segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Passos Atuais - 90a Parte. Gratidão pela vida.


Não se pode incutir em um outro a abertura a um estado espiritual: mas, tendo-se agraciado com a visão, ainda que turva, do caminho mais correto a ser tomado, pode-se alertar a um irmão sobre pontos que, se ele quiser, poderá assumir e levar adiante.
Porém, aquele que não cultivou em si a gratidão pela vida não está apto a recolher tais indicações. Somente fundamentado na gratidão pode-se passar por certas provas e seguir  adiante. Sem esse esteio o ser não suportará as fortes investidas do gélido vento da traição.
Figueira.

Pois bem, estas frases são extremamente relevantes, em especial neste ciclo iniciado em 08 de agosto.
Podemos comentar dois aspectos, o 1º de quem recebe a visão e o 2º de quem recebe o conselho.
Quem recebe a visão precisa estar absolutamente neutro para processa-la e isto ocorre quando nos libertamos de tendências e julgamentos, simpatias e antipatias e em especial a necessidade de DOMINAR.
Desta forma, com este conjunto de disciplinas, a neutralidade aproxima-se de um determinado ponto de conveniência onde a alma poderá expressar-se para a outra alma.

Quem recebe a informação precisa estar aberto a escutar, e solicito a refletir sobre pontos que provavelmente nunca o chamaram a atenção. Após estas reflexões, deve-se colocar em pratica o que considerou relevante para que uma nova postura seja associada a passos mais profundos e mais intensos na busca pela evolução e pelo Serviço. Com esta atitude transformações iniciam-se e fogos internos passam a queimar conflitos existentes, liberando “espaço” para novos impulsos.

É interessante saber que certos conflitos perduram por inúmeras vidas, através de séculos do tempo terrestre, manifestando-se sempre que uma reencarnação acontece. O momento é super oportuno para nos livrarmos de tais conflitos, pois a Terra recebe padrões de energia da Hierarquia que em tempos normais (fora da transição planetária em curso) são mais lentos e menos intensos.
Um fato curioso pode ser comentado, por exemplo, com indivíduos que atuaram na idade média, onde o sacrifício humano e o assassinato não traziam reflexos morais aos indivíduos que o praticavam. No decorrer da evolução isto foi superado, mas gerou conflitos que hoje ou são dissolvidos ou são manifestados.
“aquele que não cultivou em si a gratidão pela vida não está apto a recolher tais indicações”: esta condição é imprescindível. Nos queixamos continuamente da vida que levamos, mas esta são os reflexos de comportamentos do passado. Ao assumir a gratidão, a oportunidade de superar conflitos coloca-se em alta. Nesta sequencia o individuo sente-se acolhido pela Hierarquia e passa a conjugar o mesmo verbo: amar.
Hilton

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Passos Atuais - 89a Parte. O que é necessário.


A pressão do psiquismo coletivo terrestre não mais pode ser suportada por muitas pessoas, que acabam por apresentar desequilíbrios nos níveis da personalidade: cada corda tem a sua tensão máxima. Muitos tem ainda o que doar de si até os momentos finais da transição planetária; outros já estão atingindo os próprios limites; e alguns, pela Graça, estão sendo ajudados a transcender a si mesmos.
É como se a Terra estivesse "segura por um fio". Enquanto os homens caminham sobre um solo aparentemente estável, línguas de fogo correm sob ele. Hoje, é imprescindível existir uma disponibilidade ao serviço; e para isso basta que o silêncio e a oração tenham lugar na consciência do ser.
Figueira.

Pois bem, creio que a maioria tem esta percepção. Estamos vivendo uma anarquia velada, onde os parâmetros e as referências existentes, não estão sendo válidas para as situações que vem ocorrendo.
Da mesma forma, a medicina que basicamente trabalha com estatísticas na administração de drogas e tipos de tratamento, tem percebido que cada ser humano possui características distintas e únicas entre si, mas não consegue diferenciar os tipos de tratamentos de acordo com as características individuais.
A política, a governança, a cidadania, a sociedade, enfim nosso sistema de vida, por ter se apoiado em bases contrarias às Leis de Deus, apresentam escancaradamente, colapsos, antes fragmentados, hoje consolidados em situações generalizadas por todo o mundo.
Poucos tem se entendido, verdadeiramente. Há embates sociais, religiosos, políticos, de gêneros, enfim estamos vivendo nos moldes da anarquia, muito bem descritos na narrativa da “Torre de Babel”, da Bíblia, que conceituou o processo da crise mundial.
Há o que se fazer? Não. Estamos na fase da irreversibilidade das situações em andamento.

A transição está em curso e o elemento fogo será o elemento transformador do que existe. O fogo é um elemento purificador, transformador, mas ao mesmo tempo dá a oportunidade para o surgimento da Fênix ( o pássaro que ressurge renovado, das cinzas).
É um fato em todos os meios científicos, o aumento descomunal do aquecimento planetário (o elemento fogo em ação). Isto comprova a transição em curso, pelo elemento fogo, assim como a agua foi o elemento de transformação e purificação do continente da Atlântida.
No entanto, não podemos esmorecer, pois uma nova fase, uma nova humanidade e um planeta renovado surgirão da transformação em curso.

