segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Passos Atuais 230a Parte. Limite-se ao essencial em todas as circunstancias.

 

Deves dissipar a curiosidade, deixando de perguntar sobre o que não é essencial.

Figueira.

 Pois bem, esta é uma postura raramente praticada.

A curiosidade em si, nos leva à comparação e a comparação pode nos levar a inúmeros sentimentos negativos, sendo os mais relevantes, a inveja, o ciúmes, o desprezo, no exercício do egoísmo.

 É saudável manter uma conversa focada, de forma com que esta seja informativa, esclarecedora e complementar às dúvidas que nos sentimos aptos a esclarecer. Limitar-se ao essencial é prudente, evita informações excessivas e inúteis para a ocasião.

Comentários e opiniões, na maioria das vezes tem levado em conta alta dose de ciúmes e inveja, induzindo para caminhos desviados das reais necessidades. Isto, eminentemente, é cármico e gera ligações que incomodam a ambos, dada a Lei da Ação e Reação.

É preciso pensar bem, discernir, avaliar possibilidades e refletir se temos o conhecimento e a capacidade para expressar opiniões a respeito de algo, ou uma indicação que alguém poderá seguir. O coração precisa aprovar e dele partir a iniciativa isenta e equilibrada para que expressões ou indicações possam manifestar-se.

 A maioria tem feito com muita leviandade, irresponsabilidade e algumas vezes com o intuito de levar alguém ao fracasso. Podemos dizer que a reação advinda destas atitudes podem ser pesadas e muitas vezes manifestam-se alguns anos adiante, através da falência de órgãos corporais ou doenças que causam grandes transtornos na vida cotidiana.

A opinião sem base, sem argumentos apoiados no conhecimento, por simples manifestação ou necessidade de se fazer presente, possui o mesmo encargo descrito acima, pois pode induzir alguém a erros graves no caminho a percorrer.

 Deveríamos ser mais silenciosos, no mínimo mais ponderados e sempre refletir antes de opinar. Marcar presença tem sido a necessidade de muitos e assim julgam ressaltar suas qualidades,  portanto a mera opinião pode ser tão danosa como uma opinião intencionalmente maléfica.

 O convívio social da humanidade é intenso por natureza e isto faz parte do desenvolvimento espiritual, mas este convívio tem levado em conta,  somente, a intelectualidade e a personalidade e estes dois recursos são insuficientes para emitirmos uma opinião correta. A nossa manifestação deveria levar em conta, além destes dois princípios, personalidade e intelecto, a intuição. A intuição, neste caso, procederia de uma conversa de alma com alma, ou seja, minha alma conversaria com a alma de alguém e completaria as informações para que uma informação correta pudesse ser expressada.

Se assim fosse, um estaria ajudando o outro com informações completas e adequadas no tocante aos 3 princípios, personalidade, intelecto e alma.

 A curiosidade é essencial para o desenvolvimento, mas a rebaixamos a tal ponto que transformou princípios nobres de ajuda, em manifestações degradantes e oportunistas. Acabou transformando-se em atividades de superação de um para com o outro, e não de um para  benefício de todos.

 Quando nos manifestamos para o que é essencial, disciplinamos este processo e atiçamos a curiosidade positiva e colaborativa. Isto proporciona muito ajuda de “inteligências alinhadas” com os critérios de evolução da raça humana, no seu processo cósmico.

 É importante ser criterioso, procurar manifestar-se quando se sentir seguro, isento de interesses e tiver consciência de que estará colaborando. É preciso que a manifestação seja compreensível, elucidativa e não irá gerar novos medos.

 Uma pergunta mal formulada pode ser tão nefasta quanto uma colocação imprecisa ou mal intencionada. (mensagem de um Instrutor para este texto).












quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Passos Atuais 229a Parte. Estímulos sensoriais cardíacos. Anule a dor.

A vivencia na Lei Espiritual dissolve qualquer dor.

Figueira.

 Pois bem, como temos comentado a dor é um estimulo a mudanças.

 A dor é uma benção, por mais incrível que possa ser entender esta colocação, pois sem ela estaríamos presos num átimo do tempo e do espaço, indefinidamente.

A dor física estimula a solução dos problemas. Imagine se não tivéssemos dor ao queimar a pele, ou a uma queda, ou a uma doença, não teríamos estímulos da preservação do corpo físico e este estaria fadado a uma falência e mortes simultâneas sem progresso.

Assim não haveria oportunidades para que o destino definido pudesse ser cumprido, não sairíamos da ignorância e assim a evolução não aconteceria. A dor quando vem incomoda, nos movimenta, nos empurra. Mesmos assim as reações para com a dor são muito lentas, são tímidas e damos respostas quase sempre tardias. Este aspecto está associado ao fato de não vivermos na Lei Espiritual.

De certa maneira somos empurrados para a Lei, através dos estímulos sensoriais pela dor.

Não deveria ser assim, não deveria ser por estímulos sensoriais, deveria ser por estímulos indolores advindos do coração.

 Esta falta de sensibilidade no centro cardíaco, que anula estímulos provenientes da própria alma, por consequência, de Deus, aconteceu pelo fato de darmos total atenção aos estímulos da vida material, e somente. Esta postura nos afastou por séculos, por vidas, dos tais estímulos do centro cardíaco. Tornamo-nos assim, mais grosseiros e menos sensíveis aos fatos relevantes da vida nas estimulações espirituais.

