Pensamento do dia, terça-feira, 24 de fevereiro de
2015
"O caminho da consciência é o caminho da fé e da
entrega, o caminho do serviço desinteressado."
Trigueirinho
Pois bem, o caminho da consciência é bem diferente do
caminho do raciocínio e da intelectualidade.
A consciência expressa o nosso lado mais elevado, o nosso
lado melhor, nossa espiritualidade, nossa neutralidade em relação às ações que
devemos deflagrar.
A consciência é contata, intuída, dirigida quando
necessário, neutra e pode abarcar informações que alcançam a sabedoria
universal.
De certa forma, podemos dividir nosso estado mental em 3
tópicos:
·
O instinto;
·
A consciência;
·
A super consciência.
Os instintos são os primórdios da consciência e
aconteciam em nós quando pertencíamos ao reino animal. O instinto nos preservou
e nos condicionou para proliferarmos a espécie.
A consciência deveria ser utilizada, quando em sua
plenitude, sem os instintos. É o momento presente, a situação atual, a forma e
as condições que deveríamos agir perante as várias situações da vida.
A superconsciência é a parte mais elevada que podemos
manifestar, o vir a ser e nela podemos ter acesso à sabedoria universal.
Hoje somos instintivos conscientes, ou seja, nem uma
coisa e nem outra, perdemos a identificação. Somos instintivos pois ainda
lutamos para sobreviver e conscientes pois temos uma alma individualizada.
Misturamos instintos guerreiros, lutadores, predadores
com consciência que de certa forma tenta nos colocar no mundo espiritual. Nesta
miscelânea perdemos a real identificação e hora agimos como animais predadores,
ora como seres humanos que deveríamos ser.
Uma das condições que manteve esta estrutura dentro de
nós é o atual DNA que englobou a hereditariedade.
Nosso DNA ainda contém muitas estruturas instintivas do
reino jurássico, por isso que agimos dentro das condicionantes jurássicas numa
época que não tem nada mais a ver. Precisamos matar (em sua várias formas, não
necessariamente na exclusão da vida), precisamos destruir, precisamos invadir,
precisamos ter, ser e poder e fomos tão rigorosos com estas tendências que
estas são as predominantes na maioria dos seres humanos. O sexo como o
praticamos e como o fantasiamos, foi outra condicionante que nos levou a esta
perda de controle do processo evolutivo que deveríamos ter percorrido.
Portanto, temos uma consciência deturpada e influenciada
por instintos animalescos da fase jurássica da vida terrena. Vejam como estamos
atrasados e defasados na fase atual da vida, pois ainda nos reportamos em nossa
conduta, há coisas de milênios atrás.
A superconsciência tem sido reservada a uns poucos que se
destacam por ações corretas, humanitárias, evolutivas, espirituais e que de
tempos em tempos apareceram aqui na Terra, para tentar tirar o homem comum da
imensa escuridão em que vive.
Na superconsciência o homem conduz, não só a si próprio
como a todos os reinos da natureza. Não dependerá de fatores externos mas
somente dos internos para sobreviver.
Como um dos exemplos podemos citar a figura do homem
Jesus, cujas ações se davam em decorrência do seu acesso à sua
superconsciência. Muitos outros seres em várias religiões e em vários momentos
da Terra puderam deixar sua contribuição, através da sua conduta na
superconsciência.
Pois bem, quando nos apoiamos na fé, em primeiro lugar,
no Trabalho, na contribuição, no auto esquecimento, podemos dizer que nossa
consciência apoia-se na nossa superconsciência e nesta etapa os instintos ali
se mantem sem manifestações, mas simplesmente cuidando das funções primordiais
da vida naquele corpo (mantem o coração batendo, os pulmões inflando, os rins
filtrando, etc.), pois somente estas são as suas funções. E a mente apoia-se na
consciência que detém insights da superconsciência. Desta forma, temos o mundo
espiritual manifestando-se no mundo material.
Isto é possível, factível, todos podem alcançar, mas
primeiro precisam abortar da vida instintiva e grosseira que vivem, onde a
ganancia e o egoísmo tem sido preponderantes.
Enfim, como sempre, todos os recados que nos são
colocados, assim o são, pois já alcançamos a possibilidade de realiza-los, de
efetivá-los em nossa vida cotidiana, mas para isso precisaremos abrir mão dos
instintos e da postura que estes nos levam a ter.
Hilton