quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Energia da cura.

A oportunidade de vivermos plenamente a energia da cura.

Havendo concordância entre a vontade profunda de um indivíduo e a vontade superficial que vem da sua personalidade, a cura pode operar-se. Ao harmonizar a personalidade com a Vida maior, que é a sua essência interior, a cura é processada, e seus efeitos tomam-se visíveis nos planos físico e energético da pessoa.
Portanto, não se pode dizer de maneira precisa que um indivíduo cure outro, mas sim que cada qual cura a si próprio na medida em que faz essa união em si mesmo. O que chamamos de "curador" é apenas um intermediário para que certa energia incida sobre aquele que será curado, ajudando-o a tomar a decisão de integrar-se.
A vida, quando não inclui a busca dessa união entre a nossa vontade consciente e a nossa vontade profunda, pode nos levar às doenças. Por isso, qualquer processo terapêutico, para agir de fato, deveria incluir o trabalho fundamental de o "paciente" procurar ver em que pontos sua vontade pessoal precisa harmonizar-se com a vontade dos níveis sutis, internos do seu ser.
Em certos casos, para que a cura aconteça, é necessário que estejam juntos aquele que vai ser instrumento da cura e aquele que precisa ser curado. E há circunstâncias em que é útil a presença de uma terceira pessoa, cuja energia, combinada com a de quem "cura" ou com a de quem quer ser liberto, pode ajudar. O lado imprevisto e misterioso da cura não se limita, porém, a fatos assim visíveis. Há exemplos nos quais o indivíduo é curado sem que o perceba: a alegria interior passa a estar presente em seu olhar e a carga de ansiedade deixa de existir em sua mente e em seu coração.
Para que a cura interior ocorra, nem sempre são necessários intermediários. Essencial é que construamos voluntariamente uma ponte de comunicação entre o nosso eu consciente e o núcleo de amor e sabedoria que habita dentro de nós, núcleo formado de energia inclusiva.
Essa energia, essência de cada ser, é representada em cada um pelo eu superior. Tomamos conhecimento dela mais cedo ou mais tarde, por meio, principalmente, da pura e simples aspiração por encontrá-la. Desejando manifestar esse amor que a tudo e a todos inclui, acabamos por reconhecê-lo dentro e fora de nós, e, a partir de então, passamos a servir ao mundo e a estar administrados pelos aspectos superiores das mesmas leis que regem o nível humano do nosso ser.
Mesmo sem a ajuda palpável de intermediários, uma pessoa pode começar a construir essa ponte com a cura. A ajuda de que ele precisa encontra-se principalmente em níveis mais elevados de sua própria consciência. Nesses níveis de consciência mais sutis, nosso eu interno, a alma, é auxiliada a perceber qual é o seu caminho cósmico.
E como se percorrêssemos uma rota desconhecida, porém cheia de sinais indicativos. Somos livres para segui-los ou não.
Todo terapeuta que busca ajudar alguém a estabelecer o contato entre os dois aspectos da energia da vontade, a pessoal e a vontade da alma, pode tornar-se um curador. Mas, para sê-lo verdadeiramente, no sentido amplo e espiritual desse termo, precisa estar — ele próprio — com essa união feita em si mesmo, pelo menos até certo grau. E à medida que realiza o trabalho de harmonia em si mesmo que ele se torna capaz de ajudar os outros a se harmonizarem.
Trigueirinho.

Pois bem, o conceito de cura, nos termos apresentados, não está restrito a cura de doenças físicas, pois sabemos que quando a doença se exterioriza para o corpo físico, nossa alma já esgotou as demais possibilidades de nos fazer mudar de caminho ou de atitudes. Podemos dizer que o desequilíbrio emocional chegou a tal ponto que a sirene vermelha teve de soar através da manifestação da dor.
A ausência do ser humano em buscar suas aptidões espirituais, o leva para fatos desta natureza. Nos acostumamos tanto com esta situação que culpamos nossas doenças por fatores externos, por circunstancias, por terceiros.
A presença do intermediário, como cita o texto, tem sido útil no meio ignorante que vivemos, podendo interferir na emanação das fontes curadoras de energias desde que o indivíduo assim o permitiu.
O intermediário pode, ao mesmo tempo, ser uma fonte de informação no individuo apto ao seu processo de cura.
Podemos dizer que os milagres confirmam estas possibilidades e sua manifestação exige do individuo aquela fé “transformadora”, ou seja, finalmente este individuo libera-se para que as transformações necessárias ocorram.
O individuo buscador, determinado, convicto de que algo tem de ser mudado em sua vida, alavanca, ou melhor dizendo atrai fontes de energias que o ajuda a preencher o novo caminho. Mas, tudo depende desta firme determinação.
A cura é um processo de harmonização, pois somos seres perfeitos. Desta forma mantido o equilíbrio, não há razão para que doenças se manifestem.
Condicionantes cármicas compensam, através de certas doenças, os desequilíbrios anteriores, portanto é um meio de depuração das atitudes que contrariam as Leis presentes.


O homem que vive em busca continua do conhecimento, aprende tais regras. Empregar estas regras no seu livre arbítrio, podemos dizer que o faz senhor de seu destino.
Hilton

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Existencia de um bem maior.

Impulsos à descoberta da existência de um bem maior.

