo cármico, como a Terra, mergulhamos na atmosfera do conflito .

O conflito na sua definição mais simples e direta, é um desafio, um desafio de lutas e mudanças para a conquista da harmonia. Sem o conflito não entenderíamos a harmonia e sua  necessidade para viver uma vida plena e de realizações.  

Estes desafios tem sido mal compreendidos por diversas doutrinas, que os caracterizam como pagamento pelos erros cometidos. Em algumas doutrinas usa-se o termo pecado e em outras carma. Na realidade são experiências mal sucedidas, definidas pelo destino de cada um, dada a falta de atenção e de preparo sobre o que que deixamos de fazer ao longo da vida material.

 Carma significa, segundo o hinduísmo e o budismo, a lei de causa e efeito, na qual todas as ações de uma pessoa geram reações correspondentes nesta vida ou em encarnações futuras.

 Ou seja, experiências bem sucedidas geram conhecimento ao passo que experiências fracassadas repetem-se na lei da causa e efeito.

Outra definição essencial para compreender os conflitos é que somos divididos em duas partes, uma material e a outra espiritual. A espiritual alimenta a material e esta submete-se a um ciclo de experiências nas encarnações. No momento da morte física a parte espiritual se retira e o corpo deixa de receber a energia vital que o alimenta, encerrando o ciclo definido. A espiritual levará para próxima reencarnação o conhecimento adquirido, bem como as experiências fracassadas para que sejam refeitas.

Portanto, o conflito é o combustível essencial que alimenta o ciclo da vida nos mundos cármicos, gerando oportunidades, aprendizado e conhecimento.

Quando nasce uma criança, ela entra no mundo dos conflitos. Ficará protegida ao longo de um tempo, tempo este em que seu metabolismo físico encontra-se bem acelerado para a formação e o amadurecimento dos órgãos que a sustentará no ciclo de experiências a realizar. Assim que nasce, a proteção é quase plena, mas ao longo dos próximos meses começa a acontecer determinadas interrupções desta proteção para que a criança possa aprender a se defender no ambiente de conflitos que se encontra. Tal proteção foi adotada no catolicismo e em outras doutrinas, como o anjo da guarda.

Esta criança ao atingir a fase infantil, começa a ficar mais vulnerável aos conflitos e a guarda do “anjo da guarda” é parcialmente repassada para seus pais ou tutores que as acompanhará até a fase adulta.

Nesta fase, dada a dificuldade de pais e tutores em compreender este processo simples, geralmente face a não aceitação da parte espiritual da qual somos compostos, troca ensinamentos essenciais e primordiais por compensações materiais, suprindo necessidades básicas por ilusões voltadas para o apego, para o ego, alimentando o desvirtuamento do próprio ciclo reencarnatório. Por falta de ensinamentos e por excesso de materialismo e ilusões, inicia-se na criança uma falsa verdade sobre a vida, os conflitos e as conquistas definidas por um destino previamente traçado pela alma. Nesta toada os conflitos começam a represar estados de ignorância sobre a vida e, por uma questão de tempo, será ilusoriamente atenuado, até o momento em que a represa desmorona e tudo pode vir à tona de uma única vez.

Geralmente na adolescência e no início da fase adulta, as “represas” costumam desmoronar. Os conflitos tornam-se intensos e ainda são potencializados por uma sociedade absolutamente desvirtuada da realidade da reencarnação, no conceito do aprimoramento da vida material e espiritual. Estes tempos de “explosão” varia de jovem para jovem. Em alguns trará consequências irreversíveis, mas para a maioria sequelas que se arrastarão para além da desencarnação.

Todos somos geradores de conflitos, pois vivemos no mundo dos conflitos, portanto, a administração destes conflitos é o grande desafio.

Para imaginarmos tal situação, vamos considerar que um conflito gera em torno de uma pessoa um redemoinho que aumenta ou diminui de tamanho e de velocidade de acordo com o tamanho do desafio que tem de enfrentar, ou seja, do conflito gerador da experiência em curso.

Digamos que um indivíduo vive num apto com mais 3 pessoas, todas com seus conflitos. O apto é cercado de 4 aptos vizinhos com mais 4 pessoas cada um, ou seja, 16 pessoas se somam neste exemplo e com a familia de 4 pessoas, totaliza 20. Dependendo da situação conflituosa de cada um poderemos ter, na pior das hipóteses, 20 pessoas gerando redemoinhos de conflitos que podem se interligar ao mesmo tempo. Temos assim um quadro potencializado de conflitos onde um interfere ou melhor, somatiza o conflito do outro. Dai vem as explosões, as controversas, as brigas internas e externas dada absoluta falta de administração entre o corpo material e o corpo espiritual do mesmo indivíduo.

