segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Ser sempre igual. Uma postura fora da realidade.

Com humildade podemos ser ajudados no caminho espiritual.

No passado, as mudanças de etapa no caminho espiritual eram marcadas por cerimônias externas. Nas pirâmides e nos templos, o ser humano vivia de maneira consciente a etapa da senda em que se encontrava, bem como sua passagem para outra. Esses ritos eram conduzidos por sacerdotes.
Com o tempo, esse processo foi sendo levado para os níveis internos da existência. Hoje já não existem instrutores que nos possam indicar o momento de mudar de etapa e os cuidados que devemos ter para avançar com segurança. É dentro de nós mesmos que vamos encontrar essas indicações.
Se no plano externo buscarmos orientação de alguém, poderemos ter alguma desilusão. Hoje, cabe-nos manifestar uma vida superior, mas não há quem nos mostre externamente os detalhes de como fazer isso.
No caminho espiritual, precisamos estar atentos e observar-nos com rigor. E necessário extremo cuidado com palavras e pensamentos. Por aparentarem-se triviais, costumamos não dar a eles o correto valor. Se soubéssemos quão importante é o controle do que se diz e pensa, mudaríamos de atitude. Palavras e pensamentos enredam-nos em uma trama cármica de causa e efeito. É premente reconhecermos isso e nos depurarmos como personalidade,
Essa depuração tem por base o conflito, porque as tendências emocionais e mentais divergem muito do caminho superior. Grande é a ajuda espiritual que recebemos do Alto para atravessar essas etapas e suportar o que nos é trazido por meio dos fatos da vida.
            Mas a certa altura, começamos a progredir deixando certas lutas para trás; optamos por entregar-nos a uma guiança interior. Isso assinala uma nova etapa, fase de maior união com nosso ser interior.
Alcançamos esse ponto quando nos voltamos integral e decididamente para a meta interior, permitindo que nossa alma guie nossos passos. A clareza da  nossa definição é suficiente para fazer-nos avançar. Estamos resolvidos: a meta interior espiritual torna-se a nossa prioridade na vida.
Ainda que não saibamos o que isso representa em sua totalidade, já aprendemos que tudo está dentro de nós. Se permanecemos firmes nessa meta, todo o resto é secundário. É o momento de orar, de vigiar e de nos entregar nesse caminho.  É bom lembrar que o mundo circundante se encarrega de nos apresentar as provas em que teremos de confirmar nossa intenção. Oração, cânticos e mantras devem ser usados como apoio a todo esse processo de abertura e de elevação da consciência.
Mas uma ressalva deve ser feita: é a humildade que nos mostra quando de fato podemos deixar de pensar no caminho, quando podemos ficar apenas sintonizados com a meta para que a ascensão vá por si. Esquecer o caminho só é possível depois de a humildade e a entrega estarem bem vivas em nós.
Todo o planeta está em um ritmo de evolução  mais acelerado. São imprevisíveis as transformações  que podem ocorrer em nós, se estivermos permeados pela humildade e pela entrega. Reflitamos sobre isso,  pois quando é chegado o momento a humildade nos  diz: "Como você nada sabe, esqueça o caminho, entregue-se e deixe-se levar"
Enquanto pensarmos que somos muito evoluídos, que alcançamos algum grau elevado, ainda temos muito o que trabalhar. Mas a humildade dissolve o orgulho pelos passos que já demos. Desvela-nos um caminho de silêncio, de anonimato, e então as coisas passam a suceder bem rapidamente.
Trigueirinho.

Pois bem estamos sendo alertados sobre as mudanças que ocorrem no caminho espiritual.
Ninguém pode evitar o caminho espiritual, pois, aliás, só estamos aqui para percorre-lo. Não há outro motivo para estarmos aqui.
Infelizmente a maioria acha que não, acha que veio até este mundo para constituir familia, riqueza e prosperá-lo. Ora, a Terra não precisa da nossa prosperidade, alias somos os “algozes do planeta” na nossa prosperidade.
O dia em que todos tiverem esta consciência, não viveremos contra o planeta mas a favor dele e de nós mesmos, e em comunhão cresceremos igualmente.
Mas poucos percebem que o tempo passa e as mudanças acontecem independente da nossa vontade. Digamos que o relógio cósmico segue seu ritmo e ou acompanhamos ou lutamos contra, obviamente uma luta perdida.
A cada momento que este relógio anuncia mudanças, ou estamos preparados ou despreparados. Preparados acompanhamos, despreparados sofremos.
Como diz o texto, esta avaliação ocorre dentro de nós, mas precisamos estar atentos, preparados para que mudanças internas sejam processadas para identificarmos e acompanharmos as mudanças externas.
A informação, quando compreendida e assimilada, facilita sua aplicação na vida em curso.
“A meta interior espiritual torna-se a nossa prioridade na vida” : compreender o significado desta Lei é compreender o significado da nossa existência.

Temos passado, estamos passando e iremos passar por inúmeras transformações. A maioria não atenta para isto e luta desesperadamente para ser sempre igual. Não ser sempre igual acaba, erroneamente, como sendo uma perda de identidade. Ficamos desesperados quando perdemos o RG, pois nos acostumamos a manter nossa “eterna identidade” como sendo algo inexorável. A Vida inteligente, no entanto, muda continuamente nossa posição, convívio, sexo, pessoas, ambientes, países, quando reencarnamos, exatamente para variarmos os ciclos das experiências evolutivas em diversas circunstancias.
Desta forma, temos de aderir aos padrões de mudanças que a Vida oportunamente nos impõem, e dela extrair o máximo do aprendizado oferecido, sem se importar com esta questão de identidade.
O tempo está muito rápido. Temos de fazer em uma única reencarnação o que, no passado, fazíamos em várias.

A crítica, a rebeldia, o desanimo e o medo são posturas que detonam, pois transformam-se numa revolta aos desígnios que a Vida lhe impôs, com a finalidade essencial de lhe mostrar novas informações, novos caminhos, novas opções, novos aprendizados. Digamos que, superados estes aspectos, entregamos o caminho atual para um novo caminho, desconhecido, amplo, completo, audacioso.

Deixe de se identificar; não existe marca registrada no nosso destino; somos um eterno vir a ser.  
Hilton

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

As bençãos da leitura espiritual.

As bênçãos que a leitura espiritual pode nos trazer.