A medida que se avolumam as crises em todo o planeta e nos diversos setores da vida, emerge em muitos o impulso à cooperação. Sentimentos e atitudes fraternas são despertados, descobrem-se formas de agir objetivas e equilibradoras. Nas situações de crise, despontam potenciais que de outro modo não se manifestariam.
Nesse mundo em desequilíbrio, temos pois como perceber um lado luminoso em tudo o que sucede. A harmonia depende de não colocarmos muita atenção no aspecto negativo de um acontecimento, mas sim de estarmos voltados principalmente para um nível além, para a realidade estável, criativa e construtiva — a nossa realidade interna e imortal. Essa mesma harmonia requer também capacidade de aceitar as coisas como são e de perceber que por trás de tudo há um bem maior. A partir daí podemos realmente transformar as situações.
Dia após dia torna-se mais necessário ficarmos atentos, com decisão, a essa realidade interna que nos pode revelar como devemos agir e ser. A intuição e a inspiração que vêm do mundo interior são os instrumentos mais valiosos de que nos valemos nessas horas.
O progresso tecnológico que a civilização apresenta não deixa ver a profunda crise em que a humanidade se encontra. Mas alguns estão conscientes dessa crise e anunciam a Lei Maior, Lei provinda do Alto, pelo exemplo vivo. Indicam o rumo com seus próprios passos e elevam consigo os que aspiram a um progresso autêntico. Na realidade, muitas mãos deveriam estar dividindo as inúmeras tarefas prementes neste conturbado planeta.
A insatisfação comum no mundo inteiro não decorre só de carências materiais, mas do afastamento da verdadeira meta da existência. Os que estão desconectados dessa meta têm a ilusão de que a paz vem da posse de bens. Assim, deixam-se levar pela tendência a acumular coisas, mas o vazio persiste em seu coração como um sinal de que esse não é o caminho da serenidade e da abundância.
Estruturas materiais podem ser demolidas por completo em poucos instantes — mas quem mantiver a fé se sentirá seguro. Que o despojamento seja almejado, pois há vias internas a serem descobertas, vias que se revelam quando há esquecimento de si.
Condutas fraternas dissolvem o egoísmo. Movidas pelo espírito amoroso, é possível às pessoas persistir nessas condutas, mesmo quando tudo em volta se opõe a isso. Muitas estão passando por provas importantes, por meio das quais se aproximam de um profundo estado de união com os semelhantes.
Grande é o trabalho a ser feito em todo o planeta, e os que assumem a vida de um serviço doado, abnegado, adaptam-se ao cumprimento simultâneo de múltiplas tarefas. Por isso, aos que veem na cooperação um caminho de crescimento interior é dito que procurem realizar o que se considera impossível.
O empenho humano é suficiente para levar adiante o que é visto como possível, mas para colocar em prática a fraternidade é necessário despertar capacidades adormecidas ou novos potenciais.
É tempo de prontidão e de fé. Fé absoluta, pois as necessidades reais são sempre supridas na hora certa quando se vive segundo leis superiores. Uma dessas leis foi enunciada por Cristo, quando disse ao homem que buscasse primeiro o Reino dos Céus dentro de si e tudo o mais lhe seria dado por acréscimo.
Trigueirinho.

O homem não pode conhecer o que não aceita como sua realidade.
Uma frase simples, mas que retrata como formamos os bloqueios para aprender o que precisamos.
O aspirante ao mundo espiritual precisa ser altamente receptivo a conceitos e ideias novas. Ultrapassar as fronteiras do que é lógico dedutível, pois estará entrando para conhecer leis que, apesar de atuarem em seu ser, as desconhecia.
Descobrir a existência de um bem maior, deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade, pois os problemas mundiais são insolúveis.
No empenho humano, fazer o que é possível não atende mais. É nítido que por mais que façamos ou nos esforçamos para fazer, pouca coisa muda, ao passo que o desalinhamento e o desequilíbrio segue uma trajetória ascendente.
Hoje temos de contar com as ajudas internas, a intuição, a inspiração para que alguma coisa possa mudar.
Nada mais irá interferir no processo de queda do materialismo, pois este alcançou seu ápice e agora será substituído.
Uma nova realidade vem surgindo e irá aflorar completamente no início do novo ciclo planetário

Aquele que se dispõem a estas mudanças, tem de mostrar a si próprio que incorpora este novo alinhamento.

Manter posturas, ideias, preconceitos, formalidades e atitudes ambíguas por medo de contrariar o que elas próprias pensam como os outros as veem, aprisiona tais indivíduos que se mantem sempre temerosos e receosos de assumir a nova realidade que sua alma clama.
Hilton

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Ordenar a vida.

Precisamos ordenar a própria vida pelo contato com nosso interior.

Diante dos acontecimentos que hoje presenciamos no mundo, podemos perguntar internamente: estamos preparados para nos manter em equilíbrio? Até que ponto cada um de nós se volta para as dimensões mais sutis da vida?
Podemos afirmar que hoje já se pode criar, na humanidade, harmonias individuais e grupais de qualificada integridade. Apesar das atuais imperfeições, das lutas, das discórdias e da infelicidade terrenas em que vive a humanidade, pode-se atingir um novo estado, que elevará tudo a um plano que ainda não se conhece.
Enquanto houver interesses meramente materiais, a estrutura da vida será imperfeita, e esse é um dos problemas a serem resolvidos pela humanidade. Cuida-se do que é temporal, físico, social, ignorando-se dimensões espirituais, mais sutis. Tal perspectiva só se ampliará quando a natureza do homem se desenvolver além de si mesma, quando deixar de limitar-se aos seus aspectos naturais, como normalmente acontece.
Só pode haver vida integrada no Todo quando a busca de coisas materiais deixar de ser exclusiva, quando predominar a busca do conhecimento.
O que nos é necessário, nestes tempos de desconcerto e confusão, é ordenar a própria vida a partir do contato com a existência interior. Ao estabelecer esse contato, poderemos transcender velhos conceitos e entrar em harmonia com o Universo. Os que forem conseguindo esse novo equilíbrio ajudarão os demais.
Citamos aqui as bases da vida interior, que são o serviço, a cooperação, o respeito e a tolerância mútua.
Atualmente, é notório o fato de os que se encontram na trilha espiritual terem de vencer provas especiais de vários tipos. Não se pode dizer que sejam provas fáceis. Mas hoje nos é oferecida uma oportunidade de integração em realidades internas muito abrangentes. O estado de consciência a ser alcançado pelo ser humano pode chegar a uma escala cósmica, e a Terra será então cumulada de dádivas. Alcançá-lo depende de não mais nos sujeitarmos à mente comum e ignorante, mas transcendê-la até atingirmos a intuição e a espiritualidade.
Tenhamos em conta que uma consciência que se eleva abre caminhos para as demais. Assim, se permanecermos conscientes no nosso mais elevado nível, estaremos colaborando para que outros também possam ascender.
É papel dos que já podem aspirar pela ascensão espiritual estar cientes do que está sucedendo no planeta e em toda a humanidade nestes tempos, sem se
enganar. Vivemos momentos de transição para um novo ciclo e deveríamos estar cada vez mais disponíveis para os nossos semelhantes e para o mundo.
De nossa abnegação virá o controle sobre a situação que nos for apresentada. Quanto mais esquecidos estivermos de nós mesmos, mais teremos a prontidão requerida.
Preparamo-nos para os tempos que se aproximam à medida que nos descentralizamos do ego e entregamos ao eu profundo, com intenção de cooperar no cumprimento do propósito superior da vida na Terra.
Quem estiver imbuído do seu papel estará bem concentrado no suprimento da necessidade geral, e é essa atitude que o capacitará a servir melhor. Se deixamos escapar o momento exato de nos doar, pode ser difícil encontrar novamente outra conjuntura favorável para isso.
Trigueirinho.

