segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O caminho da vida.

No caminho da vida é preciso aprender a amar o laborioso.

Em nosso caminho ascendente é preciso aprender a amar o laborioso, amar o que exige adaptações e transformações. Não se trata apenas de aceitar o que o destino traz, mas de verdadeiramente amar as provas da vida. Quando se chega a amar a dificuldade, recebe-se um toque do espírito. E isso é o que dá segurança para viver a vida tal qual é, sem jamais retroceder. O elevado toque do espírito cancela toda possibilidade de fuga e liberta a alma que decide não abandonar o labor.
O prazer que se tem por coisas materiais obscurece o entendimento das coisas do espírito. Para que a personalidade possa colaborar com a alma, deve assumir um trabalho ativo de purificação dos sentidos  materiais, da memória, da imaginação e da vontade.

Para a purificação dos sentidos materiais precisamos:
1- Não se inclinar ao mais fácil nem fugir do trabalhoso. Não buscar o saboroso, mas reconhecer no insípido um campo de treinamento da adaptabilidade.
2- Não alimentar a inércia. Buscar o equilíbrio entre dar o necessário repouso ao corpo e não procurar sempre por descanso.
3- Não almejar consolo nem compensações  pois ajudas vêm por si, no momento certo, enviadas pelo espírito.
4- Nada acumular em quantidade, mas observar em tudo a qualidade — e nisso incluem-se as companhias.

Para a purificação da memória e da imaginação:
1- Saber em que momentos é necessário cuidar das coisas da vida externa e em que momentos se deve esquecer delas. Discernir que conhecimento deve ser absorvido pelo próprio ser, tendo em conta que assuntos alheios ocupam o lugar de coisas mais profundas.

Para a purificação da vontade:
1- Perder o interesse por tudo o que leva à desunião. Dirigir a vontade para o mundo espiritual. Se for dirigida erroneamente apenas para coisas externas, a pessoa pode tomar-se presunçosa e soberba, vulnerável a elogios e adulações — o que é um descaminho.
2- Não se distrair com a mente nem permitir que criaturas a povoem, pois isso tira a atenção do  espírito nos envia continuamente ajuda para essa purificação. Leva a nossa personalidade à incerteza pelo resultado dos trabalhos que realiza. Isso é saudável, pois a torna humilde e pronta a invocar a ajuda do mundo inteiro.
Todo verdadeiro instrutor espiritual indica a necessidade de não abandonarmos as provas da vida, de amá-las e de trabalharmos com empenho para permanecer neutros diante delas. Assim, essas ajudas chegam e transformam a nossa vida. Seguindo esse mesmo caminho ascendente, lembramos que, para conhecer a realidade interior, temos de nada pretender.
Nesse caminho não podemos saltar etapas, pois cada uma tem sua nota característica e prova básica. Temos de atravessá-las uma a uma e ir adiante, com inabalável fé e perseverança.
É fundamental abrir mão de todas as expectativas. O caminho requer total despojamento interior. Devemos aprender a conviver unicamente com a Lei de Deus e segui-la em todos os passos. O valor da solidão será assim reconhecido, e o uso correto do tempo advirá do correto falar e do correto ouvir.
O contato com a nossa realidade interior é um bálsamo supremo, eleva-nos às alturas. Cura nossas dores; traz-nos a certeza da impermanência; mostra  -nos o verdadeiro valor de cada situação e, encontro após encontro, faz-nos descobrir a essência secreta de todas as coisas.

Trigueirinho.

sábado, 28 de outubro de 2017

A purificação.

A purificação do ser humano no caminho espiritual.

À medida que uma pessoa progride no caminho espiritual, dedica-se mais tempo ao processo de purificação, que inclui a busca de sintonia com planos sutis, superiores, de existência.
No transcurso desse processo, o indivíduo evolui e deixa de agir só em proveito próprio para devotar-se ao beneficio dos demais. Ao viver um caminho espiritual evolutivo e superior, é lhe dado saber a real necessidade que o cerca e, então, torna-se servidor, a princípio de grupos e, depois, do mundo.
De modo desapegado, quem aspira a servir cuida da pureza do corpo físico, da elevação dos sentimentos e da superação dos desejos, bem como da canalização da vontade e dos pensamentos para a meta superior da existência.
A organização da vida cotidiana segundo ritmos harmoniosos constitui valioso elemento para a purificação. Também o constitui a higiene, que abrange a abstenção de carnes de toda a espécie, álcool e drogas. Apesar de preparatórios para o ingresso no caminho ascensional os cuidados com a purificação vão se sutilizando à medida que neles se avança. Por isso, a auto observação e a compreensão livre de fórmulas e de esquemas mentais fixos são  sempre requeridas.
Todavia, para conseguir a purificação intelectual, o indivíduo precisa dispor-se a buscar ensinamentos em seu próprio interior. Nessa atitude, o que lhe chega de fora — um conselho, uma informação ou  um livro — é visto não mais como aquisição cultural somente, mas como estímulo para a intuição emergir. O relacionamento que assim se estabelece com o  lado interno do ser é a base para a evolução e para os contatos com o mundo espiritual, e a purificação intelectual muito se intensifica a partir da opção por esse conhecimento direto. A análise, a pesquisa, as deduções e o raciocínio vão se tornando instrumentos - e não senhores — e deixam de prevalecer sobre a busca do silêncio interior.
O indivíduo que se dispõe à purificação procura escutar seu próprio ser interno, a alma, em todas as decisões que tem de tomar; e a alma, para alcançá-Io, pode falar por intermédio de outrem ou de fatos da vida. Hoje, diante da confusão geral, a purificação intelectual é trabalho prioritário, e indicações de como conduzi-la podem ser transmitidas à consciência externa por vias intuitivas ou por situações vivenciais compulsórias que levam naturalmente à limpeza mental e moral.
Realizada certa purificação, a mente se torna mais abrangente, e o indivíduo pode superar o envolvimento com aspectos psicológicos. Enquanto focado na mente comum, vive em luta e desarmonia, enredado em questões pessoais corriqueiras; mas quando muda a forma de pensar, quando se descentraliza e passa a perceber necessidades reais e amplas, de grupos ou da humanidade, adquire maior clareza e sua vibração torna-se mais sutil.
No início, a purificação se processa com sofrimento. Mais tarde, todavia, é compreendida como libertação de vínculos com o lado material da vida, e a pessoa tende a abandonar a posição de "vítima" para se tornar mais adulta.
Importante para a purificação é a descoberta do altruísmo, o que ocorre gradativamente: no princípio, a pessoa doa aos outros o tempo vago e os bens que lhe sobram — o que é apenas treino para chegar à inteira doação e ao esquecimento de si em prol da obra evolutiva de Deus na Terra.
Trigueirinho.