Imaginem um bebe, uma criança, um adolescente, vivendo conflitos que não são só seus, mas somatizados por ambientes em conflitos de toda ordem. Vamos estender esta situação para toda uma cidade, depois para um pais, para um continente e finalmente para o planeta.

Esta associação de conflitos com uma população planetária cada vez maior e mas ignorante das suas origens verdadeiras tem consequências sérias de desestabilização.

A Terra vive seu pior momento com uma atmosfera psíquica completamente contaminada por conflitos de toda ordem e origem, onde o egoísmo e a ganancia comandam as forças que a cerca, envolvendo toda a sua população de encarnados e desencarnados.

Nos distanciamos demais da nossa origem, de compreender que somos matéria e espirito e que a matéria não vive sem o espirito. Demos ênfase demais ao mundo material, às ilusões da vida, só temos planos traçados para a vida material e despreocupamo-nos com o único corpo que terá sequência após a morte, o espiritual, esquecendo que será este corpo que acumulará as experiências positivas ou negativas no processo evolutivo.

Estamos vivendo a doce ilusão do shopping center, quando magoados e angustiados.

Vivemos mal por não sabermos viver e saber viver independe das situações externas a que estamos submetidos.

Um individuo compenetrado e alinhado com sua parte espiritual administra bem conflitos externos e conflitos internos. Mantem-se em equilíbrio, dosa sabiamente suas atitudes e utiliza-se de 2 ferramentas essenciais: a sabedoria que aprendeu e o que poderá intuir por estar equilibrado, e a compaixão.  

Não substituirá uma ilusão por outra ilusão, com si próprio e com quem lhe foi confiado. Saberá administrar e neutralizar o que lhe chega por vias indiretas, se manterá acima deste psiquismo negativo do planeta e assim irá decidir e acompanhar com sabedoria o que o destino lhe reservou.

A vida material não acontece sem a espiritual. A vida material apoia-se no conflito e deste apoio poderemos compreende-la e conhece-la com sabedoria.

Voltar-se para os dons espirituais, para uma simples oração, olhar seu tutelados e saber identificar que a matéria supre a menor parte da qual são compostos, compreender que a  harmonia se dá pela paz de espirito para aí sim se refletir na matéria, buscar porque estamos aqui, para que e para aonde vamos, são os ensinamentos para os quais os conflitos tem tentado nos motivar a aprender.

Ao iniciar a busca por estas e outras questões, os conflitos não diminuem mas passam a ser compreendidos, tornam-se secundários e passam a ser vistos como combustível para a ascenção do conjunto matéria- espírito. A harmonia acontecerá no meio dos conflitos, nosso redemoinho, como no exemplo dado, limita-se a poucos centímetros, absorverá os demais, minimizando para toda a população terrestre o que tem sido fatores de intrigas, violências e desmandos.

Atualize-se, manter-se na ignorância e ficar ao sabor dos acontecimentos nos enfraquece, desarticula e promove o caos.


 







sexta-feira, 5 de março de 2021

Passos Atuais 255a Parte. Pietro Ubaldi - A desatualização e suas consequências.

Pois bem, hoje retrataremos os excelentes comentários do prof. e filósofo Pietro Ubaldi num congresso de 1963 que fala sobre a desatualização das religiões, com  ênfase na doutrina espírita. Como este tema participou dos comentários da nossa reunião do 02.03.21, achei por bem coloca-lo nos comentários dos pensamentos.

Cabe salientar que o mesmo processo de desatualização porque passam as religiões, na medida que se cristalizam sob o efeito de conceitos passados, ocorre conosco, na medida que deixamos de atualizar os parâmetros, paradigmas e referenciais que possuímos. 

Um grupo autentico sobrevive da sua dinâmica em atualizar-se, em adequar-se aos momentos planetários, universais e cósmicos, à medida que a renovação dos movimentos da vida acontecem. São movimentos cíclicos, contínuos, constantes, mas de velocidades variáveis. Atualmente vivemos esta dinâmica de movimentos numa super velocidade, dada os parâmetros anteriores, portanto, a atualização no grupo tem de ter esta mesma super velocidade.

Ora, um grupo atualizado é a atualização contínua dos elementos deste grupo. A contribuição de cada um neste processo de atualização é imprescindível, portanto é oportuno refletirem se sentem-se contribuintes desta dinâmica. 

A leitura do texto deve ser de 10 min, uma eternidade para a atual ansiedade, mas recomendo que leiam e apliquem estes conceitos para a parte espiritual da qual somos compostos e a qual iremos levar após a morte.





