Pensamento
do dia, sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
"A
renúncia é algo que nossos corpos materiais devem aprender a cultivar. "
Trigueirinho.
Pois
bem, estamos num período onde as renuncias serão compulsórias.
Viveremos
situações e pressões que nos darão a oportunidade de renunciar a uma série de
confortos e excessos que hoje nos rodeiam, pois foram anteriormente cultivados
com a ganancia e as lutas pela posse.
Vejam,
desistir da renúncia pode se transformar rapidamente em procedimentos
compulsórios e impositivos. Obvio que isto será muito mais doloroso e
frustrante, mas será assim que acontecerá.
É
fundamental que tenhamos extremo bom senso, um processo rápido de readaptação,
pois o que sobrará dos excessos que temos será quase nada.
Este
critério de excessos, confortos, mordomias, excedentes, etc., será de cada um
em relação às suas reais necessidades para concluir o destino em pauta,
portanto, não há como um definir para o outro o que caracteriza o excesso, ou
usarmos meios de comparação entre nós.
A
renúncia ou a readaptação por livre inciativa, nos tornará mais flexíveis e
mais confiantes, além da possibilidade de sermos guiados e conduzidos para nos
adaptarmos mais rapidamente às necessidades prementes de um final de ciclo
planetário.
O
lutar contra será profundamente desgastante e muitas pessoas não suportaram o
fato de terem de abandonar o que levaram anos para conquistar.
Não
somos proprietários nem do nosso corpo físico e há de convir que se fossemos
viveríamos muito mais infelizes do que somos, pois a forma que cuidamos dele é
deplorável.
Somos,
de fato, um espirito livre e desimpedido para circular por mundos em troca de
experiências, aprendizado, conhecimento e Trabalho.
Estes
estágios prolongados em mundos de expiação, como a Terra nos dias de hoje, a
princípio nos iludiu como sendo algo eterno e nos esquecemos da nossa real e
verdadeira origem.
Ora,
como espírito não tenho nada, não possuo nada, não tenho como carregar nada e é
justamente este desimpedimento que me faz circular pelo universo para aprender.
Chego
ao ponto de classificar outro ser humano, ou algum objeto, como meu; meu filho,
minha filha, meu marido, minha casa, meu terreno, etc.. Este sentido de posse e
de propriedade foi amplamente reforçado pelas condições que vivemos na Terra,
ao acharmos que somos donos de alguma coisa, gerando títulos, posses,
propriedades, escrituras, de pedaços da superfície de um planeta que
estou de passagem e quem sabe não mais irei retornar.
Quando
estes sentimentos de posse e propriedade são muito presentes nos meus
conceitos, o desapego compulsório que terei de fazer será extremamente doloroso
e drástico, transformando sentimentos neutros em sentimentos violentos.
É
preciso que todos repensem estes conceitos, pois isto irá pegar de forma
descomunal para alguns que com certeza perderão as maravilhosas oportunidades
de encerrar neste ciclo planetário, seus ciclos cármicos de aprendizado.
Serão
estes estados de posse, sejam de pessoas, objetos, terras, imóveis, bem como
ligações afetivas intensas que irá nos acorrentar a estados do passado sombrio,
retendo-nos para alçar voos magníficos, livres para sentir a intensa liberdade
que um indivíduo livre sente.
Para
refletirmos.