Pensamento do dia 02 de outubro
de 2015.
Aprende a reconhecer a vertente
que alimenta toda a Criação, e não deixes teus olhos se enganarem com brilhos
fugazes.
Trigueirinho.
Pois
bem, a criatura é alimentada pelo seu Criador.
Eis um
alimento que desprezamos constantemente.
Somos
seres humanos à mingua, literalmente morrendo de inanição.
Nos
alimentamos avidamente para o corpo, para a mente racional e para o emocional.
Na maioria das vezes exagerando as doses ingeridas e nos prejudicando com o
excesso que não pode ser absorvido.
Tais
alimentos tem deteriorado nosso corpo físico, emocional e mental.
Temos envelhecido
rapidamente, somos carentes, temos medo excessivo, somos inseguros e
desconhecemos quem somos, para aonde vamos e de onde viemos, ou seja, não
sabemos praticamente nada sobre nós.
Da mesma
forma, pouquíssimo sabemos sobre nosso meio ambiente, a Terra, e fora dele, o
cosmos, nem pensar, talvez limitada a uma simples gota de água de um oceano.
Na Terra
arranhamos alguns conhecimentos da sua superfície, pois fora disso pouco
sabemos. Desconhecemos as outras extensões ocultas que convivem conosco, aqui
na superfície, pois perdemos inúmeras qualidades ao longo do tempo, face aos
imensos desvios que temos cometido com o egoísmo.
Isto nos
deixou tão carentes que somos a carência personificada nos medos.
O pior é
que não temos feito nada a respeito.
Poucos
se movimentam para aprender algo a mais do que a superficialidade da vida.
A maioria
anda muito ocupada, sem tempo, com muitos compromissos estranhos à nossa origem
divina e elevada e ainda acham que são normais.
Aqueles
que procuram algo a mais, além da superfície, são estranhos, esquisitos,
digamos que anormais sob este ponto de vista e por vergonha e medo, continuamos
na esfera do julgamento e com o medo da não critica pelos que nos acompanham,
ao invés de aprofundar-se na busca para sair desta estranha e insana ignorância.
A maioria
desconhece a necessidade do alimento da alma, que nada mais é do que o
aprofundamento no conhecimento e na sabedoria universal.
Também,
não temos tempo!
Não relevam
o fato de que este conhecimento e esta sabedoria serão as únicas bagagens que
levaremos após a passagem de uma vida para outra.
Confundem
fatos religiosos, discriminam sem conhecimento de causa, criticam sem saber
porque, mas perante a sociedade insana que vivemos, são considerados normais.
A alma
faminta se deteriora.
Sabemos
que a desnutrição acelerada, no limite das necessidades do corpo humano, chega ao
ponto de alimentar-se do próprio corpo. Temos visto na televisão pessoas
extremamente magras e neste processo acelerado de emagrecimento, em especial no
continente africano, o próprio corpo vai se canibalizando, num processo de auto
destruição (auto alimentação).
Pois bem,
com a alma acontece algo similar, pois a ignorância se auto alimenta com mais ignorância,
com mais preconceitos, com mais medos, com mais destruição do ser interno que
todos tem.
Chega-se
ao ponto da necessidade da alma ter de morrer para recomeçar.
Sob o
ponto de vista divino a alma ainda faz parte do mundo material, portanto muitas
almas irão morrer na virada cíclica do planeta, face a este grande processo de
inanição.
Renascerão
em outras circunstancias e reiniciarão o processo de aprendizado que todos vem
percorrendo.
A
centelha divina, nossa divindade, nosso espirito, sim, estes são eternos e
sobreviverão sempre, mas o restante dos nossos corpos ficam sujeitas ao
processo do renascimento, da mesma foram que ocorre com o corpo físico.
Mas, não
temos tempo para aprender sobre isto, somos por demais ocupados com as
nossas passageiras necessidades materiais, muitos com relevada abundancia e
outros com relevada escassez.
O
pensamento, como sempre, é providencial no momento crítico atual, pois nossas
chances de aprender estão se tornando cada vez menores, ou mais curtas no
espaço-tempo que vivemos.
Aprofundar-se
para “aprende a reconhecer a vertente que alimenta toda a Criação”, sem nos
deixarmos enganar pelos “brilhos fugazes” da ilusão que temos vivido, é
preponderante para o alimento da alma.
Como tem
sido citado nas instruções, temos de nos ver como um conjunto, corpo-mente-alma
e o conjunto todo precisa alimentar-se.
Para
reflexões.