Pois bem, de certa forma desaceleramos as atribuições que poderiam ser dadas ao Grupo. Há necessidade de respostas mais rápidas e um envolvimento mais intenso e comprometedor.
Por outro lado os movimentos externos estão cada vez mais conturbados e fracionados da verdade, tornando-se avassalador para o desequilíbrio geral.
É fundamental trilhar o caminho espiritual.
Como diz Trig. “ não são provas fáceis”, pois pertencer a um Grupo de Serviço, como foi abordado na última reunião, onde não é possível avaliar ou medir resultados dos esforços empreendidos, torna-se frustrante para alguns.
Podemos Trabalhar intensamente, mas não poderemos saber seus resultados. Esta questão é sempre abordada pelo nosso ego, pois diferentemente dos esforços físicos e mentais da vida cotidiana, avaliamos resultados e os classificamos de positivos ou negativos, sob nosso ponto de vista.  
Além de priorizar esforços neste sentido, a busca, a pesquisa e a entrega são fatores preponderantes para trilhar o caminho espiritual.
Diminuir a luta por bens materiais, de certa forma, tem sido compulsório, mas deveria ser espontâneo, pois assim iriamos perceber inúmeros detalhes que deixamos passar.
Aprender a dividir os esforços e a dedicação entre a vida material e a espiritual é condição essencial para engajar-se ativamente num Grupo de Serviço.
Isto precisa ser espontâneo e muitas vezes devemos provocar estes esforços, abrindo mão de atividades do plano material para liberar-se.

Enfim a vida material tem um forte apelo compulsório e por isso sempre acabamos cedendo, ao passo que a espiritual precisa ser espontânea, ofertada, onde a colaboração, o respeito e a tolerância são mais fáceis de acontecer.
Hilton

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O caminho da vida.

No caminho da vida é preciso aprender a amar o laborioso.

Em nosso caminho ascendente é preciso aprender a amar o laborioso, amar o que exige adaptações e transformações. Não se trata apenas de aceitar o que o destino traz, mas de verdadeiramente amar as provas da vida. Quando se chega a amar a dificuldade, recebe-se um toque do espírito. E isso é o que dá segurança para viver a vida tal qual é, sem jamais retroceder. O elevado toque do espírito cancela toda possibilidade de fuga e liberta a alma que decide não abandonar o labor.
O prazer que se tem por coisas materiais obscurece o entendimento das coisas do espírito. Para que a personalidade possa colaborar com a alma, deve assumir um trabalho ativo de purificação dos sentidos  materiais, da memória, da imaginação e da vontade.

Para a purificação dos sentidos materiais precisamos:
1- Não se inclinar ao mais fácil nem fugir do trabalhoso. Não buscar o saboroso, mas reconhecer no insípido um campo de treinamento da adaptabilidade.
2- Não alimentar a inércia. Buscar o equilíbrio entre dar o necessário repouso ao corpo e não procurar sempre por descanso.
3- Não almejar consolo nem compensações  pois ajudas vêm por si, no momento certo, enviadas pelo espírito.
4- Nada acumular em quantidade, mas observar em tudo a qualidade — e nisso incluem-se as companhias.

Para a purificação da memória e da imaginação:
1- Saber em que momentos é necessário cuidar das coisas da vida externa e em que momentos se deve esquecer delas. Discernir que conhecimento deve ser absorvido pelo próprio ser, tendo em conta que assuntos alheios ocupam o lugar de coisas mais profundas.

Para a purificação da vontade:
1- Perder o interesse por tudo o que leva à desunião. Dirigir a vontade para o mundo espiritual. Se for dirigida erroneamente apenas para coisas externas, a pessoa pode tomar-se presunçosa e soberba, vulnerável a elogios e adulações — o que é um descaminho.
2- Não se distrair com a mente nem permitir que criaturas a povoem, pois isso tira a atenção do  espírito nos envia continuamente ajuda para essa purificação. Leva a nossa personalidade à incerteza pelo resultado dos trabalhos que realiza. Isso é saudável, pois a torna humilde e pronta a invocar a ajuda do mundo inteiro.
Todo verdadeiro instrutor espiritual indica a necessidade de não abandonarmos as provas da vida, de amá-las e de trabalharmos com empenho para permanecer neutros diante delas. Assim, essas ajudas chegam e transformam a nossa vida. Seguindo esse mesmo caminho ascendente, lembramos que, para conhecer a realidade interior, temos de nada pretender.
Nesse caminho não podemos saltar etapas, pois cada uma tem sua nota característica e prova básica. Temos de atravessá-las uma a uma e ir adiante, com inabalável fé e perseverança.
É fundamental abrir mão de todas as expectativas. O caminho requer total despojamento interior. Devemos aprender a conviver unicamente com a Lei de Deus e segui-la em todos os passos. O valor da solidão será assim reconhecido, e o uso correto do tempo advirá do correto falar e do correto ouvir.
O contato com a nossa realidade interior é um bálsamo supremo, eleva-nos às alturas. Cura nossas dores; traz-nos a certeza da impermanência; mostra  -nos o verdadeiro valor de cada situação e, encontro após encontro, faz-nos descobrir a essência secreta de todas as coisas.

Trigueirinho.

sábado, 28 de outubro de 2017

A purificação.

