Principalmente
nas fases de intenso conflito, como acontece atualmente na Terra, pelo menos
alguns indivíduos deveriam dispor-se a equilibrar uma parcela do caos reinante.
Esse trabalho, em geral silencioso, pressupõe entrega e superação de sonhos e
aspirações pessoais. Aquele que se propõem a realizá-lo perceberá que seus corpo
físico-etérico emocional e mental reagem, mas deverá saber que isso é parte do
expurgo que precede o estabelecimento do equilíbrio.
Restrito
e limitado se tornaria esse trabalho de oração interior se a consciência que
dele participa se envolvesse com as reações dos corpos materiais. Mais
prejudicado ainda ficaria se, numa luta vã, o ser buscasse vencer tais reações.
Se
a fé amainou o mar bravio para que sobre ele Jesus caminhasse, não poderia ela
curar o homem?
Figueira.
Pois bem, estamos vivendo exatamente estas fases do conflito.
Nunca chegaram a tal intensidade na Terra, nem mesmo durante as duas guerras mundiais,
pois agora os conflitos são internos. Estamos numa verdadeira maratona de
questionamentos internos, de procedimentos, de posturas, de partidas e chegadas,
de destinos, de posicionamentos, de questões de sobrevivência. Estamos confusos
e em geral com medo, pois nunca o futuro esteve tão incerto com está.
Isto ocorre pelo fato de que o momento atual antecede o novo, algo
que não estamos acostumados a sentir, pois até agora tem sido um processo continuo
de sucessivas repetições cíclicas. Agora nos deparamos com sensações novas.
São novas Leis, novas Energias, novos movimentos, novos impulsos que
vem se destacando na medida que o tempo passa.
O novo nos assusta, mas ao mesmo tempo desperta nossa curiosidade.
Desta forma, há decisões a serem tomadas e uma delas é a forma que
iremos participar destes movimentos.
Aqueles que aderirem ao novo, como cita o texto, perceberá reações
em seus corpos físico-etérico-mental-emocional, onde parece que as coisas estão
desencaixadas. E estão mesmo, pois até agora sempre tomamos como referência o “velho”,
o que já aconteceu ao longo do passado e das vidas anteriores, uma vez que
nossa personalidade só compara, portanto, tem sempre como referência estados
ultrapassados ou de outras épocas.
A oração é um apoio incondicional desta sustentação, assim como a
entrega para o desconhecido.
Provavelmente ninguém se convenceria a andar sobre o mar, mas na
oração, o considerado impossível acontece. O despertamento da fé ultrapassa os
atuais critérios de possibilidades e é isto que se pretende para os tempos
futuros.
Mantenha-se ativo, não seja omisso, não confunda entrega com
preguiça, pois nossa adesão ao Serviço exige grandes estados de superação.
Hilton