Pois bem, a purificação é um estado de ser e esta busca jamais termina.
Na Fase atual esta colocação pode ser desanimadora, assim como pertencer a um Grupo de Trabalhos.
Da mesma forma, num Grupo trabalha-se bastante, a dedicação precisa ser intensa, as tarefas contínuas, os esforços intensos, mas dificilmente poderemos observar resultados palpáveis, visíveis, explícitos.
Isto acontece porque o ser humano volta-se sempre, egoisticamente, para si próprio, para resultados que o favoreça, para coisas visíveis e palpáveis, onde mensura e avalia o toma lá dá cá. “O que eu faço, precisa sempre ser compensado ou recompensado”.
Estes conceitos são exclusivos da 3ª dimensão e são intensos, pois ilusoriamente entendemos que sobrevivemos mediante o “toma lá dá cá”.
Nossa ilusão ainda se prende a “proteções” e “apoios” do estado, mas de fato este não faz absolutamente nada por ninguém, a não ser alimentar o que nos desorganiza como raça, como indivíduos coesos, como corpo humanidade, pois a desagregação é controlável e a união não é.
Assim fomenta-se a competitividade como forma de distração, de metas e objetivos, reorganizando os estados mentais predominantes para que todos sigam as mesmas regras disciplinares, impedindo-nos da liberdade necessária para a evolução espiritual.
Externamente estas regras não podem ser quebradas, mas internamente é possível manifestar esta liberdade na aliança com a alma, com Deus.
Externamente haverá sofrimentos, mas internamente as compensações acontecem.
Externamente o carma é compulsório e te obriga a cumpri-lo, internamente a liberdade e a união com a alma, com Deus, fortalecerá sua posição para vencer estas condicionantes cármicas e ser útil.
Portanto, dependendo da postura de cada um, você pode voltar-se para a liberdade na conquista da realidade ou a ilusão na manutenção da sua prisão.
O “toma lá dá cá” deve ser cumprido, pois as condições de sobrevivência e disciplina no caos que vivemos, assim exige, mas expressar-se internamente, com liberdade é algo inquebrantável.

Purifique-se. Isto depende exclusivamente de você.
Hilton

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Compaixão.

A compaixão divina pode chegar a todos nós.

É uma arte ter compaixão pelo que assistimos no planeta, sem aflição ou lamento. A compaixão vem de um plano elevado do ser e é feita da energia do amor e da sabedoria.
De fato, a compaixão tem origem no amor e sabedoria, bem como nas energias da vontade e poder. E essas energias nada têm a ver com lamúrias, mas dizem respeito a um perfeito equilíbrio. De nada do que acontece deveríamos ser vítima mas, e tudo deveríamos encarar como oportunidade  de nos libertar de algo que nos tolhe de nós mesmos.
É muito importante estar com isso presente para que diante da situação da Terra tenhamos verdadeira compaixão: aquela que constrói internamente. Isso é válido também em situações em que nos deparamos com o sofrimento de alguém.
“Se não passarmos pelo sofrimento humano, pelo sofrimento terreno, não poderemos compreender em profundidade o sofrimento de um semelhante ou o do mundo. Se não experimentarmos o esforço do trabalho, seja ele interno, mental ou físico, não poderemos guiar alguém que por meio dele precise libertar-se.”
Só podemos aprender a compaixão na escola da vida. Só compreendemos o que sucede com os demais quando já passamos pelo que estão atravessando. Em realidade, estamos na vida para nos tornar seres de compaixão. E o caminho para isso é o do trabalho, do sofrimento e do esforço, bem como o da observação do que ocorre quando alguém o trilha.
A compaixão por tudo o que acontece sem deplorar é um estado a ser alcançado neste planeta. Os bodisatvas — seres de compaixão, como Buda e Cristo — sempre procuraram implantá-la aqui.

No plano terrestre falta tanta compaixão que os seres humanos chegam a se alimentar da carne de animais. Existe a pena, o dó, mas raramente se vê a compaixão. Não podemos perceber o despertar do espírito em nós e reconhecer padrões vibratórios mais elevados se não temos pelo menos um princípio de compaixão. Sem a compaixão nenhum ser humano pode atuar como prolongamento de energias espirituais e divinas nem ser delas mensageiro.
Precisamos da compaixão bem viva em nós. E ela vai se ampliando e confirmando à proporção que buscamos o contato com a alma, com o eu superior. Se lançarmos mão apenas da nossa capacidade  mental, dos nossos sentimentos ou das nossas atividades, jamais poderemos expressar compaixão. Para manifestá-la, todo indivíduo precisa estar permeado e imbuído da energia da alma, que é, em essência, compaixão.
Essa compaixão verdadeira, a da alma, é tão forte e profunda que por meio dela chegamos a nos identificar com os semelhantes e nos tornamos capazes de ajudar de maneira efetiva a sua evolução. É só no nível da alma que podemos atingir tal estado. Se os partirmos do corpo físico, do emocional ou do mental, poderemos experimentar tipos de união superficiais e instáveis; mas para nos identificarmos com os outros seres, nossos irmãos, para sermos o que eles são em suas essências e permitir que eles sejam o que somos, para haver esse grau de união que ergue e impulsiona é preciso que a alma atue.
Quando a energia da compaixão está presente, usamos tudo para o bem, não apenas o que é agradável, bom e positivo. A compaixão é capaz de transformar em bem até mesmo o que é negativo.
Só pela compaixão podemos ser autênticos, só com ela um setor da Verdade pode manifestar-se por nosso intermédio. A compaixão nasce no coração.
Trigueirinho.

