segunda-feira, 22 de julho de 2019

Passos Atuais - 83a Parte. Dificilmente usamos nossa visão periférica.


A parcimônia e a observação criteriosa de cada detalhe na realização da vossa tarefa é louvável e indicada, desde que não vos faça perder o sentido de totalidade de que o trabalho necessita. Não deveis considerar uma pequena parte isoladamente do todo que a contem; em  lugar disso, é preciso perceber o todo dentro da pequena parte que estais a realizar.
Figueira.

Pois bem, o ensinamento nos chama a atenção para certos detalhes que raramente empregamos nas observações que fazemos.
Geralmente somos críticos e muitas vezes agressivos baseado numa observação parcial de algo que esteja acontecendo com alguém, por exemplo.
Somos imediatistas e normalmente levamos em conta tendências pessoais. Como se eu fosse ele.

Ora, não há como eu ser igual a ele, uma vez que somos seres indivisíveis, exclusivos, únicos, num nível de evolução especifico que só eu tenho, além de um campo vibracional também único, sem qualquer possibilidade de que exista alguém exatamente como eu.
Eu sou um som, um tom, uma cor, um padrão que é absolutamente único em todo o Cosmos (a palavra Cosmos define a concentração de Universos).
Portanto, não existe “alma gêmea”
Somos semelhantes, somos parecidos, podemos ter tendências similares, podemos ter várias pontos em comum, mas definitivamente me encontro num nível evolutivo que é único.
Desta forma, quando rigorosamente adoto meus critérios em alguém, poderei estar cometendo erros grosseiros.

Dificilmente usamos nossa visão periférica. Centralizamos e excluímos o que de certa forma “descentralizou”, e simplesmente julgamos. Com esta postura faremos um julgamento parcial, limitado a parte das observações, com critérios exclusivos da minha personalidade, do meu nível evolutivo, que pode ser aquém de quem está sendo analisado (julgado).

O respeito é algo que normalmente não é observado, pois se respeito diretamente por educação, indiretamente crítico. Com esta atitude, condenso e concentro energias negativas que irão afetar a pessoa em julgamento, influenciando-a muitas vezes para procedimentos inadequados e contrários ao que o seu “íntimo” a está  tentando intui-la.

Dificilmente a neutralidade é utilizada quando nos dispomos a ajudar alguém. Há pessoas que orientam para uma direção e torcem para que se faça a direção oposta.
Ver alguém “caído” ainda dá certa sensação de prazer, num claro processo ilusório  de que estamos neutralizando parte das nossas frustrações.
Esta postura denota o elevado índice de ignorância que estamos em relação aos nossos irmãos Intraterrenos.

Quem luta contra estas posturas contraditórias presta Serviços relevantes a esta sociedade bem doente.
Temos de olhar com objetividade quando nos dedicamos a ajudar alguém, sem esquecer os detalhes, conhecer com certa profundidade os traumas que esta pessoa vem vivendo, deixa-la se expor,  precisamos transparecer confiança, escutar com neutralidade, sem críticas, SEM INTERRUPÇÕES quando explanações são feitas. É preciso entender todo o recado que o paciente está expondo para pensarmos, sermos intuídos e com cautela e tranquilidade orienta-la com uma ou duas sugestões, no máximo.
Essa conversa de que “se eu fosse você”, nunca funciona pois eu jamais serei ele.
É preciso esquecer nossos preconceitos com relação a certas atitudes que são reveladas pelo paciente, manter o equilíbrio e a neutralidade, checar se nossa respiração está normal, pensar com calma e usar de muita cautela antes de manifestar-se.
Na realidade tais conselhos precisam ser neutros e o paciente chegar à própria conclusão do que ele deverá fazer.

A intuição não irá funcionar se nos envolvermos emocionalmente com o paciente. Caso isto ocorra, escute somente, mantenha-se neutro, não indique nada neste momento.
Na maioria das vezes o ato de escutar sem interferir, não dar palpites,  não se colocar na mesma posição, desconsiderar o ato de que “se eu fosso você”, pode ser suficiente para o alivio das energias negativas retidas no paciente e suficiente para que uma nova postura aconteça e a solução seja encontrada por ele mesmo.

Socialmente, adoramos fazer críticas a alguém, denunciando suas fraquezas e explorando-as no sentido pejorativo, arrancando boas gargalhadas num círculo de amigos, sem perceber que  estas vibrações negativas alcance aquela pessoa e a enfraqueça ainda mais, colocando-a ao sabor de forças involutivas. Ao darmos estes “golpes”, recolhemos energias circulantes, juntamo-las, tornando-as mais fortes e poderosas e as direcionamos de volta à pessoa em questão, minando ainda mais suas defesas enfraquecidas. Isto nos liga carmicamente e passa a ser mais uma situação a ser solucionada nesta vida ou nas demais, como  pendencias em aberto. O individuo em Serviço deve privar-se destas atitudes.

Olhar sempre uma pessoa como um todo (corpo- mente- alma): sua postura, suas ideias, suas identificações, suas tendências, seus pontos considerados negativos (segundo meus critérios), seus pontos positivos (segundo meus critérios), sua disposição, as pressões que a levaram para que tais desvios ocorressem, enfim tentar perceber o todo da questão.
Manter estas informações em alto grau de sigilo.
Entregar ao seu eu interno sem discutir com seu eu interno suas preferencias, e aguardar uma resposta.
Quando isto é observado e rigorosamente cumprido, minha alma contata a alma do paciente e a mesma definirá uma possibilidade ou uma solução. Vejam que será a própria alma do paciente que irá indicar o caminho adequado para ele neste momento da sua vida. Portanto, minhas preferencias não se aplicam no contexto.
Isto, não necessariamente é longo, pode vir de imediato, na medida em que a neutralidade vá sendo praticada.

Caso não venha nenhuma resposta, temos duas situações:
1ª. Não estou adequadamente isento ou preparado para receber uma provável solução;
2ª. Meus critérios são ainda inadequados para a prática deste tipo deste tipo de ajuda;
3ª. Sou muito ligado emocionalmente a este paciente.;

Caso venha a resposta , temos estas situações:
1ª. Não alterar o que foi proposto, em hipótese nenhuma, com medo de desagradar ou de ser mal visto, por exemplo
2ª. Não julgar a resposta, lembrando que a alma do paciente que a definiu;
3ª. Se não se sentir apto a informa-lo, não o faça, pois haverá grande possibilidade de você distorcer a indicação.