O hábito da leitura é importante para o desenvolvimento humano e espiritual. Dedicarmo-nos a um tema que não seja óbvio, que exija esforço, põe em atividade células que estavam adormecidas. E há temas que mobilizam áreas cerebrais necessitadas de descondicionarem-se. Elas então se renovam, começam a ter vida, e nisso é que a leitura muito contribui para o desenvolvimento humano.
Mas a leitura pode influir também de outros modos, bem mais profundos. Quando um livro apresenta ensinamentos espirituais autênticos, em geral traz informações a respeito das leis que regem níveis de consciência superiores, muitos dos quais ainda não alcançamos. Tal tipo de livro leva-nos ao contato com essas leis superiores e seus ensinamentos, e evoca em nós uma energia mais elevada. Isso pode ajudar-nos a reconhecer um próximo passo de crescimento, evolutivo, e estimular-nos a transcender os aspectos materiais, emocionais e mentais que temos arraigados.
Sobretudo hoje, a leitura espiritual tem corno meta facilitar a comunhão com a vida além do mundo material. Predispõe o leitor à revelação de realidades sutis e pode acrescentar-lhe informações sobre as perspectivas evolutivas da humanidade. Essa ampliação é parte da necessidade atual.
Por meio de um livro, as ideias adquirem as formas adequadas ao tempo. A mesma verdade, dita hoje, pode parecer completamente diferente da que foi dita no passado. E quem é pouco observador até encontra contradições entre o ensinamento espiritual antigo e o presente. Mas se olhar mais de perto verá que no ensinamento autêntico não há contradições. Há, sim, adaptações no modo de apresentá-lo — e, é claro, ampliações.
É interessante notar: o que há três mil anos era tido como amplo, oculto e avançado demais, hoje parece normal, porque a consciência planetária se expandiu. O planeta atraiu novas energias e comporta o que antes não comportava. Assim, uma verdade filosófica sem condições de acolhimento no passado já pode implantar-se.
A respeito de um novo conhecimento, transmitido por meio das obras atuais, precisamos permanecer o mais desimpedidos possível. O ensinamento espiritual ora disponível na consciência da Terra é muito mais vasto do que tudo o que já foi escrito.
Estamos chegando a um gênero de conhecimento que não cabe em palavras. No caminho progressivo da instrução espiritual, o ensinamento tende a transmitir-se nos planos internos da vida. Por isso os livros espirituais atualizados trazem um conteúdo mínimo e estimulam o leitor a entrar em sintonia com a própria fonte de conhecimento. Impulsionam-no a buscar a alma, a conectar-se com o espírito.
Ao ler um livro desses estamos tratando da saúde, mudando a vibração do cérebro, aumentando a capacidade da memória, purificando o pensamento. Além disso a leitura nos liga à fonte do livro, à essência que não foi escrita, à energia que o sustenta. Mas para esse aprofundamento é importante buscarmos o conhecimento em si, e não meramente um livro ou um autor.
Escritores e livros são instrumentos pelos quais devemos cultivar desprendimento. O que foi manifestado na palavra é a mínima parte do ensinamento. Não nos limitemos, portanto.
E justamente o que não foi dito e o que não foi escrito que nos levará a penetrar o conhecimento que nenhum livro e nenhum autor nos pode dar.
Trigueirinho.

Pois bem, de forma clara Trigueirinho coloca a possibilidade da ascenção espiritual, da evolução que uma simples leitura do livro correto, pode nos levar.
Áreas do cérebro passam a ser estimuladas pela energia contida nos escritos corretos, ampliando nossa forma de pensar, deduzir e de ser.
O livro correto apoia-se nas Leis vigentes e deve esclarecer de forma mais simples “a que” e “aonde” se aplicam, ou seja, nos instruem para obedecermos em, caráter evolutivo, a Lei que ali se aplica.
Compreender uma Lei e obedece-la não é tão simples e a partir de determinados estágios desta Lei, impulsos internos precisam acontecer para que nossa mente às compreenda. A leitura do livro correto nos traz estes impulsos. Pode além disto corrigir distorções que vínhamos praticando face a incompreensão destas ampliações necessárias.
O homem em geral, adota padrões de conduta em relação aos outros homens. Quando algo dá errado e na maioria das vezes dá errado, acaba prevalecendo as atitudes incorretas. Estas se espalham, começam a ser toleradas, aceitas e vira regra. Em geral estas regras são retrogradas e involutivas. Por exemplo ainda matamos e justifica-se.
Pode até começar certo, mas pela desatualização passa a ser errado.
Como diz o texto as explicações e posturas do passado serviram e foram úteis para aquela época; para a atual não servem mais, não se aplicam, tornaram-se involutivas, mas percebe-se que a maioria continua seguindo-as face aos preconceitos e uma ilusão de que são imutáveis.  
Evoluir é sempre “um vir a ser”. Possui uma dinâmica veloz, ágil, imediata e se não acompanharmos estaremos praticando comportamentos retrógrados, equivocados e involutivos.
“Ao ler um livro desses estamos tratando da saúde, mudando a vibração do cérebro, aumentando a capacidade da memória, purificando o pensamento.”
Vejam como as consequências positivas são incríveis.
Cabe esclarecer que não se fala neste texto de áudios livros, de palestras, exposições verbais, mas de leitura, pois o texto guarda padrões de energias intrínsecas, ocultas e poderosas que para cada leitor(a) ativará regiões do cérebro aptos a se desenvolverem.
Como a maioria “não tem tempo” ou está a “perder tempo”, muitas oportunidades passam na vida e retornarão somente na vida seguinte ou a posterior.
O dia que conseguirmos administrar melhor nosso tempo, iremos perceber quantas coisas inúteis temos feito.

O livro correto, outro aspecto fundamental e essencial: A maioria dos livros de autoajuda, atende impulsos internos retrógrados, ultrapassados, meramente emocionais que não atendem as características internas dos indivíduos. São genéricos e possuem fortes impulsos comerciais. Podem, a princípio, preencher uma vazio, mas como não se apoiam em valores eternos, ficam ultrapassados em muito pouco tempo.
Um livro para ser “adotado”, precisa ser estudado, precisa atender as razões do coração, precisa ter “alma”, portanto não é simples e não é fácil de ser encontrado, mas aqueles que tem o discernimento da busca e a ausência da preguiça, serão encontrados pelo livro.
O livro correto desperta a alma, “a” traz de volta ao conjunto corpo-mente, literalmente vira a página do curso que se está vivendo, portanto exige esforços e amplos desejos internos de ser encontrado por ele.

Por fim, jamais desista.
Hilton.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Quando uma etapa se encerra.

