Impulsos
à descoberta da existência de um bem maior.
A
medida que se avolumam as crises em todo o planeta e nos diversos setores da
vida, emerge em muitos o impulso à cooperação. Sentimentos e atitudes
fraternas são despertados, descobrem-se formas de agir objetivas e
equilibradoras. Nas situações de crise, despontam potenciais que de outro
modo não se manifestariam.
Nesse
mundo em desequilíbrio, temos pois como perceber um lado luminoso em
tudo o que sucede. A harmonia depende de não colocarmos muita atenção no
aspecto negativo de um acontecimento, mas sim de estarmos voltados
principalmente para um nível além, para a realidade estável, criativa e
construtiva — a nossa realidade interna e imortal. Essa mesma harmonia
requer também capacidade de aceitar as coisas como são e de perceber que por
trás de tudo há um bem maior. A partir daí podemos realmente transformar as
situações.
Dia
após dia torna-se mais necessário ficarmos atentos, com decisão, a essa realidade
interna que nos pode revelar como devemos agir e ser. A intuição e a
inspiração que vêm do mundo interior são os instrumentos mais valiosos de
que nos valemos nessas horas.
O
progresso tecnológico que a civilização apresenta não deixa ver a
profunda crise em que a humanidade se encontra. Mas alguns estão conscientes
dessa crise e anunciam a Lei Maior, Lei provinda do Alto, pelo exemplo vivo.
Indicam o rumo com seus próprios passos e elevam consigo os que aspiram a um
progresso autêntico. Na realidade, muitas mãos deveriam estar dividindo as
inúmeras tarefas prementes neste conturbado planeta.
A
insatisfação comum no mundo inteiro não decorre só de carências
materiais, mas do afastamento da verdadeira meta da existência. Os que
estão desconectados dessa meta têm a ilusão de que a paz vem da
posse de bens. Assim, deixam-se levar pela tendência a acumular coisas, mas o
vazio persiste em seu coração como um sinal de que esse não é o caminho da
serenidade e da abundância.
Estruturas
materiais podem ser demolidas por completo em poucos instantes — mas quem
mantiver a fé se sentirá seguro. Que o despojamento seja almejado, pois há vias
internas a serem descobertas, vias que se revelam quando há esquecimento
de si.
Condutas
fraternas dissolvem o egoísmo. Movidas pelo espírito amoroso, é possível às
pessoas persistir nessas condutas, mesmo quando tudo em volta se opõe a isso.
Muitas estão passando por provas importantes, por meio das quais se
aproximam de um profundo estado de união com os semelhantes.
Grande
é o trabalho a ser feito em todo o planeta, e os que assumem a vida de um
serviço doado, abnegado, adaptam-se ao cumprimento simultâneo de múltiplas
tarefas. Por isso, aos que veem na cooperação um caminho de crescimento
interior é dito que procurem realizar o que se considera impossível.
O
empenho humano é suficiente para levar adiante o que é visto como possível, mas
para colocar em prática a fraternidade é necessário despertar capacidades
adormecidas ou novos potenciais.
É
tempo de prontidão e de fé. Fé absoluta, pois as necessidades reais são sempre
supridas na hora certa quando se vive segundo leis superiores. Uma dessas leis
foi enunciada por Cristo, quando disse ao homem que buscasse primeiro o Reino
dos Céus dentro de si e tudo o mais lhe seria dado por acréscimo.
Trigueirinho.
O homem não pode conhecer o que não aceita como sua realidade.
Uma frase simples, mas que retrata como formamos os bloqueios para
aprender o que precisamos.
O aspirante ao mundo espiritual precisa ser altamente receptivo a
conceitos e ideias novas. Ultrapassar as fronteiras do que é lógico dedutível,
pois estará entrando para conhecer leis que, apesar de atuarem em seu ser, as
desconhecia.
Descobrir a existência de um bem maior, deixou de ser uma opção e
passou a ser uma necessidade, pois os problemas mundiais são insolúveis.
No empenho humano, fazer o que é possível não atende mais. É nítido
que por mais que façamos ou nos esforçamos para fazer, pouca coisa muda, ao
passo que o desalinhamento e o desequilíbrio segue uma trajetória ascendente.
Hoje temos de contar com as ajudas internas, a intuição, a
inspiração para que alguma coisa possa mudar.
Nada mais irá interferir no processo de queda do materialismo,
pois este alcançou seu ápice e agora será substituído.
Uma nova realidade vem surgindo e irá aflorar completamente no início
do novo ciclo planetário
Aquele que se dispõem a estas mudanças, tem de mostrar a si
próprio que incorpora este novo alinhamento.
Manter posturas, ideias, preconceitos, formalidades e atitudes ambíguas
por medo de contrariar o que elas próprias pensam como os outros as veem,
aprisiona tais indivíduos que se mantem sempre temerosos e receosos de assumir
a nova realidade que sua alma clama.
Hilton