Pois bem, a compaixão é um estado de ser e este estado precisa ser alcançado aqui na Terra.
Como seres humanos, temos a obrigação de aprender determinadas qualidades que, provenientes da alma, faz parte do currículo dos indivíduos nesta etapa da 3ª dimensão.
Quando somos reprovados ou recusamos a aprender estas qualidades definidas pela alma, reencarnaremos em condições semelhantes quantas vezes forem necessárias. Vamos reprisando reencarnações até superarmos as experiencias de cada qualidade definida pela alma, atribuídas ao currículo (destino) da vida material na 3ª dimensão.
Percebe-se que a raça humana não vem melhorando, ou seja, não vem cumprindo o currículo (destino) definido pela alma, quanto aos atributos a serem alcançados, por isso que as questões morais vem decaindo e eminentemente os riscos à sanidade e a vida física vem se tornando cada vez mais complexos. Digamos que esta complexidade acompanha a modernidade dos tempos e gera novas oportunidades, mas pelo visto, os atributos tem permanecido os mesmos de séculos atrás.
A compaixão é um dos atributos definidos e bem completo, pois une estados de amor, sabedoria, vontade, inteligência, poder, domínio, equilíbrio, visão,  desprendimento, entre outros. Mas, temos visto o avesso deste atributo, em grande parte da humanidade, em especial aquela que comanda ou tem influência sobre os demais.
Chegamos a tal ponto que esta postura não se reverte mais, independente do número de reencarnações, em face de estarmos tão desalinhados.
A  transição planetária (final do ciclo) pegou uma humanidade despreparada, apesar de todas as oportunidades concedidas ao longo dos tempos, para uma virada evolutiva no plano material e espiritual. Por isso da necessária separação do “joio do trigo”, como forma de não se reter uma raça humana inteira, liberando aqueles que devem seguir adiante dos que devem repetir os mesmos passos.
Por incrível que pareça, temos a opção individual de optar por um ou outro caminho, por isso aqueles que optaram por seguir adiante são chamados de autoconvocados. Mesmo assim poucos atentaram ou perceberam esta oportunidade e continuam completamente distraídos em suas ilusões.
Seja atento. Não desperdice seu tempo, suas energias, seus movimentos.
Priorize o que sente internamente. Isto se confundirá como perdas na vida material, pois faz parte das tuas ilusões.
Hilton



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Não seja o que todo mundo tem sido.

O segredo dos pioneiros diante da atual situação do planeta.

Chegamos a uma fase, na história da humanidade, em que a interação entre os mais diversos pontos do planeta se tornou instantânea. Por uma TV ou por um computador, as pessoas têm acesso quase imediato ao que se passa em regiões distantes do globo. O tempo e o espaço dissolvem-se numa "realidade virtual", que, diga-se de passagem, controla de maneira subliminar o modo de pensar da maioria.
E, se essa interação é intensa no nível material e concreto, ainda mais forte e contundente se apresenta nos níveis sutis. Cada vez mais as pessoas percebem em si sentimentos ou tendências que "não lhes pertencem". Algumas sentem opressão profunda; outras, um sentimento repentino de pânico. Há quem chore amargamente, sem que nada em sua vida tenha concorrido para isso. Outras são invadidas pelo medo ou tomadas por ímpetos de desespero, é que a humanidade é una, em corpo e alma. O que se passa com uma parcela desse grande corpo reflete-se no todo e divide-se em diferentes graus por suas células.
O sofrimento que se abate hoje sobre a Terra é incalculável. Porém, diante desse fato, não podemos deixar de nos perguntar como mitigar tão grande sofrimento, como contribuir para que esse processo possa transcorrer com a maior harmonia possível.
Para isso, é bom lembrarmos que, apesar dessa carga negativa, maior é a ajuda disponível nos níveis espirituais, onde o caos não existe. Mas, por outro lado, o próprio homem deverá agir conscientemente para equilibrar as más ações que ao longo das épocas engendrou. Essa é a forma de como podemos contribuir para a harmonia. E, se assumirmos essa tarefa, notaremos transformações imediatas em nossa vida, com benéficas repercussões planetárias.

Apresentamos aqui algumas sugestões que podem ser de valioso auxílio:
  • A medida que você for desenvolvendo a atenção sobre as próprias ações e aprendendo a controla-Ias, observará mais defeitos e falhas em sua pessoa. Não perca tempo analisando-os. Se cometer algum deslize, prontifique-se a não repeti-lo e a manifestar o oposto. Depois, siga adiante, com decisão.
  • Não alimente culpa e ressentimento em si mesmo nem nos demais. Entre nós não há culpados, mas aprendizes; dispomo-nos a aprender quando nos dispomos à transformação.
  • Não tente justificar-se, nem perante si mesmo,  nem perante os demais. Aprenda com o erro e com o acerto, e de imediato dê o passo seguinte.
  • Coligue-se com os níveis mais internos da sua consciência. Descubra como fazê-lo. Todos sabem, pois é um conhecimento inerente ao ser. Lembre-se de algum momento de muita dificuldade, em que,  voltado para Deus, ou para um poder superior, você tenha com sinceridade suplicado ajuda. O "lugar" em seu interior para o qual se dirigiu naquele instante de  necessidade extrema é aonde você deve volver a todo instante em busca de união com a divindade. Essa ação silenciosa é profundamente eficaz e transformadora.
  • Permita que a compaixão aflore em seu ser. Isso nada tem a ver com envolvimentos ou demonstrações emocionais. A compaixão é a compreensão da real necessidade de outrem, a união com a essência dos seres. É algo a ser vivido, e não descrito ou discutido.
  • "Não alimente o que deve morrer. Não semeie o que não deve nascer". Sua fortaleza será tanto maior quanto mais firmemente você se pautar por essa lei.
Lembre-se de que o mais importante é a sua inteira e cristalina adesão à Verdade. 
Trigueirinho.

Pois bem, esta interação global, algo que estava previsto no caminhar da humanidade, nos colocou numa situação em que boa parte dos sentimentos que manifesto não são essencialmente meus, mas podem ser de terceiros face esta intensa e imensa coligação global.
De certa forma, a humanidade deveria estar em outros estágios evolutivos, em que esta interação deveria ser positiva e não negativa, mas de qualquer forma estamos colhendo o fruto que plantamos.
Com isso, podemos expressar o que não somos, o que não sentimos, o que não queremos, pois “espelhamos” ações e reações de impulsos predominantes. Se estes são negativos, nossas expressões também podem ser.
Tudo está interligado, todos estão coligados.