Desta forma, em níveis globais, nada a o que fazer, mas nos aspectos individuais muitas tarefas são necessárias.
É preciso ter esta consciência e estar disposto a usar a contraparte espiritual, para que as tarefas se apresentem. As tarefas, neste momento, são atos de preparação para a nova etapa da humanidade e do planeta.
É um momento de exercitar a fé e a esperança, esforçar-se no que é estritamente necessário, abandonar o supérfluo, dedicar-se ao que une e reúne, diminuir as discórdias, aumentar a tolerância, focar-se no que pode ser transformador, pois a velocidade dos acontecimentos vem aumentando dia a dia.

O momento exige novos níveis de atenção e foco no que é necessário. O que é necessário diz respeito a cada um, portanto, devemos fazer uma reavaliação das nossas metas, necessidades e avaliar os esforços que devem ser empregados naquilo que cada um classificou como necessário.
Esteja sempre disposto a reavaliar o que considerou necessário e não tenha receio de mudar, pois à medida que tudo fique mais claro, o necessário poderá ser diferente do anterior.

É o momento.
Hilton




quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Passos Auais - 88a Parte. Ser um tutor.


Pois bem, o assunto em pauta tem o objetivo de lembrar nossa função ao nos pré dispormos a ajudar alguém.
Há diversos tipos de ajudas:
1ª opção: Ajudas restritas ao plano material, onde algo passa a ser suprido por um determinado tempo. Cessa imediatamente assim que a ajuda termina. Raramente transformações acontecem no paciente.
2ª opção: Ajudas no plano espiritual em que objetivo é a transformação do paciente. Estende-se por períodos longos, pois nos tornamos referencia para assuntos em que o plano material não atende.
Denominaremos, para a 2ª opção, a quem se dispor a fazer, o titulo de “tutor”.
Sendo assim, passaremos a discorrer um pouco mais sobre o que vem a ser um tutor para este aspecto da caridade:

Um tutor (do latim tutore,[1]" protetor ") consiste numa pessoa envolvida na gestão da informação e outras funções. Esta forma especial de informação é, também, chamada "tutoria", "tutoriat" ou "tutorial": nela, o tutor observa os problemas dos tutelados e ajuda, prestando assistência de forma mais célere, eficaz e imediata. O tutor pode ser, ele próprio, ainda um estudante. Este fato tem a vantagem de propiciar um contato menos formal junto ao tutorado de forma a que a mensagem transmitida seja mais rapidamente compreendida e assimilada o que facilita o acesso ao conhecimento, e que numa relação demasiado formal poderá ser dificultada ou mesmo impedida.

A aprendizagem tutorial exige estrutura predeterminada e predefinida. Este tipo de aprendizagem tem suas raízes no cognitivismo. O tutor guia o tutorado com auxílio de um fio condutor que atravessa uma grande parte das informações. O tutor conhece as necessidades e possíveis soluções, pelo fato de ter vivenciado semelhantes dificuldades e por conhecer formas de superá-las. Ele pode ser um grande amparo em todo o momento em que o tutorado estiver com muitas dúvidas, intervindo e auxiliando-o. Esta estratégia de condução da aprendizagem agrada, porque sentem-na pouco restritiva, pouco limitadora, simplesmente porque acabam por aprender a dominar uma informação de maneira muito eficiente.
Wikipédia

Pois bem, o papel de um tutor, na forma que o estamos concebendo nas atividades de cura, assume a tarefa de informar, acompanhar e recuperar as condições de estabilidade, equilíbrio e esperanças de quem atravessa determinados percalços no caminho da vida.
Não se trata de um papel omisso, eventual, burocrático no sentido de preencher determinado formulário para atividades consideradas internas.
O tutor assume com o tutelado o conjunto das novas possibilidades, das novas esperanças no processo que ele vem passando.
O tutor compartilha aspectos que não são considerados no rol de informações tradicionais para o tutelado, pois estas dependem de graus de conhecimento que a maioria ainda não teve acesso ou oportunidades para isso.
O tutor passa a ser um guia, um orientador, um ombro amigo, pois alavanca esperanças, lembra a fé e permite que impulsos ocorram no processo de desdobramento que o tutelado passa a receber.
O tutor não desiste, não se cansa, mantem a chama viva através da comunicação constante, enquanto houver receptividade. A receptividade também depende do grau de interesse que o tutor deverá despertar em seu tutelado, pois parte-se do principio que o mesmo está em ampla desvantagem ao informar e viver problemas que o desequilibre.
O tutor não pode fazer desta atividade uma rotina. Precisa apresentar sempre algo que ilumine e desperte o interesse do tutelado e para isto precisa estar afinado e alinhado com as informações que recebe. Não pode ser omisso, ter pressa, fazer por fazer ou ver esta atividade como mais um encargo da vida que leva. Se for este o caso, desista desta atividade.
O tutor, naquele momento, passa a ser um guia quando todo o resto não responde às necessidades do tutelado, pois nem sempre o paciente compreenderá que eliminar certos problemas ou encarar certas situações dependerá de mudanças profundas que precisam ocorrer.
O tutor não deve prometer cura, mas acompanhar o desenvolvimento da estabilidade do seu tutelado.

Vivemos num cenário de abandono, no âmbito mundial, pois tudo tem sido abandonado. É sempre uma questão de tempo para que o abandono seja sentido por todos.
O tutor não pode cometer o mesmo erro, mas não pode criar dependências em torno de si, desta forma, precisa educar seu tutelado que seguir em frente é uma narrativa necessária e pessoal, face ao destino de cada um.
O tutor não pode ser indiferente (talvez o maior erro que se comete), pois ao faze-lo irá despencar os esforços exercidos ao longo do tempo.
O tutor tem de manter elevado o interesse pelo aprofundamento do tutelado em informações que o faça seguir adiante na busca pela compreensão do ato de viver(aqui considera-se a desencarnação com um ato da vida).
O tutor pode receber confidencias do tutelado e isto desanuvia cargas pesadas, negativas que o mesmo não consegue se livrar. Precisa manter sigilo absoluto estas confidencias.