No decorrer da vida deve-se perceber quando uma etapa se encerra

Um dos motivos pelos quais a vida nova não se implantou ainda na Terra é o fato de os homens não saberem estar sem lutas, sem conflitos, sem caprichos e desejos. Uma pérola sagrada não tem seu verdadeiro valor reconhecido se aquele a quem ela é entregue não está desperto.
Antes que a nova vida possa emergir de modo mais pleno no planeta ou em um ser, são necessárias algumas condições como:
  • amar acima de tudo a Luz, tendo esse amor como alento, alegria, paz e preenchimento;
  • ter olhos abertos para reconhecer a tarefa que cabe à consciência, cumprindo-a sem restrições;
  • não fugir das tribulações, mas estar diante deIas com paciência e fé;
  • nutrir laços com o núcleo interior que existe em cada ser, núcleo de energia ígnea, como fogo ardente capaz de dissipar tenazes resistências, de erguer o ser e acender nele o ardor da persistência.
Muitos indivíduos que vivem nesta época trazem uma energia que desvela novos rumos.
Manifestam disponibilidade para assumir tarefas que intimidariam outros, pelas dificuldades que podem apresentar. Esses seres são fundamentais na atual situação planetária; com os caminhos abertos por pioneiros anteriores, aproxima-se o momento da concretização de uma nova vida e essa energia desbravadora poderá ser canalizada para setores mais amplos e profundos do Plano Evolutivo — o Plano de Deus.
A humanidade deve atingir padrões de conduta mais elevados. Para tanto, vem sendo preparada há milênios. E em meio ao caos externo que se expande atualmente, é possível perceber algo diferente, essencial para que caminhos corretos possam ser trilhados. Algo que a rotina tenta tornar corriqueira, mas que não perecerá. Esse algo, humilde e silencioso, é o fogo que trará o novo dia.
Sábios são os que encontram a si mesmos e, do seu mais profundo centro, obtêm os sinais de que necessitam. Não querem atingir ponto algum nem permanecer onde estão. Não interrompem sua jornada, mas não têm ansiedade por chegar ao final dela.
Todos têm uma meta a atingir, passos a dar, degraus a galgar; e uma inquietude leva hoje as consciências a buscarem algo que vá ao encontro de suas necessidades internas. E mesmo que forças materiais tentem envolver os indivíduos, muitos já sabem que não é por meio delas que encontrarão a paz.
Por isso, é necessário perceber quando uma etapa realmente se encerra no próprio ser, desencadeando a transferência da energia para um plano mais interno. E um momento delicado que requer silêncio, entrega e ausência de expectativas. Esse salto interior só pode ser dado pelo próprio ser.
A clareza de intenções e a determinação para prosseguir de modo firme e com alegria devem estar presentes. Sublime é a conjuntura interna que apoia os seres abertos ao serviço incondicional pelos seus semelhantes, pela Natureza e pelo planeta. A gratidão transforma-os em tochas ardentes, irradiadoras de luz.
O coração dos pioneiros transborda quando tocado pela luz e aqueles que já superaram as ilusões sabem que, assim como a luz vem, ela se vai e se recolhe. Na presença da luz, que o ser mergulhe no mar de sabedoria, amor e poder. Na sua ausência, que procure estar disponível para que, quando ela voltar, encontre as portas abertas.
Trigueirinho.

Pois bem, o texto anuncia como uma das premissas, amar a Luz. Podemos considerar que a Luz condensa o conhecimento.
De certa forma, há necessidade de se obter um conhecimento mínimo para que mudanças como as anunciadas façam sentido para alguém.
Infelizmente, a maioria sequer imagina mudanças, desta forma para esta maioria pensar nas mudanças que vem sendo anunciadas não faz o menor sentido.

“ter olhos abertos para reconhecer a tarefa que cabe à consciência, cumprindo-a sem restrições” : eis outro aspecto que leva em conta os olhos internos, uma consciência liberta de inúmeras posições cristalizadas, dedicação a metas e circunstancias não materiais, total obediência, atitudes que poucos compreendem como sendo positiva.

não fugir das tribulações, mas estar diante deIas com paciência e fé”: as tribulações dos momentos atuais são decorrentes do grande desalinhamento que vivemos em relação às Leis, ou seja, poucos conseguem viver corretamente nas Leis, pois o egoísmo e a competitividade prevalece em todos os aspectos da vida material.
A principio pode parecer impossível viver sem o egoísmo e a competitividade. Mera ilusão, como tantas outras, da mesma forma que hoje viver sem um celular pode parecer impossível, mas as gerações passadas provaram que não.

Utilizar-se do fogo ardente como meio de se dissipar dúvidas, insegurança, medos. Podemos atribuir a este fogo ardente a palavra fé.

A paz não é uma meta, mas consequência de metas atingidas, portanto a persistência e a luta por metas definidas trará a paz.
Hilton

Instrumentos para a cura cósmica.

Silêncio e fé: importantes instrumentos para a cura cósmica.

A cura cósmica é a recondução do ser humano à sua Origem interna, é a consciente unificação da vontade pessoal com a vontade superior do próprio indivíduo. Realiza-se pela sintonia com a realidade espiritual, e se inicia quando buscamos saber qual é a verdadeira meta da vida.
Esse processo de cura intensifica-se só quando nos entregamos ao nível superior do nosso ser, à nossa alma — o que podemos fazer de maneira simples, dirigindo-nos a esse nível interno da consciência com toda a sinceridade: "Quero ser aquilo para que fui criado. Farei o que for preciso para isso".
Ao nos entregarmos assim à vontade interna da nossa consciência superior, podemos desempenhar o papel que nos cabe no universo em que vivemos e entrar em harmonia. E, à medida que essa harmonia chega ao plano físico, as doenças podem ser eliminadas.
Como a cura cósmica transcende o corpo físico, pois concentra-se no mundo interior, ela só pode tornar-se realidade quando estamos sintonizados com o espírito imortal que vive em nós, isto é, quando nos empenhamos em realizar a vontade superior em nossa vida.
Se estivermos preocupados só com a remoção de algum incômodo físico, emocional ou mental, ficamos limitados aos problemas da personalidade e, assim, impedimos que ocorra uma cura verdadeira, não paliativa.
Devemos aproximar-nos da cura cósmica com humildade, como quem se aproxima de algo onipotente e onipresente. Essa humildade é um estado interno de silêncio, de imparcialidade diante do que desconhecemos. Depois, para continuarmos receptivos à cura, temos de aprender a calar e a observar.
Calar significa não criar expectativas, não cobrar respostas da nossa consciência superior, não desgastar o estado alcançado depois de nos entregarmos a ela. Não é necessário fazer conjecturas, planos ou programas após essa entrega. Se já nos oferecemos, não precisamos voltar ao assunto, nem mesmo em pensamento. O nosso eu superior já nos escutou.
Observar, por sua vez, é uma atitude diferente da habitual. De modo geral, quando olhamos em torno, queremos tirar proveito, queremos controlar o ambiente para fazer com que se amolde ao que desejamos, ou colocamos em movimento a nossa capacidade de crítica e de julgamento.
Observar, no sentido que a cura requer, é estarmos atentos às circunstâncias da própria vida para perceber o que o eu superior quer de nós, mas mantendo-nos calados, ou seja, sem fazer comentário algum a respeito, nem mesmo comentário mental. Em muitos casos, fazer a vontade do eu superior exige mudanças em nossa forma de ser. Observar, nesse sentido, é estarmos atentos para perceber o que devemos mudar, já que, se há enfermidade, é porque não estamos praticando aquilo para que fomos criados.
Para sermos curados, precisamos estar prontos a deixar de ser como temos sido, porque esse estado foi o que nos levou à enfermidade. E a doença só será removida quando mudarmos.
A nova atitude assumida por nós é o que mais conta na verdadeira cura, a cura cósmica. Todo o resto vem do imponderável, do que escapa totalmente do controle humano. Daí seu inestimável valor, pois a cura vem do profundo do ser, onde existem perfeição e saúde.
Entre os recursos de que dispomos para entrar em contato com esse nível de cura, os mais poderosos e próximos de nós são a fé e a devoção ao desconhecido, ao que de mais elevado pudermos conceber.
Trigueirinho.


