A vegetação rasteira equivale aos pensamentos e sentimentos
humanos, sempre próximos à terra.
As plantas que se elevam verticalmente em busca da luz
correspondem às aspirações nobres e aos sentimentos devotos.
A semente que é levada pelo vento sem saber em que solo irá pousar
equivale ao ser em serviço.
Mas é a flor que se abre em silêncio, doando-se em sua pureza, que
representa o desabrochar da essência interior do ser humano.
Figueira.
Pois bem, se levarmos em conta estas comparações, poderemos imaginar
o nível de intenções nos encontramos.
Na vegetação rasteira, onde o nível das intenções se fixa nas
ambições, desejos, contendas, competitividade, mantem metas e etapas que não
condizem com a necessidade de se colocar a Serviço. A luta por espaço, pelas
melhores condições, pela criação das oportunidades independente do preço a ser
pago, é uma constante. É com certeza o nível da maioria, onde o foco concentra-se
na manutenção das coisas materiais conquistadas, além da sua expansão.
Neste nível, o ”vale tudo” é amplamente praticado, é o campo onde
as aparências são exibidas para serem admiradas e cobiçadas.
As satisfações são efêmeras, passageiras e normalmente tornam-se
frustrantes.
Sentimentos mesquinhos, egoístas, são dominantes e a competição é
o que incentiva o indivíduo a viver.
Nas plantas que se elevam aos céus, que buscam e lutam pela luz
solar, que buscam as grande alturas, desdobrando-se em diversas formas e superando
obstáculos, podemos comparar com aqueles indivíduos que vivem um deslumbre
maior, que perceberam que a vida, em si, aprofunda-se em diversas outras
etapas, que se completa na medida do próprio crescimento, que o ambiente se
amplia além da superfície conhecida. Este individuo encontrou muitas respostas,
mas ao mesmo tempo estas desdobraram-se em novas perguntas.
Evidentemente é um buscador, mas luta por seu espaço e ainda
compete ao se arremessar para as alturas. Esta crescendo mas continua focado mais
em si próprio. Externa desejos mais nobres, alcança informações elevadas, mas
ainda luta literalmente pelo seu espaço, pelo seu crescimento e compete com os
demais pela sua verticalização.
Está no caminho, mas pode se perder se demorar mais que o
necessário, ou resolver que a altura desejada foi alcançada e viver usufruindo
de suas conquistas.
Boa parte da população terrestre, mais bondosa, mais caridosa
encontra-se neste estágio.
Acomodam-se com certa facilidade e o que lhes tira do lugar são as
necessidades. Quando sentem alguma necessidade voltam a ir buscar. Possuem assim
uma evolução intermitente, onde pausas acontecem e não percebem que o tempo não
para e o ontem não voltará mais.
Possuem aspirações nobres, sentiram e viram a Luz mas ainda não conseguiram
o impulso necessário para engajar-se nas metas evolutivas e nos serviços essenciais.
As sementes ao vento são os desapegados, são os indivíduos com
ampla consciência ao Serviço, focam-se em servir e ser uteis, sem definir
local, etapa, tempo, forma de fazê-lo, enfim estão em constante entrega. Não
sentem mais a necessidade de ver a luz, pois esta já se encontra em si, não
escolhem o solo, o local, as condições, pois sabem que o Plano definirá o que
será melhor para a Tarefa em curso.
Doam-se e sempre estão dispostos a enfrentarem os desafios, pois a entrega é praticada com plenitude.
Poucos chegam a este estágio aqui na Terra. O livre arbítrio transforma-se
numa grande barreira. No entanto, aqueles que conseguem focar-se nas atividades
reais da caridade no plano da alma, não tem mais dúvidas dos estágios passageiros
do corpo e sabem muito bem que o conhecimento é a única coisa necessária.
São portadores da Luz, dos estados elevados da consciência e tem
como premissa básica compartilhar.
Oscilam como os demais nos estágios anteriores, face ao ambiente promiscuo
do planeta, mas possuem ampla capacidade de restabelecerem-se.
No último estágio das possibilidades atuais, chega-se ao estado
contemplativo, na bela flor que desabrocha e mostra a pureza e a beleza interior
da vida. Nesta etapa nada mais há por fazer nos planos materiais. A beleza, a essência,
o perfume, contém a síntese de todo o Universo e será esta síntese que deverá
ser a conquistada por todos.
Não há terrestres neste estágio, mas candidatos a ele. Será uma
conquista posterior se souberem enfrentar com dignidade a entrega e a
compaixão.
A Terra vive uma miscigenação dos 3 estágios, onde um funil que se
torna microscópico atua como elemento separador.
O processo evolutivo do planeta que deu oportunidades para os 4
estágios, após a transição será mais seletivo e na medida que for se desabrochando
a 6ª e a 7ª raça humana, o estágio contemplativo estará mais próximo.
Tais informações devem servir de aprofundamentos, de reflexões de “como
me enquadro” em relação aos estágios citados. O objetivo é não ficarmos atuando
em dos estágios, mas aventurar-se pelos mais sutis.
Com certeza não temos ambiente para viver em sua plenitude os estágios
mais sutis, mas podemos em muitos momentos manifestar os mais elevados.
Poderemos sentir um chamado interno ao pausarmos o dia a dia, as
confusas obrigações, as responsabilidades e a complexa e emaranhada vida de
superfície. Tais momentos podem ser decisivos para as próximas decisões e
opções que teremos para o tempo que nos resta.
Faça sua reflexão e tenha a coragem de usar o que lhe foi indicado
pela voz do coração.
Hilton