Ser tutor é uma experiencia magnifica pois qualifica o individuo a compartilhar o aprendizado da vida,  as questões sobre a vida e a forma de viver que poucas vezes acontecerá na sua vida isolada e restrita às suas experiencias pessoais. É um Serviço, pois precisará aprofundar-se para explicar o que não tem sido explicado.

É uma forma interessante de evolução, pois se for um tutor na sua expressão correta, estará em Tarefa pelo período em questão, com destaque para que as ajudas internas sejam processadas no seu meio e na sua mente. 
Finalmente, outro aspecto acontece, pois irá compartilhar dos impulsos que o tutelado irá receber no seu processo de transformação, portanto, podemos dizer sem erro que um estará ajudando o outro.

Hilton

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Passos Atuais - 87a Parte. O homem na Lua nos fez olhar para o céu.


Há indivíduos que se comportam como alguns desportistas que, tendo recebido medalhas e troféus, permanecem adorando tais objetos, presos aos lauréis das vitórias passadas, sem perceber que se cristalizaram no que, alimentado por suas próprias ambições, ofuscou-os com seu brilho.
Esses tomam suas experiências interiores como troféus; carregam-nas e revivem-nas como se  fossem as únicas e as maiores, deixando assim de viver aquilo que o Espírito lhes estaria reservando a  instante — a fresca água da Fonte que não deixa de jorrar e que sempre nova se apresenta.
Nessas recordações, que para a vida verdadeira não tem valor algum, percorrem anos e anos, senão vidas, até que uma Vontade Maior os arrebata dessa ilusão e os leva a finalmente despertar. Enquanto permanecerem cultivando as experiências interiores como prêmios conseguidos, estiveram, em verdade, amando o próprio ego em lugar de amarem Àquele que em Amor lhes doa vida.
Figueira.

Pois bem, o tema do texto tem sido o comportamento de muitas pessoas que se dão ao luxo de dizerem que sabem das coisas.
Na realidade estamos num nível, do aprendizado universal, extremamente infantil, grosseiro e de pouca repercussão nos níveis internos da Vida.
Nossas conquistas sequer rasparam o imenso cabedal de cada conhecimento.
É preciso estar consciente destes fatos, pois a mente humana perde-se com facilidade no pouco que conhece.
O que conhecemos nunca será suficiente, no entanto ao nos darmos conta de que sempre mais será necessário, alavancamos imensa ajuda para fazermos o CERTO no exato momento de fazer o que precisa ser feito.
Os grandes feitos da humanidade, aqueles que trouxeram qualidade de vida, que alavancaram impulsos no desenvolvimento da matéria, tiveram sempre interferências do Plano Maior. As ajudas que vieram das estrelas, apoios de inteligências extraterrestres, estalos espetaculares da ciência, beneficiou a humanidade como um todo em vários aspectos do seu desenvolvimento material e espiritual.
O homem na Lua nos fez olhar para o céu, para as estrelas, para as fronteiras além do horizonte terreno conhecido.
Era preciso que isto acontecesse pois a humanidade precisava ser preparada para o contingenciamento da transição planetária.
Nossas conquistas em todos os campos da ciência, da tecnologia, da mente, tem sempre como principio alavancar as possibilidades da evolução espiritual. A reencarnação funciona com este mesmo princípio, começa como a oportunidade de alavancar novos conhecimentos e princípios e termina quando estes ficam rodando sem novidades.
Claro que aproveita-se para sanar as falhas anteriores e corrigir os rumos equivocados, mas o princípio básico é a conquista de novos fatores evolutivos no campo da espiritualidade ou da eternidade.
Quem não compreende estas condições, não consegue compreender o motivo da sua existência. Com isto não poderá ajudar alguém, pois não ajuda a si próprio. Torna-se assim um elemento desnecessário ao todo.
O que temos conquistado não pode “empoeirar”, não pode servir como júbilo ou regalias. Os recordes serão sempre batidos, pois a humanidade encontra-se em evolução e evoluir é sempre uma nova conquista.

 — a fresca água da Fonte que não deixa de jorrar e que sempre nova se apresenta. Temos de estar sedentos desta água fresca. O que sabemos hoje serve para hoje, para amanhã precisamos aprender hoje o que será necessário.
É interessante como nos desinteressamos facilmente e como temos uma tendência muito forte em cair na rotina.
Ocupamos nosso tempo e espaço com as rotinas do dia a dia, enfaticamente trancadas no mundo material. Bastaria poucos minutos por dia, para que aspectos espirituais viessem à tona, quando nos dedicamos a busca-los.
Podemos começar algo com um bom entusiasmo, com muitas vontades, mas rapidamente colocamos na rotina, tornando-os mecânicos, repetindo, repetindo e em cada repetição anula-se a criatividade, ou seja, desprezamos a água fresca da Fonte para tomar a água parada e estagnada.
   