Vejam que o alerta entre parênteses (segundo meus critérios) é fundamental. Temos de ser pessoas em franca atividade evolutiva, preparando-nos cada vez mais para o Serviço. Se tens uma vida ativa no plano material que não permite que se dedique a isto, não o faça.
Não assuma responsabilidades que podem ser fantasiadas pela sua personalidade, pelo seu emocional, pelas suas tendências pessoais.
O Serviço em geral deve ser praticado com muita sabedoria, conhecimento, ampla neutralidade, sem levar em conta parâmetros, preconceitos, etiquetas que temos usado na vida material sem critérios elevados.

Nunca se sinta totalmente preparado. A humildade é o pai da sabedoria.
Hilton

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Passos Atuais - 82a Parte. Nossas duas partes.


Pois bem, como temos trabalhado com a atividade de cura, tenho observado comentários de diversas pessoas com diversas necessidades.
Uma das coisas que me chamou a atenção é o fato de que algumas destas pessoas entendem que vivem, digamos, bem dentro das “regras”.
Veganas ou vegetarianas, usando remédios naturais, com comportamentos rígidos, mantem um ritmo bem controlado de opções de consumo. Procuram ter uma disciplina saudável e aparentemente controlam os, considerados, sentimentos negativos.
De certa forma expressam grande auto controle nos seus modos, forma de ser e de viver. Pelo menos assim se nota quando as olhamos, conversamos ou as acompanhamos quando estamos juntos.

Tive um sonho onde uma pessoa com estes nobres requisitos se apresentava a mim com dores nas costas, fazendo menção à coluna vertebral.
O sofrimento era grande e estava inconformada pelo fato de que sua vida regrada, com todas as disciplinas físicas, alimentares, de postura corporal não condiziam com o que estava acontecendo.
Ao olha-la sob um ângulo mais profundo a vi da seguinte maneira:
Ela estava vestida com metade da roupa somente: metade de um casaco, metade de uma blusa, metade de uma saia, metade de um óculos, um único calçado. A parte coberta bem protegida e aparentemente saudável e a parte descoberta cheia de feridas, pontos roxos, pele azulada, aparentando sofrimentos e dores em metade do corpo.
Um detalhe é o fato de que o lado esquerdo estava vestido e o direito descoberto.

Ao conversarmos, quando ela virava-se para o lado esquerdo aparentava ser uma pessoa segura, equilibrada, consistente, senhora de si, dominadora e andando com muita firmeza. Ao virar-se para o lado direito, manifestava tudo ao contrário, sensível, muito frágil, insegura, dolorida, carente, balbuciando palavras, num andar capenga e desequilibrado.  

Algo estranho de se ver, mas percebe-se duas pessoas em uma. Não entro no mérito da personalidade, mas da aparência que denota um amplo antagonismo em uma mesma pessoa.
Podemos dizer que temos vivido em condições semelhantes na medida que nossa parte material representa um estado equilibrado e a parte espiritual desequilibrado.
Mas o que somos neste estado?
Acho que não somos nem uma coisa e nem outra. Creio que pulamos de um lado para o outro na medida que as situações aparecem na nossa vida e os detalhes do destino se manifestam nas provas necessárias que surgem de repente.
Perdemos a identidade pois temos nos identificado com estes dois aspectos a todo momento, mesmo estes sendo completamente contraditórios.
Isto é desequilíbrio.
Isto nos tira do sério, nos desarmoniza, nos confunde, nos faz uma pessoa  que vai do “feliz” para o “infeliz” em segundos.

Voltando para os comentários da pessoa “equilibrada”, descrita acima, percebe-se que regras, controles, disciplina, ou seja, viver literalmente dentro de regras sadias e da boa educação não, necessariamente, nos faz uma pessoa completa, harmoniosa e única (não divisível como no descrito no sonho).
É preciso viver na matéria com as regras do espirito.
O espirito é o centro, o foco, o comando, pois nele se dá o continuísmo da vida infinita. A matéria, variável em cada reencarnação, ao seguir as regras da vida espiritual se purifica também.

Temos tentado viver exatamente o contrário, a matéria procurando dominar o espirito. Isto é impossível.
Como um corpo material que morre, que some, desaparece no final de cada encarnação tenta dominar o corpo espiritual que ficará eternamente, que é o “ser verdadeiro” que somos?

É importante chegarmos a esta conclusão.
É importante vivermos esta conclusão e adotar as regras básicas das Leis Divinas. Isto irá curar a metade direita que hoje está doente, carente, dolorida e sofrendo.
Esta condição não se distingue em homens ou mulheres, crianças ou adultos, encarnado ou desencarnados. De forma geral a raça humana vem vivendo com duas metades desarmonizadas, uma contraria à outra. Isto não é normal.

Os trabalhos de cura tem como premissa básica, atenuar estes estados de sofrimento diante dos conflitos de duas meias partes em conflito.
O trabalho de cura visa atos de transformação. Considera que a pessoa em processo de cura precisa mudar sua forma de ser, de agir, de pensar, de manifestar-se. Ela precisa espiritualizar-se. Ela precisa dar o devido valor a sua outra parte, esquecida.
Quando isto ocorre as energias de cura alinham-se com os anseios da alma e um processo de transformação entra em ato. As duas partes são atendidas. A material começa a purificar-se a espiritual começa a manifestar-se em igualdade de condições.
Não necessariamente irá “salvar” a vida de alguém, pois não conhecemos o que o destino reserva para aquela pessoa, mas com certeza se seu destino é a desencarnação isto ocorrerá com outro significado, outra performance da vida física na Terra.
Não necessariamente eliminará todas as dores, mas elas serão suportáveis, pois as duas partes irão colaborar entre si.
Não necessariamente atingirá todos os objetivos pretendidos, mas com certeza muitos virão.