 Mensagem do Professor Pietro Ubaldi - Congresso CEPA 1963

O progresso das doutrinas que constituem a base das religiões é um problema do qual depende suas vidas. A existência em nosso universo só pode realizar-se conquanto seja um transformismo, um devenir contínuo. Quem se detém morre, abandonado, deixado para trás no caminho geral. O progresso, porém, exige esforço, ao qual é cômodo renunciar. Assim, as religiões tendem a cristalizar-se dentro das verdades já adquiridas, o que significa envelhecimento. Esse é um fenômeno humano pertinente não só de uma, mas a todas as religiões. Acontece que onde falta o impulso de renovação, a iniciativa do progresso cultural e espiritual dirige-se para outra direção, passa a outro campo, como aconteceu em nosso tempo, no qual tal iniciativa deixou as religiões e tornou-se domínio da ciência. O Espiritismo não pôde deixar de envolver-se nesse fenômeno universal.

A verdade não é uma posição psicológica definitiva e estática, mas um conhecimento relativo em evolução. O absoluto pertence somente a Deus, não ao homem. As próprias verdades reveladas só podem ser proporcionais à capacidade de entendimento dos povos que as recebem. Por isso, elas representam apenas posições humanas, relativas e progressivas ao longo do caminho da evolução, dentro do absoluto que abarca todas essas posições relativas e sucessivas, próprias de quem está em movimento progressivo e só pode existir na forma de um transformismo que tende à evolução.

A consequência disso é que não podemos imobilizar a verdade, permanecendo amarrados ao passado, imóveis, sem uma forma de progredir, pois, se não seguimos adiante caímos na paralisia. A verdade não é inerte, porém pesquisa e conquista contínuas. Uma religião, para manter-se viva, não pode permanecer paralisada na repetição do que foi dito, sempre estacionada no ponto de partida, adormecida onde nasceu. Sucede então que, para que a vida não sucumba estagnada no caminho, o pensamento que a dirige migra para fora das religiões, seguindo novas formas de pesquisas, superando assim o velho passado e avançando por outras rotas, diferentes meios e novos obreiros, progredindo por sua própria conta.

É aí que reside o perigo que ameaça todas as religiões, filosofias e formas de pensamento. Eis o que pode suceder também com o Espiritismo, porque ele está dentro da mesma humanidade e leis da vida. Se não se renovar e progredir em paralelo com o pensamento moderno, arrisca-se a envelhecer e ficar abandonado pela ciência e por esse pensamento.

Chegamos agora aos pontos antes mencionados da programação do VI CEPA, isto é:

No 10: Contribuição do Espiritismo ao progresso da ciência. No 13: A filosofia espírita e a civilização contemporânea. No 14: Como conter os avanços do Materialismo. No 22: Prepara o Espiritismo uma nova civilização?

Por que o Materialismo avança? Porque as religiões não possuem uma filosofia racional evidente, que convença com provas. Suas verdades não são demonstradas de uma forma positiva e colocadas em contato com os fatos e a realidade, como o faz a ciência, a qual, por isso, é universalmente aceita. Nossa humanidade está saindo de sua infância. Por isso não deseja mais crer com os olhos fechados, mas saber com eles abertos. É certo que muitos agem por sugestão ou instinto, porém também é verdade estes vivem na imitação, sugestionados e dirigidos por aqueles que pensam, os quais estão sempre crescendo em número. A essa humanidade o leite da fé, próprio para crianças, satisfaz cada vez menos. Acontece assim que as religiões que não possuem um sistema racional convincente, sobrevivem apenas na forma de superstição para os ignorantes e de hipocrisia para os mais astutos.

Quanto ao Espiritismo, em que posição ele se encontra na civilização contemporânea? Que contribuição deu ao progresso da ciência e à preparação de uma nova civilização?

O fato é que o Espiritismo ficou mais ou menos estacionado em sua fase de origem, limitado a dois pontos principais: a teoria da reencarnação e o fenômeno mediúnico. Nada haverá, então, além desses dois fatos? Esgotam eles o problema do conhecimento, respondendo a todas as perguntas e tudo resolvendo? A mente humana, com seu desejo de saber, não pode ficar encerrada dentro dos limites desses dois pontos. Que solução pode dar o Espiritismo a infinitos outros problemas que hoje estão vivos na mentalidade moderna, no terreno psicológico, biológico, social, ético, espiritual, teológico etc.? Como pode o Espiritismo atual ser levado em conta pela ciência, filosofia, sociologia, psicologia, moral etc., se não possui um sistema conceitual completo próprio, que abarque todos os ramos do conhecimento, munido de provas, baseado na lógica, racionalmente demonstrado, apoiado na forma mental e na ciência moderna? Terá ele então que exigir a fé cega, que representa o ponto fraco das religiões?