Precisamos compreender o significado da Vida. Não estamos aqui para passar o tempo, estamos aqui para aperfeiçoar o que aprendemos e para aprender novas possibilidades. Tudo que fazemos precisa ter um significado espiritual, pois sem este significado a atividade será uma perda de tempo, em uma vida tão curta e tão valiosa.
Hilton

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Passos Atuais - 86a Parte. Preciso exercer a minha consciência global.


Quando uma tarefa ligada ao Plano Evolutivo vem à manifestação por intermédio de um grupo, todas as "ferramentas"   estão separadas e aguardam o momento do uso. É por falta de resposta dos próprios seres convocados — ferramentas preciosas de um programa preestabelecido — que o Plano tem de improvisar na construção da grande obra, contando com aquelas que estão disponíveis, nem sempre as mais adequadas para a necessidade.
Mas se isso acontece, e é permitido e aceito pela Hierarquia, certamente mais valor tem a entrega daquele que se doa, do que a exatidão com que se levantam as paredes dessa obra. Como não há maior beleza do que viver em uma entrega verdadeira, é mais importante para a vida do Espírito uma ferramenta que se desgasta por suprir as tarefas do  Plano do que uma ferramenta intocada que, por negação, nem chegou a se dispor ao uso.
O grito de dor do mundo poderia ter sido minorado por aqueles que o ouviram mas que não o quiseram acudir. Entretanto, os que se doam ao Espírito, no esquecimento de si, encontram as chaves da transmutação.  
Figueira.

Pois bem, todos nascemos com objetivos específicos.
Tais objetivos se dividem em cumprir as condicionantes cármicas, concluir as experiencias pendentes, pré dispondo-se às novas e realizar determinadas Tarefas para o bem comum.
As duas primeiras são inexoráveis (há de se fazer), ao passo que a última é a opção para manter-se em evolução.
A maioria se prende na 1ª e na 2ª. Geralmente não as cumpre com sucesso, mantendo no processo reencarnatório inúmeras pendencias acumuladas.
A minoria foca-se na 3ª (Tarefas), realizando com mais facilidade os entraves da 1ª e da 2ª, não porque estas se tornam mais fáceis, mas porque são encaradas de forma positiva e as dores se tornam bem mais suportáveis.

No geral, todos os seres humanos possuem “ferramentas” apropriadas para a evolução de toda a raça. Torna-se então uma opção usá-las ou não.
Quantos pensam assim ou reconhecem este formato de vida?
Poucos aproveitam as oportunidades de acessar este conhecimento. A maioria prende-se ao seu egocentrismo e considera essencial superar, no máximo, suas dificuldades. Quando se pensa e se age assim, o acesso para as expansões de consciência vão se fechando e limitando-se unicamente ao instinto de sobrevivência. Retorna-se ao que fomos no passado, em épocas remotas (quando o homem percebeu que a morte existe) em que somente o instinto de sobrevivência era suficiente.

No entanto, grupos de pessoas vem se unindo e reunindo desde os primórdios da civilização e através de orientações de seres evoluídos, tem conseguido perceber que possuem muito mais do que, simplesmente, sobreviver.
Hoje vê-se a maioria fazendo isto, sobreviver dentro das melhores condições materiais possíveis, condensando seu foco no ter e no poder. É um erro tão grosseiro e ineficaz que o faz viver sob as mesmas condições ou piores (no estimulo para sair) inúmeras vidas, num repeteco insano.
Como diz o texto, a Hierarquia valoriza demais as intenções. Não temos clareza sobre as nossas “ferramentas”, desta forma, ao toparmos com algum desafio neste aspecto, na medida das dificuldades, as “ferramentas” revelam-se para as usarmos de forma adequada e oportuna. Nenhuma delas ficará tomando poeira numa prateleira de um aposento secundário.

O grito de dor do mundo é o grito de todos, pois quando um sofre todos sofrem. Somos um único corpo, corpo humanidade, em que a vida de cada um reflete o que se passa no todo.
O sofrimento possui inúmeras formas e características, pois obedece os inúmeros níveis de consciência, mas basta um de nós estar em sofrimento que todos estaremos.
Olhando para o mundo, dá para perceber porque tem sido tudo tão difícil.

Portanto, é oportuno ressaltar a frase a seguir: Entretanto, os que se doam ao Espírito, no esquecimento de si, encontram as chaves da transmutação.  
Hilton

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Passos Atuais - 85a Parte. Essencial.


Assim como, séculos atrás, os essênios trouxeram padrões de uma vida superior ao plano físico da Terra, cabe a alguns seres atualmente encamados realizar, no nível físico-etérico, a criação de moldes e estruturas para ancorar as energias que se implantarão na nova etapa planetária, por meio da vivencia daquilo que, pela Hierarquia, lhes foi indicado realizar.
Figueira

Pois bem, mesmo sem ter certeza do que viemos fazer aqui, além do cumprimento cármico, adotar a postura acima indicada é um bom alento para Trabalhar.
A história dos essênios é muito inspiradora, mas pouco conhecida.
Poucos autores conseguiram retratar algo a respeito, pois com muita discrição os essênios cumprirem as metas estabelecidas e sumiram da face  da Terra.
Muito resumidamente, vieram preparar o planeta e o homem Jesus para, num determinado momento para receber e assumir o Cristo Cósmico.
A presença dos essênios foi fundamental, assim como é hoje a presença de muitas pessoas inspiradas que tornam-se inspiradoras.
A Terra vive seu grande momento de transição, pois desde seu surgimento como aglomerado de rochas, metais, água e demais elementos oriundos do reservatório universal, irá se tornar um planeta do Sistema Solar condizente com os aspectos evolutivos da vida cósmica.
Como viajantes siderais, segundo nossa escalada evolutiva, temos de nos preparar para sermos indivíduos mais completos do que somos para continuarmos na nova trajetória da Terra.
Pequenos grupos físicos na Terra faz o mesmo que os essênios, mantendo as devidas proporções, pois a energia crística atuando ainda de forma tímida e ponderada, por força das nossas desavenças e ignorância, está se expandindo para atuar na superfície com mais plenitude, vigor e abrangência.
Pequenos grupos carregam certos impulsos desta energia crística para que os reinos da superfície possam assimilar os novos padrões, que já circulam entre nós.