Mas, por outro lado, este atributo do conjunto físico-espiritual se mantem, esta possibilidade dos estímulos no coração continuam dentro do nosso ser, da nossa constituição original e isto é eterno.

É necessário reconquistar esta originalidade. É necessário aumentar a sensibilidade nesta região do corpo físico-espiritual e o primeiro passo é perceber que as duas partes são uma só.

 Quando nos manifestamos e em tudo que fazemos, como uma unidade física-espiritual, a manifestação torna-se completa, torna-se recheada de sabedoria. Não só do intelecto, da mente, como do espirito.

É assim que deveríamos ser, pois é assim que fomos constituídos à “imagem e semelhança de Deus”.

Este distanciamento da espiritualidade trouxe inúmeros danos ao conceito da vida como unidade, separando o que não se separa. Assim abrimos espaço para que a dor, um poderoso sinal de alerta de divergências e  desequilíbrio, se manifestasse com muita intensidade.

 Com o passar das vidas fomos ficando mais insensíveis, os sentimentos tornaram-se mais grotescos e com isso as Leis da Vida foram sendo contrariadas, gerando assim os carmas, ou compensações, ou reações de ações contrárias ao que é real e verdadeiro. Entramos no descompasso, no grande Maya, na vida ilusória, na estagnação da mente física que separou-se da sua contraparte espiritual.

 A transição planetária vem para alterar o que o homem não altera mais, mas a conscientização deste aspecto de unidade física-espiritual pode voltar a ser estimulada e consequentemente irá gerar ações positivas e reações evolutivas.

É preciso refletir sobre isto, é preciso comportar-se como unidade, é preciso rever parâmetros, conceitos, preconceitos e voltar a pensar junto com o coração.

Tivemos uma queda excessivamente acentuada como humanidade, mas a ascenção individual pode ser rápida e veloz pois continuamos com os grandes atributos do amor divino.

 Reavalie-se e mude o caminho que vem percorrendo. Se for o verdadeiro rapidamente serás transformado. A vida terá outro sabor independente das circunstancias externas. (mensagem de Andrômeda para este texto) 










terça-feira, 17 de novembro de 2020

Passos Atuais 228a Parte. Um pequeno ensaio sobre a cura.

Quando o egoísmo termina, inicia-se a cura.

Figueira.

 Pois bem, energias antagônicas se anulam.

A energia da cura e a energia do egoísmo, são energias que precisam de campo fértil para atuar.

Cabe a pessoa decidir por qual delas irá trabalhar e faze-las frutificar.

Somos receptivos para estes dois padrões de energias e da vontade nasce o impulso que faremos com que uma delas atue em meu ser.

 Geralmente a energia do egoísmo leva vantagens sobre sua contraparte, a energia da cura, por atuar em diversos níveis de consciências que aceitam sentimentos negativos, ao passo que a da cura exige padrões de consciência elevados, ampla entrega e fé.

 O ambiente que vivemos é amplamente fortalecida e maduro para o egoísmo. Desenvolvemos sentimentos de posse, de competitividade, ganancia e indiferença.

Quando a necessidade da cura torna-se imprescindível, enfrentaremos uma sucessão de vários nós a serem desatados para que a liberdade de opções seja novamente exercida e possamos escolher a energia da cura.

Com certeza esta tornou-se essencial para uma vida mais regular, dada a presença de novos anseios e necessidades, entre elas a seara evolutiva. É só uma questão de tempo para que isto aconteça com cada um.

No entanto, o caminhar da vida ajuda este processo  e ele começa no momento em que a pessoa passa a enfrentar dificuldades. Estas dificuldades aumentam ou diminuem na medida que as respostas forem aceitas ou recusadas pela própria alma do ser. É uma condição necessária para percebermos se estamos no caminho certo.

 Buscar, instruir-se, conhecer e aprender as coisas do espirito são essenciais, imprescindíveis, pois sem elas não entenderemos os recados que a vida dá.

A maioria fracassa neste quesito, pois não quer exercer esforços para aprender. Prefere manter-se no conhecimento adquirido e apoia-se exclusivamente nas opções dadas pelo plano da matéria. Como estas são insuficientes, o sofrimento as leva a exaustão, o desanimo acelera e a vida torna-se bem difícil. Neste processo muitos desencarnam e isto ocorre quando a alma “desilude-se” com a contraparte material e conclui que não haverá reversão.

 Outras pessoas começam a dar respostas e após pequenas provas, fluxos de energia de cura são direcionados para que a harmonia metabólica e espiritual se equilibrem. Raramente sairemos ilesos deste processo e normalmente sequelas se mantem. O Intuito destas sequelas é nos lembrar para não “cairmos” novamente nos mesmos impulso negativos anteriores. Parece um contra senso, mas através destas sequelas poderemos crescer muito rapidamente, o que não faríamos sem elas.

 A alma pensa na infinitude, não avalia sua contraparte material em uma única vida, mas planeja estados evolutivos e uma sequencia de experiências ao longo das vidas sucessivas. Quando pensamos da mesma forma que a alma pensa, compreenderemos com clareza certos infortúnios e certos fortuitos, lidando com eficiência em todos eles.

Por isso que os problemas tem seus aspectos positivos e podem tornar-se verdadeiras “taboas de salvação” num oceano de incertezas.