As sugestões enunciadas são estritamente necessárias, pois ter um pouco de paz pode ser a grande diferença entre viver em equilíbrio ou desequilíbrio.
Podemos dizer que estamos e ainda temos de “morrer” para muitas coisas. São coisas não servem mais ou foram exaustivamente utilizadas, contrariando o eterno vir a ser do caminho evolutivo.

Nossos reflexos precisam vir de “dentro” e não de fora como tem sido, pois de fora, podem ser reflexos negativos que a maioria  expressa.
Reavalie seus sentimentos, e principalmente suas manifestações.
Hilton



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O significado e a função do sofrimento.

Compreendendo o significado e a função do sofrimento.

O passo inicial para compreendermos o sofrimento é tomar consciência de que sofreremos sempre que desejarmos algo. Mas é quase impossível deixar de ter desejos enquanto estamos na vida, porque o desejo é como uma secreção sutil do corpo emocional. Assim, como produto da própria fonte de emoções, o sofrimento sempre reaparece, de uma forma ou de outra, na existência humana.
Há milênios, Buda revelou que o sofrimento é produto do desejo. Nós o engendramos ao querer coisas, ao nos envolver emocionalmente com algo ou com alguém e ao fazer experiências puramente pessoais, sem um motivo nobre e elevado.
Contudo, podemos iniciar um trabalho de libertação se canalizarmos os desejos para finalidades e objetivos cada vez mais elevados. Essa é a forma direta de mitigarmos ou de anularmos em boa parte do sofrimento. Pouco adianta confrontá-lo diretamente.
                A purificação ou o refinamento dos desejos dá-se por etapas. Começamos com o desapego das coisas materiais; a seguir, praticamos o desapego das ligações afetivas e, por fim, o desapego dos preconceitos e esquemas mentais. Á medida que os apegos mais grosseiros são superados, o desejo é canalizado para coisas mais nobres. E, numa etapa mais adiantada desse trabalho de libertação, passamos a desejar não ter desejos.
É então que podemos relacionar-nos inteligentemente com o sofrimento. Compreendemos, por fim, que ideias, tendências e anseios equivocados retêm o fluir da vida ou nos desviam do curso correto, distanciando-nos das leis universais, espirituais, que deveríamos seguir.
Há vários tipos de sofrimento, e cada um tem a sua função. Um deles é o chamado sofrimento espiritual. Constitui-se das provas pelas quais passamos em nossa busca do Espírito. Apesar de mais sutil que outros, o sofrimento espiritual também é gerado pelo desejo. Ele existe devido ao nosso anseio de nos tornar espiritualizados. Mas quem padece dele não se queixa, porque sabe, no íntimo, que tal sofrimento o levará a uma maior compreensão da vida e das coisas.
O sofrimento espiritual não é limitante, como se possa crer, mas fortalece a pessoa que o experimenta e a deixa receptiva a realidades mais amplas. Uma das suas funções é despertar a fé.
Outro tipo de sofrimento é o de natureza moral. Forja e purifica o caráter, faz com que deixemos de ser dúbios ou tépidos em nossos sentimentos mais básicos. Todos os que têm caráter adquiriram-no vivendo diferentes gradações desse tipo de sofrimento.
Durante o sofrimento moral temos a possibilidade de fazer opções importantes para a vida do Espírito. Quando o caráter já está bem depurado, não lamentamos esse sofrimento, pois sabemos quão precioso é o aprendizado que dele advém. Sabemos, também, que o padecimento aumenta com a queixa. Com lamentos, desperdiçaríamos a energia que nos foi dada para suportar o sofrimento. Ele, em princípio, nunca é maior que a nossa capacidade de vivê-lo.
Por fim, há o sofrimento físico, que quase sempre nos quer mostrar o que devemos mudar em nossa vida. Este também é proporcional à capacidade de suportá-lo, mas em alguns casos agrava-se pelo fato de não o aceitarmos e, assim, pode tornar-se excessivamente pesado.
Precisamos considerar o sofrimento como uma oportunidade de sanar desequilíbrios antigos causados por nós mesmos, e abandonar a errônea ideia de que ele vem como mera punição.
Trigueirinho.

Pois bem, numa dosagem extremamente equilibrada, o texto converge e explica os tipos de sofrimento.
Compreende-lo é essencial, pois nesta 3ª dimensão o sofrimento é uma constante.
Como foi dito o desejo alavanca o sofrimento, sendo assim ao trabalharmos nosso controle para amenizar certos desejos, podemos evitar muitos sofrimentos.
A competitividade é a força motriz dos desejos e ao contrário do que muitos pensam é absolutamente prejudicial. No geral, materializa o indivíduo que deveria estar se desmaterializando.
Se pensarmos nos aspectos evolutivos, a materialidade é o lado mais grosseiro do espirito, portanto, um dia seremos todos espíritos . Neste dia não haverá materialidade pois esta se sutilizou completamente e condensou-se no espirito.
Podemos dizer que o nosso corpo físico  é o lado grosseiro e rudimentar da alma. Desta forma, a sutilização da matéria é inevitável, portanto, de forma inteligente, na medida que diminuímos os desejos, diminuímos os sofrimentos e estaremos, assim,  sutilizando nosso corpo (entende-se por corpo o conjunto corpo-mente).

Portanto, mudanças de posturas, agregação de novos conceitos, mudança de hábitos, diminuição da competitividade, silencio, interiorização, tendem a nos ajudar na diminuição dos desejos e consequentemente do sofrimento.

São tempos de mudanças internas e externas.
Hilton

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Jejuar.

Tipos de jejum e a importância da moderação.

Normalmente compreendido como abstinência total ou parcial de alimentos físicos, o jejum, todavia, pode ser feito em vários níveis. Se for inspirado pelo nosso mundo interior e isento de expectativas, tanto o jejum de alimentos quanto a abstinência de palavras, de sentimentos e de pensamentos ajudam na nossa transformação, na purificação do organismo e até mesmo a trazer saudáveis simplificações à vida.