A maioria não entende e ainda se preocupa com posses, propriedades, títulos e valores que mal e porcamente duram um vida reencarnada. Deseducam e formam a própria prole com valores que estão muito, mas muito aquém do que se espera na nova era.
Por isso da grande importância dos grupos de serviço, pois a eles são cedidos impulsos que transformam e preparam o que está por vir.
É preciso cada vez mais conscientizar-se desta responsabilidade. Os que se consideram pertencer a um grupo de serviço devem manter do lado de fora as “inúmeras picuinhas” que só nos obscurece e nos afasta da Hierarquia.

Conscientizem-se dos verdadeiros valores, das verdadeiras metas para focarem-se no que efetivamente interessa.
Temos de assimilar as tarefas indicadas pela Hierarquia.
Temos de viver no exemplo dos essênios, com discrição, com humildade, com incrível fé e perseverança. Todas as outras coisas são passageiras, efêmeras, não essenciais.

Estamos na reta final.
Hilton

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Passos Atuais - 84a Parte. Tarefas.


Se, em doação, um ser assume e desenvolve os dons que lhe são entregues, assimilando-os como qualidades, esses dons equilibram os que ele não tem. Assim, suas falhas são supridas exatamente por aquilo que ele pode oferecer de melhor.
Enquanto alguns seres são utilizados em múltiplas tarefas, outros trabalham como ferramentas de uso especifico, pois não se pode martelar um prego adequadamente com uma tesoura, nem cortar uma folha de papel com um martelo.
Figueira.

Pois bem, temos ressaltado em todas as oportunidades que evoluir só ocorre no ato de servir.
O serviço que cada um poderá prestar ajusta-se ao destino e às próprias condicionantes cármicas. Isto quer dizer que o que temos de fazer ao longo da vida, podemos faze-lo e ao mesmo tempo.
 Servir.  Para isto, determinados dons, quando nos dedicamos ao serviço, podem manifestar-se.
Sempre será mais importante o serviço do que as demais necessidades, como o cumprimento das experiencias e das condicionantes cármicas. Estas se ajustam face ao serviço que, porventura, pretendo realizar.
Tais dons podem ser explícitos ou implícitos, ou seja, podem exercer manifestações externas ou prender-se somente a manifestações internas.
Por exemplo, podemos ter uma visão clara dos acontecimentos em outros planos, ou exercer somente padrões vibratórios elevados no momento do serviço sem mesmo percebe-los.
O indivíduo que se entrega, verdadeiramente, fica atento no cumprimento do serviço e não em eventuais fenômenos.
Como cita o texto, os dons, em geral, tendem a suprir falhas que temos face nosso influente corpo emocional, para alcançar tarefas das quais certos dons específicos são necessários para executá-las.

“Enquanto alguns seres são utilizados em múltiplas tarefas, outros trabalham como ferramentas de uso especifico, pois não se pode martelar um prego adequadamente com uma tesoura, nem cortar uma folha de papel com um martelo.”
Não existe tarefa maior ou menor, existem tarefas necessárias e estas precisam ser realizadas no tempo oportuno, em especial este momento que a Terra segue a rota das mudanças cíclicas em  curso, transportando a raça humana.
Para cada individuo disposto e lúcido desta realidade, a ele será definida uma parte da tarefa necessária de acontecer. O conjunto de indivíduos pré dispostos a tais tarefas unem-se ou reúnem-se para executá-las. Uns para múltiplas atividades e outros para atividades especificas.
O que atrapalha:
  • Imaturidade;
  • Ciúmes;
  • Indolência;
  • Vaidade;
  • Orgulho.

Tais “defeitos”, que via de regra seguem inúmeras reencarnações, tem se mantido em muitos indivíduos fazendo-os abandonarem a colaboração tão necessária e tão importante nesta etapa da transição em curso.
Mesmo indivíduos  de grande fé sucumbem ao ego e desorientam-se das metas estabelecidas.

Esquecer de si mesmo irá ajudar aqueles que tem mais dificuldades em administrar o ego.
Pensar sempre no conjunto, não particularizar pessoas ou atitudes, pois quando assim fazemos estamos dando permissão para que o ego se manifeste.
Focar na ou nas atividades que pretende realizar, admitindo, quando necessário, a incapacidade de faze-la(s). Isto não significa depreciar-se mas usar da humildade e dar a oportunidade de aprender.
Colaborar independente de compreender a tarefa em toda a sua abrangência, pois na maioria das vezes não teremos alcançado esta capacidade.
Não julgá-la, ou julgar os indivíduos que a realizam, pois somos muito imperfeitos para definir um critério único de perfeição.
Extrair sempre os aspectos positivos da tarefa.
Realiza-la, sempre, com amor.
Hilton

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Passos Atuais - 83a Parte. Dificilmente usamos nossa visão periférica.


