O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 111– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.
Essa fase, chamada deserto, é própria do discipulado e prevalece
até que o ser alcance a etapa em que a fé, a perseverança e a fidelidade aos
votos interiores se consolidam.
Simbolicamente, é andando sobre as areias quentes, experimentando
as noites frias e enfrentando os vendavais desse deserto que o indivíduo
constrói em si mesmo uma base sólida.
Nessa etapa, são essenciais a gratidão e o firme propósito de não
se desviar da meta eleita; no silêncio, ele encontrará a energia que lhe
permitirá transpor o deserto, prenúncio da sua entrega total ao supremo ser, no
centro da consciência.
Visto assim, o deserto é o caminho dos que escutaram o chamado
interno e compreenderam que só com o auto esquecimento podem avançar.
Os que prosseguem com fé e inquebrantável decisão, mesmo sem
divisar o ponto de chegada, são conduzidos por trilhas corretas; ao abraçarem a
jornada no deserto sem medir esforços, a lei interior vem ao seu encontro e
mostra-lhes que devem ter como bagagem tão-somente o amor e a disponibilidade
para o serviço.
No plano físico, os desertos são um fator de equilíbrio para o
desperdício comumente perpetrado nesta civilização. O estado de consciência que
lhes corresponde emerge no ser quando ele busca reencontrar esse equilíbrio em
si próprio. Em alguns casos, ao se aprofundar nessa busca, o ser desperta para
o estado representado pelo cume de uma montanha, onde o despojamento do deserto
se alia à leveza e à sutileza das alturas.
Nada se perde e todas as experiências concluídas fazem parte do portfólio
espiritual do ser em ascenção, no entanto, ao passar pelo deserto, senão
estiver firme em seu propósito, poderá falhar, se perder e retornar para fases
anteriores.
Do deserto ninguém se livra e ocorrerá em todas as encarnações.
Vencendo o deserto torna-se apto para novas conquistas, novas ferramentas e
novas experiências que o fará galgar os degraus da evolução mental.
Como foi citado no texto, fisicamente, os desertos na superfície
do planeta, deve lembrar o homem do desperdício que faz do que, generosamente,
lhe foi ofertado.
Conceitualmente, no entanto, sob suas areias escaldantes, grandes
segredos e grandes oportunidades se apresentarão a quem estiver pronto.
Revelações e oportunidades surgirão como oásis magníficos, trazendo ao
aspirante espiritual os bálsamos para mais uma etapa da sua grande jornada.
Tudo é cíclico e ciclicamente enfrentaremos os novos desertos.





