quarta-feira, 4 de maio de 2016

Morrer também não é uma boa opção

Pensamento do dia 04.05.16

Trabalhar, agir com devoção e com uma consagração interior também é disciplina espiritual.
A Mãe.


Pois bem, nossos procedimentos do dia a dia, no cotidiano da vida, nas atividade comuns e corriqueiras é o que, efetivamente, nos consagra ao divino.
Excepcionalmente poderemos ter certas Tarefas mais abrangentes, especiais, atípicas, onde esforços e valores serão canalizados para uma situação especifica, mas isto é excepcionalidade e pode ou não ocorrer.
De certa forma, para o cidadão comum, alheio e indiferente com seu processo evolutivo, Tarefas desta natureza podem ocorrer em 1 ou 2 vidas de 10 vidas vividas, portanto, é raro, pois tais Tarefas exigem inúmeros trabalhos preparatórios, dedicação e foco nas atividades evolutivas.
O indivíduo bonzinho, pacato, cordato, neutro, não agressivo, eventualmente religioso, simplesmente cumpre as obrigações naturais que a natureza humana prevê, mas não significa que tais requisitos sejam evolutivos.
Evoluir é fazer algo a mais, fazer a diferença e nunca será para si próprio ou algo que possa trazer alguma vantagem pessoal, mas pelo contrário, exigirá desgastes pessoais em detrimento de si próprio para auxiliar os demais.
Só iremos evoluir se nos esquecermos.
Esta regra básica, de cara subtrai a imensa maioria de pessoas bem intencionadas, mas que de uma forma ou de outra mantem intenções pessoais no que faz ou pretende fazer.
Esta regra básica “enxuga” substancialmente, a possibilidade da realização de Tarefas, Serviços ou a canalização de atividades evolutivas do Plano, pois somos por demais egocêntricos para expandirmos atividades e doações sem interesse, por menor que seja.
Desta forma, grandes estruturas de ajuda humanitária e para os reinos, tem de vir de fora do planeta, dos Planos elevados, de anjos, arcanjos, devas, hierarquias, extraterrestres, intraterrenos, forças solares, pois aqui na Terra não há nenhuma sustentação de solidariedade entre os habitantes, entre os reinos e entre os habitantes e reinos.

Temos ficado isolados, pois insistimos em permanecermos isolados.

No livre arbítrio não damos abertura para compartilharmos.
Nosso coração está enrijecido, escuro, hermético a energias de amor, solidariedade, misericórdia, compaixão, mas mesmo assim estas circulam entre todos nós, todos os momentos da nossa vida.

Ontem na reunião do Grupo falamos um pouco sobre o plano astral, que vive situações muito semelhantes às que vivemos aqui no plano físico, onde a balburdia, a confusão, o egoísmo, a raiva, as lutas, as guerras, a destruição vem consumindo de forma desenfreada corpos astrais como ocorre aqui na superfície terrestre.
Lá, assim como aqui, grandes ajudas externas precisam se manifestar para dar certo controle ao que ocorre nas inúmeras colônias de abrigos neste Plano Astral.
As influencias nefastas e contagiosas das forças involutivas, ocorre nos dois planos, o físico e o astral, em igualdade de condições.
O Armagedon, etapa que já entramos, ocorre também nos dois planos, com lutas gigantescas, não por territórios, mas por almas que serão aprisionadas e levadas para mundos semelhantes à Terra, ou seja cármicos, assim que este ciclo terreno terminar.

Confesso a vocês, que morrer também não é uma boa opção.

Talvez este tem sido o desejo de muitas pessoas que não conseguem mais ver mínimas possibilidades de restruturação do planeta, mas da mesma forma, finda-se o ciclo do plano astral nas condições às quais se encontra, muito parecidas com a da superfície terrestre.

Creio que a melhor opção é nos mantermos nas condições ambientais atuais, mesmo que às portas das condições finais de seu processo, optando pela neutralidade, pela abertura do coração, pela realização das Tarefas em pauta, pela doação, pelo amor, pela oferta de si próprio, pela estabilidade do equilíbrio emocional, pela tolerância nas perdas inegociáveis e irrefutáveis que estão acontecendo e irão acelerar, pela aceitação do  desmoronamento das instituições e fazendo a única coisa plausível e absolutamente necessária neste e nos momentos seguintes, a oração.

Portanto, a disciplina espiritual congrega um conjunto de ações e movimentos que alinham-se com os anseios da alma, nosso bom senso e nossas intenções mais elevadas, tendo por regra básica a entrega e o desinteresse de si próprio.

 Hilton

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