A purificação do ser humano no caminho espiritual.

À medida que uma pessoa progride no caminho espiritual, dedica-se mais tempo ao processo de purificação, que inclui a busca de sintonia com planos sutis, superiores, de existência.
No transcurso desse processo, o indivíduo evolui e deixa de agir só em proveito próprio para devotar-se ao beneficio dos demais. Ao viver um caminho espiritual evolutivo e superior, é lhe dado saber a real necessidade que o cerca e, então, torna-se servidor, a princípio de grupos e, depois, do mundo.
De modo desapegado, quem aspira a servir cuida da pureza do corpo físico, da elevação dos sentimentos e da superação dos desejos, bem como da canalização da vontade e dos pensamentos para a meta superior da existência.
A organização da vida cotidiana segundo ritmos harmoniosos constitui valioso elemento para a purificação. Também o constitui a higiene, que abrange a abstenção de carnes de toda a espécie, álcool e drogas. Apesar de preparatórios para o ingresso no caminho ascensional os cuidados com a purificação vão se sutilizando à medida que neles se avança. Por isso, a auto observação e a compreensão livre de fórmulas e de esquemas mentais fixos são  sempre requeridas.
Todavia, para conseguir a purificação intelectual, o indivíduo precisa dispor-se a buscar ensinamentos em seu próprio interior. Nessa atitude, o que lhe chega de fora — um conselho, uma informação ou  um livro — é visto não mais como aquisição cultural somente, mas como estímulo para a intuição emergir. O relacionamento que assim se estabelece com o  lado interno do ser é a base para a evolução e para os contatos com o mundo espiritual, e a purificação intelectual muito se intensifica a partir da opção por esse conhecimento direto. A análise, a pesquisa, as deduções e o raciocínio vão se tornando instrumentos - e não senhores — e deixam de prevalecer sobre a busca do silêncio interior.
O indivíduo que se dispõe à purificação procura escutar seu próprio ser interno, a alma, em todas as decisões que tem de tomar; e a alma, para alcançá-Io, pode falar por intermédio de outrem ou de fatos da vida. Hoje, diante da confusão geral, a purificação intelectual é trabalho prioritário, e indicações de como conduzi-la podem ser transmitidas à consciência externa por vias intuitivas ou por situações vivenciais compulsórias que levam naturalmente à limpeza mental e moral.
Realizada certa purificação, a mente se torna mais abrangente, e o indivíduo pode superar o envolvimento com aspectos psicológicos. Enquanto focado na mente comum, vive em luta e desarmonia, enredado em questões pessoais corriqueiras; mas quando muda a forma de pensar, quando se descentraliza e passa a perceber necessidades reais e amplas, de grupos ou da humanidade, adquire maior clareza e sua vibração torna-se mais sutil.
No início, a purificação se processa com sofrimento. Mais tarde, todavia, é compreendida como libertação de vínculos com o lado material da vida, e a pessoa tende a abandonar a posição de "vítima" para se tornar mais adulta.
Importante para a purificação é a descoberta do altruísmo, o que ocorre gradativamente: no princípio, a pessoa doa aos outros o tempo vago e os bens que lhe sobram — o que é apenas treino para chegar à inteira doação e ao esquecimento de si em prol da obra evolutiva de Deus na Terra.
Trigueirinho.

Pois bem, a purificação é um estado de ser e esta busca jamais termina.
Na Fase atual esta colocação pode ser desanimadora, assim como pertencer a um Grupo de Trabalhos.
Da mesma forma, num Grupo trabalha-se bastante, a dedicação precisa ser intensa, as tarefas contínuas, os esforços intensos, mas dificilmente poderemos observar resultados palpáveis, visíveis, explícitos.
Isto acontece porque o ser humano volta-se sempre, egoisticamente, para si próprio, para resultados que o favoreça, para coisas visíveis e palpáveis, onde mensura e avalia o toma lá dá cá. “O que eu faço, precisa sempre ser compensado ou recompensado”.
Estes conceitos são exclusivos da 3ª dimensão e são intensos, pois ilusoriamente entendemos que sobrevivemos mediante o “toma lá dá cá”.
Nossa ilusão ainda se prende a “proteções” e “apoios” do estado, mas de fato este não faz absolutamente nada por ninguém, a não ser alimentar o que nos desorganiza como raça, como indivíduos coesos, como corpo humanidade, pois a desagregação é controlável e a união não é.
Assim fomenta-se a competitividade como forma de distração, de metas e objetivos, reorganizando os estados mentais predominantes para que todos sigam as mesmas regras disciplinares, impedindo-nos da liberdade necessária para a evolução espiritual.
Externamente estas regras não podem ser quebradas, mas internamente é possível manifestar esta liberdade na aliança com a alma, com Deus.
Externamente haverá sofrimentos, mas internamente as compensações acontecem.
Externamente o carma é compulsório e te obriga a cumpri-lo, internamente a liberdade e a união com a alma, com Deus, fortalecerá sua posição para vencer estas condicionantes cármicas e ser útil.
Portanto, dependendo da postura de cada um, você pode voltar-se para a liberdade na conquista da realidade ou a ilusão na manutenção da sua prisão.
O “toma lá dá cá” deve ser cumprido, pois as condições de sobrevivência e disciplina no caos que vivemos, assim exige, mas expressar-se internamente, com liberdade é algo inquebrantável.

Purifique-se. Isto depende exclusivamente de você.
Hilton

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Compaixão.

A compaixão divina pode chegar a todos nós.