 É muito comum ao nos complicarmos por problemas, sejam estes quais forem, aparecerem indivíduos que nos acolhem e nos amparam. Poucos atentam para isto e a maioria perde esta riquíssima oportunidade, pois se ela ocorreu é porque veio, literalmente, do Céu. A maioria nega, orgulha-se da sua soberba e afunda-se cada vez mais. Outros não renegam, mas não fazem e não seguem as orientações dadas.

É preciso saber que estes indivíduos que manifestam capacidade de ajudar podem ser portadores de mensagens da própria alma, da contraparte espiritual (em última instancia de Deus), portanto, tentar ao menos é preciso.

 Então vejam que a cura é, resumidamente, um processo de auto transformação, onde novos caminhos e novas diretrizes devem surgir, definindo um alinhamento com o destino imortal da Vida.

A cura precisa acontecer em todos os aspectos do ser: no corpo físico, no corpo astral, no corpo espiritual, na mente, na personalidade, no caráter, na busca, em novos caminhos, em novos impulsos, enfim exige uma transformação radical.

A cura não acontece em uma única parte. Há pessoas que iludem-se que curar-se de um mal físico ou mental é suficiente. Não é, é um ato de transformação pleno e absoluto.

 Cure-se e evolua. Não há outro caminho e nenhuma outra opção. A vida é assim e assim será eternamente.

 “Deus ajuda a quem se ajuda” (provérbio popular de grande sabedoria, lembrada por um Instrutor).









  

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Passos Atuais 227a Parte. Luz - Síntese do conhecimento universal

Deves reconhecer a Luz e dar-lhe a oportunidade para crescer.

Figueira.

 Pois bem, somos todos afortunados pela Luz. Nosso problema continua sendo, desde os primórdios da civilização, em não reconhecer a Luz que pulsa no coração.

A maldade que exercemos, nada mais é do que a não manifestação da Luz.

 O problema da humanidade pode ser resumido em um só: ignorância.

A ignorância em não conhecer ou não reconhecer que a contraparte espiritual existe, está presente e precisa se manifestar.

Diferentemente de povos adiantados pelo universo afora, ficamos aqui amarrados a uma parte, somente, da nossa composição, a material, e dela temos procurado extrair o máximo sem se dar conta dos seus limites e do seu pequeno e irrisório alcance.

Assim temos dado toda a atenção aos parcos e limitados recursos materiais do corpo, do planeta, sem perceber que este alcance é irrisório.

 Esta postura utilizada no livre arbítrio, com forte influência da lei do egoísmo, desvia nosso caráter e mantem estados de ignorância sobre todo o contexto universal. Com isto utiliza-se o que não é licito e contrário às Leis Divinas em curso, nos tornando prisioneiros em celas individuais de estados de ignorância profundos. A ilusão se expande, os medos afloram e as manifestações pioram a cada momento.

Estados de ignorância encontram-se tão arraigados em certos indivíduos que estes não conseguem mais expandir-se, de tão reprimida que está a Luz interior. O recomeço será a  aquisição de uma nova alma na transição planetária em curso.

 Educar alguém é muito fácil e muito simples, basta despertá-lo para reconhecer-se como portador da Luz. Dada esta condição este se desenvolverá sozinho na medida que as necessidades da sua evolução forem se manifestando.

A educação dada aos povos da Terra partem de um princípio obscuro, a inexistência da Luz, consequentemente o potencial a ser explorado limita-se e confina-se ao intelecto, ou seja, uma extensão irrisória da inteligência, se comparado com as possibilidade de quem exerce a Luz interior.

 Muitas pessoas se sentem impedidas, violentadas por forças ocultas, prisioneiras de forças estranhas, de seus medos e se veem impossibilitadas de reagirem. Bem, isto é uma clara identificação da manifestação da sua alma que não quer mais vê-las prisioneiras da própria ignorância espiritual. São pessoas, e podemos dizer que trata-se da maioria dos indivíduos da Terra, que não reagem à necessidade de saírem do parco e irrisório conhecimento sobre si mesma, sobre sua contraparte espiritual, sobre o caráter evolutivo da vida, sobre o continuísmo da vida infinita e imortal.

Estas sofrem e fazem sofrer os que dela depende, pois o medo e a angustia são contagiantes.

 Tudo que fazemos aqui na Terra tem um único motivo e um único princípio, evoluir ou aumentar o estado de consciência que nos encontramos. A vida e todos os seus encontros e desencontros convergem para que este único princípio seja exercido. Evolução é pular de um estado mental para outro mais acima, é aumentar o nível de compreensão, é adquirir conhecimento, é controlar parte das  emoções e utiliza-las para o próprio crescimento, é compreender a vida em suas manifestações e extrair o lado positivo  de cada movimento, enfim é sair do estado de ignorância que nos encontramos. É algo sem fim, pois evoluir é eterno.

Ao entrarmos neste caminho evolutivo o sofrimento diminui, será suportável, pois iremos compreender cada situação com a clareza da Luz. A vida adquire novo brilho e passará a ser apreciada cada vez mais. A vida se modifica, a alma se aquieta e sua ajuda será notória pela intuição. Neste momento, saberemos ajudar com qualidade e no alinhamento da Luz. A sabedoria universal se manifestará no próprio indivíduo.  