É fundamental percebermos a necessidade do alinhamento das nossas duas partes. Uma ajudará a outra. Uma se tornará o complemento essencial da outra e ambas formarão o “arquétipo” do homem, segundo a Ideia de Deus.

Obs: os sonhos são estranhos, mas cumprem sua parte. Gratidão.


Hilton

terça-feira, 16 de julho de 2019

Passos Atuais - 81a Parte. Pare para pensar!


A oferta do ser aos níveis superiores de consciência é aceita mesmo que de início seja limitada às condições impostas pelo ego, pois é esse o meio de, gradativamente, a vibração superior ir permeando os trajes e a consciência  material do indivíduo. É como se ele fosse atraído, pouco a pouco, para dentro da rede da total rendição. Uma vez seguro nessa rede sublime, sua entrega não poderá ser condicional, mas haverá de ser perfeita, assim como perfeita é a obra do Espírito.
Figueira.

Pois bem, a oferta é a base que nos leva para estágios superiores da evolução. Consequentemente ao trilhar o caminho evolutivo, a disposição ao Trabalho, ao Serviço (no ato servir) estaremos nos ofertando.
Adaptados a estas novas circunstancias nada do que fazemos nos incomoda, nos desalenta, nos inibe a fazer.
Graus de prioridades começam a mudar e muitas coisas que o individuo não abria mão, não cedia, diminuem sua resistência. Em decorrência desta nova postura as atividades de serviços passam a ocupar lugares de destaque.
E isto ocorre naturalmente quando há vontade no coração e esta vontade torna-se um desejo de expressá-la.
Vê-se neste contexto que muitas coisas consideradas imprescindíveis na vida e no cotidiano, passam a não fazer mais sentido, e uma delas será a “falta de tempo”.

O tempo se estende, dilata-se, torna-se mais longo?
Na realidade, quando a calma se instala, a ansiedade diminui e as prioridades passam a ser para atos mais elevados, como mágica, o tempo se adapta (se alonga) para as novas circunstancias.
O cérebro irá mensurá-lo sob novas regras e condições.
Com esta nova condição instalada os desgastes diminuem, os batimentos cardíacos seguem novo ritmo, o cérebro se ajusta para suas reais finalidades e o individuo torna-se sereno e tranquilo.
Muitas coisas que o afetavam, o tiravam do sério, do eixo, ter explosões de fúria, deixava-o confuso e com medo, cessam.
Evoluir é servir. Quando vivemos o oposto contrariamos regras inquebrantáveis das Leis em questão.
Vejam que uma simples mudança de postura, de atitudes, de ser e de pensar, reequilibra o conjunto.
O tempo é proporcional à serenidade ou a ansiedade.

Temos vivido às avessas. Queremos ser, queremos ter e queremos poder. Queremos, queremos e na maioria das vezes não merecemos, portanto uma luta inglória é travada. É inglória, pois pequenas batalhas podem ser vencidas pelo ego, mas sempre serão passageiras, finitas e desastrosas.
Queremos ser algo que pode estar contrariando o destino traçado. Isto por si só o torna inalcançável. Assim a maioria vive, tentando administrar suas frustrações.
Quando se oferta, tudo se ajusta ao destino traçado, tornando as conquistas reais.

Os tempos atuais são tempos de mudanças radicais, inovadoras (nunca vividas), envolvendo o corpo, a mente, a alma e o meio ambiente, ou seja, estamos vivendo algo inusitado.
Desadaptados para estas circunstancias, desatrelados da linha evolutiva (o ato de servir), concentrados somente no corpo e na mente, estamos vivendo uma escala progressiva do caos.
Estamos completamente fora do meio em que a Terra ingressou no seu caminhar pelo Universo. Somos peixes com água até a metade do corpo, lutando desesperadamente para tentar sobreviver. Isto é caótico.

É precioso rever esta postura se temos alguma intenção de passar pelas novas fases da transição planetária com um mínimo de equilíbrio, bom senso e adaptabilidade a mudanças tão profundas.
Esta chance ocorre quando entramos nas regras da evolução espiritual.

Pare para pensar!


Hilton

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Passos Atuais - 80a Parte. Escolhas.


Mesmo que a mente esteja cultivando energias positivas, ela pode ocupar-se inadvertidamente de fatos não essenciais, restringindo a abertura aos níveis superiores. É portanto necessário que o ser esteja disponível e também desapegado do cotidiano material, num sentido bem mais amplo do que o existente na média humana.
Esse estado é uma prova de fé, de saber o quanto se confia no poder supremo, pois quem tem oportunidade de estar diante da Fonte Única de vida não deve se deixar levar pela ilusão dos fatos materiais.
Figueira.

Pois bem, o indivíduo desperto e atento aos fatos da vida espiritual, com interesses verdadeiros na sua rotina evolutiva, poderá facilmente se deixar seduzir pelas maravilhas do mundo ilusório.
De fato são maravilhas pois a ilusão pode ter um bom começo mas sempre terá um final horrível. A garantia desta possibilidade é o fato de ser uma ilusão, ou seja, algo que pode ocorrer mas que contraria as Leis Universais (ou também conhecida como Leis Divinas).
Tudo que ocorre contrária a estas Leis, inevitavelmente, desmoronará.
No íntimo, sempre saberemos o que pode e o que não se pode fazer, mas por uma questão de vaidade e atenção, fazemos mesmo assim. O livre arbítrio permite, pois as decisões fazem parte do jogo da vida sobre as escolhas.
Optando por escolhas que contraria o eu interno, somente uma questão de tempo para desmoronar. No entanto, o homem tem optado pelas ilusões, pois isto o recoloca nos anseios do meio ambiente em que vive. Ele contraria as Leis vigentes, passa a ser aceito, iguala-se, torna-se cúmplice, compartilha das desigualdades, cria carmas, mas é aceito no meio social.
No retorno, arrepende-se, assume as consequências, o carma cobra-lhe a correção da postura assumida e o faz refazer o caminho erroneamente escolhido.