Pois bem, a cura, recondução do ser á sua origem interna.
Bom para que este principio funcione temos de conceber que estamos de passagem por esta vida, por estes momentos, por estas situações, e a elas não pertencemos. Este conceito já esbarra em milhões de preconceitos, pois a maioria adora abraçar as imperfeições.
A verdadeira meta da vida: outro aspecto, para a maioria, de difícil concepção, pois administramos somente o tempo de vida humana e relegamos a infinitude da vida como sendo algo irreal.
A nossa alma: para muitos nossa alma está distante, quase sempre inalcançável e não pertence ao meu cotidiano. Apesar de manter o meu corpo vivo, relego-A a um “aparte invisível” que geralmente “não me diz respeito”.
Desta forma, com a negação de simples conceitos, restrinjo-me ao corpo físico, emocional e mental como sendo a única estrutura que possuo. Além disso necessito conviver com um destino, que segundo minhas concepções é sempre injusto.
Com esta fotografia distorcida da realidade sob a ótica espiritual, torno-me uma pessoa doente, desmilinguida e decepcionada .
Reverter estes conceitos distorcidos é o passo a ser dado para esta reversão. É preciso conceber à origem divina, original e eterna, onde o espiritual é a realidade e o material o ilusório. Não o inverso.  
As doenças são ajustes para os nossos desajustes, portanto, ser saudável, antes de tudo é alinhar-se com a origem. Para muitos a doença é um incomodo, mas para poucos não, pois aprenderam a compreende-la e dela extraem grandes oportunidades.
A critica e o julgamento é o alimento das distorções, consequentemente, do desalinhamento e do desequilíbrio, que por sua vez alimenta os sinais que o corpo precisa emitir, manifestando-se através das doenças. Portanto, adoecer é uma correção do rumo, da direção, do alinhamento.
Para sermos curados, precisamos estar prontos a deixar de ser como temos sido, porque esse estado foi o que nos levou à enfermidade. E a doença só será removida quando mudarmos.: é uma frase essencial que define a postura para o reequilíbrio, o realinhamento.
se há enfermidade, é porque não estamos praticando aquilo para que fomos criados. Outra frase que precisa ser muito bem observada, pois ninguém veio a este mundo para cuidar de si próprio, mas viemos para aprender a conviver com todos os seres, todos os reinos, todas as criaturas, todas as formas de vida e muito pouco temos feito sobre isto e a maioria das nossas ações não tem respeito.

Enquanto o homem não aprender o que veio fazer aqui, pouco poderá saber da sua verdadeira anatomia e pouco poderá colaborar para sua evolução.
Hilton

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Energia da cura.

A oportunidade de vivermos plenamente a energia da cura.

Havendo concordância entre a vontade profunda de um indivíduo e a vontade superficial que vem da sua personalidade, a cura pode operar-se. Ao harmonizar a personalidade com a Vida maior, que é a sua essência interior, a cura é processada, e seus efeitos tomam-se visíveis nos planos físico e energético da pessoa.
Portanto, não se pode dizer de maneira precisa que um indivíduo cure outro, mas sim que cada qual cura a si próprio na medida em que faz essa união em si mesmo. O que chamamos de "curador" é apenas um intermediário para que certa energia incida sobre aquele que será curado, ajudando-o a tomar a decisão de integrar-se.
A vida, quando não inclui a busca dessa união entre a nossa vontade consciente e a nossa vontade profunda, pode nos levar às doenças. Por isso, qualquer processo terapêutico, para agir de fato, deveria incluir o trabalho fundamental de o "paciente" procurar ver em que pontos sua vontade pessoal precisa harmonizar-se com a vontade dos níveis sutis, internos do seu ser.
Em certos casos, para que a cura aconteça, é necessário que estejam juntos aquele que vai ser instrumento da cura e aquele que precisa ser curado. E há circunstâncias em que é útil a presença de uma terceira pessoa, cuja energia, combinada com a de quem "cura" ou com a de quem quer ser liberto, pode ajudar. O lado imprevisto e misterioso da cura não se limita, porém, a fatos assim visíveis. Há exemplos nos quais o indivíduo é curado sem que o perceba: a alegria interior passa a estar presente em seu olhar e a carga de ansiedade deixa de existir em sua mente e em seu coração.
Para que a cura interior ocorra, nem sempre são necessários intermediários. Essencial é que construamos voluntariamente uma ponte de comunicação entre o nosso eu consciente e o núcleo de amor e sabedoria que habita dentro de nós, núcleo formado de energia inclusiva.
Essa energia, essência de cada ser, é representada em cada um pelo eu superior. Tomamos conhecimento dela mais cedo ou mais tarde, por meio, principalmente, da pura e simples aspiração por encontrá-la. Desejando manifestar esse amor que a tudo e a todos inclui, acabamos por reconhecê-lo dentro e fora de nós, e, a partir de então, passamos a servir ao mundo e a estar administrados pelos aspectos superiores das mesmas leis que regem o nível humano do nosso ser.
Mesmo sem a ajuda palpável de intermediários, uma pessoa pode começar a construir essa ponte com a cura. A ajuda de que ele precisa encontra-se principalmente em níveis mais elevados de sua própria consciência. Nesses níveis de consciência mais sutis, nosso eu interno, a alma, é auxiliada a perceber qual é o seu caminho cósmico.
E como se percorrêssemos uma rota desconhecida, porém cheia de sinais indicativos. Somos livres para segui-los ou não.
Todo terapeuta que busca ajudar alguém a estabelecer o contato entre os dois aspectos da energia da vontade, a pessoal e a vontade da alma, pode tornar-se um curador. Mas, para sê-lo verdadeiramente, no sentido amplo e espiritual desse termo, precisa estar — ele próprio — com essa união feita em si mesmo, pelo menos até certo grau. E à medida que realiza o trabalho de harmonia em si mesmo que ele se torna capaz de ajudar os outros a se harmonizarem.
Trigueirinho.