O Espiritismo não possui uma teologia que nos esclareça a respeito das primeiras origens do universo e do plano geral da criação. Sequer os Espíritos revelaram coisas importantes sobre esse tema. E estes não são problemas distantes, pois, sem conhecer a primeira fonte de tudo, não se pode compreender a razão pela qual nosso mundo está feito da maneira como se apresenta, conhecimento que pode nos conduzir a determinados princípios éticos. A atual filosofia espírita é limitada, não nos dá uma visão completa do Todo, não explica, pelo menos em uma visão de conjunto, todos os aspectos e não abarca todos os momentos da Lei de Deus. Quem entrou nesse terreno viu que há horizontes sem fim, ainda não suspeitados pelas religiões. Allan Kardec deteve-se nas portas desse mundo imenso e não entrou, como também, com certeza, naquele tempo ninguém poderia entrar.

Claro que não é fácil produzir todo esse conhecimento, e de fato a mediunidade não o produziu. Então, onde, está a Terceira Revelação? Não deveria ela ter dado frutos maiores? Não é este um problema a ser solucionado? E se alguém humildemente oferece um tal produto já feito, resultado de inspiração, mas controlado de uma forma positiva, para que possa enfrentar os próprios materialistas, uma vez que usa a forma mental deles (produto desenvolvido com a mesma lógica da ciência, que é a única maneira de ser por ela levado a sério); se alguém oferece um sistema filosófico completo e uma teologia moderna, racional, que convence por tratar-se de uma verdade verificada com fatos, o que não acontece com a das religiões, perguntamos: por que um Espiritismo moderno, evolucionista por sua natureza e apto a atualizar-se e a tornar-se mais amplo e profundo, não deveria aceitar uma vantajosa contribuição que lhe completaria os pontos vagos? Contribuição que não lhe contradiz a doutrina, trazendo-lhe conhecimentos que ele ainda não possui e que seria útil ao seu progresso. 

Trata-se de um conteúdo produzido de forma a encaixar-se dentro do Espiritismo, uma vez que foi obtido por inspiração ou intuição, julgada por ele como a mais alta forma de mediunidade, aquela consciente, controlada pela razão. Essa mediunidade foi utilizada como verdadeiro método de pesquisa, o método da inspiração ou intuição, enfocado e analisado pela razão, de modo a tornar-se racionalmente aceitável pelo moderno positivismo científico. Só assim o Espiritismo poderá avançar paralelo à ciência e exigir a atenção dos materialistas, usando sua própria forma mental e seus métodos racionais. Só assim o Espiritismo poderá sair do caminho trilhado pelos habituais conceitos que se repetem em suas sessões mediúnicas, e colocar-se à altura do adiantado pensamento moderno, no terreno da filosofia e da ciência.

No Sexto Congresso Espírita Pan-americano, perguntamos: por que o Espiritismo não quer tomar a iniciativa de transformar-se em uma religião universal, bastando para isso que se apoie sobre as mais amplas bases científicas e racionais? Desse tipo será a religião do futuro, aceita por todos como o é a ciência, por se apoiar em fundamentos lógicos e inteligíveis. Somente essa será a religião que os materialistas e a ciência poderão levar em conta. Enquanto oferecermos somente uma fé cega e produtos mediúnicos, aos quais se dá valor apenas pelo fato de serem mediúnicos e não por seus conteúdos de lógica e originalidade, como se poderá exigir que os pensadores se interessem por eles? Isso não poderá acontecer enquanto o Espiritismo não produzir algo superior e original, que vá além do que o espiritualismo já produziu e que não será valorizado pelo simples fato de ser mediúnico, mas porque representará um conhecimento que as outras doutrinas espiritualistas não geraram. Poderia ser uma glória para o Espiritismo haver produzido em seu seio, com o método inspirativo ou intuitivo, um sistema filosófico-ético-científico que possa iluminar todo o pensamento humano, como também poderia acontecer com as outras religiões que ainda não possuem tal sistema. Enquanto, porém, cada um acreditar possuir toda a verdade, à qual nada mais se possa acrescentar, tudo isso não será possível. Então qualquer pesquisa nova, como qualquer descoberta, será julgada heresia, e não se poderá realizar progresso algum. Atingindo esse desejável desiderato, o Espiritismo deixaria de ser uma doutrina limitada a uma prática mediúnica, convertendo-se em uma concepção imensa, uma religião universal, já que seria uma filosofia completa, salvadora, convincente até para os materialistas.

