Pensamento
do dia 01 de outubro de 2015.
Se
quiseres apreciar a beleza de uma flor, deverás colocar-te diante dela com
reverência.
Trigueirinho.
Pois
bem, a beleza não se vê, se sente.
Temos
nos reportado sempre para analisar a beleza externa, cujos parâmetros são muito
variáveis, de épocas, de momentos, de cargas emocionais.
A
verdadeira beleza se sente.
Imaginem
um ser externo ao nosso planeta, nos vendo. Assim como nós, provavelmente veria
modelos físicos grotescos, dado que a aparência material, no mundo das formas,
podem ser bem diferentes e distintas.
Para
cada mundo seus habitantes adquirem formas que são as melhores para seu
desenvolvimento.
Por
exemplo, os animais marinhos possuem forma e dinâmica que melhor se adapta à
sobrevivência e deslocamento num meio líquido.
Se
pudéssemos sentir a beleza, dificilmente destruiríamos as formas
materiais que a contem.
Por
não sentirmos esta beleza destruímos, nos destruímos e continuamos predadores,
mas, mais sutis, mais perversos, porque destruímos por prazer, por competição,
por interesses que não sejam o da defesa da prole ou da sobrevivência.
De
certa forma rebaixamos nosso nível em relação aos demais reinos, pois usamos
artifícios mesquinhos para destruirmos.
É
preciso mudar esta concepção.
Temos
inteligência, individualidade, livre arbítrio e podemos decidir.
Precisamos
começar a sentir a beleza.
Isto
nos ajudaria muito a mudarmos pensamentos e atitudes, para sermos mais
construtivos do que destrutivos.
Muitos
emocionam-se ao admirar uma flor, talvez pela sua passividade e pelo momento,
conseguem por, lapsos de consciência desperta, sentir a beleza que ela expõem
ao nosso coração.
A
beleza está no coração. Não na mente, no raciocínio, na lógica, no pessoal, mas
é sentida no coração, pois toda criatura de Deus tem, intrinsicamente, a beleza
de seu Criador.
Assim
acontece porque toda criatura traz o amor universal, o único que existe,
portanto, ao sentirmos a beleza, sentiremos o amor universal.
A
beleza é amor.
Amor
altruísta que acontece sem exigências, sem condições, sem formas, sem
comparações.
É
comum pais sentirem a beleza em seus filhos, independente das aparências, de
eventuais defeitos físicos, ou ausências da forma ideal, pelo fato de os
amarem.
Como
não conseguimos amar a todos não sentimos a beleza, mas vemos defeitos,
ausências, carências, oportunidades, nas formas e na constituição daquele
indivíduo, muitas vezes aproveitando-se para tirar certas vantagens ou para
oprimi-lo.
Vamos
repensar sobre a beleza, vamos tentar senti-la.
Não
precisamos dos olhos para isso, mas dos sentimentos elevados e da neutralidade.
Isto
pode mudar completamente sua maneira de ser, de agir e de sentir.
É
desta forma que somos recebidos e admirados por Seres que nos amam e que vem
nos acolhendo, pois se olhassem o que estamos fazendo, somente, veriam os
horrores que nos envolvemos no mundo material.
Recebe-los
dentro das mesmas características, mudaria completamente as oportunidades que
estamos tendo neste final de ciclo.
A
maioria tem rechaçado esta imensa Ajuda que nos disponibilizaram, pelo simples
de sermos diferentes.
Registrou-se
que um “anjo da guarda” é uma criança com as nossas características, com asas,
quando na realidade suas formas são completamente diferentes desta idealização
infantil da nossa parte. Talvez se pudéssemos ver sua forma real, os
rejeitaríamos.
Revejam
sua forma de conceber a beleza, parando de discriminar pelas aparências.
Vamos
tentar sentir a beleza ao nos aproximarmos de alguém. Com certeza teremos a
chance de reavaliarmos muitos preconceitos que hoje estão estigmatizados.
O
conceito de raças distintas, credos, crenças, cores da pele, níveis de
consciência, não estão à toa entre nós, mas existem para aprendermos a conviver
pacificamente com todos, pois no futuro estaremos ajudando civilizações
semelhantes à Terra, nos tempos atuais, somente pela sua beleza e não pela seus
preconceitos.
Vamos
refletir.
Vamos
“achar” tempo para rever e atualizar conceitos tão ridiculamente ultrapassados,
que temos insistidos em mantê-los