Pensamento
do dia 26 de agosto de 2015
Quando
a Graça desce ao coração, nenhuma paixão má ou emoção inferior pode resistir.
Paul
Brunton.
Pois
bem, a Graça é um fogo avassalador, dominante e supera nossas reações
inferiores.
A Graça
em você, age intensamente, mas discretamente e quando você a percebe Ela já
agiu e atuou no que foi necessário.
Isto
ocorre pelo fato de não termos o devido equilíbrio mental e emocional, para
deixa-La agir corretamente.
Se
participássemos, seriamos partidários, egoístas, mesquinhos e julgaríamos, o
que não corresponde às suas Ações, mesmo porque nossas limitações ainda são
imensas.
A Graça
conduz, é soberana, compreende nosso destino, nosso ciclo de experiências,
nosso nível de consciência, mas tem como meta nosso sucesso e nossa elevação.
Como
ainda não confiamos em nada e em ninguém, ficamos sempre com um pé atrás e na
maioria das vezes enxergamos somente derrotas.
A vida é
dura, problemática, sou azarado, desprotegido, Deus é injusto, sou perseguido,
ninguém gosta de mim e uma infinidade de outras bobagens do gênero, que
obviamente só ressalta uma única coisa, nossa ignorância a respeito da Vida.
Quando
você aceita a Graça, Ela age com mais intensidade, mais clareza, com mais
brevidade, pois mesmo que você não possa ajuda-la, a interferência diminui e a
energia da Graça circula com mais liberdade.
Nesta
postura, temos melhor capacidade de compreender aquilo que estiver ao nosso
alcance, nas ações da Graça, pois o principal, lutar contra, foi
apaziguado.
A
entrega, o desinteresse, a neutralidade e a fé, nos aproxima da possibilidade
de compreende-La melhor.
Um dos
primeiros resultados que poderemos ter, será a extinção da sensação de solidão.
Quando
sentirmos a Graça, a solidão se extingue, nos sentiremos protegidos e a vida
será vista com “outros olhos”.
Esta sensação
é muito comum nas crianças, principalmente as de tenra idade, pois a Graça, na
vida delas é muito presente e sua percepção é muito clara, pois as crianças
ainda não sofreram da “cristalização” que os adultos possuem.
Vejam
como a tristeza é incomum nas crianças, independente das circunstâncias. Isto
acontece pela percepção destas crianças com a Graça, através do seu anjo da
guarda.
Pouquíssimos
são os pais que incentivam esta percepção ou citam o anjo da guarda no diálogo
com seus filhos.
Este
tabu religioso, ou melhor dizendo esta ignorância conceitual, tornará estas
crianças em adolescentes que verão os conflitos, as falsidades, as mentiras, o
egoísmo, tornando-os exatamente os adultos que somos, complexos, extenuados,
falsos e muito aquém do que deveríamos ser.
De certa
forma, deseducamos nossos filhos daquela “educação natural de que foram
providos no plano astral”, entre uma reencarnação e outra. É um desastre.
Pior é
que, quase sempre, nenhuma atitude é tomada e fica como está.
A
deseducação tem levado nossas gerações a colapso que estamos enfrentando.
Ser pai
e mãe é uma senhora responsabilidade, mas é também um estado de Graça pelas
oportunidades que poderemos ter no aprendizado, pela busca e na pratica, com
nossos filhos, ou adotarmos o que a maioria tem feito, ser meros espectadores,
mas deixá-los bonitinhos..