Este ciclo tem se repetido constantemente na vida dos seres humanos da Terra, pois as aparências são imprescindíveis para o ego. O ego tem assumido o controle da maioria das nossas ações, sem levar em conta as consequências destas ações.
Estamos de tal forma arraigados nestes ciclos contínuos que para mudar será necessário proceder mudanças na estrutura genética. Isto precisa ser desincorporado do novo homem na nova Terra.
E assim será no novo contexto que irá exigir: mudança do código genético, alterações radicais em todo o meio ambiente da superfície terrestre, ausência do livre arbítrio e hibernação do corpo emocional para que o ego não se manifeste.
A serenidade, a observação, a harmonia e a despreocupação serão relevantes para que o novo homem mantenha-se aprumado e siga alinhado com as Leis da nova era.

Aqueles que conseguem mensurar esta nova qualidade de vida, esta nova oportunidade provida de tantas mudanças importantes, já trabalham com elas. Isto os faz assumirem certas posturas mais condizentes, mesmo na fase atual. Este cidadão torna-se mais cordato, mais compreensivo, menos iludido e menos desapegado. A entrega não o incomoda, pois o que precisará entregar, compreende que estará sob “as mãos de Deus”.
Eis ai a prova de fé, sendo assim, podemos citar com todas as letras a última frase do texto: “Esse estado é uma prova de fé, de saber o quanto se confia no poder supremo, pois quem tem oportunidade de estar diante da Fonte Única de vida não deve se deixar levar pela ilusão dos fatos materiais.”

Na tentativa de mensurar o que ocorre hoje, podemos presumir que grande parte do que fazemos está afeto às nossas ilusões. Muito pouco do que fazemos está associado ao que é necessário, saudável e evolutivo. Talvez a proporção da média humana, seja de 90% contra 10%.
Hilton

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Passos Atuais - 79a Parte. Grupos externos.

Todo trabalho da Hierarquia é essencialmente grupal. Mesmo que, no plano físico, possa parecer que alguém esteja trabalhando sozinho, todos estão coligados ao Centro da Hierarquia, que é parte de um conjunto maior composto de almas, mônadas, Avatares e Logoi.
Há seres que, estando no plano físico, servem como elo para grupos se coligarem com a Hierarquia.
Figueira.

Pois bem, o que ocorre no macrocosmo ocorre no microcosmo.
Sendo assim, grupos aqui na Terra que ousam trabalhar com o que lhes é intuído coliga-se ao Centro da Hierarquia.
Estes grupos comportam-se como braços da Hierarquia, manifestando energias, movimentos, impulsos, procedimentos, que espelham o que vem do centro hierárquico.
Um grupo autêntico não tem tendências, não tem opinião formada, não tem esquemas, não tem simpatia ou antipatia, simplesmente faz o que a ele chega. Nem tudo ele conseguirá compreender plenamente, mas reconhece que as instruções recebidas contém as necessidades que a Hierarquia precisa que seja exposto.
A obediência é necessário, mas não se trata de obediência cega, pois o que chega ao grupo virá de forma intuitiva e será coerente com o nível de consciência e de conhecimento que o grupo adquiriu, portanto sua realização seguirá parâmetros que já foram, de certa forma, abordados.
Sempre haverá um destaque num grupo, pois a liderança é imprescindível na estrutura evolutiva. Diferentemente das lideranças que a sociedade conhece, esta será conduzida pela energia da devoção e da compaixão.
“Há seres que, estando no plano físico, servem como elo para grupos se coligarem com a Hierarquia.”  Neste aspecto, através destes seres o grupo entra em sintonia com os objetivos da Hierarquia e se capacita a fazer o que alcança e poderá realizar.

Um grupo sempre contará com diversos Instrutores não físicos. São seres com larga experiencia que aproximam-se em cada momento que uma nova Tarefa é demandada ou está em desdobramento. Destes sairá instruções especificas de acordo com os movimentos que vem ocorrendo no plano físico da Terra.
Como a humanidade desconhece o que está por vir, precisa contar com Instrutores que já vivenciaram em outros mundos fatos semelhantes. Este comunica-se com o grupo e o grupo pode ser o porta voz de tais instruções.
Na fase atual da transição planetária algo inusitado está acontecendo na Terra, face as circunstancias globais que a envolverá. É a presença maciça de Instrutores para atender as demandas do centro hierárquico, informando aos grupos verdadeiros o que é necessário

Estamos vivendo um momento impar no planeta. É a primeira vez que uma transição desta magnitude acontecerá aqui na Terra, portanto é a primeira vez que os seres humanos irão vive-la.
Como temos dito, parâmetros, paradigmas e referencias existentes não irão dar explicações necessárias para os fatos que já começaram e os que estão por vir. Desta forma, um grupo verdadeiro poderá ser guiado em cada momento da transição em curso, orientando aqueles que o seguirem.  
Indicações podem partir destes grupos verdadeiros, que deverão estar amplamente sintonizados com as ajudas internas (intuição) e externas (extraterrestre, intraterrenas) no processo da transição em curso. É uma responsabilidade enorme, portanto a necessidade de instruírem-se e atualizarem-se é essencial.

Grupos mal constituídos, tendenciosos, com preferencias ou certa ganancia, estão sendo desmascarados. Não serão tolerados pelo centro hierárquico e as consequências serão muito graves.
Grupos relaxados, improdutivos, que apesar de bem intencionados não lutam por novas conquistas, desaparecerão.
Grupos oriundos das forças negativas estão confundindo e atiçando as mais baixas tendências e vontades dos seres humanos enfraquecidos pelo egoísmo, exacerbando o egocentrismo, a violência, a vaidade e a ganancia dos que deixaram-se levar pelas ilusões da vida. São muitos, são poderosos e estão infiltrados em todos os segmentos da sociedade, mantendo elos de ligação fortíssimos nesta fase derradeira da sua atuação. Uma questão de tempo para tudo desmoronar.

Obs.: Este texto limitou-se a certos comentários dos grupos externos. Cabe lembra que temos os grupos internos, grupos de serviço, grupos de resgate, grupos de formação e outros desdobramentos.

Avatar: núcleo central da consciência do homem, regente da sua trajetória evolutiva.
Logoi: consciência planetária.
Definições: Glossário esotérico – Trigueirinho.

Hilton

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Passos Atuais - 78a Parte. Energia vital.


Relembrando um texto conveniente para a época atual.

