Pensamento dia 17.11.15
O homem teria de querer
entregar-se à luz tanto quanto ansiaria por água em um deserto ardente.
Trigueirinho.
Pois
bem, tem sido poucas as pessoas, na população mundial, que sentem a sede ardente
da Luz.
A maioria
tem conseguido sobreviver nas miragens dos desertos humanos em relação à vida
real que é a espiritual.
Tais
miragens, que se formam nas ondas de calor que sobem da areia escaldante dos
desertos, refletem aquilo que queremos ver, ou onde desejamos estar.
Assim
tem sido a forma que temos vivido.
Sem o
tempo do relógio, tais ilusões permanecem como imagens reais em nossa mente,
alongando-se por meses, anos, por uma vida inteira. Ao longo da vivencia nestas
imagens, ou miragens, haverá certos momentos em que cairemos na realidade, onde
a consciência busca nos alertar para despertamos.
Estas
miragens aparecem no nível mais baixo que nos encontramos.
Como
oscilamos entre níveis numa mesma consciência, a maioria tem vivido estes níveis
mais baixos, prendendo-se no mundo das formas, ou ilusório, esquecendo-se dos
níveis mais altos.
Nos níveis
mais altos, onde esta onda de calor do deserto já se dissipou, a realidade
torna-se plena, mais iluminada e mostra um horizonte bem amplo, bem alongado,
onde alguns, mais uma vez, se assustam e cheios de medos retornam para
os níveis mais baixos.
Completamente
iludidos dão sequencia nas suas experiências fantasiosas e irreais, concluindo
uma encarnação sem ter colhido os frutos internos e sem evolução.
A sede
intensa, no deserto da vida imaginaria e ilusória, alucina e nos faz cometer
loucuras.
São esta
loucuras que temos vivido e transformados nossas vidas, individualmente e
coletivamente, nesta gigantesca confusão de desejos, ações e movimentos
desaparelhados das Leis Regentes e da convivência social, minimamente adequada.
Para sairmos
deste deserto, temos de seguir a Voz.
Esta Voz
interna clama para conduzir-nos diretamente para um oásis onde um puro e divino
manancial de aguas limpas e cristalinas nos aguarda para saciar nossa sede e
nossa lucidez.
Bebendo
desta água cristalina e pura, cessam as ilusões, as miragens e a lucidez volta
a te conduzir.
Poucos
atendem este chamado. Acabam por confiarem mais nas suas ilusões, correndo uma
vida inteira para alcançar coisas inalcançáveis. Primeiro porque são ilusórias
e segundo porque, por origem não atendem o que realmente somos, seres
espirituais.
Nos
convenceram que somos somente seres materiais, onde o deserto é a nossa morada
e as miragens nossa realidade.
Ora,
temos então um Deus injusto pois nos deixou pouquíssimas possibilidades.
De certa
forma, temos pouquíssimas possibilidades na ilusão, pois precisamos acordar e
sair deste deserto ilusório.
Deus fez
isto mesmo, pois somente desta forma, cresceremos e venceremos nossas próprias ilusões.
É uma
forma inteligente de vencermos os próprios desafios.
Uma vez desiludido
com a ilusão ou as miragens do deserto, podemos nos voltar para a realidade
fecunda e infinita, para o mundo real que se descortina.
O
deserto jamais retornará.
Isto é
tão verdadeiro que neste universo que vivemos ainda desconhecemos seres
semelhantes a nós.
Estamos
tão iludidos nestas miragens, que não conseguimos vislumbrar o amor - a energia
total e absoluta da criação.
Por
vontade Dele, temos de crescer e vencer a ilusão, individualmente. Para isto
tem nos amparado e nos concedido todas as informações necessárias, mas jamais
fará por nós o que cada um de nós tem de fazer por si.
É
preciso ampla reflexão sobre isto. Precisamos compreender que não dependemos de
nada e de ninguém. Somos dependentes somente dos nossos medos e das ilusões até
pararmos de acreditar.
Temos
nos contentado com tão pouca e tantas coisas pequenas e passageiras, que nossa
mente se embaçou para o continuísmo da vida e para vida universal.
Enfim,
são decisões deste tipo que hoje se apresentam. Ou vamos no manter no deserto ilusório
e imaginário da vida material, ou na amplitude e na realidade da vida
espiritual.
Tudo é
uma decisão e uma delas teremos, compulsoriamente, de tomar.
Quem não
tem tempo de refletir sobre isto, possivelmente continua na onda de calor do
imenso deserto solitário da vida irreal, onde você tem muito pouca importância.
Hilton