Prosseguir com decisão e sem se desviar é indispensável em todas as etapas do caminho.
Figueira.
A maioria tem optado pelo caminho em que vida os conduz,
tornando-se escravos das artimanhas e artifícios do carma e das forças involutivas, que os
impede de progredir.
Este marasmo tem um preço muito alto, não é confortável, é
altamente ilusório e coloca os indivíduos na “roda gigante” da vida, num eterno sobe e desce sem sair do lugar. Nesta toada as
iniciativas tem por base a riqueza e o conforto egoísta, onde a indiferença com
o próximo e com o planeta é uma constante. No final da encarnação surge os
arrependimentos e o medo de enfrentar a morte, dada a falta de passos
evolutivos e de um destino fracassado.
Infelizmente esta situação ocorre com muita frequência.
Tem um ditado popular muito interessante e oportuno para completar
o raciocínio deste pensamento: Deus ajuda a quem se ajuda.
A tão sonhada e esperada "ajuda" divina ocorre universalmente e para
todos, mas há de se convir que no livre arbítrio temos de dar o primeiro impulso.
O primeiro impulso é, basicamente, uma autorização para que as "ajudas" se
manifestem. Sem este impulso crucial a soberania do livre arbítrio impede elas se manifestem.
A sonhada ajuda divina, na concepção da maioria das pessoas,
deveria ocorrer expontaneamente, sem quaisquer esforços ou mudanças da nossa parte.
Isto não funciona.
O indivíduo consciente da sua natureza evolutiva admite que está aqui
de passagem, respeita a inteligência da Mãe Natureza, obedece seus limites, percebe
a necessidade de se empenhar e do exercício da fé. Procura manter-se alinhado,
condiz com os bons costumes, não como algo excepcional mas normal e
obrigatório, além de manter certo equilíbrio e a esperança de que o que acontece
sempre será útil e necessário para seu aprendizado.
As etapas do caminho são muitas, como se refere o pensamento, e
fomos constituídos de um modo em que a idade cronológica estimula cada pequeno
ciclo que percorremos numa reencarnação. Sendo assim, nada irá acontecer se não
estiver preparado para que aconteça. Não passarei por uma experiência que
condiz com meus 40 anos, com 20 anos de idade.
Neste compasso inteligente, posso me preparar com antecedência para
cada etapa da vida. No entanto, se fico preso às ilusões da vida e ao planejamento
de uma vida material rica e confortável, deixo passar as “ajudas” de Deus que
seguem rigorosamente a idade cronológica, o destino e as experiências que devo
realizar na presente reencarnação.
O planejamento divino é perfeito, correto e participamos destas escolhas
pouco antes de reencarnar. Assumimos compromissos que poderemos realizar, sejam
estes cármicos ou evolutivos.
É preciso prestar muita atenção em tudo que se passa ao redor, ser
muito observador e estar convicto destes procedimentos para perceber quando a
ajuda divina está se manifestando.
Não viveríamos sem estas ajudas. Seria impossível manter a vida física
sem que estas manifestações divinas ocorressem diariamente. Estamos muito distraídos
e confiantes somente nos planos materiais da vida, distraídos com as ilusões,
sem se ater que nos mundos cármicos a dor e o esforço dominam os aspectos da sobrevivência
física. Isto é aprendizado, é assim que se aprende nos mundos
cármicos. Estes são passageiros e cada um de definirá o quanto aqui deverá
permanecer.
Esta sensação de vida infinita na Terra, de que estamos presos a
um único planeta, de que sofrer faz parte do mecanismo universal é mais uma das
ilusões face ao pensar pequeno, limitar a consciência à reencarnação atual e
planejar exclusivamente a vida na matéria.
Libertar-se é preciso.