Pensamento do dia 27 de outubro de 2016.

Ninguém, a não ser o indivíduo, ele mesmo, pode colher a exata energia que lhe é necessária.
Trigueirinho.

Pois bem, como tudo no universo somos movidos a energia.
A maioria imagina que as energias que precisamos provem dos alimentos e dos líquidos que ingerimos.
Provem, mas é uma parte bem pequena e não essencial se compararmos com a energia que provem da Fonte da Vida ou Primordial.

Sem esta energia primordial não existiríamos, mas tem sido dela que temos esquecido de focar nossa atenção. Parece que os alimentos são as únicas e essenciais fontes de energia.
Podemos viver algumas semanas sem alimentos, mas sem a energia primordial nem um segundo.

A energia primordial cessa no momento que desencarnamos, pois ela que dá vida ao corpo físico.
Se prestássemos mais atenção em nossas carências, poderíamos identificar se estamos ou não permitindo que esta energia primordial circule convenientemente e na intensidade que necessitamos.
Indivíduos desalinhados, desequilibrados, que sentem muita carência, com certeza estão impedindo que esta energia circule em seu ser, convenientemente.
De certa forma quando estamos focados na vida material, sem tempo para a contraparte espiritual, estaremos repelindo parte desta energia, acumulando carências e nos desvitalizando.
Esta desvitalização produz alterações metabólicas que nos enfraquece, nos expondo a uma série de doenças comandadas por vírus e bactérias soltas no ar, na água e nas demais pessoas.

Quando nos sentimos fracos, desanimados, carentes, são sinais claros desta desvitalização. Acresce-se a isto os medos e a preguiça e temos uma combinação de fatores muito negativos, onde poderemos colher situações muito indesejáveis.
O indivíduo vitalizado está preparado para administrar seus carmas e seguir sua evolução, pois se ele estiver vitalizado, estará atendendo os anseios da alma.

Muitas vezes mudanças muito simples de atitudes e de foco no que e aonde se concentrar, nos alinhará para receber o fluxo da energia vital necessária.
A depressão, por exemplo, é uma doença da mente proveniente da falta da energia vital, pois a alma encontra-se insatisfeita com nossos procedimentos. Podemos dizer que a alma inibe a emanação desta energia vital. Assim como a depressão, outras doenças da mente podem ser curadas com mudanças simples de atitudes.

Outro aspecto muito comum, também envolve indivíduos dedicados ao Serviço e as Tarefas, onde trocam o uso das energias provenientes da Fonte Divina pela própria energia vital. Com isto se desvitalizam, mesmo prestando Tarefas essenciais.
É preciso adquirir conhecimento, estudar, pôr-se ao par, preparar-se antes de expor-se, pois esta exposição poderá ser indevida.
A intuição é algo que precisa ser adquirido. Está sempre disponível, mas poucos são aqueles que estão aptos a usá-la corretamente.


Enfim a vida é um eterno aprendizado que exige de todos nós muito foco, atenção, dedicação, concentração e busca. O que mais se ouve por aí tem sido a velha desculpa de que não há tempo, não sobra tempo, ora se não temos para o que irá dar o continuísmo da nossa vida eterna, precisamos de tempo para que.
Hilton

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Passos Atuais - 77a Parte. O que vos é pedido.


A areia desliza velozmente no relógio dos ciclos, indicando que os tempos se aproximam. Tempos de júbilo e de revelação; tempos de glória e esplendor para os que puderam permanecer fiéis ao legado que do cosmos receberam. Mas serão também tempos de duras lutas nos planos materiais; tempos de tribulações, dor e sofrimento para os que se deixaram iludir pelo apego e pela identificação com a vida externa e os seus bens.
Não há um momento a perder. Quanto mais firme e ampla for a base do vosso trabalho, mais estável ela permanecerá em meio à turbulência dos níveis coletivos. Não vos pedimos a realização de uma obra-prima, pois isso não é possível na atual conjuntura planetária. O que vos é pedido é a consecução de uma base de trabalho que, no plano etérico, ancore a nossa energia nos momentos de traslado. Bem sabeis que esse trabalho não se vincula somente a situações geográficas, mas é basicamente interior; ocorre na consciência dos seres, e tem coligações já estabelecidas com muitos outros pontos da aura planetária.
Figueira.

Pois bem, o texto é claro indiciando que os tempos se aproximam.
Engana-se aquele que imagina desencarnar antes e, portanto, não participar deste evento que mudará a rota da Terra para sua ascenção espiritual.
Não importa em que plano estivermos, seja no plano etérico (dos mortos) ou no plano físico. A raça humana é um conjunto de todos indivíduos do reino humano, sendo assim, todos, independente das suas condições, disposição e local estão envolvidos na transição planetária.
É muito comum pessoas pensarem que o que vai acontecer levará mais uma década, mais um século, quando na realidade os atos preparatórios, independente de onde estivermos em que tempo e sob quaisquer que sejam as circunstâncias, seremos todos envolvidos.
O suicídio tem sido uma forma ilusória das pessoas pensarem que podem livrar-se de problemas que as perturbava, quando na realidade é uma simples mudança de lugar. O problema continuará até ser solucionado, pois evidentemente ele é cármico. Vou pra lá e ele virá.
Ao evoluirmos no plano mental, ao aprimorarmos nossa inteligência, iremos perceber que precisamos crescer no conhecimento dos planos material e espiritual, portanto a busca é uma ferramenta imprescindível.
A transição planetária em curso, tem nos mostrado inúmeros fatores sobre as mudanças em ato. Isto deveria ser um estimulo da nossa aliança, na busca pelo alinhamento com as ajudas que vem se manifestando no planeta.
Estas ajudas são plenas, explicitas, mas não lhes cabe usar os mesmos artifícios que são empregados pelas forças involutivas que trabalham basicamente com as mentiras para fortalecer as ilusões.
Por isso da necessidade primordial do interessado nas suas conquistas reais e verdadeiras. Ir buscar.

