A purificação do ser humano no caminho espiritual.
À medida que uma pessoa progride no caminho espiritual, dedica-se mais
tempo ao processo de purificação, que inclui a busca de sintonia com
planos sutis, superiores, de existência.
No transcurso desse processo, o indivíduo evolui e deixa de agir só
em proveito próprio para devotar-se ao beneficio dos demais. Ao viver um
caminho espiritual evolutivo e superior, é lhe dado saber a real necessidade
que o cerca e, então, torna-se servidor, a princípio de grupos e,
depois, do mundo.
De modo desapegado, quem aspira a servir cuida da pureza do corpo
físico, da elevação dos sentimentos e da superação dos desejos, bem como da
canalização da vontade e dos pensamentos para a meta superior
da existência.
A organização da vida cotidiana segundo ritmos harmoniosos constitui
valioso elemento para a purificação. Também o constitui a higiene, que abrange
a abstenção de carnes de toda a espécie, álcool e drogas. Apesar de
preparatórios para o ingresso no caminho ascensional os cuidados com a
purificação vão se sutilizando à medida que neles se avança. Por isso, a
auto observação e a compreensão livre de fórmulas e de esquemas mentais fixos
são sempre requeridas.
Todavia, para conseguir a purificação intelectual, o indivíduo precisa dispor-se
a buscar ensinamentos em seu próprio interior. Nessa atitude, o que lhe
chega de fora — um conselho, uma informação ou
um livro — é visto não mais como aquisição cultural somente, mas como estímulo
para a intuição emergir. O relacionamento que assim se estabelece com
o lado interno do ser é a base para a
evolução e para os contatos com o mundo espiritual, e a purificação intelectual
muito se intensifica a partir da opção por esse conhecimento direto. A análise,
a pesquisa, as deduções e o raciocínio vão se tornando instrumentos - e não
senhores — e deixam de prevalecer sobre a busca do silêncio interior.
O indivíduo que se dispõe à purificação procura escutar seu próprio ser
interno, a alma, em todas as decisões que tem de tomar; e a alma, para
alcançá-Io, pode falar por intermédio de outrem ou de fatos da vida. Hoje,
diante da confusão geral, a purificação intelectual é trabalho
prioritário, e indicações de como conduzi-la podem ser transmitidas à
consciência externa por vias intuitivas ou por situações vivenciais
compulsórias que levam naturalmente à limpeza mental e moral.
Realizada certa purificação, a mente se torna mais abrangente, e o
indivíduo pode superar o envolvimento com aspectos psicológicos. Enquanto focado
na mente comum, vive em luta e desarmonia, enredado em questões pessoais
corriqueiras; mas quando muda a forma de pensar, quando se descentraliza e
passa a perceber necessidades reais e amplas, de grupos ou da humanidade,
adquire maior clareza e sua vibração torna-se mais sutil.
No início, a purificação se processa com sofrimento. Mais tarde,
todavia, é compreendida como libertação de vínculos com o lado material
da vida, e a pessoa tende a abandonar a posição de "vítima" para se
tornar mais adulta.
Importante para a purificação é a descoberta do altruísmo, o que ocorre
gradativamente: no princípio, a pessoa doa aos outros o tempo vago e os bens
que lhe sobram — o que é apenas treino para chegar à inteira doação e ao esquecimento
de si em prol da obra evolutiva de Deus na Terra.
Trigueirinho.
Pois bem, a purificação é um estado de ser e esta busca jamais
termina.
Na Fase atual esta colocação pode ser desanimadora, assim
como pertencer a um Grupo de Trabalhos.
Da mesma forma, num Grupo trabalha-se bastante, a dedicação
precisa ser intensa, as tarefas contínuas, os esforços intensos, mas dificilmente
poderemos observar resultados palpáveis, visíveis, explícitos.
Isto acontece porque o ser humano volta-se sempre, egoisticamente,
para si próprio, para resultados que o favoreça, para coisas visíveis e
palpáveis, onde mensura e avalia o toma lá dá cá. “O que eu faço, precisa
sempre ser compensado ou recompensado”.
Estes conceitos são exclusivos da 3ª dimensão e são
intensos, pois ilusoriamente entendemos que sobrevivemos mediante o “toma lá dá
cá”.
Nossa ilusão ainda se prende a “proteções” e “apoios” do
estado, mas de fato este não faz absolutamente nada por ninguém, a não ser
alimentar o que nos desorganiza como raça, como indivíduos coesos, como corpo
humanidade, pois a desagregação é controlável e a união não é.
Assim fomenta-se a competitividade como forma de distração,
de metas e objetivos, reorganizando os estados mentais predominantes para que
todos sigam as mesmas regras disciplinares, impedindo-nos da liberdade necessária
para a evolução espiritual.
Externamente estas regras não podem ser quebradas, mas
internamente é possível manifestar esta liberdade na aliança com a alma, com
Deus.
Externamente haverá sofrimentos, mas internamente as
compensações acontecem.
Externamente o carma é compulsório e te obriga a cumpri-lo,
internamente a liberdade e a união com a alma, com Deus, fortalecerá sua
posição para vencer estas condicionantes cármicas e ser útil.
Portanto, dependendo da postura de cada um, você pode
voltar-se para a liberdade na conquista da realidade ou a ilusão na manutenção
da sua prisão.
O “toma lá dá cá” deve ser cumprido, pois as condições de sobrevivência
e disciplina no caos que vivemos, assim exige, mas expressar-se internamente,
com liberdade é algo inquebrantável.
Purifique-se. Isto depende exclusivamente de você.
Hilton