O medo deve
estar ausente, sobretudo o do desconhecido e o de abandonar as coisas do
passado.
Figueira.
Pois bem, o medo é um estigma
antigo, primordial na raça humana em face do mundo cármico que vivemos.
Se ele existe, existe para ser
superado. O ser humano, no seu atual nível evolutivo, tem entre suas metas de
superação, seus medos. Podemos dizer que estamos vivendo uma situação em que os
medos afunilaram-se para uma situação generalizada, abrangente e decorrente da
descrença pelo não reconhecimento de que temos uma origem e um destino.
Poucos se dão conta do potencial intrínseco
que temos em nossa estrutura física-espiritual, justamente por não
reconhecermos esta estrutura espiritual e por contarmos somente com a
estrutura física, que é por sua natureza passageira, excessivamente limitada.
A atual sensação de impotência,
hoje claramente difundida em âmbito geral, vinha ocorrendo da mesma forma no âmbito
individual. Somos prisioneiros dos nosso próprios preconceitos e da ignorância sobre
nossa estrutura interna como “ser divino”.
Como não reconhecemos esta
divindade latente em nosso ser, ficamos joguetes das ilusões e das enormes
restrições e limites que o corpo físico possui.
Ora, o corpo físico é o mais denso
e o mais limitado, em relação aos corpos que possuímos (físico, alma,
espirito, mônada, divino). No conjunto corpo e alma, poderíamos ter
expandido e compreendido melhor o potencial latente, com a espiritualidade que compõem o conjunto, todos provenientes da origem que pertencemos, mas parece que pensar assim nos
enfraquece.
Pretendíamos ser fortes, soberanos,
dominadores no plano material e aí nos deparamos com um inimigo invisível, muito
pequeno, astuto, que se infiltra em nossas defesas sem que o percebamos. Isto
serve para mostrar a pequenez dos nosso atributos materiais, dos apoios que
conquistamos e das defesas infantis perante um inimigo tão astuto como este.
Na realidade é um inimigo invencível, pois produz mutações que o adapta para qualquer circunstancia, portanto, pode-se vencer pequenas batalhas com grandes perdas, mas perderemos a guerra se não mudarmos de nível de consciência. A história da humanidade é recheada destas batalhas com grandes perdas.
O destino ao longo de seu curso tenta
mostrar que continuamos no caminho errado ao desprezar nossos reais atributos,
aqueles que crescem ao longo das encarnações, aqueles que acrescem no ser quando
no processo evolutivo, aquele que trata das coisas eternas.
Estamos diante de nova “oportunidade”
para implementar mudanças radicais de postura, pensamentos, ações, crenças,
comportamentos e conceitos.
Vivemos tempos de mudanças,
vivemos tempos de oportunidades, vivemos tempos de
re-união do corpo com a alma.
O isolamento deve ser aproveitado.
Deve ser usado para momentos de reflexões, de reformas íntimas, do despertamento da
coragem e na busca por instruções e equilíbrio.
A prudência é necessária pois o
mundo é cármico, mas os medos precisam ser superados.
Temos de abandonar as coisas do
passado. Isto está sendo compulsório e irá se acentuar, portanto, aquele que se
coloca à disposição, saberá administrar o conjunto de perdas que irá ter nesta
imensa revolução e renovação de valores.
Com certeza o mundo não será mais
o mesmo. Este pensamento pode se estender para todos os atuais valores,
conceitos e paradigmas. Não se trata do vírus, essencialmente, mas de um plano
de mudanças para uma humanidade que não deu certo face ao descaminho conduzido
pela ganância e pelo egoísmo.
A vida muda quando posturas externas e internas começam a mudar.