Quando indivíduos no curso da sua vida dão a devida atenção a estas ajudas, estes acabam por irradiar padrões de energias que, como ondas concêntricas (como as de uma pedra num lago parado), espalham-se. Isto estimulará novos indivíduos, que no livre arbítrio, poderão optar por aceitar as ajudas manifestadas.
Para cada pessoa aliada a estas ajudas, diversos estímulos poderão ocorrer, respeitando seus limites e sua dedicação.
Tais estímulos precisam ser mantidos 24hs por dia, e deles dependem para que mantenha-se uma chama viva no coração.
Critérios de responsabilidade passam a ser assumidos por quem assim optou, mas em contrapartida a vida terá um novo sentido, as lutas diárias não serão em vão e o desapego começa a ser estimulado.
Encontraremos respostas para coisas sem sentido, veremos uma nova linha no horizonte, a vida valerá a pena ser vivida, a autocomiseração (sentimento de compaixão por si mesmo) não será um ato de depressão, o futuro será promissor e daremos para a nossa prole as chances de viver com dignidade.

Adeque-se ao que precisa ser feito mesmo que não tenha tudo com clareza, pois atos de fé são necessários face ao pouco conhecimento que temos a respeito.
Hilton

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Passos Atuais - 76a Parte. Baile de máscaras.


Pelo perfume conhece-se o quanto vale uma flor; pelas palavras e atos dos homens, sabe-se o que eles são.
Figueira.

Pois bem, ditado simples, conhecido e sempre oportuno.
O homem consegue mascarar suas verdadeiras intenções perante os homens.
Esta afirmação levou a humanidade a estados críticos quanto à sua sobrevivência.

O momento atual é um pouco diferente, pois o processo da transição cíclica planetária tem exposto de forma mais clara e real as verdadeiras intenções das pessoas.
Também, de forma mais clara, vem revelando o status real de cada um, ou seja, como cada pessoa tem conseguido lidar com suas fraquezas e suas fortalezas.
Portanto, estamos mais expostos a uma realidade dos fatos da personalidade de cada um.
Mas porque isto está acontecendo?
No geral, estamos na fase da “prestação de contas”. Débitos e créditos cármicos, fatores positivos ou negativos da personalidade, tendências positivas ou negativas das nossas ações, posturas perante os embates da vida, desafios que o destino impõem, anseios, devaneios, realidades e ilusões, enfim estamos no final do baile de máscaras onde todos irão revelar o rosto verdadeiro.
É algo inevitável, pois há uma divisão clara dos 2 caminhos que se apresentam :  ajustar e evoluir ou retroceder para consertar.

Em todos os aspectos, em todos os reinos, o “divisor de águas” está em curso.
O reino animal passará por uma etapa de transição muito significativa, pois animais com forte tendência às condições mantidas na época dos dinossauros continuarão sua evolução em planetas com agressividade semelhante à Terra na fase atual, assim como animais com tendência à neutralidade e de características pacificas continuarão o processo evolutivo na nova Terra.
No reino vegetal algo semelhante ocorrerá, onde plantas que colaboraram no desvio de parte da humanidade, como os ópios, também seguirão seu curso em outros planetas.
A nova Terra abrigará os elementos dos reinos que tendem ao processo de uma evolução contínua e constante, colaborando de forma positiva com as novas Leis que atuarão no planeta, pós transição.

Podemos e devemos colaborar com isto.
Precisamos anular certas tendências agressivas, certos comportamentos incoerentes com nossos anseios mais elevados, tornando-nos mais neutros, mais produtivos, mais colaborativos nesta etapa da transição.
A personalidade precisa se aquietar, o perdão precisa ser amplamente praticado, a colaboração útil precisa manifestar-se, precisamos ser menos tendenciosos, mais transparentes e dominar melhor as explosões de agressividade que fazemos constantemente. Desta forma a consciência assume a realidade e a ilusão começa a se desanuviar.

Sabemos que a transição em curso não irá preservar aquilo que contraria o bom senso elevado sobre a vida e a energia da fé, portanto, desapegar-se e deixar ir o que não serve é essencial, fundamental, prioritário, para que uma certa paz nos alcance e nos deixe mais perceptivos para o que realmente tem valor e significado.

A natureza segue seu curso e nada a impedirá de fazer o que tem de ser feito, portanto, alinhar-se a esta transformação, no mínimo aumentará nossa capacidade de compreender melhor e nos trará a devida auto confiança tão necessária para as próximas decisões.
Hilton

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Passos Atuais - 75a Parte . Um sonho e suas revelações.


Pois bem, gostaria de compartilhar um sonho com vocês.
O texto é meio longo mas traz conceitos importantes para relembramos.
 interessante é que ele se repetiu 3 vezes na noite de ontem, exatamente iguais.

O sonho:
Estava num grande caminhão, sentado no banco da frente e ao meu lado, dirigindo este caminhão, um cão grande, da raça shar pei, extremamente alegre e feliz, como o da foto abaixo.
 Senti-me estranho, mas continuamos.
O caminhão possuía uma enorme caçamba, com muita gente aglomerada nesta caçamba. Tinha um visor aberto na cabine e dava para ver as pessoas e um grande barulho em face das muitas conversas que aconteciam lá dentro.
 O caminhão começou a bater na laterais de uma estrada de terra cercada de pequenos montes de terra com uma vegetação rala, num local semi árido.
Senti-me muito incomodado e com jeito peguei a direção do caminhão, acertando seu trajeto na estrada. O cão ao meu lado, alegre, ficou com a cabeça de fora sentindo o vento fresco na sua cara.

Em dado momento entramos num local onde havia uma cúpula, uma meia circunferência, fechando um ambiente inteiro. Continuamos lentamente, no caminhão,  e víamos pessoas muito bem vestidas, mulheres com roupas incrivelmente sofisticadas, muitas joias, segurando taças de espumantes. O local era todo artificial, com fontes de agua plastificada, mobílias de design bem fora do padrão, luzes que mudavam por onde passávamos. Havia uma total indiferença à nossa presença, mesmo sendo notada.
A cúpula que “protegia” aquele ambiente, era pintada, aparentava um “céu de brigadeiro”  e nas partes baixas um pôr do sol avermelhado.
As pessoas circulavam sem se tocar , sem se falar e sem se olhar, mostrando uma indiferença com tudo aquilo.
Ao nos aproximarmos da borda, pois cruzamos o ambiente, havia um pântano por toda extensão desta cúpula cheio de cobras, sapos, lagartos, crocodilos e muito insetos. As cobras estavam em posição de ataque, olhando fixamente para as pessoas que circulavam a uma certa distância.

