Pensamento
do dia, quinta-feira, 24 de março de 2016
"O
Senhor do Amor disse: "Os que buscam o incognoscível e indefinível, buscam
a Mim e Eu os aceito." "
Sri
Aurobindo
Comentários:
Ontem,
para que não houvesse um excesso de informação, não expus a vocês o quadro que
se formou na nossa reunião grupal desta terça.
Ao
terminarmos os mantras, ficamos em silencio e formou-se a seguinte cena:
Aparece
São José, vestido com um manto marrom.
Em
silencio vai abrindo seu manto, que se estendia por um espaço bem amplo.
Aos
poucos fui notando vários Seres sob este manto, olhando para nós e orando,
emitindo sons suaves e bem tranquilos. Tinham uma aparência diferente da nossa,
mas na forma humanoide também.
Num
determinado momento, começam a chegar várias crianças que corriam para estes
Seres, que as acolhiam de forma amorosa e tranquila.
Atrás
de São José, nuvens escuras iam se formando, deixando o céu pesado, denso e bem
assustador.
Na
medida que estas crianças chegavam, mais Seres iam surgindo, o manto ia se
estendendo e as crianças de mãos dadas com estes Seres, mantinham-se tranquilas
mas apreensivas.
Bem,
minha interpretação foi s seguinte;
São
José, representando o patriarca da Família Sagrada, reunia ali as polaridades
masculina e feminina da sua “esposa - Maria” e “filho- Jesus Cristo”, na energia
crística.
Seu
manto “acolhia” a todos, tanto os Seres de fora que estão nos ajudando, como
nós seres humanos, simbolizados por crianças, face ao nível evolutivo que ainda
nos encontramos.
As nuvens escuras se aproximando, mostra o final do ciclo nos envolvendo na
forma que o escolhemos que fosse finalizado.
O
manto protetor de São José, como patriarca da família sagrada, unindo as duas
polaridades da energia crística, nos acolhendo e escoltando quem veio nos
ajudar.
É
uma cena de vários efeitos simbólicos e uma demonstração clara que nunca
estaremos sozinhos, seja no que for e no que vier.
É
oportuno que cada um faça suas reflexões e analise sua vontade real neste
acolhimento.
Pensamento:
incognoscível: Que, ou o que não se pode conhecer.
Indefinível:
Que não se pode definir; vago.
Pois
bem, não temos ainda suficiente maturidade e evolução para compreender melhor o
simbolismo da figura de Deus.
No
entanto, podemos aceitar como sendo o fato gerador da nossa existência e da
existência de tudo que temos certa capacidade para perceber.
Temos
de aceitar que há um objetivo, temos uma meta, estamos percorrendo um
determinado caminho, ou seja, esta lógica precisa ser clara, pois tudo ao nosso
redor caminha neste sentido.
Vivíamos
em cavernas e hoje em casas; conhecemos a roda; superamos obstáculos imensos na
sobrevivência, enfim tivemos um continuísmo ao longo das vidas, das
reencarnações, num processo de ascenção material absolutamente nítido.
Temos
certas dificuldades em perceber nossa expansão no plano espiritual, mas como
este plano é nossa origem e não o plano material, deduz-se sem muita
dificuldade que expandimos também no espiritual.
Esta
expansão é continua, incessante, intensa e alterna-se entre o mundo físico e o
não físico.
Portanto,
quando recebemos esta mensagem que Sri Aurobindo nos remete, o que não se pode
conhecer, o que não se pode definir, sempre será por etapas.
Nas
cavernas o sistema solar não tinha nenhum significado, mas hoje tem.
No
futuro, o sistema solar terá se desdobrado em outros significados mais amplos,
mais completos, mais profundos, mas o incognoscível e indefinível ainda
continuará.
Assim
é a expansão da consciência, a evolução, o crescimento e assim mesmo, o
incognoscível e indefinível ainda continuará a existir .
No
entanto, a vida espiritual e física continuará a passar por expressivas
transformações ao longo deste caminho infindável e infinito que iremos
percorrer por inúmeros universos.
A
cada etapa, daremos passos largos. A cada etapa abarcaremos conhecimentos
incríveis, como os que já adquirimos ao sairmos das cavernas.
Assim
é a vida de todos e assim caminharemos.
A
aceitação de uma origem imaterial, espiritual, como esta que adotamos ao
mencionar Deus, precisa ser o motivo do continuísmo, da luta incessante no
eterno vir a ser, na busca pelo autoconhecimento e pela priorização das nossas
intenções.
Quem
se prende a uma única etapa, como a vida material presente, limitando suas
pretensões somente ao plano material, ao continuísmo limitado ao corpo físico
atual, subjuga-se, limita-se a uma ínfima parte do que lhe espera, deixando de
lutar pelas grandes conquistas, pelos grandes saltos como este que alguns irão
dar na sua resposta a este final de ciclo.
Não
há nada mais importante, nada mais urgente, nada mais significativo, nada mais
emergente do que nossas aspirações espirituais.
Temos
visto jovens afoitos por crescerem no seu posicionamento perante a sociedade,
perante suas aspirações profissionais, intelectuais, morais, mas completamente
distantes da única coisa que representa sua estada aqui na Terra, que é o
aprendizado sobre sua origem e sobre seu real e verdadeiro destino.
Esta
meta de ter Deus como meta, nos impulsiona para sermos completos em tudo que
fazemos.
Enfim,
vivemos preocupados com a sociedade, com a política, com nossa sobrevivência,
com nossa ideologias no mundo físico, com nossas aspirações profissionais e
esquecemos o viemos fazer aqui, de fato.
Vamos
refletir e ajudar que manifesta um mínimo de aptidão para questionar-se sobre
sua vida, sua origem, seu destino, deixando de somente influenciar naquilo que
é finito perecível e passageiro.
É
nosso dever, como cidadão universal, ajudar quem precisa.
Que
assim seja.
Hilton