Libertação.
Com a prática do desapego percebemos que a maior parte
do nosso ser e do universo não está nos níveis em que normalmente somos conscientes.
Só um pequeno reflexo da nossa essência se encontra no que pensamos,
sentimos ou fazemos. O que há de mais significativo na existência vive
em nosso interior, além das dimensões onde há fenômenos e efeitos visíveis.
Se com frequência dirigimos a atenção aos níveis internos e
superiores do nosso ser, podemos passar pelas provas mais dolorosas do físico,
do emocional e do mental sem nos envolver com o sofrimento. E cada ser
humano que consiga agir, sentir e pensar com amor e desapego ajuda a libertar
os semelhantes ainda condicionados às Impressões próprias dos planos materiais,
que são secundárias perante as verdadeiras causas dos acontecimentos, perante o
que nos move e o que dá vida ao nosso ser externo.
Embora tenhamos tarefas no mundo concreto, devemos sempre saber
que de um ponto de vista superior não pertencemos a ele. Essa consciência de que a raiz
da existência está no interior do ser, na essência Imaterial,
permite-nos atualizar e aprofundar a
perspectiva acerca de um dos fenômenos mais atraentes de hoje, que são as
aparições de luzes e objetos desconhecidos no céu. Se estivermos presos a fenômenos,
reduziremos a oportunidade de vê-las a uma pesquisa ou a um divertimento,
enquanto poderíamos estar usufruindo sua irradiação interna, evolutiva e
transcendente,
O relacionamento harmonioso
e seguro com a realidade suprafísica que está por trás desse fenômeno é
possível por melo da intuição. A
telepatia mental também pode ser
usada para isso, mas é recurso dos
que ainda não estabeleceram contato mais profundo, de alma, com a essência
espiritual ou divina dessas luzes e objetos.
Trigueirinho.
Pois bem, a intuição manifesta-se como uma ideia, como uma
imaginação, como um susto em certos casos, aonde a velocidade de respostas
precisa ser imediata. Dificilmente estará associada à lógica, ao raciocinio e
ao conhecido, mas a um simples impulso que se atende ou não.
Esta associação acontece pelo fato de estarmos seguindo na
contramão do caminho (vida evolutiva). Ao invés de seguirmos adiante, estamos
voltando.
Uma ideia, no aspecto intuitivo, será peculiar, nova, diferente
do que se sabe, do que se fez e do que se tem como tendência.
A imaginação talvez seja o instrumento mais utilizado e quem sabe
o mais eficaz, no processo intutivo, face o nível de consciência baixíssimo que
nos encontramos, para o momento atual do Planeta.
Digamos que a imaginação tem melhores chances de quebrar os atuais
paradigmas, alias todos em processo de extinção.
Estão em extinção pois tais paradigmas foram criados para os
tempos do despertamento, aliás bem antigos, portanto hoje fora de época, além
de terem sido fortemente influenciados pelas forças negativas, para seu uso na
oportunidade do livre arbítrio.
Por exemplo, houve uma época que o negro podia ser escravizado e
esta atitude era aceita pela sociedade, o índio indesejado podendo ser dizimado,
ou seja, estes foram os paradigmas que funcionavam e por incrível que pareça
ainda funcionam de forma, quem sabe, mais discreta.
A elite rica, politica e coisas do gênero, continuam se diferenciando
e muitos assumem posições e posturas acima das próprias lei criadas pelos
homens, portanto, pouca coisa mudou quanto a permanência dos paradigmas que
contrariam as Leis Divinas.
A imaginação, em especial nas crianças, são ricas na formação do
seu conjunto corpo-alma, face a presença marcante e muito forte da intuição, ou
em outras palavras, da comunicação da alma com as fontes divinas que amparam
aquele ser em crescimento nos dois aspectos: físico e anímico(da alma). No
entanto, fazemos de tudo para que este elo se enfraqueça, a intuição diminua e
a imaginação seja trocada pela ilusão.
É essencial uma criança brincar, usar plenamente sua imaginação,
mas estas tem estado ocupadas demais para esta possibilidade, formando personalidades
que fracassarão em muitos dos seus objetivos essenciais.
No adulto a imaginação, se fértil, abre espaço para que a essência
intuitiva aconteça, sinalize, alerte, dirija, conduza, se expresse e reoriente
o caminho que se está percorrendo. Da mesma forma, estamos muito ocupados, sem
tempo, desgastados e preocupados na “luta” pela sobrevivência.
Não se luta para sobreviver, mas sim para aproximar-se das coisas
indignas e ilusórias. A sobrevivência é algo natural, divino, mas dificilmente
iremos percebe-la enquanto envolvidos nas ilusões e nos desejos do ser, do ter
e do poder.
Milhares de oportunidades são perdidas nesta luta insana pela sobrevivência,
pelo ter e pelo poder, sem percebermos que o tempo está incrivelmente acelerado.
Somos ocupados, estamos ocupados, nos mantemos ocupados, como a mais das
esfarrapadas desculpas para impedir que a imaginação, a intuição, a
clareza e a evolução possam acontecer.
Dificilmente alguém irá lutar contra isto, pois somos
tremendamente acomodados e oportunistas, mesmo que o sofrimento e o desespero
venha se fazendo presente em muitos.
Somos guerreiros de uma única tática, do comodismo.
Como é dito e esclarecido no texto, “a maior parte do nosso ser e do universo não está nos níveis em que
normalmente somos conscientes. Só um
pequeno reflexo da nossa essência se encontra no que pensamos, sentimos ou
fazemos”. , ou seja, só a imaginação poderá nos levar ao mundo real,
enquanto que a lógica nos mantem no mundo ilusório.
Quem não percebe esta inversão de conceitos jamais sairá do lugar.
Hilton