Pensamento
do dia 03 de outubro de 2...
Os sonhos podem mostrar nossa realidade com clareza
Geralmente
somos mais livres nos sonhos, de modo que eles podem colocar-nos em
contato com níveis mais elevados do nosso ser, de onde podem vir orientações
precisas.
Todos
os que passaram pela experiência de um sonho marcante sabem que depois de
vivenciá-lo não continuaram a ser os mesmos.
No
nível da consciência de vigília, de desperto, temos a ilusão de que somos
separados uns dos outros, de que somos uma coisa e o universo é outra,
como algo distante e fora de nós. Todavia, um sonho pode mostrar que essa não é
a realidade.
Um
sonho pode apresentar o que vem realmente do nosso lado interno, profundo, e
não da nossa parte mais superficial, aparente ou racional. Num sonho, isso pode
ser liberado, e então ficamos diante da realidade, vendo-a com mais
clareza.
Quanto
mais nos aprofundamos nesse assunto, mais temos sonhos simbólicos, ligados
a fatos não concretos, conforme costumamos pensar. Em vários casos,
esses sonhos simbólicos podem ser considerados a linguagem da nossa alma,
a qual não se atinge com a mente comum.
Na
vida de desperto, um mais um é igual a dois, ao passo que, na linguagem da
alma, não é assim.
Na
vida espiritual, se interpretarmos um sonho simbólico em termos lógicos e
racionais, dificilmente chegaremos a uma conclusão correta. Para sabermos o que
ele está manifestando, é preciso despir-nos de toda preocupação de ver as
coisas logicamente, de querer introjetar nossas ideias sobre o significado que
possa ter. E preciso que nos liberemos de conceitos; do contrário, não
compreenderemos o símbolo.
Diante
de um sonho, convém ficarmos imparciais, tanto ao passá-lo a outros, se
for o caso, como para a nossa própria compreensão.
Devemos
registrá-lo com fidedignidade, com detalhes, mas sem acrescentar-lhe
nada.
Se
me coligo em silêncio com o símbolo que vi e fico quieto, isentando-me
de formar uma opinião, provavelmente outros elementos surgirão na minha
consciência. Esses elementos podem ter um significado específico que emergirá
de dentro de mim, não através de explicações mentais, mas de estados de
ânimo que me transformam.
Ainda
que, quieto e imparcial diante do símbolo, eu não consiga chegar a conclusão
alguma, não tem importância; pelo simples fato de ter ficado nessa atitude,
impassível e impessoal, permito que o símbolo me transforme. Por ser ele um
concentrado de energias de um outro nível, com minha atitude de
imparcialidade acabo entrando em contato com a energia que traz, mesmo sem
compreendê-lo.
Se
um símbolo for muito abstrato, de tal modo que meu grau de compreensão atual
não me permita atingi-lo, basta eu ficar relaxado para ser tocado por
sua energia. Talvez o símbolo não queira dizer nada mais que "fique calmo,
quieto e atento, olhando para mim"
Quanto
mais abstrato e incompreensível for o símbolo visto ou sonhado, mais profundo
o nível do qual terá vindo. Cada vez que o recordo, e que nele penso com
gratidão e afeto, sou energizado e me coligo com um nível mais interno do meu
ser. Tal nível está sendo representado pelo símbolo e, por isso, quando
minha mente se volta para ele, sou colocado em contato com meu Eu Superior, na
proporção em que isso pode ser feito na atual
fase da minha existência.
Trigueirinho.
Pois bem, eis uma indicação de postura que devemos seguir para
aprender a compreender os recados da alma.
Geralmente as pessoas interpretam seus sonhos “ao pé da letra”,
fantasiam, se impressionam e deduzem estados críticos que não vão acontecer.
Como somos impressionáveis, se os sonhos importantes não forem
marcantes, pouca ou nenhuma atenção lhe será dada e os recados não são absorvidos.
Como exemplo, sonha-se em certos momentos da nossa vida, com a
morte.
A morte pode ser o fim de um estágio que vem se percorrendo, de
uma situação que está prestes a se encerrar, enfim de algo que termina e outra
que começará.
Como cada um se encontra num nível de consciência, de compreensão
e evolução, os sonhos divergem de pessoa para pessoa.
Poderemos ter sonhos coletivos quando algo de âmbito coletivo
poderá acontecer.
As grandes descobertas mundiais, na ciência, na física, na
medicina, na mecânica, com em todos os outros setores, foram inspirações vindos
do alto que “tocaram” certos indivíduos aptos a estes desenvolvimentos.
Os sonhos são simbólicos e expressam estados de consciência, atuais,
futuros e do passado, que pendem de ajustes atuais, para o futuro e os passados.
Esta forma de comunicação anímica (da alma) foi uma maneira encontrada
face a nossos bloqueios mentais fortemente controlados pela personalidade.
No futuro isto muda, o formato será outro e a comunicação anímica mais
direta.
Atente para o que sonha, anote, preencha com o máximo de detalhes,
não seja telegráfico ou se prenda ao que você considera mais importante, pois o
conjunto é que dará o formato que precisamos conhecer.
Sonhar com outras pessoas, nem sempre significa recados que temos
de dar, pois nos espelhamos nos outros. Ou seja, muitas vezes o que vemos nos
outros são nossos próprios reflexos, nossos próprios defeitos ou qualidades, portanto,
nunca devemos nos isentar.
Consulte pessoas, se necessário, com certas aptidões e não
curiosos ou tendenciosas que poderá atrapalhar mais do que ajudar.
O ideal sempre será um trabalho interno, pessoal para a devida
interpretação.
Bons sonhos, o que não significa sonhos tranquilos.
Hilton