Saímos  da cúpula sem ser notado, com o cão sempre alegre ao meu lado, e entramos numa cidade aparentemente vazia. O caminhão dava muitos solavancos pois passava por pedaços de concreto caídos, buracos nas ruas, arvores caídas, estilhaços de vidros. No céu, apesar de estar claro, uma chuva de raios atingia muito lugares ao mesmo tempo. O barulho era ensurdecedor. A caçamba do caminhão balançava demais nestas ruas cheias de obstáculos, mas as pessoas, lá dentro, não paravam de conversar entre si, meio que anestesiadas sobre o que acontecia.
Diminui a velocidade e pude notar moradores dentro das casas, olhando pelas janelas e apavoradas com toda aquela confusão, barulho, raios caindo, destruição. No começo meu coração apertou, mas depois senti-me mais leve e consciente de que deveria continuar.

Saímos novamente daquela cena e entramos num campo. Havia muitas plantações, creio que trigo, soja, mas continuávamos na estrada. O local a princípio parecia bem agradável. Desenhos muito variados apareciam nas plantações, do tipo crop circles, mas eram diferentes, mesclava figuras geométricas com figuras humanas e extraterrestre. Vários desenhos de pássaros que se moviam quando o vento batia nas plantações. Não era um cenário da vegetação natural, mas modificado pelo homem pois só tinha plantações.
À medida que percorríamos as plantações, eu com o shar pei sempre alegre, notava-se que o céu estava ficando negro. Estava assustador, pois uma rápida formação de nuvens pretas, anunciava uma tempestade imensa. Muitos clarões acontecendo no céu, com as nuvens rodopiando em furacões a muitos metros de altura.
Na frente via-se um grande canyon, uma formação rochosa enorme, com paredes de pedras escarpadas, formando um corredor. A estrada seguia para o caminho do canyon.
Ao entrarmos no canyon, parei o caminhão e todos desceram. Estava muito irritado, pois as conversas não paravam e poucos perceberam o dilema que nos encontrávamos.
Aos poucos foram todos descendo.
Do nosso lado esquerdo vimos uma grande caverna incrustrada na rocha e do lado direito um caminho estreito entre as pedras que levava para o topo do canyon.
As conversas foram diminuindo e as pessoas começaram a perceber a gigantesca tempestade que vinha velozmente e  começaram a ficar assustadas.
Ficamos quietos por alguns momentos, mas logo em seguida, sem conversarmos sobre o que fazer, muitos começaram a correr em direção à caverna.
Permaneci quieto e senti que nosso caminho seria para o topo. Obvio que aquela grande tempestade iria alagar e transformar o canyon numa grande corredeira, portanto era premente sair dali.
Resolvemos subir para o topo. Começamos, mas o grupo era pequeno, pois a maioria resolveu abrigar-se na caverna. Iriamos ficar expostos por todo o caminho e no topo ficaríamos ao sabor dos ventos e dos raios que caiam continuamente.
A subida foi intensa, difícil. Incrivelmente nosso shar pei demonstrava um eterno bom humor e muita alegria. Pulava pra lá e pra cá e nos esperava. Latia forte em certos momentos e foram aqueles em que o medo se aproximava de todos nós.
Chegamos ao topo. O vento era terrível, a chuva intensa e a sensação de estarmos desprotegidos chegou no seu limite.
Em dado momento sentimos um calor intenso, uma luz muito forte e tudo desapareceu.
Acordei.
Acordei.
Acordei.
Por 3 vezes acordei no mesmo final.

O sonho é simbólico. Nunca se deve levar ao “pé da letra”, pois como somos muito emocionados, é preciso criar-se uma situação intensa para recebermos o “recado”.
No entanto, dá para se tirar informações importantes e aqui vai algumas das minhas interpretações.
Voce poderão visualizar outras interpretações, símbolos ou recados, podendo ir até certas particularidades mais intimas ou internas.
Vou dar a minha interpretação:

Creio que o caminhão simbolizava um transporte para o aspecto mais espiritualizado da vida, com um destino definido, tendo em vista o final da transição planetária em curso.
As condições por que passamos e o tempo do relógio nada significa neste sonho, pois somos uma raça com um destino definido e etapas cíclicas que terminam e começam, mas indica, invariavelmente, um ciclo se findando.

O shar pei, inicialmente conduzindo o caminhão, mostra nossa etapa inicial como raça humana da terra, onde a consciência não era muito bem definida e a vida sendo conduzida sem muitas responsabilidades.
Ao assumir o caminhão, representei uma consciência mais plena, mas clara e com poder de decisão, que é a fase atual que nos encontramos, onde decisões essenciais e fundamentais precisarão ser tomadas para o continuísmo do caráter evolutivo dos que assim optaram.
Como o shar pei, fui um indivíduo simbólico no desenrolar deste sonho, até por ter sido o protagonista dele, mas, no geral representei a nossa parte consciente e decisória daquilo que nos cabe decidir e fazer.

A caçamba com várias pessoas, creio que representa os que estão despertos para a virada cíclica, conscientes da sua importância, desejosos de um novo futuro sem o livre arbítrio, sem o carma, com disposição para evoluírem de forma mais light, menos radical do que tem sido, mas ainda muito desatentos e dispersos com os procedimentos essenciais para alcançarem este grau de libertação.

Assumir a direção do caminhão representa um ato de despertamento, onde devemos e podemos conduzir nossa vida segundo critérios que igualam nossa parte material com nossa contraparte espiritual. Muitos ainda deixam o seu shar pei conduzir sua vida. São pessoas boas, religiosas, participativas, caridosas, mas que não assumiram definitivamente a direção que lhes cabe. A vida então se reveste de incidentes, muitas vezes desnecessários.

