Com humildade podemos ser ajudados no caminho espiritual.
No passado, as mudanças de etapa no caminho espiritual eram
marcadas por cerimônias externas. Nas pirâmides e nos templos, o ser
humano vivia de maneira consciente a etapa da senda em que se encontrava, bem
como sua passagem para outra. Esses ritos eram conduzidos por sacerdotes.
Com o tempo, esse processo foi sendo levado para os níveis
internos da existência. Hoje já não existem instrutores que nos possam
indicar o momento de mudar de etapa e os cuidados que devemos ter para
avançar com segurança. É dentro de nós mesmos que vamos encontrar essas
indicações.
Se no plano externo buscarmos orientação de alguém, poderemos ter
alguma desilusão. Hoje, cabe-nos manifestar uma vida superior, mas não
há quem nos mostre externamente os detalhes de como fazer isso.
No caminho espiritual, precisamos estar atentos e observar-nos com
rigor. E necessário extremo cuidado com palavras e pensamentos. Por
aparentarem-se triviais, costumamos não dar a eles o correto valor. Se
soubéssemos quão importante é o controle do que se diz e pensa,
mudaríamos de atitude. Palavras e pensamentos enredam-nos em uma trama
cármica de causa e efeito. É premente reconhecermos isso e nos depurarmos
como personalidade,
Essa depuração tem por base o conflito, porque as tendências
emocionais e mentais divergem muito do caminho superior. Grande é a ajuda
espiritual que recebemos do Alto para atravessar essas etapas e suportar o que
nos é trazido por meio dos fatos da vida.
Mas
a certa altura, começamos a progredir deixando certas lutas para trás; optamos
por entregar-nos a uma guiança interior. Isso assinala uma nova
etapa, fase de maior união com nosso ser interior.
Alcançamos esse ponto quando nos voltamos integral e decididamente
para a meta interior, permitindo que nossa alma guie nossos passos. A clareza
da nossa definição é suficiente para
fazer-nos avançar. Estamos resolvidos: a meta interior espiritual torna-se a
nossa prioridade na vida.
Ainda que não saibamos o que isso representa em sua totalidade, já
aprendemos que tudo está dentro de nós. Se permanecemos firmes nessa
meta, todo o resto é secundário. É o momento de orar, de vigiar e de nos
entregar nesse caminho. É bom
lembrar que o mundo circundante se encarrega de nos apresentar as provas
em que teremos de confirmar nossa intenção. Oração, cânticos e mantras devem
ser usados como apoio a todo esse processo de abertura e de elevação da
consciência.
Mas uma ressalva deve ser feita: é a humildade que nos
mostra quando de fato podemos deixar de pensar no caminho, quando podemos ficar
apenas sintonizados com a meta para que a ascensão vá por si. Esquecer o
caminho só é possível depois de a humildade e a entrega estarem bem vivas em
nós.
Todo o planeta está em um ritmo de evolução mais acelerado. São imprevisíveis as
transformações que podem ocorrer em
nós, se estivermos permeados pela humildade e pela entrega. Reflitamos sobre
isso, pois quando é chegado o momento a
humildade nos diz: "Como você nada
sabe, esqueça o caminho, entregue-se e deixe-se levar"
Enquanto pensarmos que somos muito evoluídos, que alcançamos algum
grau elevado, ainda temos muito o que trabalhar. Mas a humildade dissolve o
orgulho pelos passos que já demos. Desvela-nos um caminho de silêncio, de
anonimato, e então as coisas passam a suceder bem rapidamente.
Trigueirinho.
Pois bem estamos sendo alertados sobre as mudanças que ocorrem no
caminho espiritual.
Ninguém pode evitar o caminho espiritual, pois, aliás, só estamos
aqui para percorre-lo. Não há outro motivo para estarmos aqui.
Infelizmente a maioria acha que não, acha que veio até este mundo
para constituir familia, riqueza e prosperá-lo. Ora, a Terra não precisa da
nossa prosperidade, alias somos os “algozes do planeta” na nossa prosperidade.
O dia em que todos tiverem esta consciência, não viveremos contra
o planeta mas a favor dele e de nós mesmos, e em comunhão cresceremos
igualmente.
Mas poucos percebem que o tempo passa e as mudanças acontecem independente
da nossa vontade. Digamos que o relógio cósmico segue seu ritmo e ou
acompanhamos ou lutamos contra, obviamente uma luta perdida.
A cada momento que este relógio anuncia mudanças, ou estamos
preparados ou despreparados. Preparados acompanhamos, despreparados sofremos.
Como diz o texto, esta avaliação ocorre dentro de nós, mas
precisamos estar atentos, preparados para que mudanças internas sejam processadas
para identificarmos e acompanharmos as mudanças externas.
A informação, quando compreendida e assimilada, facilita sua aplicação
na vida em curso.
“A meta interior espiritual torna-se a nossa prioridade na vida” :
compreender o significado desta Lei é compreender o significado da nossa existência.
Temos passado, estamos passando e iremos passar por inúmeras transformações.
A maioria não atenta para isto e luta desesperadamente para ser sempre igual.
Não ser sempre igual acaba, erroneamente, como sendo uma perda de identidade.
Ficamos desesperados quando perdemos o RG, pois nos acostumamos a manter nossa “eterna
identidade” como sendo algo inexorável. A Vida inteligente, no entanto, muda
continuamente nossa posição, convívio, sexo, pessoas, ambientes, países, quando
reencarnamos, exatamente para variarmos os ciclos das experiências evolutivas
em diversas circunstancias.
Desta forma, temos de aderir aos padrões de mudanças que a Vida
oportunamente nos impõem, e dela extrair o máximo do aprendizado oferecido, sem
se importar com esta questão de identidade.
O tempo está muito rápido. Temos de fazer em uma única reencarnação
o que, no passado, fazíamos em várias.
A crítica, a rebeldia, o desanimo e o medo são posturas que detonam,
pois transformam-se numa revolta aos desígnios que a Vida lhe impôs, com a finalidade
essencial de lhe mostrar novas informações, novos caminhos, novas opções, novos
aprendizados. Digamos que, superados estes aspectos, entregamos o caminho atual
para um novo caminho, desconhecido, amplo, completo, audacioso.
Deixe de se identificar; não existe marca registrada no nosso
destino; somos um eterno vir a ser.
Hilton