É uma arte ter compaixão pelo que assistimos no planeta, sem aflição ou lamento. A compaixão vem de um plano elevado do ser e é feita da energia do amor e da sabedoria.
De fato, a compaixão tem origem no amor e sabedoria, bem como nas energias da vontade e poder. E essas energias nada têm a ver com lamúrias, mas dizem respeito a um perfeito equilíbrio. De nada do que acontece deveríamos ser vítima mas, e tudo deveríamos encarar como oportunidade  de nos libertar de algo que nos tolhe de nós mesmos.
É muito importante estar com isso presente para que diante da situação da Terra tenhamos verdadeira compaixão: aquela que constrói internamente. Isso é válido também em situações em que nos deparamos com o sofrimento de alguém.
“Se não passarmos pelo sofrimento humano, pelo sofrimento terreno, não poderemos compreender em profundidade o sofrimento de um semelhante ou o do mundo. Se não experimentarmos o esforço do trabalho, seja ele interno, mental ou físico, não poderemos guiar alguém que por meio dele precise libertar-se.”
Só podemos aprender a compaixão na escola da vida. Só compreendemos o que sucede com os demais quando já passamos pelo que estão atravessando. Em realidade, estamos na vida para nos tornar seres de compaixão. E o caminho para isso é o do trabalho, do sofrimento e do esforço, bem como o da observação do que ocorre quando alguém o trilha.
A compaixão por tudo o que acontece sem deplorar é um estado a ser alcançado neste planeta. Os bodisatvas — seres de compaixão, como Buda e Cristo — sempre procuraram implantá-la aqui.

No plano terrestre falta tanta compaixão que os seres humanos chegam a se alimentar da carne de animais. Existe a pena, o dó, mas raramente se vê a compaixão. Não podemos perceber o despertar do espírito em nós e reconhecer padrões vibratórios mais elevados se não temos pelo menos um princípio de compaixão. Sem a compaixão nenhum ser humano pode atuar como prolongamento de energias espirituais e divinas nem ser delas mensageiro.
Precisamos da compaixão bem viva em nós. E ela vai se ampliando e confirmando à proporção que buscamos o contato com a alma, com o eu superior. Se lançarmos mão apenas da nossa capacidade  mental, dos nossos sentimentos ou das nossas atividades, jamais poderemos expressar compaixão. Para manifestá-la, todo indivíduo precisa estar permeado e imbuído da energia da alma, que é, em essência, compaixão.
Essa compaixão verdadeira, a da alma, é tão forte e profunda que por meio dela chegamos a nos identificar com os semelhantes e nos tornamos capazes de ajudar de maneira efetiva a sua evolução. É só no nível da alma que podemos atingir tal estado. Se os partirmos do corpo físico, do emocional ou do mental, poderemos experimentar tipos de união superficiais e instáveis; mas para nos identificarmos com os outros seres, nossos irmãos, para sermos o que eles são em suas essências e permitir que eles sejam o que somos, para haver esse grau de união que ergue e impulsiona é preciso que a alma atue.
Quando a energia da compaixão está presente, usamos tudo para o bem, não apenas o que é agradável, bom e positivo. A compaixão é capaz de transformar em bem até mesmo o que é negativo.
Só pela compaixão podemos ser autênticos, só com ela um setor da Verdade pode manifestar-se por nosso intermédio. A compaixão nasce no coração.
Trigueirinho.

Pois bem, a compaixão é um estado de ser e este estado precisa ser alcançado aqui na Terra.
Como seres humanos, temos a obrigação de aprender determinadas qualidades que, provenientes da alma, faz parte do currículo dos indivíduos nesta etapa da 3ª dimensão.
Quando somos reprovados ou recusamos a aprender estas qualidades definidas pela alma, reencarnaremos em condições semelhantes quantas vezes forem necessárias. Vamos reprisando reencarnações até superarmos as experiencias de cada qualidade definida pela alma, atribuídas ao currículo (destino) da vida material na 3ª dimensão.
Percebe-se que a raça humana não vem melhorando, ou seja, não vem cumprindo o currículo (destino) definido pela alma, quanto aos atributos a serem alcançados, por isso que as questões morais vem decaindo e eminentemente os riscos à sanidade e a vida física vem se tornando cada vez mais complexos. Digamos que esta complexidade acompanha a modernidade dos tempos e gera novas oportunidades, mas pelo visto, os atributos tem permanecido os mesmos de séculos atrás.
A compaixão é um dos atributos definidos e bem completo, pois une estados de amor, sabedoria, vontade, inteligência, poder, domínio, equilíbrio, visão,  desprendimento, entre outros. Mas, temos visto o avesso deste atributo, em grande parte da humanidade, em especial aquela que comanda ou tem influência sobre os demais.
Chegamos a tal ponto que esta postura não se reverte mais, independente do número de reencarnações, em face de estarmos tão desalinhados.
A  transição planetária (final do ciclo) pegou uma humanidade despreparada, apesar de todas as oportunidades concedidas ao longo dos tempos, para uma virada evolutiva no plano material e espiritual. Por isso da necessária separação do “joio do trigo”, como forma de não se reter uma raça humana inteira, liberando aqueles que devem seguir adiante dos que devem repetir os mesmos passos.
Por incrível que pareça, temos a opção individual de optar por um ou outro caminho, por isso aqueles que optaram por seguir adiante são chamados de autoconvocados. Mesmo assim poucos atentaram ou perceberam esta oportunidade e continuam completamente distraídos em suas ilusões.
Seja atento. Não desperdice seu tempo, suas energias, seus movimentos.
Priorize o que sente internamente. Isto se confundirá como perdas na vida material, pois faz parte das tuas ilusões.
Hilton



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Não seja o que todo mundo tem sido.

O segredo dos pioneiros diante da atual situação do planeta.

Chegamos a uma fase, na história da humanidade, em que a interação entre os mais diversos pontos do planeta se tornou instantânea. Por uma TV ou por um computador, as pessoas têm acesso quase imediato ao que se passa em regiões distantes do globo. O tempo e o espaço dissolvem-se numa "realidade virtual", que, diga-se de passagem, controla de maneira subliminar o modo de pensar da maioria.
E, se essa interação é intensa no nível material e concreto, ainda mais forte e contundente se apresenta nos níveis sutis. Cada vez mais as pessoas percebem em si sentimentos ou tendências que "não lhes pertencem". Algumas sentem opressão profunda; outras, um sentimento repentino de pânico. Há quem chore amargamente, sem que nada em sua vida tenha concorrido para isso. Outras são invadidas pelo medo ou tomadas por ímpetos de desespero, é que a humanidade é una, em corpo e alma. O que se passa com uma parcela desse grande corpo reflete-se no todo e divide-se em diferentes graus por suas células.
O sofrimento que se abate hoje sobre a Terra é incalculável. Porém, diante desse fato, não podemos deixar de nos perguntar como mitigar tão grande sofrimento, como contribuir para que esse processo possa transcorrer com a maior harmonia possível.
Para isso, é bom lembrarmos que, apesar dessa carga negativa, maior é a ajuda disponível nos níveis espirituais, onde o caos não existe. Mas, por outro lado, o próprio homem deverá agir conscientemente para equilibrar as más ações que ao longo das épocas engendrou. Essa é a forma de como podemos contribuir para a harmonia. E, se assumirmos essa tarefa, notaremos transformações imediatas em nossa vida, com benéficas repercussões planetárias.