 Verdadeiramente, a ignorância é o único problema da humanidade. Se acompanhássemos a evolução dos tempos, no compasso do planeta, não teríamos problemas, não estaríamos nesta situação miserável, não estaríamos doentes e receosos da vida e da morte.

 Muita se fala da pratica da ajuda aos semelhantes, mas nada se fala de como fazê-lo. Dado este estado de ignorância na pratica das ajudas, temos nos manifestado na impossível correção de suprir, somente, as coisas materiais.  Impossível, pois quando falta algo para alguém, a vida está impondo condições para que aquela pessoa ouse no caminho do conhecimento da sua contraparte espiritual. Quando a vida prostra alguém por uma imposição de saúde, deficiências, restrições de qualquer natureza, quando a vida torna alguém carente das condições básicas de sobrevivência, da mesma forma, impõem para esta pessoa a luta para sair da ignorância que se encontra.

Se levarmos conhecimento, experiência e sentimentos acolhedores, poderá haver abertura no campo espiritual do necessitado para que este se foque no autoconhecimento.

 A necessidade é uma benção, pois sem ela estaríamos fadados a permanecer num único estágio, num único nível de conhecimento, desacompanhando o estado evolutivo continuo e constante do universo.  

 Volte-se para tua Luz interior, busque, aprenda, e reconheça-te como portador desta Luz. Assim e somente assim, reverterá tuas decepções. (mensagem de São Francisco de Assis para este texto) 









quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Passos Atuais 226a Parte. Um conceito de equilíbrio.

 Põe-te a trabalhar e trabalhar, pois quem caminha avança.

Figueira.

 Pois bem, o trabalho dignifica o homem. Este é um provérbio sábio mas ficou restrito ao conceito de sermos produtivo no mundo da matéria.

Na realidade é uma Lei. Esta Lei pertence ao fenômeno da evolução, ou seja, tenho de trabalhar e ser produtivo para evoluir.

 Trabalhar é uma necessidade para sobreviver. Sobrevivemos e só conseguiremos sobreviver se a o trabalho de muitos seja repartido para que as necessidades de todos sejam satisfeitas.

No inicio houve a troca de mercadorias por mercadorias, depois criou-se a moeda, como forma de facilitar estas trocas e por fim o egoísmo e ganancia deturparam as trocas e as moedas. Hoje a energia monetária está caótica, falida e está desaparecendo.

 Mas unindo o trabalho material e o espiritual, chegaremos no consenso do equilíbrio que atenderá as duas partes das quais somos constituídos.

Assim deveria ser e assim seríamos pessoas produtivas com equilíbrio e sensatez.

 O trabalho tem seus altos e baixos, sua fase positiva e negativa, pois encontra-se na lei dos ciclos.

Se fossemos produtivos, mantendo o plano do equilíbrio, produzindo tanto do lado material como do espiritual, as compensações ocorreriam naturalmente. Um período de baixa no plano material seria compensado por um período de alta no plano espiritual e de baixa no espiritual por maiores satisfações no plano material. Isto manteria o equilíbrio, viveríamos bem e seríamos pessoas alegres e em paz.

Mas, não foi esta decisão tomada pela maioria. Desconsideramos a prática de atividades no plano espiritual ou estas foram relegadas a pequenos momentos da vida. Na baixa, inevitável, do ciclo material, a espiritual ausente, cria imensas descompensações desnorteando e desorientando o indivíduo que não encontra aonde se apoiar e aonde se fortalecer até que o ciclo material volte a crescer novamente.

Isto é ruim, pois tais ciclos se repetem várias vezes numa vida e a falta do aprendizado espiritual que deveria seguir junto com o material, torna-se acumulativo e em algum momento não teremos mais elasticidade suficiente para suportar os embates do ciclo material em baixa. O individuo terá de lutar extraordinariamente e mesmo assim poderá falir e desencarnar em condições ruins.

 O trabalho que se faz nos dois planos, o material e o espiritual significam a essência da existência. O aprendizado nos dois planos completam o indivíduo e no futuro somente uma delas prevalecerá, a espiritual, pois em algum momento no futuro o indivíduo deixará de se materializar.

 Não te esqueças, sois um indivíduo composto por duas metades e a evolução do conjunto o tornará um indivíduo único e indivisível. Assim és em essência divina. (mensagem de Yuru para este texto)










sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Passos Atuais 225a Parte. Simplicidade.

 Onde a simplicidade se implanta, refulge um raio de luz curadora.

Figueira.

 Pois bem, ser simples e usar a simplicidade noz faz portadores da luz curadora.

 A boa intenção em relação ao próximo é o primeiro e o mais importante ato a ser empregado nas relações humanas.

Quando nos tornamos simples, simplificamos o ato de compreender.

 Um dos sentimentos que nos faz errar constantemente é a suposição, portanto ao analisar uma relação temos de ser simples e não ficar supondo as inúmeras variáveis desta relação.

Um exemplo mais claro pode ser extraído do reino animal, em especial da relação de um cão com seu cuidador.  O cão domesticado é um animal dócil, carinhoso, sensível e com excelente bom humor. Não supõem nada a não ser o afeto que tem pelo dono ou por quem cuida dele, mesmo que os cuidados não sejam dignos de serem respeitosos. O cão não considera outros fatores, além do sentimento de afeto que possui por aquela pessoa.

