Às vezes, a consciência superior retira-se, deixando o corpos
materiais aparentemente sozinhos. Se por um lado isso acontece para que ela
possa contemplar planos mais profundos, também ocorre porque esses corpos não
podem ainda receber um impulso ininterrupto.
Em certos momentos eles necessitam absorver e incorporar o que
lhes foi transmitido, para novamente
estarem aptos a prosseguir sob nova estimulação. À medida que eles vão sendo purificados
e transmutados esse processo toma-se quase
contínuo, sem necessitar mais de longos
intervalos.
O aparente afastamento da energia interior, entretanto, possibilita
que forças retrógradas que haviam sido desalojadas da aura do ser retornem,
tentando recuperar o terreno perdido. Isso é uma prova para os corpos, que
devem se manter fiéis ao impulso superior que os tocou e não se deixarem dominar
por essas forças.
Figueira.
Pois bem, vejam que temos intervalos no acolhimento da consciência
superior.
Digamos que desta forma, a humanidade de nível evolutivo baixo, a
grande maioria, vive os seus momentos de “agonia”.
A cada intervalo em que isto ocorre, caso as conquistas anteriores
no plano da consciência tenham sido cumpridas, ou seja, concluímos de forma
positiva as experiencias, as forças involutivas que tentam nos influencias
virão com um pouco mais de força, mas em compensação estes intervalos serão relativamente
curtos.
Caso tenha fracassado no aprendizado anterior e não concluído as
experiencias com sucesso, as forças negativas voltam com a mesma força anterior,
mas o intervalo em que elas permanecem ao nosso lado aumenta.
As forças involutivas possuem, basicamente, uma única missão, nos incomodar
para sairmos da situação ou do nível que nos encontramos. Não temos força
própria para tomar as iniciativas necessárias para fazer isto sozinho.
O ser humano tem uma afinidade com a preguiça que é quase
incontrolável, desta forma precisamos deste “incomodo” incentivo para sair do
lugar atual.
Quando despertamos para a fé, na realidade despertamos para que iniciativas
próprias sejam tomadas continuamente, mantendo um processo de crescimento.
Assim será com a nova humanidade que não precisará mais ser
incentivada pelo incomodo para evoluir.
Com esta informação podemos tomar esta iniciativa. Os problemas irão
diminuir não pela quantidade mas sim pelo grau de importância que iremos dar a eles.
Hilton