Apresentamos aqui algumas sugestões que podem ser de valioso auxílio:
  • A medida que você for desenvolvendo a atenção sobre as próprias ações e aprendendo a controla-Ias, observará mais defeitos e falhas em sua pessoa. Não perca tempo analisando-os. Se cometer algum deslize, prontifique-se a não repeti-lo e a manifestar o oposto. Depois, siga adiante, com decisão.
  • Não alimente culpa e ressentimento em si mesmo nem nos demais. Entre nós não há culpados, mas aprendizes; dispomo-nos a aprender quando nos dispomos à transformação.
  • Não tente justificar-se, nem perante si mesmo,  nem perante os demais. Aprenda com o erro e com o acerto, e de imediato dê o passo seguinte.
  • Coligue-se com os níveis mais internos da sua consciência. Descubra como fazê-lo. Todos sabem, pois é um conhecimento inerente ao ser. Lembre-se de algum momento de muita dificuldade, em que,  voltado para Deus, ou para um poder superior, você tenha com sinceridade suplicado ajuda. O "lugar" em seu interior para o qual se dirigiu naquele instante de  necessidade extrema é aonde você deve volver a todo instante em busca de união com a divindade. Essa ação silenciosa é profundamente eficaz e transformadora.
  • Permita que a compaixão aflore em seu ser. Isso nada tem a ver com envolvimentos ou demonstrações emocionais. A compaixão é a compreensão da real necessidade de outrem, a união com a essência dos seres. É algo a ser vivido, e não descrito ou discutido.
  • "Não alimente o que deve morrer. Não semeie o que não deve nascer". Sua fortaleza será tanto maior quanto mais firmemente você se pautar por essa lei.
Lembre-se de que o mais importante é a sua inteira e cristalina adesão à Verdade. 
Trigueirinho.

Pois bem, esta interação global, algo que estava previsto no caminhar da humanidade, nos colocou numa situação em que boa parte dos sentimentos que manifesto não são essencialmente meus, mas podem ser de terceiros face esta intensa e imensa coligação global.
De certa forma, a humanidade deveria estar em outros estágios evolutivos, em que esta interação deveria ser positiva e não negativa, mas de qualquer forma estamos colhendo o fruto que plantamos.
Com isso, podemos expressar o que não somos, o que não sentimos, o que não queremos, pois “espelhamos” ações e reações de impulsos predominantes. Se estes são negativos, nossas expressões também podem ser.
Tudo está interligado, todos estão coligados.

As sugestões enunciadas são estritamente necessárias, pois ter um pouco de paz pode ser a grande diferença entre viver em equilíbrio ou desequilíbrio.
Podemos dizer que estamos e ainda temos de “morrer” para muitas coisas. São coisas não servem mais ou foram exaustivamente utilizadas, contrariando o eterno vir a ser do caminho evolutivo.

Nossos reflexos precisam vir de “dentro” e não de fora como tem sido, pois de fora, podem ser reflexos negativos que a maioria  expressa.
Reavalie seus sentimentos, e principalmente suas manifestações.
Hilton



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O significado e a função do sofrimento.

Compreendendo o significado e a função do sofrimento.

O passo inicial para compreendermos o sofrimento é tomar consciência de que sofreremos sempre que desejarmos algo. Mas é quase impossível deixar de ter desejos enquanto estamos na vida, porque o desejo é como uma secreção sutil do corpo emocional. Assim, como produto da própria fonte de emoções, o sofrimento sempre reaparece, de uma forma ou de outra, na existência humana.
Há milênios, Buda revelou que o sofrimento é produto do desejo. Nós o engendramos ao querer coisas, ao nos envolver emocionalmente com algo ou com alguém e ao fazer experiências puramente pessoais, sem um motivo nobre e elevado.
Contudo, podemos iniciar um trabalho de libertação se canalizarmos os desejos para finalidades e objetivos cada vez mais elevados. Essa é a forma direta de mitigarmos ou de anularmos em boa parte do sofrimento. Pouco adianta confrontá-lo diretamente.
                A purificação ou o refinamento dos desejos dá-se por etapas. Começamos com o desapego das coisas materiais; a seguir, praticamos o desapego das ligações afetivas e, por fim, o desapego dos preconceitos e esquemas mentais. Á medida que os apegos mais grosseiros são superados, o desejo é canalizado para coisas mais nobres. E, numa etapa mais adiantada desse trabalho de libertação, passamos a desejar não ter desejos.
É então que podemos relacionar-nos inteligentemente com o sofrimento. Compreendemos, por fim, que ideias, tendências e anseios equivocados retêm o fluir da vida ou nos desviam do curso correto, distanciando-nos das leis universais, espirituais, que deveríamos seguir.
Há vários tipos de sofrimento, e cada um tem a sua função. Um deles é o chamado sofrimento espiritual. Constitui-se das provas pelas quais passamos em nossa busca do Espírito. Apesar de mais sutil que outros, o sofrimento espiritual também é gerado pelo desejo. Ele existe devido ao nosso anseio de nos tornar espiritualizados. Mas quem padece dele não se queixa, porque sabe, no íntimo, que tal sofrimento o levará a uma maior compreensão da vida e das coisas.
O sofrimento espiritual não é limitante, como se possa crer, mas fortalece a pessoa que o experimenta e a deixa receptiva a realidades mais amplas. Uma das suas funções é despertar a fé.
Outro tipo de sofrimento é o de natureza moral. Forja e purifica o caráter, faz com que deixemos de ser dúbios ou tépidos em nossos sentimentos mais básicos. Todos os que têm caráter adquiriram-no vivendo diferentes gradações desse tipo de sofrimento.
Durante o sofrimento moral temos a possibilidade de fazer opções importantes para a vida do Espírito. Quando o caráter já está bem depurado, não lamentamos esse sofrimento, pois sabemos quão precioso é o aprendizado que dele advém. Sabemos, também, que o padecimento aumenta com a queixa. Com lamentos, desperdiçaríamos a energia que nos foi dada para suportar o sofrimento. Ele, em princípio, nunca é maior que a nossa capacidade de vivê-lo.
Por fim, há o sofrimento físico, que quase sempre nos quer mostrar o que devemos mudar em nossa vida. Este também é proporcional à capacidade de suportá-lo, mas em alguns casos agrava-se pelo fato de não o aceitarmos e, assim, pode tornar-se excessivamente pesado.
Precisamos considerar o sofrimento como uma oportunidade de sanar desequilíbrios antigos causados por nós mesmos, e abandonar a errônea ideia de que ele vem como mera punição.
Trigueirinho.