A parcimônia e a observação criteriosa de cada detalhe na realização da vossa tarefa é louvável e indicada, desde que não vos faça perder o sentido de totalidade de que o trabalho necessita. Não deveis considerar uma pequena parte isoladamente do todo que a contem; em  lugar disso, é preciso perceber o todo dentro da pequena parte que estais a realizar.
Figueira.

Pois bem, o ensinamento nos chama a atenção para certos detalhes que raramente empregamos nas observações que fazemos.
Geralmente somos críticos e muitas vezes agressivos baseado numa observação parcial de algo que esteja acontecendo com alguém, por exemplo.
Somos imediatistas e normalmente levamos em conta tendências pessoais. Como se eu fosse ele.

Ora, não há como eu ser igual a ele, uma vez que somos seres indivisíveis, exclusivos, únicos, num nível de evolução especifico que só eu tenho, além de um campo vibracional também único, sem qualquer possibilidade de que exista alguém exatamente como eu.
Eu sou um som, um tom, uma cor, um padrão que é absolutamente único em todo o Cosmos (a palavra Cosmos define a concentração de Universos).
Portanto, não existe “alma gêmea”
Somos semelhantes, somos parecidos, podemos ter tendências similares, podemos ter várias pontos em comum, mas definitivamente me encontro num nível evolutivo que é único.
Desta forma, quando rigorosamente adoto meus critérios em alguém, poderei estar cometendo erros grosseiros.

Dificilmente usamos nossa visão periférica. Centralizamos e excluímos o que de certa forma “descentralizou”, e simplesmente julgamos. Com esta postura faremos um julgamento parcial, limitado a parte das observações, com critérios exclusivos da minha personalidade, do meu nível evolutivo, que pode ser aquém de quem está sendo analisado (julgado).

O respeito é algo que normalmente não é observado, pois se respeito diretamente por educação, indiretamente crítico. Com esta atitude, condenso e concentro energias negativas que irão afetar a pessoa em julgamento, influenciando-a muitas vezes para procedimentos inadequados e contrários ao que o seu “íntimo” a está  tentando intui-la.

Dificilmente a neutralidade é utilizada quando nos dispomos a ajudar alguém. Há pessoas que orientam para uma direção e torcem para que se faça a direção oposta.
Ver alguém “caído” ainda dá certa sensação de prazer, num claro processo ilusório  de que estamos neutralizando parte das nossas frustrações.
Esta postura denota o elevado índice de ignorância que estamos em relação aos nossos irmãos Intraterrenos.

Quem luta contra estas posturas contraditórias presta Serviços relevantes a esta sociedade bem doente.
Temos de olhar com objetividade quando nos dedicamos a ajudar alguém, sem esquecer os detalhes, conhecer com certa profundidade os traumas que esta pessoa vem vivendo, deixa-la se expor,  precisamos transparecer confiança, escutar com neutralidade, sem críticas, SEM INTERRUPÇÕES quando explanações são feitas. É preciso entender todo o recado que o paciente está expondo para pensarmos, sermos intuídos e com cautela e tranquilidade orienta-la com uma ou duas sugestões, no máximo.
Essa conversa de que “se eu fosse você”, nunca funciona pois eu jamais serei ele.
É preciso esquecer nossos preconceitos com relação a certas atitudes que são reveladas pelo paciente, manter o equilíbrio e a neutralidade, checar se nossa respiração está normal, pensar com calma e usar de muita cautela antes de manifestar-se.
Na realidade tais conselhos precisam ser neutros e o paciente chegar à própria conclusão do que ele deverá fazer.

A intuição não irá funcionar se nos envolvermos emocionalmente com o paciente. Caso isto ocorra, escute somente, mantenha-se neutro, não indique nada neste momento.
Na maioria das vezes o ato de escutar sem interferir, não dar palpites,  não se colocar na mesma posição, desconsiderar o ato de que “se eu fosso você”, pode ser suficiente para o alivio das energias negativas retidas no paciente e suficiente para que uma nova postura aconteça e a solução seja encontrada por ele mesmo.

Socialmente, adoramos fazer críticas a alguém, denunciando suas fraquezas e explorando-as no sentido pejorativo, arrancando boas gargalhadas num círculo de amigos, sem perceber que  estas vibrações negativas alcance aquela pessoa e a enfraqueça ainda mais, colocando-a ao sabor de forças involutivas. Ao darmos estes “golpes”, recolhemos energias circulantes, juntamo-las, tornando-as mais fortes e poderosas e as direcionamos de volta à pessoa em questão, minando ainda mais suas defesas enfraquecidas. Isto nos liga carmicamente e passa a ser mais uma situação a ser solucionada nesta vida ou nas demais, como  pendencias em aberto. O individuo em Serviço deve privar-se destas atitudes.

Olhar sempre uma pessoa como um todo (corpo- mente- alma): sua postura, suas ideias, suas identificações, suas tendências, seus pontos considerados negativos (segundo meus critérios), seus pontos positivos (segundo meus critérios), sua disposição, as pressões que a levaram para que tais desvios ocorressem, enfim tentar perceber o todo da questão.
Manter estas informações em alto grau de sigilo.
Entregar ao seu eu interno sem discutir com seu eu interno suas preferencias, e aguardar uma resposta.
Quando isto é observado e rigorosamente cumprido, minha alma contata a alma do paciente e a mesma definirá uma possibilidade ou uma solução. Vejam que será a própria alma do paciente que irá indicar o caminho adequado para ele neste momento da sua vida. Portanto, minhas preferencias não se aplicam no contexto.
Isto, não necessariamente é longo, pode vir de imediato, na medida em que a neutralidade vá sendo praticada.