Deveríamos ser assim. Deveríamos ser atenciosos e afetuosos com todos, sem supor isto ou aquilo.

Esta forma simplificada de ser, evitaria inúmeros desencontros, relações desagradáveis ou outros sentimentos mais egoístas como a raiva, a revolta, a vingança e por fim a mágoa (a mais trágica e desarticuladora dos sentimentos humanos).

 Poderemos ser rejeitados, poderemos ser maltratados, mas manter um certo padrão como um cão mantem com seu cuidador, com certeza evitaria inúmeros transtornos nas relações humanas.

 A partir desta postura, os conflitos tendem a desaparecer, a inocência começa a ser restabelecida e numa união sincera e fiel, a contrapartida positiva se mescla para todos.

Partindo deste principio as energias curadoras aproximam-se, manifestam-se, pois haverá sinergia entre dois ou entre todos, para que estas encontrem campo fértil para sua manifestação.

 Um curador é um individuo que mantem esta simplicidade nas suas relações, um indivíduo que não fica supondo, que não se utiliza de diferenças ou afetividades diferenciadas. Aceita o erro, corrige e mantem uma alegria constante em seu coração. É inocente, mantem uma delicadeza, um bom humor, de certa forma a mesma que a de um cão para com seu cuidador.

 Perceberá com o tempo que passará a ser conduzido e não mais conduzirá. Se manterá fiel aos princípios do coração e estará a todo instante disposto a corrigir-se.

 A luz, por sua vez, encontra o fiel escudeiro, aquele que mantem a chama da cura acesa e iluminará o caminho dos que dela se aproximam.

 Temos, enfim uma sinergia maravilhosa entre luz curadora, curador e pretendente à cura.


 








terça-feira, 3 de novembro de 2020

Passos Atuais 224a Parte. Traição.

 É preciso deixar de ser capaz de trair. A fidelidade é uma meta dos que ingressam no caminho espiritual.

Figueira.

 Pois bem, a traição é um ato da qual poucos escapam de comete-la.

Trair é abominável. Infelizmente cometemos este ato contra si próprio inúmeras vezes ao longo da vida.

A traição é uma prova e esta prova vem recheada de circunstancias que irão testar o quanto, efetivamente, aprendemos das lições que a envolvem.

Vamos nos ater no contexto da traição contra princípios conquistados, sem nos aprofundar no mérito deste ato contra terceiros.

 A traição provem de certas tentações que manifestam-se, quando esforços maiores começam a pressionar uma nova meta a ser conquistada. Ou seja, pratico a traição contra princípios que exigem atenção, retidão e dedicação, em resumo esforços adicionais aos que já venho exercendo no mundo material.

A preguiça aliada à presença de novas atribuições nos levam a trair.

 Esta traição é de si para consigo mesmo e ocorre quando, geralmente, cesso um movimento de continuar o aprendizado que estava me expondo.

Posso “justificar” com inúmeras respostas ao trair tal aprendizado, mas no fundo sei que estou contrariando o que vem de dentro, o que vem da minha alma, o que estava me fazendo crescer neste ambiente tão inóspito e impróprio para o desenvolvimento evolutivo.

Ao trair, cedo meu ser aos interesses da forças involutivas. Estas percebem as fraquezas que me levaram a praticar este ato e atacam com muita força estes pontos fracos, minando cada vez mais os esforços que faço para uma eventual renomada. Assim o tempo passa, enfraqueço-me cada vez mais, vem o desanimo e num processo interno de justificativas vou cedendo, cedendo, até que perco a possibilidade de retomar. Quanto isto ocorre minha vida passa e precioso tempo deixo de utilizar.

Sinto, então, ao desencarnar, grande remorso e frustro-me ao rever que não perdi sozinho, pois quem a mim estava coligado perdeu também.

 No plano astral a recuperação será lenta, será difícil pois este estado de arrependimento persiste, é profundo e marcante e tem como objetivo deixar marcas significativas para que estados de traição não ocorram nas reencarnações sucessivas.

Infelizmente a sociedade humana tem sido contumaz neste processo face ao estado ilusório que vive no mundo material. Temos trocado o certo pelo incerto, o eterno pelo passageiro e o útil pelo fútil.

Como vivemos numa sociedade, num ambiente familiar e numa relação cármica intrínseca e complexa, quando um trai e afunda, não o faz sozinho e com ele acaba por levar pessoas das quais teve  influencias no decorrer da reencarnação.

Isto é comum, pois num meio entre pessoas, alguém vem para despertar as demais e as demais dependem dela para se coligarem a estados mais evolutivos.

 Poucos admitem este raciocínio. Nos individualizamos em excesso e desconsideramos as ligações que nos mantem presos a elos que se fundem nesta relação cármica intensa.

No entanto, o reverso é verdadeiro. Quando mantenho minha hegemonia evolutiva, quando sustento meu empenho, que seja com grandes esforços e sacrifícios , atrairei nas relações que me envolvi, padrões da vida divina elevadas e evoluídas que poderão despertar aqueles que a mim se coligaram nesta relação cármica.

Isto quer dizer que poderei superar ajustes cármicos com atribuições úteis e as envolverei em ondas de amor, de harmonia e progresso espiritual de elevado valor.