A intenção de purificar-nos, quando autêntica, cautelosa, persistente e tranquila, constitui importante parte do jejum e determina seus resultados. Em algumas pessoas, essa intenção é suficiente para provocar na consciência mudanças que em geral se conseguem pela abstinência ou pelo controle.

Como o jejum é uma via de equilíbrio para nos relacionarmos com as vidas externa e interna, podemos perguntar-nos também: "Como aplicá-lo para encontrar equilíbrio na maneira de lidar com os bens materiais?"
O procedimento é o mesmo  adotado  no jejum de alimentos, no de sentimentos, no de pensamentos     no de ações e no de palavras. Algumas vezes jejuamos de bens materiais pela abstinência; outras, pelo  uso moderado deles ou pela austeridade.

Quando alguém recebe a ordem interior de dispor de todos os seus bens, é porque está pronto para isso. Sabe que tanto para seu próprio caminho como para o serviço evolutivo é a atitude mais indicada.
Sempre houve, através dos tempos, os que agiram assim. Entretanto, esse não é o caminho da maioria. Contudo, em qualquer circunstância, é possível treinar a moderação.
Podemos perguntar-nos: "Utilizo os bens materiais para tornar a vida de meus semelhantes mais digna, menos desgastante? No dia a dia levo em conta que mais da metade da humanidade se encontra em estado sub-humano, sem teto, sem alimentação básica, sem higiene e sem educação? Trato com o devido respeito a água, a energia elétrica, as habitações e as coisas com que lido?"
Reflexões como essas ajudam-nos a não abusar dos bens materiais. E não abusar dos bens materiais é usá-los com desapego e, ao mesmo tempo, sem desperdício.

Para alguns, a moderação é mais dificil que um período de abstinência total. Em princípio, a moderação requer humildade: requer que sejamos verdadeiros conosco e que nos reconheçamos falhos em certas circunstâncias. Essa atitude leva-nos a pedir orientação ao nosso ser interior antes de fazer qualquer coisa.
Por outro lado, a moderação requer também ousadia. Precisamos levar em conta que, se estivermos receptivos à luz interior, nossos recursos serão adequados, mesmo que imperfeitos.
A sabedoria da vida tudo ajusta quando estamos entregues à vontade do nosso ser interior, e até inclui as imperfeições da personalidade. Mas é preciso ousar fazer o que é para ser feito.
Só damos passos realmente quando nos dispomos a ir um pouco além do que estaria ao nosso alcance.
Se buscarmos a moderação, reconheceremos que ousar não é agir irrefletidamente. É confiar no potencial que temos dentro de nós, entregando-o à condução da nossa alma. Ao agirmos permeados desse espírito, descobrimos o sentido de jejuar em ações, de atuar na justa medida para a luz interna revelar-se.
Por último, a moderação requer desapego. E preciso realizar tais ações sem se prender a elas, agir como um semeador que lança os grãos na terra e os deixa entregues à chuva, ao vento e à dinâmica da força de vida que há em seu interior.
Trigueirinho.

Pois bem, o texto esclarece o conceito do jejum, basicamente atribuído por quase todos ao jejum de alimentos.
A vida, muitas vezes, nos imputa o jejum ou a moderação de forma compulsória. Poucos aceitam. A maioria se revolta por não entender que estamos aprendendo a utilizar de forma correta o que nos foi “emprestado” pois desperdiçamos, negligenciamos e não utilizamos corretamente o que é necessário para sobreviver.
A simples aceitação deste tipo de jejum ou moderação compulsória nos ajudará a compreender melhor nossa existência.
A revolta é inútil, perniciosa, frustrante e não irá ajudar em nada, mas quase todos se revoltam, lutam contra, se sentem esquecidos, pois não consideram o que já foi feito com a abundancia que temos, desde que saibamos usar.
O jejum de palavras, creio ser algo muito oportuno para os dias atuais, pois “matamos” com palavras e observações inúteis o crescimento dos semelhantes.
É comum não calar-se, é comum não escutar, é comum dar palpites sem necessidades, é comum brincar com sentimentos, é comum sobrepor-se a alguém, é comum opinar sem necessidade, é comum corrigir mostrando soberba.
É duro calar-se, mas necessário. O momento é de irrestrito silencio para que a alma possa se manifestar e esta se manifestará após o nosso equilíbrio e isto poucas vezes tem acontecido.
Ficar desequilibrado, emocionado, tem sido a postura padrão. O jejum, de forma geral, alivia a tensão e nos ajuda a retornar para este ponto de equilíbrio. A razão e a sensibilidade, no equilíbrio, voltam ser conduzidos pela alma e o Serviço acontece.

Alinhe-se, equilibre-se e silencie-se.
Hilton

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O elemento "água".

Nestes dias de escassez, o poder da sagrada água.

Na época presente, de grandes transformações, já se fazem notar mudanças na vida geológica da Terra, entre elas certos movimentos das águas da superficie e do subsolo. Percebem-se alagados surgirem espontaneamente em alguns lugares, enquanto outras águas estão prestes a ser conduzidas a grandes altitudes por leis magnéticas que a ciência terrestre ainda ignora.

A água é um elemento essencial à vida e à purificação dos seres que habitam a Terra — homens, animais e vegetais. Acolhe principalmente uma energia vital que a antiga medicina hindu denominou "prana". Cerca de 70 % do organismo humano, por exemplo, compõe-se de água, e sua reposição é para ele imprescindível.

Desde a Antiguidade, é conhecido, além de suas funções vitais, o potencial curativo da água, Ela exerce efeitos terapêuticos não apenas ao ser ingerida, mas também ao ser usada externamente em banhos e compressas. Combate as mais variadas doenças, dores, traumatismos, e auxilia no tratamento de distúrbios emocionais. Contudo, a falta de maior entendimento do homem sobre a necessidade de interação harmoniosa com a natureza tem posto em risco essa fonte de saúde e vida.

Muito embora alguns tenham despertado para isso, a grande maioria permanece inconsciente, e o que em geral se vê é a falta de respeito para com esse sagrado líquido. A destruição paulatina do meio ambiente, incluindo o desmatamento, a contaminação das nascentes, dos rios, dos lagos e dos oceanos, provoca desequilíbrios de graves proporções, que o homem se tem negado a considerar.