Caso não venha nenhuma resposta, temos duas situações:
1ª. Não estou adequadamente isento ou preparado para receber uma provável solução;
2ª. Meus critérios são ainda inadequados para a prática deste tipo deste tipo de ajuda;
3ª. Sou muito ligado emocionalmente a este paciente.;

Caso venha a resposta , temos estas situações:
1ª. Não alterar o que foi proposto, em hipótese nenhuma, com medo de desagradar ou de ser mal visto, por exemplo
2ª. Não julgar a resposta, lembrando que a alma do paciente que a definiu;
3ª. Se não se sentir apto a informa-lo, não o faça, pois haverá grande possibilidade de você distorcer a indicação.

Vejam que o alerta entre parênteses (segundo meus critérios) é fundamental. Temos de ser pessoas em franca atividade evolutiva, preparando-nos cada vez mais para o Serviço. Se tens uma vida ativa no plano material que não permite que se dedique a isto, não o faça.
Não assuma responsabilidades que podem ser fantasiadas pela sua personalidade, pelo seu emocional, pelas suas tendências pessoais.
O Serviço em geral deve ser praticado com muita sabedoria, conhecimento, ampla neutralidade, sem levar em conta parâmetros, preconceitos, etiquetas que temos usado na vida material sem critérios elevados.

Nunca se sinta totalmente preparado. A humildade é o pai da sabedoria.
Hilton

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Passos Atuais - 82a Parte. Nossas duas partes.


Pois bem, como temos trabalhado com a atividade de cura, tenho observado comentários de diversas pessoas com diversas necessidades.
Uma das coisas que me chamou a atenção é o fato de que algumas destas pessoas entendem que vivem, digamos, bem dentro das “regras”.
Veganas ou vegetarianas, usando remédios naturais, com comportamentos rígidos, mantem um ritmo bem controlado de opções de consumo. Procuram ter uma disciplina saudável e aparentemente controlam os, considerados, sentimentos negativos.
De certa forma expressam grande auto controle nos seus modos, forma de ser e de viver. Pelo menos assim se nota quando as olhamos, conversamos ou as acompanhamos quando estamos juntos.

Tive um sonho onde uma pessoa com estes nobres requisitos se apresentava a mim com dores nas costas, fazendo menção à coluna vertebral.
O sofrimento era grande e estava inconformada pelo fato de que sua vida regrada, com todas as disciplinas físicas, alimentares, de postura corporal não condiziam com o que estava acontecendo.
Ao olha-la sob um ângulo mais profundo a vi da seguinte maneira:
Ela estava vestida com metade da roupa somente: metade de um casaco, metade de uma blusa, metade de uma saia, metade de um óculos, um único calçado. A parte coberta bem protegida e aparentemente saudável e a parte descoberta cheia de feridas, pontos roxos, pele azulada, aparentando sofrimentos e dores em metade do corpo.
Um detalhe é o fato de que o lado esquerdo estava vestido e o direito descoberto.

Ao conversarmos, quando ela virava-se para o lado esquerdo aparentava ser uma pessoa segura, equilibrada, consistente, senhora de si, dominadora e andando com muita firmeza. Ao virar-se para o lado direito, manifestava tudo ao contrário, sensível, muito frágil, insegura, dolorida, carente, balbuciando palavras, num andar capenga e desequilibrado.  

Algo estranho de se ver, mas percebe-se duas pessoas em uma. Não entro no mérito da personalidade, mas da aparência que denota um amplo antagonismo em uma mesma pessoa.
Podemos dizer que temos vivido em condições semelhantes na medida que nossa parte material representa um estado equilibrado e a parte espiritual desequilibrado.
Mas o que somos neste estado?
Acho que não somos nem uma coisa e nem outra. Creio que pulamos de um lado para o outro na medida que as situações aparecem na nossa vida e os detalhes do destino se manifestam nas provas necessárias que surgem de repente.
Perdemos a identidade pois temos nos identificado com estes dois aspectos a todo momento, mesmo estes sendo completamente contraditórios.
Isto é desequilíbrio.
Isto nos tira do sério, nos desarmoniza, nos confunde, nos faz uma pessoa  que vai do “feliz” para o “infeliz” em segundos.

Voltando para os comentários da pessoa “equilibrada”, descrita acima, percebe-se que regras, controles, disciplina, ou seja, viver literalmente dentro de regras sadias e da boa educação não, necessariamente, nos faz uma pessoa completa, harmoniosa e única (não divisível como no descrito no sonho).
É preciso viver na matéria com as regras do espirito.
O espirito é o centro, o foco, o comando, pois nele se dá o continuísmo da vida infinita. A matéria, variável em cada reencarnação, ao seguir as regras da vida espiritual se purifica também.

Temos tentado viver exatamente o contrário, a matéria procurando dominar o espirito. Isto é impossível.
Como um corpo material que morre, que some, desaparece no final de cada encarnação tenta dominar o corpo espiritual que ficará eternamente, que é o “ser verdadeiro” que somos?