Quando se fala em vinculo cármico, deve se interpretar como responsabilidade evolutiva também, ou seja, quem a mim se coligou responsabilizo-me por sua evolução também.

 O vinculo cármico é uma faca de dois gumes, de um lado deve se considerar um acerto de contas pendentes e do outro lado um impulso para o caminhar evolutivo.

 A traição é um ato insano, muito presente e constantemente empregado na pratica da evolução. O lado horroroso da traição ocorre quando se manifesta no plano da matéria, onde o egoísmo, a ambição e a ganancia exacerba atos terríveis de uns contra outros por vantagens eminentemente fúteis, passageiras, que irá gerar estados muito dolorosos de recuperação nas vidas futuras.

 É preciso extrema atenção no desenrolar da vida material, pois o objetivo básico e primordial é a evolução espiritual, é compreender a vida no âmago da verdade e no real sentido da sua existência.

 Mantenha-se atento para não trair, dedique-se aos verdadeiros valores e não se importe com os sacrifícios, pois estes irão interferir cada vez menos e serão menos valorizados quando retornares para o caminho certo. (mensagem de Samana para este texto).










domingo, 1 de novembro de 2020

Passos Atuais 223a Parte. Terminou mais um ciclo da vida.

 Transcende teus limites, pois já és esperado no Infinito.

Figueira.

 Pois bem, nascemos para esta ascenção.

Podemos dizer que estamos sendo aguardados para estágios de vida muito acima dos padrões atuais.

Poucos acreditam nesta possibilidade e resolvem, assim, seguir o caminho das pedras, das dificuldades, num ritmo muito lento, doloroso e precário.

O panorama do momento resume-se num mar sem esperanças, onde tudo parece se complicar, a vida tornando-se difícil, a mentira dominando a comunicação e as civilizações em decadência.

Isto é absolutamente normal, foi profetizado e realiza-se conforme anunciado.

Todo final de ciclo converge para uma espécie de retrocesso do que já foi alcançado, conquistado e usufruído. Tornou-se velho, fragmentou-se e será dissolvido. Das cinzas surgirá o novo, as novidades e um outro estilo de vida que desconhecemos.

Este processo tem sido continuo e constante no planeta. Passamos pela era dos dinossauros, pela era do gelo, pela vida nas cavernas e agora pela falência da era moderna, ou seja, a história do planeta, da civilização humana e dos demais reinos tem começo, meio e fim.

Hoje nos encontramos na fase final, no esgotamento dos recursos naturais, na fragilidade dos relacionamentos, no  colapso das instituições, desanimo e no confronto com desafios cada vez maiores e mais complexos.

Um fim de ciclo é assim. O velho precisa terminar para o novo nascer.

 Quando volta-se para o eu interno, para validar as coisas do espirito, para uma maior atenção no crescimento interno e menor atenção no crescimento externo, amplia-se a visão de mundo, das possibilidades e o impossível e imprevisível começa a fazer sentido.

Isto é transcender limites.

Os limites atuais apoiam-se em raciocínios e deduções lógicas baseadas no que já ocorreu, no que é passado e ultrapassado. A referencia foi a personalidade e esta encobre os impulsos da alma.

É preciso transcender estes limites e para isto a mente precisa ficar amplamente aberta, sem preconceitos, disposta a considerar o que pode ser classificado como impossível.

 Dificilmente alguém conseguirá fazer isto sozinho, pois os medos e as dúvidas podem chegar a proporções incontroláveis. Desta forma é preciso unir-se a pessoas e consciências que já se disponibilizaram a aceitar esta eminente virada cíclica. É preciso grande abertura, muita disposição e coragem para considerar o que muitos consideram inaceitável.

 A convivência grupal, desde que procedente e sadia, pode gerar impulsos importantes, onde dúvidas poderão ser esclarecidas, orientações compartilhadas, impulsos podem se tornar coletivos, além apoio de um para o outro.

 É preciso transcender.  As soluções para a situação atual não estão mais nas mãos humanas. Saímos desta possibilidade a algum tempo, poucos perceberam. Entramos na era dos milagres, das causas impossíveis, dos argumentos desconhecidos.

O que existe não serve mais, esgotou-se por ter terminado seu ciclo de vida.

 Sedes afim de novas Instruções. O novo e o inusitado vos espera. Assim é o ciclo da Vida. ( mensagem de um Instrutor para este texto)


 








 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Passos Atuais 222a Parte. Aprofunde-se na senda inteiror.

 Quanto mais o ser se aprofunda na senda interior, maior capacidade de compaixão é nele despertada.

Figueira.

 Pois bem, a compaixão é um sentimento que poucos podem exerce-lo.

É necessário certo grau de desenvolvimento e de despertamento espiritual para que seja praticada.

A compaixão, geralmente, é confundia com a expressão de dó ou pena sobre o que ocorre com alguém, da qual julgamos ser improcedente.

Ora, nada ocorre com improcedência. Tudo que ocorre é necessário e por mais desgostoso que seja, ocorre para que nos impressionemos com algo, ou com alguma atitude, ou com algum evento que precisa ser melhor compreendido e assimilado.

Assim, uma pessoa que passa por algumas situações ruins, na compreensão e na aceitação do que ocorre, tais situações, geralmente, se revertem ou terminam. Podemos dizer que apreendida a lição cessa o motivo dela permanecer.