O mau uso que as pessoas fazem dela, desperdiçando-a e sujando-a desnecessariamente, interfere no equilíbrio do reino mineral e também no equilíbrio dele com outros reinos da natureza. Urgente seria aprendermos a usar a água corretamente.

A água também é, por excelência, veículo para condução e armazenamento de cargas magnéticas, tanto negativas quanto positivas. Quando pura, conduz energias universais sob a forma de vitalidade; quando poluída, é meio de proliferação de micro-organismos, não apenas físicos como também energéticos. Quanto ao teor magnético da água, ele se deve a fatos que estão além do plano físico.

Na extensão de toda a Terra há uma rede magnética responsável por muitos setores do seu equilíbrio. O poder magnético da água é tal que, não por acaso, a maioria dos vórtices dessa rede se encontra nos mares e nos oceanos. No manto líquido, transformam-se as forças densas da aura da Terra. Transformam-se e elevam-se algumas tendências desregradas ainda presentes na humanidade e ao mesmo tempo dissolvem-se, em boa parte, as emanações psíquicas humanas e do reino animal.

O elemento água é um símbolo dessa rede magnética, que absorve e irradia energias e forças. Exprime maleabilidade e adaptabilidade, e por isso simboliza também o plano emocional terrestre e o corpo emocional do ser humano.

O poder renovador da água pode ser reconhecido até mesmo pelo que proporciona um banho após um dia exaustivo, efeito que pode ser potencializado se o banho se realiza sob certas condições. Além de revitalizar a aura magnética do ser, a água possibilita maior circulação de energias curativas.

Como o estado vibratório da água é um pouco mais elevado que o do elemento terra, ela absorve o que liga o ser humano às vibrações telúricas e assim o libera para ingressar em níveis de consciência mais sutis.
Trigueirinho.

Pois bem, ainda não conseguimos dar a devida importância para o elemento água.
Mas, independente desta desatenção, este elemento continua fornecendo os aspectos essenciais para nossa sobrevivência, seja no plano físico como no plano sutil.
Prevê-se um remanejamento total da superficie alagada do planeta, no próximo ciclo, onde áreas secas irão submergir e áreas alagadas ficarão secas.
É notório que a agua doce do planeta, vem se recolhendo para o subsolo, como forma de manter-se preservada das mudanças radicais que haverá na geografia planetária. Isto preservará a capacidade de manter a vida na nova Terra.

Individualmente podemos receber muita coisa da água que nos banhamos, ingerimos e utilizamos para os devidos fins.
Ao a utilizarmos com a energia da gratidão, transformações podem ocorrer nas suas moléculas, ativando campos de Luz que irão irradiar em nosso organismo.
Ferver a água é inconcebível sob o ponto de vista esotérico. Deveríamos utilizar outras fontes de purificação e descontaminação, pois de certa forma, “matamos” a água que ingerimos.


Enfim há muito que se pode pesquisar e descobrir a respeito desta fonte da vida, no entanto, ressalta-se que tudo que fazemos através da energia da gratidão, potencializamos a Luz ali imanente.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A aridez interior e a profunda insatisfação.

Pensamento do dia 10 de outubro de 2...

E preciso vencer nossa própria aridez interior.

A humanidade precisa ser ajudada a liberar-se da vida comum. Do ponto de vista espiritual, a vida comum é considerada um deserto.
Por obedecer a padrões estabelecidos pelo estado de consciência da maioria, é uma vida que se caracteriza pela inércia, pela tendência ao acomodamento, pela busca de conforto e de bens materiais, pelo desejo e pela satisfação de vários tipos de apetite.
Esse deserto, que é a vida de muitos, procura perpetuar estruturas decadentes, desatualizadas. As sensações, sobretudo o prazer, ajudam a manter a consciência aprisionada a esse estado.
É uma vida em que as aparências determinam as opções, e não o que está no interior das pessoas, das coisas, dos acontecimentos. Podemos ver esse deserto espelhado nos noticiários diários. Eles ficam na superficie dos fatos, não mostram as causas.
E esse deserto, essa vida comum, ilude as pessoas, promete-lhes felicidade e bem-estar com base em coisas materiais, em gostos pessoais. E isso tudo
é muito mutável, muito fugaz. Quando as pessoas conseguem uma coisa, já querem outra, pois não conhecem sua verdadeira necessidade. Assim, essa vida comum é causa contínua de sofrimentos.
Quando um indivíduo resolve assumir Postura diferente, seguir outra direção, elevar-se, as forças que compõem as estruturas da vida comum tentam dissuadi-lo de sua decisão.
As estruturas às quais ele se dedicou tentam retê-lo. Ficam sempre lembrando-lhe o passado, e este costuma exercer, em muitos  grande influência. E conhecida a história bíblica da mulher que se transformou em estátua de sal; ao olhar para trás, cristalizou-se.
Importante saber que vamos nos libertando desse deserto quando praticamos o desapego. Não importa a que estejamos apegados, procuramos soltar aquilo, libertar-nos e tornar-nos independentes do que nos prende. Que aquilo prossiga, se tiver de prosseguir, mas nós nos desligamos de tudo o que nos detém. Encontramos forças para isso quando buscamos uma meta superior, mesmo que não saibamos exatamente qual é. É por essa meta superior que devemos deixar-nos atrair.
Para sair desse deserto, seria um engano esperar ajuda do que é instituído. O que é instituído alimenta-se da vida comum, e é instrumento do deserto. Teríamos de ser uma voz diferente em meio a tudo isso.
Existe um ensinamento, que encontramos na série de livros do Agni Yoga (Fundação Cultural Avatar), que se refere a um tesouro destinado a todos. Na mentalidade comum, crê-se que esse tesouro é dinheiro, que são bens materiais que se tem de perseguir. Mas o Agni Yoga nos diz que esse tesouro é o que há de mais próximo de nós. No deserto da mentalidade comum não se mantém a intenção de ouvir o ensinamento, de encontrar o tesouro. São poucos os que perseveram e que o têm como o mais importante valor em sua vida.