Pois bem, o conceito de cura, nos termos apresentados, não está restrito a cura de doenças físicas, pois sabemos que quando a doença se exterioriza para o corpo físico, nossa alma já esgotou as demais possibilidades de nos fazer mudar de caminho ou de atitudes. Podemos dizer que o desequilíbrio emocional chegou a tal ponto que a sirene vermelha teve de soar através da manifestação da dor.
A ausência do ser humano em buscar suas aptidões espirituais, o leva para fatos desta natureza. Nos acostumamos tanto com esta situação que culpamos nossas doenças por fatores externos, por circunstancias, por terceiros.
A presença do intermediário, como cita o texto, tem sido útil no meio ignorante que vivemos, podendo interferir na emanação das fontes curadoras de energias desde que o indivíduo assim o permitiu.
O intermediário pode, ao mesmo tempo, ser uma fonte de informação no individuo apto ao seu processo de cura.
Podemos dizer que os milagres confirmam estas possibilidades e sua manifestação exige do individuo aquela fé “transformadora”, ou seja, finalmente este individuo libera-se para que as transformações necessárias ocorram.
O individuo buscador, determinado, convicto de que algo tem de ser mudado em sua vida, alavanca, ou melhor dizendo atrai fontes de energias que o ajuda a preencher o novo caminho. Mas, tudo depende desta firme determinação.
A cura é um processo de harmonização, pois somos seres perfeitos. Desta forma mantido o equilíbrio, não há razão para que doenças se manifestem.
Condicionantes cármicas compensam, através de certas doenças, os desequilíbrios anteriores, portanto é um meio de depuração das atitudes que contrariam as Leis presentes.


O homem que vive em busca continua do conhecimento, aprende tais regras. Empregar estas regras no seu livre arbítrio, podemos dizer que o faz senhor de seu destino.
Hilton

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Existencia de um bem maior.

Impulsos à descoberta da existência de um bem maior.

A medida que se avolumam as crises em todo o planeta e nos diversos setores da vida, emerge em muitos o impulso à cooperação. Sentimentos e atitudes fraternas são despertados, descobrem-se formas de agir objetivas e equilibradoras. Nas situações de crise, despontam potenciais que de outro modo não se manifestariam.
Nesse mundo em desequilíbrio, temos pois como perceber um lado luminoso em tudo o que sucede. A harmonia depende de não colocarmos muita atenção no aspecto negativo de um acontecimento, mas sim de estarmos voltados principalmente para um nível além, para a realidade estável, criativa e construtiva — a nossa realidade interna e imortal. Essa mesma harmonia requer também capacidade de aceitar as coisas como são e de perceber que por trás de tudo há um bem maior. A partir daí podemos realmente transformar as situações.
Dia após dia torna-se mais necessário ficarmos atentos, com decisão, a essa realidade interna que nos pode revelar como devemos agir e ser. A intuição e a inspiração que vêm do mundo interior são os instrumentos mais valiosos de que nos valemos nessas horas.
O progresso tecnológico que a civilização apresenta não deixa ver a profunda crise em que a humanidade se encontra. Mas alguns estão conscientes dessa crise e anunciam a Lei Maior, Lei provinda do Alto, pelo exemplo vivo. Indicam o rumo com seus próprios passos e elevam consigo os que aspiram a um progresso autêntico. Na realidade, muitas mãos deveriam estar dividindo as inúmeras tarefas prementes neste conturbado planeta.
A insatisfação comum no mundo inteiro não decorre só de carências materiais, mas do afastamento da verdadeira meta da existência. Os que estão desconectados dessa meta têm a ilusão de que a paz vem da posse de bens. Assim, deixam-se levar pela tendência a acumular coisas, mas o vazio persiste em seu coração como um sinal de que esse não é o caminho da serenidade e da abundância.
Estruturas materiais podem ser demolidas por completo em poucos instantes — mas quem mantiver a fé se sentirá seguro. Que o despojamento seja almejado, pois há vias internas a serem descobertas, vias que se revelam quando há esquecimento de si.
Condutas fraternas dissolvem o egoísmo. Movidas pelo espírito amoroso, é possível às pessoas persistir nessas condutas, mesmo quando tudo em volta se opõe a isso. Muitas estão passando por provas importantes, por meio das quais se aproximam de um profundo estado de união com os semelhantes.
Grande é o trabalho a ser feito em todo o planeta, e os que assumem a vida de um serviço doado, abnegado, adaptam-se ao cumprimento simultâneo de múltiplas tarefas. Por isso, aos que veem na cooperação um caminho de crescimento interior é dito que procurem realizar o que se considera impossível.
O empenho humano é suficiente para levar adiante o que é visto como possível, mas para colocar em prática a fraternidade é necessário despertar capacidades adormecidas ou novos potenciais.
É tempo de prontidão e de fé. Fé absoluta, pois as necessidades reais são sempre supridas na hora certa quando se vive segundo leis superiores. Uma dessas leis foi enunciada por Cristo, quando disse ao homem que buscasse primeiro o Reino dos Céus dentro de si e tudo o mais lhe seria dado por acréscimo.
Trigueirinho.

O homem não pode conhecer o que não aceita como sua realidade.
Uma frase simples, mas que retrata como formamos os bloqueios para aprender o que precisamos.
O aspirante ao mundo espiritual precisa ser altamente receptivo a conceitos e ideias novas. Ultrapassar as fronteiras do que é lógico dedutível, pois estará entrando para conhecer leis que, apesar de atuarem em seu ser, as desconhecia.
Descobrir a existência de um bem maior, deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade, pois os problemas mundiais são insolúveis.
No empenho humano, fazer o que é possível não atende mais. É nítido que por mais que façamos ou nos esforçamos para fazer, pouca coisa muda, ao passo que o desalinhamento e o desequilíbrio segue uma trajetória ascendente.
Hoje temos de contar com as ajudas internas, a intuição, a inspiração para que alguma coisa possa mudar.
Nada mais irá interferir no processo de queda do materialismo, pois este alcançou seu ápice e agora será substituído.
Uma nova realidade vem surgindo e irá aflorar completamente no início do novo ciclo planetário

Aquele que se dispõem a estas mudanças, tem de mostrar a si próprio que incorpora este novo alinhamento.