Ao entramos na cúpula, vê-se um mundo artificial, um mundo construído segundo as ambições, a ganancia, a indiferença, a ostentação, onde os fatores básicos da vida compartilhada não significam nada. Literalmente vivem uma vida artificial, onde a luta e as conquistas só tem sentido no ambiente material. As pessoas convivem socialmente, mas se desconhecem, são oportunistas e almejam poder, riqueza e soberania. Irá desmoronar e ao acontecer as cobras (que representa os pecados da ignorância) assumirão o controle, como dizem os livros sagrados.

A cidade em processo de destruição pelas forças da natureza representa as construções humanas, no geral, não só físicas mas as mentais também, em processo de renovação.
Na história da civilização é comum encontrarmos construções em cima de outras construções do passado. Jerusalém, por exemplo, foi reconstruída diversas vezes. Acumula-se alicerces de várias religiões e culturas conquistadoras. Desta forma o que foi alicerçado até hoje será a base do que será alicerçado no futuro, portanto, nada se perde e tudo procede. Na transição cíclica tudo que  for base do crescimento espiritual continuará.
As pessoas nas janelas são aquelas que, distraídas demais com as coisas atuais, esqueceram-se de perceber que a vida é um eterno “vir a ser”, que estamos em um processo continuo e constante de transformação e que tudo o que foi conquistado, deverá ser abandonado. Estes estão no “limiar do final da curva”, pois está próximo um tempo em que a decisão tomada será irreversível.

Ao entramos no campo, via-se quilômetros de plantações. Vê-se portanto um panorama anormal, modificado pelo homem, sem preservar estruturas de apoio em que poderia se mesclar a natureza natural com a plantada. Por ignorância e ganancia desrespeitamos o processo de recuperação do planeta, onde poderíamos ter um convívio harmônico e continuo de preservação. O desequilíbrio que implantamos torna-se irrecuperável em condições normais, portanto, condições anormais que nos afetará, terá de ser executada para que o planeta volte ao seu “status quo” definido no ato da sua criação.
No entanto, a presença alienígena , com desenhos nas plantações, mostra que não estamos sozinhos, abandonados, mas estruturas evoluídas e conscientes da nossa ignorância já se encontra em plena atividade de auxilio e acolhimento.
No entanto, para a maioria não tem significado e enquadra-se no folclore. Este desconhecimento e esta falta de percepção mostra o quanto estamos encruados na ilusão da matéria e como a visão só alcança o bico do sapato, em termos de dinâmica universal.

O canyon. Sim, o caminho inevitavelmente se afunilará para todos. É um aspecto importante, pois todos aqueles que estão teoricamente despertos, precisam passar por um desafio final. Será o grande desprendimento, onde a preservação natural e os instintos serão definitivamente colocados à prova para sabermos se somos mais intuitivos do que instintivos.
Na verdade esta qualificação entre instintivo e intuitivo, de certa forma, também é uma decisão pessoal. Ainda temos um certo tempo para sabermos o que queremos ser, pois a partir daí a prova virá para todos, inexoravelmente.

A caverna do lado esquerdo e a subida apertada do lado direito. Isto tem uma alusão especifica ao desenvolvimento do lado esquerdo ou do lado direito, do cérebro. O lado esquerdo define-se pelas regras do plano material e o direito pelas regras do plano espiritual. O equilíbrio é quando as duas partes do cérebro estão em sintonia.
No geral, existem diversas possibilidades de nos auto avaliarmos, mas uma característica pode ser muito útil através da seguinte pergunta: Como está o meu desapego?
É oportuno nos perguntamos sobre o desapego em todos os aspectos: coisas materiais, posses, propriedades, aparências, relacionamentos, vaidades, individualidade, etc. Não raramente confunde-se desapego com rejeição ou indiferença.
Desapego é uma forma de vermos o que nos cerca sem interferir.
Geralmente quem precisa de atenção, vem requerer esta atenção, mas impor a atenção que julgamos necessário a alguém chama-se interferência. O nível de desapego pode dar uma sinalização se estamos trabalhando mais com o lado direito ou esquerdo do cérebro. Ai é só corrigir.
A decisão para a caverna, tomada por alguns, demonstra que o medo e certa irracionalidade ainda comandam as decisões e estas são comandados pelo lado esquerdo do cérebro, onde o apego,  e os instintos de preservação do próprio corpo inibe o ato da fé, a entrega e escurece a intuição. A caverna com certeza seria inundada com o fluxo das aguas da tempestade, no canyon.

A subida ao topo do canyon mostra um ato de fé, uma partida para o desconhecido onde a exposição é plena e a autoconfiança precisa ir ao limite. É uma decisão difícil pois troca-se um pseudo abrigo imediato por algo desconhecido e sem previsão para algum tipo de sucesso. É uma entrega para algo que não sabemos, em absoluto, o que vai acontecer.
O shar pei nos acompanhando, muda um pouco sua definição e mostra que um “ser” nos assiste e nos acompanha. Na realidade é nosso Eu Interno que  manifesta-se sobre outro ângulo, mais eficiente, mais dinâmico e mais decisivo  e nos impele a continuarmos apesar das grandes dificuldades.  Digamos que é um shar pei evoluído.

Em momentos cruciais, late, despertando-nos dos nossos medos e aflições.
A vida inteira teremos um “shar pei” ou Eu Interno nos acompanhando, mas na maioria das vezes estamos tão pessimistas e ausentes da fé, que seus “latidos” serão em vão. Prolongamos estados de sofrimento desnecessários pelo simples fato de desacreditar que somos assistidos.
A chegada ao topo prenuncia o fim do desafio, dos esforços e neste momento a “Providencia Divina” se manifesta e acolhe.
Perceberemos então que nunca estaremos sozinhos, nunca seremos abandonados, nunca ficaremos para trás, mas as provas que definem nossa maturidade precisam ser vencidas.

Deus é um “cara” despreocupado, ao contrario do que muita gente pensa, pois nos criou, definiu uma meta a ser atingida e nos deu a vida infinita para alcança-La, portanto dependerá de nós mesmos para atingi-La. Deu o tempo que quisermos e colocou certas facilidades um pouco acima das nossas mãos erguidas, esperando que “saltemos” para ter acesso.
De forma simples e objetiva é o que temos de fazer.
Gratidão.

Hilton