A humanidade precisa de forte impulso para sair da vida comum. E como ajudá-la a fazer isso, como ser voz no deserto?
Todo dia encontramos coisas fora do lugar, em desarmonia. Devemos, incansavelmente, colocá-las em ordem. E se as virmos de novo fora do lugar, voltar a ordená-las. Isso é ser voz no deserto: incansavelmente fazer o que é preciso.
Para a travessia do deserto precisamos contar com a fé. Com paciência, deixamos que se consolide em nós.
A fé transforma a aridez.
Trigueirinho.

Pois bem, temos neste texto argumentos importantes para serem considerados e analisados.
A vida comum por si só é comum, portanto não nos tira do lugar comum. Temos vivido incontáveis reencarnações na vida comum, desorganizando o pouco que organizamos em algumas encarnações especiais.
Temos entrado na rotina das ambições e da ganancia, do ser, do ter e do poder.
A religiosidade que se espalha pelo mundo, em sua maioria foca-se na vida comum, como se isto bastasse. Na realidade estamos alimentando a insatisfação, o desequilíbrio e a insensatez.
Os tempos são outros, são os tempos da grande virada, do sair do lugar comum e todos que queiram terão a oportunidade.
Para isto, a ordem e  organização é o primeiro passo. Dar a objetos e desejos, limites que não atrapalhem nossa ascenção espiritual.
Importar-se o suficiente para que nossas necessidades básicas sejam atendidas e nos voltarmos para o que realmente importa.
Os indivíduos ficarão perdidos, alucinados, quando tudo ao seu lado começar a se desmoronar. Isto já começou, mas devido as nossas ilusões poucos conseguem perceber e muitos não querem enxergar.
A fé transforma a aridez. Esta frase é muito importante pois tem a chave para superarmos nossas angustias conquistadas ao longo de vidas e mais vidas alimentando a ilusão.
A Terra e seus reinos estão em transformação. Sem se ater para isto, isto não faz sentido.
Procure perceber, então analise sua vida, a vida comum das pessoas e os movimentos que a raça humana tem feito no atual processo da auto destruição.
Coloque a fé nas suas conclusões e a esperança renascerá em bases reais, onde oportunidades poderão ser vislumbradas.

Atente-se.
Hilton

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Como enfrentar nossos medos.

Pensamento do dia 04 de outubro de 2...

Aspiração à busca espiritual e ao serviço altruísta anula o medo

O medo é, entre outras coisas, o resultado da atividade mental mal direcionada.
Quando a mente é orientada para a meta superior da existência, ele se abranda ou nem surge. Poderíamos dizer que a ignorância acerca do que realmente somos em essência é que faz surgir o medo. Quase sempre vemo-nos como indivíduos isolados, e não como células de uma única Vida. Mas à medida que por amor nos doamos a alguma causa ou serviço altruísta, vamos tomando consciência da existência de um Universo Maior, e o medo começa a dissolver-se.
Há também um medo ancestral que costuma emergir do subconsciente de todos, originado da memória de experiências vividas em épocas pré-históricas, em que o ambiente sobre a Terra era por demais inóspito. Esse medo é ainda atuante devido à falta de comunicação livre entre a consciência externa e o nível supramental -- encontrado além da mente normal e concreta. Quando essa comunicação se estabelece e se firma, quando a pessoa chega à vibração interior e profunda da alma, o medo tende a desaparecer.
Importante saber que medos e sentimentos negativos alheios podem ser incorporados à nossa aura sensitiva e tomados como nossos.
A mente individual tem capacidade para captar elementos do nível mental coletivo e transferi-los para si mesma. Também podemos manifestar apreensões pelo que está ocorrendo não especificamente conosco, mas de modo generalizado. Por exemplo, muitos hoje estão sentindo a iminente ruína da economia no mundo e costumam interpretar isso como algo que seu destino pessoal lhe reserva. Nesses pode-se redobrar, então, o medo de sofrer privações.

A humanidade atual sofre de um medo bastante comum: o medo do fracasso. Esse medo advém de estarmos identificados em demasia com a personalidade e vivermos em ambientes que nos depreciam. Habituados pela educação normal, a comparar-nos e a confrontar-nos com os semelhantes, é comum ficarmos insatisfeitos com nossas possibilidades. Na realidade, cada um é útil com suas próprias qualidades e virtudes, e as qualidades dos demais têm outra serventia.
O sentimento de inadequação pode demonstrar que visamos a algo que não nos é destinado no momento. Se estivéssemos canalizando atenção e energia para a tarefa imediata que nos cabe, veríamos como estar preparados para desempenhá-la corretamente: de nada mais precisaríamos além da total entrega ao serviço.
Mas o sentimento de inadequação pode também resultar da imensa necessidade planetária. Dado o número insuficiente de pessoas disponíveis para ajudar na grande obra evolutiva, espiritual, a ser realizada na Terra, às que estiverem dispostas a servir são oferecidas oportunidades que exigem uma capacidade maior do que a por elas manifestada. E que se conta com seu potencial oculto.
Assumir essas tarefas com coragem atrai uma força desconhecida, que dissolve o medo do fracasso logo que desponta.
Aceitar sem receio trabalhos mais complexos do que os de hábito cura-nos dessa espécie de medo  desde que as circunstâncias para realizá-los venham dos níveis superiores do ser, e não de impulsos engendrados pela ambição.
Se fizermos o que for necessário na ocasião propícia e conforme nossa mais elevada consciência, e se entregarmos à Vida universal o resultado das nossas ações, liberamo-nos desse sentimento de inadequação.
Trigueirinho.

Pois bem, conforme instruções, tudo é uma questão de posicionamento perante a vida.
Nos baseamos demais nas aparências, na superficialidade e não nos aprofundamos o suficiente para perceber o verdadeiro ritmo da vida, da humanidade, do planeta.
Nos preocupamos sempre em ser, em ter, em poder, essencialmente no mundo material face nossos medos.
Como foi dito, o medo ancestral, numa época em que as lutas pela sobrevivência eram intensas ainda persiste em muitos e os torna extremamente gananciosos.
Nosso egoísmo provem dos nossos medos e foi alicerçado no medo ancestral, só que não conseguimos reverte-lo e este se mantem, pela incompatibilidade de nos aceitarmos como corpo e alma.