Manter posturas, ideias, preconceitos, formalidades e atitudes ambíguas por medo de contrariar o que elas próprias pensam como os outros as veem, aprisiona tais indivíduos que se mantem sempre temerosos e receosos de assumir a nova realidade que sua alma clama.
Hilton

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ordenar a vida.

Precisamos ordenar a própria vida pelo contato com nosso interior.

Diante dos acontecimentos que hoje presenciamos no mundo, podemos perguntar internamente: estamos preparados para nos manter em equilíbrio? Até que ponto cada um de nós se volta para as dimensões mais sutis da vida?
Podemos afirmar que hoje já se pode criar, na humanidade, harmonias individuais e grupais de qualificada integridade. Apesar das atuais imperfeições, das lutas, das discórdias e da infelicidade terrenas em que vive a humanidade, pode-se atingir um novo estado, que elevará tudo a um plano que ainda não se conhece.
Enquanto houver interesses meramente materiais, a estrutura da vida será imperfeita, e esse é um dos problemas a serem resolvidos pela humanidade. Cuida-se do que é temporal, físico, social, ignorando-se dimensões espirituais, mais sutis. Tal perspectiva só se ampliará quando a natureza do homem se desenvolver além de si mesma, quando deixar de limitar-se aos seus aspectos naturais, como normalmente acontece.
Só pode haver vida integrada no Todo quando a busca de coisas materiais deixar de ser exclusiva, quando predominar a busca do conhecimento.
O que nos é necessário, nestes tempos de desconcerto e confusão, é ordenar a própria vida a partir do contato com a existência interior. Ao estabelecer esse contato, poderemos transcender velhos conceitos e entrar em harmonia com o Universo. Os que forem conseguindo esse novo equilíbrio ajudarão os demais.
Citamos aqui as bases da vida interior, que são o serviço, a cooperação, o respeito e a tolerância mútua.
Atualmente, é notório o fato de os que se encontram na trilha espiritual terem de vencer provas especiais de vários tipos. Não se pode dizer que sejam provas fáceis. Mas hoje nos é oferecida uma oportunidade de integração em realidades internas muito abrangentes. O estado de consciência a ser alcançado pelo ser humano pode chegar a uma escala cósmica, e a Terra será então cumulada de dádivas. Alcançá-lo depende de não mais nos sujeitarmos à mente comum e ignorante, mas transcendê-la até atingirmos a intuição e a espiritualidade.
Tenhamos em conta que uma consciência que se eleva abre caminhos para as demais. Assim, se permanecermos conscientes no nosso mais elevado nível, estaremos colaborando para que outros também possam ascender.
É papel dos que já podem aspirar pela ascensão espiritual estar cientes do que está sucedendo no planeta e em toda a humanidade nestes tempos, sem se
enganar. Vivemos momentos de transição para um novo ciclo e deveríamos estar cada vez mais disponíveis para os nossos semelhantes e para o mundo.
De nossa abnegação virá o controle sobre a situação que nos for apresentada. Quanto mais esquecidos estivermos de nós mesmos, mais teremos a prontidão requerida.
Preparamo-nos para os tempos que se aproximam à medida que nos descentralizamos do ego e entregamos ao eu profundo, com intenção de cooperar no cumprimento do propósito superior da vida na Terra.
Quem estiver imbuído do seu papel estará bem concentrado no suprimento da necessidade geral, e é essa atitude que o capacitará a servir melhor. Se deixamos escapar o momento exato de nos doar, pode ser difícil encontrar novamente outra conjuntura favorável para isso.
Trigueirinho.

Pois bem, de certa forma desaceleramos as atribuições que poderiam ser dadas ao Grupo. Há necessidade de respostas mais rápidas e um envolvimento mais intenso e comprometedor.
Por outro lado os movimentos externos estão cada vez mais conturbados e fracionados da verdade, tornando-se avassalador para o desequilíbrio geral.
É fundamental trilhar o caminho espiritual.
Como diz Trig. “ não são provas fáceis”, pois pertencer a um Grupo de Serviço, como foi abordado na última reunião, onde não é possível avaliar ou medir resultados dos esforços empreendidos, torna-se frustrante para alguns.
Podemos Trabalhar intensamente, mas não poderemos saber seus resultados. Esta questão é sempre abordada pelo nosso ego, pois diferentemente dos esforços físicos e mentais da vida cotidiana, avaliamos resultados e os classificamos de positivos ou negativos, sob nosso ponto de vista.  
Além de priorizar esforços neste sentido, a busca, a pesquisa e a entrega são fatores preponderantes para trilhar o caminho espiritual.
Diminuir a luta por bens materiais, de certa forma, tem sido compulsório, mas deveria ser espontâneo, pois assim iriamos perceber inúmeros detalhes que deixamos passar.
Aprender a dividir os esforços e a dedicação entre a vida material e a espiritual é condição essencial para engajar-se ativamente num Grupo de Serviço.
Isto precisa ser espontâneo e muitas vezes devemos provocar estes esforços, abrindo mão de atividades do plano material para liberar-se.

Enfim a vida material tem um forte apelo compulsório e por isso sempre acabamos cedendo, ao passo que a espiritual precisa ser espontânea, ofertada, onde a colaboração, o respeito e a tolerância são mais fáceis de acontecer.
Hilton

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O caminho da vida.

No caminho da vida é preciso aprender a amar o laborioso.

Em nosso caminho ascendente é preciso aprender a amar o laborioso, amar o que exige adaptações e transformações. Não se trata apenas de aceitar o que o destino traz, mas de verdadeiramente amar as provas da vida. Quando se chega a amar a dificuldade, recebe-se um toque do espírito. E isso é o que dá segurança para viver a vida tal qual é, sem jamais retroceder. O elevado toque do espírito cancela toda possibilidade de fuga e liberta a alma que decide não abandonar o labor.
O prazer que se tem por coisas materiais obscurece o entendimento das coisas do espírito. Para que a personalidade possa colaborar com a alma, deve assumir um trabalho ativo de purificação dos sentidos  materiais, da memória, da imaginação e da vontade.

Para a purificação dos sentidos materiais precisamos:
1- Não se inclinar ao mais fácil nem fugir do trabalhoso. Não buscar o saboroso, mas reconhecer no insípido um campo de treinamento da adaptabilidade.
2- Não alimentar a inércia. Buscar o equilíbrio entre dar o necessário repouso ao corpo e não procurar sempre por descanso.
3- Não almejar consolo nem compensações  pois ajudas vêm por si, no momento certo, enviadas pelo espírito.
4- Nada acumular em quantidade, mas observar em tudo a qualidade — e nisso incluem-se as companhias.