Pois bem, numa dosagem extremamente equilibrada, o texto converge e explica os tipos de sofrimento.
Compreende-lo é essencial, pois nesta 3ª dimensão o sofrimento é uma constante.
Como foi dito o desejo alavanca o sofrimento, sendo assim ao trabalharmos nosso controle para amenizar certos desejos, podemos evitar muitos sofrimentos.
A competitividade é a força motriz dos desejos e ao contrário do que muitos pensam é absolutamente prejudicial. No geral, materializa o indivíduo que deveria estar se desmaterializando.
Se pensarmos nos aspectos evolutivos, a materialidade é o lado mais grosseiro do espirito, portanto, um dia seremos todos espíritos . Neste dia não haverá materialidade pois esta se sutilizou completamente e condensou-se no espirito.
Podemos dizer que o nosso corpo físico  é o lado grosseiro e rudimentar da alma. Desta forma, a sutilização da matéria é inevitável, portanto, de forma inteligente, na medida que diminuímos os desejos, diminuímos os sofrimentos e estaremos, assim,  sutilizando nosso corpo (entende-se por corpo o conjunto corpo-mente).

Portanto, mudanças de posturas, agregação de novos conceitos, mudança de hábitos, diminuição da competitividade, silencio, interiorização, tendem a nos ajudar na diminuição dos desejos e consequentemente do sofrimento.

São tempos de mudanças internas e externas.
Hilton

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Jejuar.

Tipos de jejum e a importância da moderação.

Normalmente compreendido como abstinência total ou parcial de alimentos físicos, o jejum, todavia, pode ser feito em vários níveis. Se for inspirado pelo nosso mundo interior e isento de expectativas, tanto o jejum de alimentos quanto a abstinência de palavras, de sentimentos e de pensamentos ajudam na nossa transformação, na purificação do organismo e até mesmo a trazer saudáveis simplificações à vida.

A intenção de purificar-nos, quando autêntica, cautelosa, persistente e tranquila, constitui importante parte do jejum e determina seus resultados. Em algumas pessoas, essa intenção é suficiente para provocar na consciência mudanças que em geral se conseguem pela abstinência ou pelo controle.

Como o jejum é uma via de equilíbrio para nos relacionarmos com as vidas externa e interna, podemos perguntar-nos também: "Como aplicá-lo para encontrar equilíbrio na maneira de lidar com os bens materiais?"
O procedimento é o mesmo  adotado  no jejum de alimentos, no de sentimentos, no de pensamentos     no de ações e no de palavras. Algumas vezes jejuamos de bens materiais pela abstinência; outras, pelo  uso moderado deles ou pela austeridade.

Quando alguém recebe a ordem interior de dispor de todos os seus bens, é porque está pronto para isso. Sabe que tanto para seu próprio caminho como para o serviço evolutivo é a atitude mais indicada.
Sempre houve, através dos tempos, os que agiram assim. Entretanto, esse não é o caminho da maioria. Contudo, em qualquer circunstância, é possível treinar a moderação.
Podemos perguntar-nos: "Utilizo os bens materiais para tornar a vida de meus semelhantes mais digna, menos desgastante? No dia a dia levo em conta que mais da metade da humanidade se encontra em estado sub-humano, sem teto, sem alimentação básica, sem higiene e sem educação? Trato com o devido respeito a água, a energia elétrica, as habitações e as coisas com que lido?"
Reflexões como essas ajudam-nos a não abusar dos bens materiais. E não abusar dos bens materiais é usá-los com desapego e, ao mesmo tempo, sem desperdício.

Para alguns, a moderação é mais dificil que um período de abstinência total. Em princípio, a moderação requer humildade: requer que sejamos verdadeiros conosco e que nos reconheçamos falhos em certas circunstâncias. Essa atitude leva-nos a pedir orientação ao nosso ser interior antes de fazer qualquer coisa.
Por outro lado, a moderação requer também ousadia. Precisamos levar em conta que, se estivermos receptivos à luz interior, nossos recursos serão adequados, mesmo que imperfeitos.
A sabedoria da vida tudo ajusta quando estamos entregues à vontade do nosso ser interior, e até inclui as imperfeições da personalidade. Mas é preciso ousar fazer o que é para ser feito.
Só damos passos realmente quando nos dispomos a ir um pouco além do que estaria ao nosso alcance.
Se buscarmos a moderação, reconheceremos que ousar não é agir irrefletidamente. É confiar no potencial que temos dentro de nós, entregando-o à condução da nossa alma. Ao agirmos permeados desse espírito, descobrimos o sentido de jejuar em ações, de atuar na justa medida para a luz interna revelar-se.
Por último, a moderação requer desapego. E preciso realizar tais ações sem se prender a elas, agir como um semeador que lança os grãos na terra e os deixa entregues à chuva, ao vento e à dinâmica da força de vida que há em seu interior.
Trigueirinho.