Como sugerido, as Tarefas elevadas, altruístas, desprendidas de quaisquer interesses tem poderes magníficos para contrabalançar com estes medos intensos.
Poucos creem nisto e na maioria das vezes troca-se a oferta de si próprio pelos pedidos para si próprio, estimulando a manutenção dos próprios medos.
No decorrer deste final de ciclo planetário, ativaremos todos os medos, exporemos os mais ocultos, os mais ferrenhos por ser uma etapa em que tudo deverá ser exposto e transmutado. As reações serão imprevisíveis, portanto, estar atento e coligado será essencial, uma vez que a mente não poderá deduzir reações necessárias para as ações que serão desencadeadas.


Faça o essencial. Dedique-se somente ao necessário.
Hilton

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Os sonhos e a minha realidade.

Pensamento do dia 03 de outubro de 2...

Os sonhos podem mostrar nossa realidade com clareza

Geralmente somos mais livres nos sonhos, de modo que eles podem colocar-nos em contato com níveis mais elevados do nosso ser, de onde podem vir orientações precisas.
Todos os que passaram pela experiência de um sonho marcante sabem que depois de vivenciá-lo não continuaram a ser os mesmos.
No nível da consciência de vigília, de desperto, temos a ilusão de que somos separados uns dos outros, de que somos uma coisa e o universo é outra, como algo distante e fora de nós. Todavia, um sonho pode mostrar que essa não é a realidade.
Um sonho pode apresentar o que vem realmente do nosso lado interno, profundo, e não da nossa parte mais superficial, aparente ou racional. Num sonho, isso pode ser liberado, e então ficamos diante da realidade, vendo-a com mais clareza.
Quanto mais nos aprofundamos nesse assunto, mais temos sonhos simbólicos, ligados a fatos não concretos, conforme costumamos pensar. Em vários casos, esses sonhos simbólicos podem ser considerados a linguagem da nossa alma, a qual não se atinge com a mente comum.
Na vida de desperto, um mais um é igual a dois, ao passo que, na linguagem da alma, não é assim.
Na vida espiritual, se interpretarmos um sonho simbólico em termos lógicos e racionais, dificilmente chegaremos a uma conclusão correta. Para sabermos o que ele está manifestando, é preciso despir-nos de toda preocupação de ver as coisas logicamente, de querer introjetar nossas ideias sobre o significado que possa ter. E preciso que nos liberemos de conceitos; do contrário, não compreenderemos o símbolo.
Diante de um sonho, convém ficarmos imparciais, tanto ao passá-lo a outros, se for o caso, como para a nossa própria compreensão.
Devemos registrá-lo com fidedignidade, com detalhes, mas sem acrescentar-lhe nada.
Se me coligo em silêncio com o símbolo que vi e fico quieto, isentando-me de formar uma opinião, provavelmente outros elementos surgirão na minha consciência. Esses elementos podem ter um significado específico que emergirá de dentro de mim, não através de explicações mentais, mas de estados de ânimo que me transformam.
Ainda que, quieto e imparcial diante do símbolo, eu não consiga chegar a conclusão alguma, não tem importância; pelo simples fato de ter ficado nessa atitude, impassível e impessoal, permito que o símbolo me transforme. Por ser ele um concentrado de energias de um outro nível, com minha atitude de imparcialidade acabo entrando em contato com a energia que traz, mesmo sem compreendê-lo.
Se um símbolo for muito abstrato, de tal modo que meu grau de compreensão atual não me permita atingi-lo, basta eu ficar relaxado para ser tocado por sua energia. Talvez o símbolo não queira dizer nada mais que "fique calmo, quieto e atento, olhando para mim"
Quanto mais abstrato e incompreensível for o símbolo visto ou sonhado, mais profundo o nível do qual terá vindo. Cada vez que o recordo, e que nele penso com gratidão e afeto, sou energizado e me coligo com um nível mais interno do meu ser. Tal nível está sendo representado pelo símbolo e, por isso, quando minha mente se volta para ele, sou colocado em contato com meu Eu Superior, na proporção em que isso pode ser feito na atual fase da minha existência.
Trigueirinho.

Pois bem, eis uma indicação de postura que devemos seguir para aprender a compreender os recados da alma.
Geralmente as pessoas interpretam seus sonhos “ao pé da letra”, fantasiam, se impressionam e deduzem estados críticos que não vão acontecer.
Como somos impressionáveis, se os sonhos importantes não forem marcantes, pouca ou nenhuma atenção lhe será dada e os recados não são absorvidos.
Como exemplo, sonha-se em certos momentos da nossa vida, com a morte.
A morte pode ser o fim de um estágio que vem se percorrendo, de uma situação que está prestes a se encerrar, enfim de algo que termina e outra que começará.
Como cada um se encontra num nível de consciência, de compreensão e evolução, os sonhos divergem de pessoa para pessoa.
Poderemos ter sonhos coletivos quando algo de âmbito coletivo poderá acontecer.
As grandes descobertas mundiais, na ciência, na física, na medicina, na mecânica, com em todos os outros setores, foram inspirações vindos do alto que “tocaram” certos indivíduos aptos a estes desenvolvimentos.
Os sonhos são simbólicos e expressam estados de consciência, atuais, futuros e do passado, que pendem de ajustes atuais, para o futuro e os passados.
Esta forma de comunicação anímica (da alma) foi uma maneira encontrada face a nossos bloqueios mentais fortemente controlados pela personalidade.
No futuro isto muda, o formato será outro e a comunicação anímica mais direta.

Atente para o que sonha, anote, preencha com o máximo de detalhes, não seja telegráfico ou se prenda ao que você considera mais importante, pois o conjunto é que dará o formato que precisamos conhecer.
Sonhar com outras pessoas, nem sempre significa recados que temos de dar, pois nos espelhamos nos outros. Ou seja, muitas vezes o que vemos nos outros são nossos próprios reflexos, nossos próprios defeitos ou qualidades, portanto, nunca devemos nos isentar.
Consulte pessoas, se necessário, com certas aptidões e não curiosos ou tendenciosas que poderá atrapalhar mais do que ajudar.
O ideal sempre será um trabalho interno, pessoal para a devida interpretação.

Bons sonhos, o que não significa sonhos tranquilos.
Hilton