Para a purificação da memória e da imaginação:
1- Saber em que momentos é necessário cuidar das coisas da vida externa e em que momentos se deve esquecer delas. Discernir que conhecimento deve ser absorvido pelo próprio ser, tendo em conta que assuntos alheios ocupam o lugar de coisas mais profundas.

Para a purificação da vontade:
1- Perder o interesse por tudo o que leva à desunião. Dirigir a vontade para o mundo espiritual. Se for dirigida erroneamente apenas para coisas externas, a pessoa pode tomar-se presunçosa e soberba, vulnerável a elogios e adulações — o que é um descaminho.
2- Não se distrair com a mente nem permitir que criaturas a povoem, pois isso tira a atenção do  espírito nos envia continuamente ajuda para essa purificação. Leva a nossa personalidade à incerteza pelo resultado dos trabalhos que realiza. Isso é saudável, pois a torna humilde e pronta a invocar a ajuda do mundo inteiro.
Todo verdadeiro instrutor espiritual indica a necessidade de não abandonarmos as provas da vida, de amá-las e de trabalharmos com empenho para permanecer neutros diante delas. Assim, essas ajudas chegam e transformam a nossa vida. Seguindo esse mesmo caminho ascendente, lembramos que, para conhecer a realidade interior, temos de nada pretender.
Nesse caminho não podemos saltar etapas, pois cada uma tem sua nota característica e prova básica. Temos de atravessá-las uma a uma e ir adiante, com inabalável fé e perseverança.
É fundamental abrir mão de todas as expectativas. O caminho requer total despojamento interior. Devemos aprender a conviver unicamente com a Lei de Deus e segui-la em todos os passos. O valor da solidão será assim reconhecido, e o uso correto do tempo advirá do correto falar e do correto ouvir.
O contato com a nossa realidade interior é um bálsamo supremo, eleva-nos às alturas. Cura nossas dores; traz-nos a certeza da impermanência; mostra  -nos o verdadeiro valor de cada situação e, encontro após encontro, faz-nos descobrir a essência secreta de todas as coisas.

Trigueirinho.

sábado, 28 de outubro de 2017

A purificação.

A purificação do ser humano no caminho espiritual.

À medida que uma pessoa progride no caminho espiritual, dedica-se mais tempo ao processo de purificação, que inclui a busca de sintonia com planos sutis, superiores, de existência.
No transcurso desse processo, o indivíduo evolui e deixa de agir só em proveito próprio para devotar-se ao beneficio dos demais. Ao viver um caminho espiritual evolutivo e superior, é lhe dado saber a real necessidade que o cerca e, então, torna-se servidor, a princípio de grupos e, depois, do mundo.
De modo desapegado, quem aspira a servir cuida da pureza do corpo físico, da elevação dos sentimentos e da superação dos desejos, bem como da canalização da vontade e dos pensamentos para a meta superior da existência.
A organização da vida cotidiana segundo ritmos harmoniosos constitui valioso elemento para a purificação. Também o constitui a higiene, que abrange a abstenção de carnes de toda a espécie, álcool e drogas. Apesar de preparatórios para o ingresso no caminho ascensional os cuidados com a purificação vão se sutilizando à medida que neles se avança. Por isso, a auto observação e a compreensão livre de fórmulas e de esquemas mentais fixos são  sempre requeridas.
Todavia, para conseguir a purificação intelectual, o indivíduo precisa dispor-se a buscar ensinamentos em seu próprio interior. Nessa atitude, o que lhe chega de fora — um conselho, uma informação ou  um livro — é visto não mais como aquisição cultural somente, mas como estímulo para a intuição emergir. O relacionamento que assim se estabelece com o  lado interno do ser é a base para a evolução e para os contatos com o mundo espiritual, e a purificação intelectual muito se intensifica a partir da opção por esse conhecimento direto. A análise, a pesquisa, as deduções e o raciocínio vão se tornando instrumentos - e não senhores — e deixam de prevalecer sobre a busca do silêncio interior.
O indivíduo que se dispõe à purificação procura escutar seu próprio ser interno, a alma, em todas as decisões que tem de tomar; e a alma, para alcançá-Io, pode falar por intermédio de outrem ou de fatos da vida. Hoje, diante da confusão geral, a purificação intelectual é trabalho prioritário, e indicações de como conduzi-la podem ser transmitidas à consciência externa por vias intuitivas ou por situações vivenciais compulsórias que levam naturalmente à limpeza mental e moral.
Realizada certa purificação, a mente se torna mais abrangente, e o indivíduo pode superar o envolvimento com aspectos psicológicos. Enquanto focado na mente comum, vive em luta e desarmonia, enredado em questões pessoais corriqueiras; mas quando muda a forma de pensar, quando se descentraliza e passa a perceber necessidades reais e amplas, de grupos ou da humanidade, adquire maior clareza e sua vibração torna-se mais sutil.
No início, a purificação se processa com sofrimento. Mais tarde, todavia, é compreendida como libertação de vínculos com o lado material da vida, e a pessoa tende a abandonar a posição de "vítima" para se tornar mais adulta.
Importante para a purificação é a descoberta do altruísmo, o que ocorre gradativamente: no princípio, a pessoa doa aos outros o tempo vago e os bens que lhe sobram — o que é apenas treino para chegar à inteira doação e ao esquecimento de si em prol da obra evolutiva de Deus na Terra.
Trigueirinho.

Pois bem, a purificação é um estado de ser e esta busca jamais termina.
Na Fase atual esta colocação pode ser desanimadora, assim como pertencer a um Grupo de Trabalhos.
Da mesma forma, num Grupo trabalha-se bastante, a dedicação precisa ser intensa, as tarefas contínuas, os esforços intensos, mas dificilmente poderemos observar resultados palpáveis, visíveis, explícitos.
Isto acontece porque o ser humano volta-se sempre, egoisticamente, para si próprio, para resultados que o favoreça, para coisas visíveis e palpáveis, onde mensura e avalia o toma lá dá cá. “O que eu faço, precisa sempre ser compensado ou recompensado”.
Estes conceitos são exclusivos da 3ª dimensão e são intensos, pois ilusoriamente entendemos que sobrevivemos mediante o “toma lá dá cá”.
Nossa ilusão ainda se prende a “proteções” e “apoios” do estado, mas de fato este não faz absolutamente nada por ninguém, a não ser alimentar o que nos desorganiza como raça, como indivíduos coesos, como corpo humanidade, pois a desagregação é controlável e a união não é.
Assim fomenta-se a competitividade como forma de distração, de metas e objetivos, reorganizando os estados mentais predominantes para que todos sigam as mesmas regras disciplinares, impedindo-nos da liberdade necessária para a evolução espiritual.
Externamente estas regras não podem ser quebradas, mas internamente é possível manifestar esta liberdade na aliança com a alma, com Deus.
Externamente haverá sofrimentos, mas internamente as compensações acontecem.
Externamente o carma é compulsório e te obriga a cumpri-lo, internamente a liberdade e a união com a alma, com Deus, fortalecerá sua posição para vencer estas condicionantes cármicas e ser útil.
Portanto, dependendo da postura de cada um, você pode voltar-se para a liberdade na conquista da realidade ou a ilusão na manutenção da sua prisão.
O “toma lá dá cá” deve ser cumprido, pois as condições de sobrevivência e disciplina no caos que vivemos, assim exige, mas expressar-se internamente, com liberdade é algo inquebrantável.