Chegou para todas as religiões a hora de renovar-se, se não quiserem ser superadas, ficando esquecidas e mortas. Seguir repetindo os velhos ritos e formas, sem agitar o pensamento e o espírito, equacionando e resolvendo os problemas novos que estão surgindo na mente humana, significa ficar em abandono, fora do caminho da vida que avança. Nossa oferta é feita a todos, com absoluto espírito de imparcialidade e universalidade, acima de toda ideia de luta e de sectarismo exclusivista. A religião mais inteligente aceitará, e será então a "líder", destinada a atuar como centro difusor de maiores verdades que as atualmente conhecidas. Qual será o grupo mais inteligente que aceitará assumir esse papel?

Isso não significa destruir o passado. Conservar é bom e necessário, porém é indispensável também continuar evoluindo. Para isso não se pode viver unicamente da repetição do velho, mas importa também investir na pesquisa e na criação do novo. Uma religião ou doutrina pode firmar-se também no terreno de seus opositores, quando estes lhes oferecem um produto de valor que ela não possui, explicações e soluções que ela não soube alcançar, como uma contribuição útil que pode e deve aproveitar para o seu progresso. De outro modo, ela se mantém fechada em seu espírito sectário, encerrada no estreito âmbito de seus adeptos e seguidores, repetindo de memória as velhas verdades que pôde alcançar. E o mundo, fora daquele grupo, dirá que essa religião está morta, porque nada mais produz.

O perigo comum a todas as religiões é a cristalização, que as leva à velhice e à morte. Para que sobrevivam e se fortaleçam é necessário que avancem, trabalhando no espírito. Sem renovação não há vida. A quietude conceitual é para elas a velhice que antecede a morte. O Espiritismo corre o risco de ficar parado no nível Allan Kardec, como o catolicismo ficou no nível de São Tomás e da escolástica, o protestantismo no nível Bíblia etc. Segundo o Catolicismo, a revelação interrompeu-se com São João. O que produziu, porém, de fundamental importância, a nova revelação de que fala o Espiritismo? Que progresso teve a doutrina desde sua origem? Por que não nasceu uma teologia espírito-científica que explique o que a católica não explicou, para que assim desperte o interesse do mundo daqueles que pensam? Este está com fome de tais coisas que faltam, porque o homem ainda não encontrou resposta satisfatória e lógica, e portanto convincente, às mais elementares perguntas e porquês referentes a nossa existência. Tudo progride, menos o pensamento religioso. Ao imenso avanço mecânico e material, é urgente que se contraponha um paralelo desenvolvimento espiritual.

Esse é o conteúdo de nossa oferta e suas razões. Ela foi feita a todos imparcialmente para que alguém a entenda, a aceite, a sustente, a difunda e a utilize para si. Nada pedimos em troca. Essa oferta representa o fruto de 33 anos de trabalho árduo, vencendo mil dificuldades. Trabalho que hoje está concentrado em 20 volumes, que somam até agora cerca de 8000 páginas.

Nessa Obra há um livro: Princípios de uma Nova Ética, o qual responde ao item no 17, da seção V da programação do VI CEPA. Há vários livros de ciência social, que respondem ao item no 21 da seção VI do mesmo programa. Além destes, quase não há problema que atormente a mente do homem que não tenha sido abordado. Essa é a contribuição com a qual o Espiritismo poderia favorecer o progresso da ciência (seção III, no 10); eis aqui o que uma filosofia espiritista poderia ofertar à civilização contemporânea (seção IV, no 13); eis aqui como se poderia conter o avanço do Materialismo (seção IV, no 14). Eis aqui como o Espiritismo poderia preparar uma nova civilização (seção VI, no 22). Temos exatamente um livro intitulado: A Nova Civilização do Terceiro Milênio. Estamos assim dentro dos temas do Congresso.

Não queremos honras, nem poderes, sequer glórias. O que pedimos é compreensão. O que nos interessa é somente o bem de todos. Nossa oferta pode ser utilizada por todas as religiões. Já por uma dessas, que não a entendeu, tal oferta foi rechaçada. Nosso trabalho não parou o seu avanço, e assim continuou andando, pois ninguém pode deter uma obra de Deus. E ela continuará de um hemisfério a outro, viajando de povo em povo, de nação em nação, mudando de lugar e de idioma, atravessando formas mentais e civilizações diferentes, mas em cada país deixando um pilar de sua passagem, trabalhando com paixão e esperando com fé, até que fatalmente encontrará quem a compreenderá. Essa é a história do caminho e da aceitação de toda ideia nova no mundo.

__ 

FONTE : Libro del sexto congresso de CEPA (1963), pags. 296-304.