 Portanto, focar, centralizar na origem do, ou dos problemas, ao invés de queixar-se somente, é uma atitude necessária.

 Buscar ajuda e disponibilizar-se para ser ajudado é outro aspecto importantíssimo. Geralmente buscamos ajuda e não exercemos o empenho e a vontade suficiente para reverter o incomodo.

Nada cessa por cessar. É uma troca, troco algo que não serve mais, que me causa dor, que me atrapalha, por um estado novo de ser.

Poucos compreendem este fato e a maioria não quer mudar o que precisa ser mudado.

 Viver é um ato contínuo de eternas transformações, nos faz sair do lugar comum, traz movimentos novos, é aventurar-se por caminhos desconhecidos e esta postura a maioria rejeita. A maioria gosta de manter um único ritmo, as mesmas coisas, o previsível e acaba por estacionar. Se a vida deixasse, ficaria eternamente no mesmo lugar e na mesma posição.

A vida não deixa, a vida exige novos movimentos, novos caminhos, exige que você descubra, que se aventure, que saia do lugar comum.

 Evoluir é isto, é aventurar-se, a princípio, como se faz num estado de fé. É caminhar por lugares incomuns.

O instrumento que a vida usa para impor estes movimentos de transformações é a dor. Manifesta-se quando estacionamos, quando atingimos um objetivo e nele pretendemos ficar.

 O universo é dinâmico, está sempre em expansão, mudando, transformando-se e assim devemos ser. O que foi aprendido deve ser descartado. Nada será destruído, mas irá para um arquivo que todos possuem e ficará à disposição quando se precisar.

 Assimilando e utilizando esta dinâmica, a compaixão começa acentuar-se no coração. Deixaremos de sentir dó ou pena, pelo fato de compreender melhor estes processos de transformações.

A compaixão acolhe com inteligência e esta inteligência alia-se à inteligência de seres universais, ou seja, deixaremos de agir sozinhos e com estupidez.

 É preciso manter estes estados de desenvolvimento espiritual para que possam ser melhor compreendidos e utilizados com critérios mais alinhados com a alma.

Muitos se dão por satisfeitos com o que conquistaram. Estes desalinham-se facilmente, frequentemente, e sua capacidade de servir e de ser útil esvai-se rapidamente. Provavelmente tornam-se confusos e prepotentes com o pouco que sabem. Perderão rapidamente o pouco conquistado face a velocidade com que a espiritualidade se atualiza.

 Aprofundar-se na senda interior é exercer movimento evolutivos o tempo todo. É buscar, continuar e aventurar-se para novas experiências, novos movimentos, novas percepções.

 Estais sempre a um passo de aprimorar-se. Não pare e sentirás a todo momento o chamado de Deus. (mensagem de Apolônio de Tiana para este texto)

    

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Passos Atuais 221a Parte. O uso correto da palavra.

Falar desnecessariamente desequilibra o éter planetário e as vidas elementais que nele existem.

Figueira.

Pois bem, o alerta do pensamento é de suma relevância. 

É preciso compreender que junto com a atmosfera terrestre e além dela, o espaço sideral, é preenchido com uma substancia conhecida como éter planetário. O vazio espacial, ou o nada espacial é uma ficção da ciência humana.

Sabemos que uma onda de rádio percorre milhões e milhões de kms. Até hoje recebe-se sinal da Voyager I, que beira os limites do nosso sistema solar.

Bem, os sons emitidos pelos humanos, em espacial a voz humana, segue sua expansão nas mesmas condições e reverbera pelo espaço sem fim, no éter planetário.

Quando emitimos um som, este se propaga pela atmosfera terrestre, nos envolve, envolve os reinos mineral, vegetal e animal e continua para o espaço infinito, portanto o que se fala segue um extenso e demorado percurso para os confins do universo.

Os sons emitidos, em especial pela voz humana, vem carregado de emoções, de sentimentos com tendências neutras, positivas ou negativas e sua ressonância influencia tudo que está e estará ao seu caminho.

Um som carregado de intenções positivas irá gerar influencias positivas. Aqui se fala de intenções evolutivas, com características emocionais neutras, sem interferência, em que as melhores intenções do emissor daquele som possas emanar. Tais influencias irão gerar expansões de consciência, instruções, enfim poderá derivar para quem os recebe, pensamentos positivos, complementos de pensamentos que faltam, enfim, impulsos evolutivos.

Um som carregado de emoções negativas irá gerar influencias negativas. Da mesma forma, aqui se fala de características emocionais intensas, que influenciam, que podem seguir tendências destrutivas ou desarmonizadoras. Tais influencias irão gerar expansões de consciência negativas, aumentar as tensões, deflagar brigas e contendas, enfim, impulsos negativos com consequências desastrosas, dependendo do tipo de influencia que esta pessoa exerce sobre as outras.

É grande a responsabilidade de cada um com relação a este contexto. A maioria fala o que quer, iludido de que pode expressar o que quer, a hora que quiser, confundindo com liberdade de expressão, sem se ater às reponsabilidades reais que assume baseado nas suas intenções e no caráter evolutivo ou involutivo de suas expressões. As consequências podem ser grandes, podem ser sérias e trará desdobramentos que poderá ocupar diversas vidas para ser resolvido.

Quando o excesso ultrapassa certos limites e suas consequências são muito graves, esta pessoa corre o risco de recomeçar constituindo uma nova alma.