É importante chegarmos a esta conclusão.
É importante vivermos esta conclusão e adotar as regras básicas das Leis Divinas. Isto irá curar a metade direita que hoje está doente, carente, dolorida e sofrendo.
Esta condição não se distingue em homens ou mulheres, crianças ou adultos, encarnado ou desencarnados. De forma geral a raça humana vem vivendo com duas metades desarmonizadas, uma contraria à outra. Isto não é normal.

Os trabalhos de cura tem como premissa básica, atenuar estes estados de sofrimento diante dos conflitos de duas meias partes em conflito.
O trabalho de cura visa atos de transformação. Considera que a pessoa em processo de cura precisa mudar sua forma de ser, de agir, de pensar, de manifestar-se. Ela precisa espiritualizar-se. Ela precisa dar o devido valor a sua outra parte, esquecida.
Quando isto ocorre as energias de cura alinham-se com os anseios da alma e um processo de transformação entra em ato. As duas partes são atendidas. A material começa a purificar-se a espiritual começa a manifestar-se em igualdade de condições.
Não necessariamente irá “salvar” a vida de alguém, pois não conhecemos o que o destino reserva para aquela pessoa, mas com certeza se seu destino é a desencarnação isto ocorrerá com outro significado, outra performance da vida física na Terra.
Não necessariamente eliminará todas as dores, mas elas serão suportáveis, pois as duas partes irão colaborar entre si.
Não necessariamente atingirá todos os objetivos pretendidos, mas com certeza muitos virão.

É fundamental percebermos a necessidade do alinhamento das nossas duas partes. Uma ajudará a outra. Uma se tornará o complemento essencial da outra e ambas formarão o “arquétipo” do homem, segundo a Ideia de Deus.

Obs: os sonhos são estranhos, mas cumprem sua parte. Gratidão.


Hilton

terça-feira, 16 de julho de 2019

Passos Atuais - 81a Parte. Pare para pensar!


A oferta do ser aos níveis superiores de consciência é aceita mesmo que de início seja limitada às condições impostas pelo ego, pois é esse o meio de, gradativamente, a vibração superior ir permeando os trajes e a consciência  material do indivíduo. É como se ele fosse atraído, pouco a pouco, para dentro da rede da total rendição. Uma vez seguro nessa rede sublime, sua entrega não poderá ser condicional, mas haverá de ser perfeita, assim como perfeita é a obra do Espírito.
Figueira.

Pois bem, a oferta é a base que nos leva para estágios superiores da evolução. Consequentemente ao trilhar o caminho evolutivo, a disposição ao Trabalho, ao Serviço (no ato servir) estaremos nos ofertando.
Adaptados a estas novas circunstancias nada do que fazemos nos incomoda, nos desalenta, nos inibe a fazer.
Graus de prioridades começam a mudar e muitas coisas que o individuo não abria mão, não cedia, diminuem sua resistência. Em decorrência desta nova postura as atividades de serviços passam a ocupar lugares de destaque.
E isto ocorre naturalmente quando há vontade no coração e esta vontade torna-se um desejo de expressá-la.
Vê-se neste contexto que muitas coisas consideradas imprescindíveis na vida e no cotidiano, passam a não fazer mais sentido, e uma delas será a “falta de tempo”.

O tempo se estende, dilata-se, torna-se mais longo?
Na realidade, quando a calma se instala, a ansiedade diminui e as prioridades passam a ser para atos mais elevados, como mágica, o tempo se adapta (se alonga) para as novas circunstancias.
O cérebro irá mensurá-lo sob novas regras e condições.
Com esta nova condição instalada os desgastes diminuem, os batimentos cardíacos seguem novo ritmo, o cérebro se ajusta para suas reais finalidades e o individuo torna-se sereno e tranquilo.
Muitas coisas que o afetavam, o tiravam do sério, do eixo, ter explosões de fúria, deixava-o confuso e com medo, cessam.
Evoluir é servir. Quando vivemos o oposto contrariamos regras inquebrantáveis das Leis em questão.
Vejam que uma simples mudança de postura, de atitudes, de ser e de pensar, reequilibra o conjunto.
O tempo é proporcional à serenidade ou a ansiedade.

Temos vivido às avessas. Queremos ser, queremos ter e queremos poder. Queremos, queremos e na maioria das vezes não merecemos, portanto uma luta inglória é travada. É inglória, pois pequenas batalhas podem ser vencidas pelo ego, mas sempre serão passageiras, finitas e desastrosas.
Queremos ser algo que pode estar contrariando o destino traçado. Isto por si só o torna inalcançável. Assim a maioria vive, tentando administrar suas frustrações.
Quando se oferta, tudo se ajusta ao destino traçado, tornando as conquistas reais.

Os tempos atuais são tempos de mudanças radicais, inovadoras (nunca vividas), envolvendo o corpo, a mente, a alma e o meio ambiente, ou seja, estamos vivendo algo inusitado.
Desadaptados para estas circunstancias, desatrelados da linha evolutiva (o ato de servir), concentrados somente no corpo e na mente, estamos vivendo uma escala progressiva do caos.
Estamos completamente fora do meio em que a Terra ingressou no seu caminhar pelo Universo. Somos peixes com água até a metade do corpo, lutando desesperadamente para tentar sobreviver. Isto é caótico.

É precioso rever esta postura se temos alguma intenção de passar pelas novas fases da transição planetária com um mínimo de equilíbrio, bom senso e adaptabilidade a mudanças tão profundas.
Esta chance ocorre quando entramos nas regras da evolução espiritual.

Pare para pensar!


Hilton