Purifique-se. Isto depende exclusivamente de você.
Hilton

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Compaixão.

A compaixão divina pode chegar a todos nós.

É uma arte ter compaixão pelo que assistimos no planeta, sem aflição ou lamento. A compaixão vem de um plano elevado do ser e é feita da energia do amor e da sabedoria.
De fato, a compaixão tem origem no amor e sabedoria, bem como nas energias da vontade e poder. E essas energias nada têm a ver com lamúrias, mas dizem respeito a um perfeito equilíbrio. De nada do que acontece deveríamos ser vítima mas, e tudo deveríamos encarar como oportunidade  de nos libertar de algo que nos tolhe de nós mesmos.
É muito importante estar com isso presente para que diante da situação da Terra tenhamos verdadeira compaixão: aquela que constrói internamente. Isso é válido também em situações em que nos deparamos com o sofrimento de alguém.
“Se não passarmos pelo sofrimento humano, pelo sofrimento terreno, não poderemos compreender em profundidade o sofrimento de um semelhante ou o do mundo. Se não experimentarmos o esforço do trabalho, seja ele interno, mental ou físico, não poderemos guiar alguém que por meio dele precise libertar-se.”
Só podemos aprender a compaixão na escola da vida. Só compreendemos o que sucede com os demais quando já passamos pelo que estão atravessando. Em realidade, estamos na vida para nos tornar seres de compaixão. E o caminho para isso é o do trabalho, do sofrimento e do esforço, bem como o da observação do que ocorre quando alguém o trilha.
A compaixão por tudo o que acontece sem deplorar é um estado a ser alcançado neste planeta. Os bodisatvas — seres de compaixão, como Buda e Cristo — sempre procuraram implantá-la aqui.

No plano terrestre falta tanta compaixão que os seres humanos chegam a se alimentar da carne de animais. Existe a pena, o dó, mas raramente se vê a compaixão. Não podemos perceber o despertar do espírito em nós e reconhecer padrões vibratórios mais elevados se não temos pelo menos um princípio de compaixão. Sem a compaixão nenhum ser humano pode atuar como prolongamento de energias espirituais e divinas nem ser delas mensageiro.
Precisamos da compaixão bem viva em nós. E ela vai se ampliando e confirmando à proporção que buscamos o contato com a alma, com o eu superior. Se lançarmos mão apenas da nossa capacidade  mental, dos nossos sentimentos ou das nossas atividades, jamais poderemos expressar compaixão. Para manifestá-la, todo indivíduo precisa estar permeado e imbuído da energia da alma, que é, em essência, compaixão.
Essa compaixão verdadeira, a da alma, é tão forte e profunda que por meio dela chegamos a nos identificar com os semelhantes e nos tornamos capazes de ajudar de maneira efetiva a sua evolução. É só no nível da alma que podemos atingir tal estado. Se os partirmos do corpo físico, do emocional ou do mental, poderemos experimentar tipos de união superficiais e instáveis; mas para nos identificarmos com os outros seres, nossos irmãos, para sermos o que eles são em suas essências e permitir que eles sejam o que somos, para haver esse grau de união que ergue e impulsiona é preciso que a alma atue.
Quando a energia da compaixão está presente, usamos tudo para o bem, não apenas o que é agradável, bom e positivo. A compaixão é capaz de transformar em bem até mesmo o que é negativo.
Só pela compaixão podemos ser autênticos, só com ela um setor da Verdade pode manifestar-se por nosso intermédio. A compaixão nasce no coração.
Trigueirinho.

Pois bem, a compaixão é um estado de ser e este estado precisa ser alcançado aqui na Terra.
Como seres humanos, temos a obrigação de aprender determinadas qualidades que, provenientes da alma, faz parte do currículo dos indivíduos nesta etapa da 3ª dimensão.
Quando somos reprovados ou recusamos a aprender estas qualidades definidas pela alma, reencarnaremos em condições semelhantes quantas vezes forem necessárias. Vamos reprisando reencarnações até superarmos as experiencias de cada qualidade definida pela alma, atribuídas ao currículo (destino) da vida material na 3ª dimensão.
Percebe-se que a raça humana não vem melhorando, ou seja, não vem cumprindo o currículo (destino) definido pela alma, quanto aos atributos a serem alcançados, por isso que as questões morais vem decaindo e eminentemente os riscos à sanidade e a vida física vem se tornando cada vez mais complexos. Digamos que esta complexidade acompanha a modernidade dos tempos e gera novas oportunidades, mas pelo visto, os atributos tem permanecido os mesmos de séculos atrás.
A compaixão é um dos atributos definidos e bem completo, pois une estados de amor, sabedoria, vontade, inteligência, poder, domínio, equilíbrio, visão,  desprendimento, entre outros. Mas, temos visto o avesso deste atributo, em grande parte da humanidade, em especial aquela que comanda ou tem influência sobre os demais.
Chegamos a tal ponto que esta postura não se reverte mais, independente do número de reencarnações, em face de estarmos tão desalinhados.
A  transição planetária (final do ciclo) pegou uma humanidade despreparada, apesar de todas as oportunidades concedidas ao longo dos tempos, para uma virada evolutiva no plano material e espiritual. Por isso da necessária separação do “joio do trigo”, como forma de não se reter uma raça humana inteira, liberando aqueles que devem seguir adiante dos que devem repetir os mesmos passos.
Por incrível que pareça, temos a opção individual de optar por um ou outro caminho, por isso aqueles que optaram por seguir adiante são chamados de autoconvocados. Mesmo assim poucos atentaram ou perceberam esta oportunidade e continuam completamente distraídos em suas ilusões.
Seja atento. Não desperdice seu tempo, suas energias, seus movimentos.
Priorize o que sente internamente. Isto se confundirá como perdas na vida material, pois faz parte das tuas ilusões.
Hilton