Discursos inflamados com teor contrário à harmonia, à compaixão, ao equilíbrio, com tendências e conceitos subliminares tem trazido às nações e seus povos, consequências desastrosas. A historia da humanidade tem sido construída desta forma, onde a palavra gerou muita violência e acentuou a destruição. Isto tem acirrado cada vez mais a separação, o isolamento e a submissão de muitos entre nós, quebrando elos de união e pacificação.

Na familia, nos relacionamentos, nas atividades profissionais, enfim na sociedade percebe-se que os sons não são fieis aos pensamentos, divergem dos sentimentos e mascaram características falsas. Perdemos a inocência e nos tornamos pessoas que pensa de um jeito e age de outro. Portanto, o som emitido entre nós  produz grandes desastres de relacionamento, de convivência pacifica, de honestidade e retidão.

Isto tornou-se inconsertável do ponto de vista humano, pois não há nenhuma tendência para que algo mude. Tornou-se um problema de Deus e fará parte da estrutura da transição em curso.

No entanto, cada pessoa que ficar consciente da sua responsabilidade, do grau de influência que dela pode deflagrar aspectos positivos ou negativos, da disciplina no uso da palavra, estará contribuindo para que o estado de caos não piore.

Usar a palavra com sabedoria, utilizar a palavra para comunicações úteis e não fúteis, saber silenciar quando não poderá contribuir, é um grande passo. O som deve ser empregado quando algo de bom pode fluir, quando um impulso positivo possa ser gerado, quando uma transformação positiva possa ocorrer, caso contrário, cale-se.

A atmosfera terrestre, a um certo tempo, vem sendo “limpa”, pois o mau uso do som reverberando pelo espaço, desequilibraria mundos evoluídos, mundo mais sensíveis aos sons emitidos, o que aumentaria exponencialmente nossas dividas cármicas.  Se nossas expressões verbais estivessem soltas no espaço, influenciaríamos as emanações solares, levando a um desequilíbrio cósmico, tamanho o nosso descontrole no uso da palavra.

A palavra gera vida e gera morte. É tão intensa e tão poderosa que modificou o caminho da humanidade dentro da faixa estreita do destino, no uso do livre arbítrio. Podemos matar alguém por fora, gerando guerras, como podemos criar um estrago por dentro que pode levar algumas vidas para consertar.

O uso da palavra tornou-se uma fonte de desarmonia, constituído um mal enorme. A palavra apareceu para dar continuidade na evolução, mas distorceu-se com o egoísmo e tornou-se símbolo da falsidade. Emprega-se a mentira para esconder as intenções, os sentimentos, as tendências, levando gerações para um desalinhamento sem igual na história da raça humana.

Teve um início fantástico e gerou escalas de evolução incríveis, mas sucumbiu ao caráter humano que se desestabilizou com o egoísmo no livre arbítrio.

No futuro voltará a ser uma ferramenta evolutiva maravilhosa. Se desdobrará com outras fontes de recursos atingindo expressões de amor inimagináveis. Seu uso correto irá criar mundos e outras expressões de vida, segundo a ideia de Deus. Continuará o meio de comunicação entre os seres criados, dentro destas novas expressões, mantendo assim a união de tudo entre todos. 

Um estado orante leva a palavra para dimensões, para seres, para estados de consciência que as escutarão e agirão na proporcionalidade necessária.

 Por fim, disciplinar o uso da palavra é uma das características do estado evolutivo. É uma característica do equilíbrio, do controle para o caminho da ascenção.

Algumas sugestões no uso da palavra:

  • Pense sempre antes de falar;
  • Raciocine se o que irá dizer poderá ter repercussões positivas;
  • Não responda no primeiro impulso, controle-se, use a respiração;
  • Use o silencio quando não tiver certeza ou quando não sabe se deve se expressar;
  • Não se use como modelo de comparação, lembre-se, somos pessoas com muitos defeitos;
  • Dê o tempo necessário para que uma inspiração possa se aclarar na mente e mesmo assim pense nas possibilidades futuras;
  • Não se emocione ao falar, o equilíbrio é primordial;
  • Controle-se sempre, assuma o comando dos teus impulsos e das tuas tendências na palavra, pois nem sempre somos modelos que necessitam ser expostos e seguidos;
  • Aprenda, torne-se sábio, reflita sempre, pondere, tenha paciência e não atropele ou se atropele com suas palavras;
  • O silencio sempre será uma conduta exemplar;
  • Basta muitas vezes uma expressão do olhar que outros compreenderão, a palavra pode se expressar sem sons e diversas formas;
  • Seja simples, objetivo e honesto ao falar ,mas antes de tudo reflita sobre cada expressão;
  • A palavra é um conjunto, e na sua expressão parte de si próprio estará sendo revelado;
  • A palavra precisa vir com amor, caso contrário será distorcida por quem as ouve;
  • Cada palavra, em uma frase, precisa ter sintonia com o coração e, ai sim, será uma expressão do coração;
  • Uma frase precisa ser um mantra e um mantra deve elevar;
  • Lembre-se sempre, a palavra gera vida e gera morte. Use-a com extrema prudência.

 Estais caminhando para um salto ascensional, discipline-se e atenderás o que é preciso. Comece pela palavra, ela reorganizará todo o teu ser. (mensagem de Yuru para este texto)