Pois bem, o texto esclarece o conceito do jejum, basicamente atribuído por quase todos ao jejum de alimentos.
A vida, muitas vezes, nos imputa o jejum ou a moderação de forma compulsória. Poucos aceitam. A maioria se revolta por não entender que estamos aprendendo a utilizar de forma correta o que nos foi “emprestado” pois desperdiçamos, negligenciamos e não utilizamos corretamente o que é necessário para sobreviver.
A simples aceitação deste tipo de jejum ou moderação compulsória nos ajudará a compreender melhor nossa existência.
A revolta é inútil, perniciosa, frustrante e não irá ajudar em nada, mas quase todos se revoltam, lutam contra, se sentem esquecidos, pois não consideram o que já foi feito com a abundancia que temos, desde que saibamos usar.
O jejum de palavras, creio ser algo muito oportuno para os dias atuais, pois “matamos” com palavras e observações inúteis o crescimento dos semelhantes.
É comum não calar-se, é comum não escutar, é comum dar palpites sem necessidades, é comum brincar com sentimentos, é comum sobrepor-se a alguém, é comum opinar sem necessidade, é comum corrigir mostrando soberba.
É duro calar-se, mas necessário. O momento é de irrestrito silencio para que a alma possa se manifestar e esta se manifestará após o nosso equilíbrio e isto poucas vezes tem acontecido.
Ficar desequilibrado, emocionado, tem sido a postura padrão. O jejum, de forma geral, alivia a tensão e nos ajuda a retornar para este ponto de equilíbrio. A razão e a sensibilidade, no equilíbrio, voltam ser conduzidos pela alma e o Serviço acontece.

Alinhe-se, equilibre-se e silencie-se.
Hilton

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O elemento "água".

Nestes dias de escassez, o poder da sagrada água.

Na época presente, de grandes transformações, já se fazem notar mudanças na vida geológica da Terra, entre elas certos movimentos das águas da superficie e do subsolo. Percebem-se alagados surgirem espontaneamente em alguns lugares, enquanto outras águas estão prestes a ser conduzidas a grandes altitudes por leis magnéticas que a ciência terrestre ainda ignora.

A água é um elemento essencial à vida e à purificação dos seres que habitam a Terra — homens, animais e vegetais. Acolhe principalmente uma energia vital que a antiga medicina hindu denominou "prana". Cerca de 70 % do organismo humano, por exemplo, compõe-se de água, e sua reposição é para ele imprescindível.

Desde a Antiguidade, é conhecido, além de suas funções vitais, o potencial curativo da água, Ela exerce efeitos terapêuticos não apenas ao ser ingerida, mas também ao ser usada externamente em banhos e compressas. Combate as mais variadas doenças, dores, traumatismos, e auxilia no tratamento de distúrbios emocionais. Contudo, a falta de maior entendimento do homem sobre a necessidade de interação harmoniosa com a natureza tem posto em risco essa fonte de saúde e vida.

Muito embora alguns tenham despertado para isso, a grande maioria permanece inconsciente, e o que em geral se vê é a falta de respeito para com esse sagrado líquido. A destruição paulatina do meio ambiente, incluindo o desmatamento, a contaminação das nascentes, dos rios, dos lagos e dos oceanos, provoca desequilíbrios de graves proporções, que o homem se tem negado a considerar.

O mau uso que as pessoas fazem dela, desperdiçando-a e sujando-a desnecessariamente, interfere no equilíbrio do reino mineral e também no equilíbrio dele com outros reinos da natureza. Urgente seria aprendermos a usar a água corretamente.

A água também é, por excelência, veículo para condução e armazenamento de cargas magnéticas, tanto negativas quanto positivas. Quando pura, conduz energias universais sob a forma de vitalidade; quando poluída, é meio de proliferação de micro-organismos, não apenas físicos como também energéticos. Quanto ao teor magnético da água, ele se deve a fatos que estão além do plano físico.

Na extensão de toda a Terra há uma rede magnética responsável por muitos setores do seu equilíbrio. O poder magnético da água é tal que, não por acaso, a maioria dos vórtices dessa rede se encontra nos mares e nos oceanos. No manto líquido, transformam-se as forças densas da aura da Terra. Transformam-se e elevam-se algumas tendências desregradas ainda presentes na humanidade e ao mesmo tempo dissolvem-se, em boa parte, as emanações psíquicas humanas e do reino animal.

O elemento água é um símbolo dessa rede magnética, que absorve e irradia energias e forças. Exprime maleabilidade e adaptabilidade, e por isso simboliza também o plano emocional terrestre e o corpo emocional do ser humano.

O poder renovador da água pode ser reconhecido até mesmo pelo que proporciona um banho após um dia exaustivo, efeito que pode ser potencializado se o banho se realiza sob certas condições. Além de revitalizar a aura magnética do ser, a água possibilita maior circulação de energias curativas.

Como o estado vibratório da água é um pouco mais elevado que o do elemento terra, ela absorve o que liga o ser humano às vibrações telúricas e assim o libera para ingressar em níveis de consciência mais sutis.
Trigueirinho.

Pois bem, ainda não conseguimos dar a devida importância para o elemento água.
Mas, independente desta desatenção, este elemento continua fornecendo os aspectos essenciais para nossa sobrevivência, seja no plano físico como no plano sutil.
Prevê-se um remanejamento total da superficie alagada do planeta, no próximo ciclo, onde áreas secas irão submergir e áreas alagadas ficarão secas.
É notório que a agua doce do planeta, vem se recolhendo para o subsolo, como forma de manter-se preservada das mudanças radicais que haverá na geografia planetária. Isto preservará a capacidade de manter a vida na nova Terra.

Individualmente podemos receber muita coisa da água que nos banhamos, ingerimos e utilizamos para os devidos fins.
Ao a utilizarmos com a energia da gratidão, transformações podem ocorrer nas suas moléculas, ativando campos de Luz que irão irradiar em nosso organismo.
Ferver a água é inconcebível sob o ponto de vista esotérico. Deveríamos utilizar outras fontes de purificação e descontaminação, pois de certa forma, “matamos” a água que ingerimos.


Enfim há muito que se pode pesquisar e descobrir a respeito desta fonte da vida, no entanto, ressalta-se que tudo que fazemos através da energia da gratidão, potencializamos a Luz ali imanente.